Notas iniciais
Boa noite gente!!! Olha só quem está se mantendo fiel a atualização de sábado sim, sábado não... Fiquem na torcida pra q eu continue assim ♥♥♥ Sem mais demora, vamos ao capítulo >>>>>>

— Nada? – perguntou Sakura ao lado de Hinata.

— Ele está em coma – disse a Fada Madrinha.

— O que é coma? – soluçou Hinata.

— É um termo para o estado em que uma pessoa fica com a consciência comprometida e demonstra pouca ou nenhuma reação a estímulos, não sendo capaz de abrir os olhos, pronunciar palavras nem obedecer a comandos simples.

— E o que isso quer dizer? – perguntou Hinata sem entender. – Quando meu irmão vai acordar?

— Eu não sei, não dá para saber. Ele pode acordar a qualquer momento, mas eu esperaria uns dias. Seja o que for que aconteceu, ele precisa de um tempo para se recuperar – explicou Tsunade.

— Ele vai ficar bem? – questionou Hinata segurando as lágrimas.

— Vai sim – disse Tsunade. – Vá para seu quarto – aconselhou. – Tome um banho e coma algo. Seus pais já sabem do ocorrido.

— Está bem – Hinata concordou se levantando da cadeira ao lado da cama em que Neji estava deitado.

— Eu te ajudo – se ofereceu Sakura.

Isso lhe daria tempo de pensar.

— Sakura? – chamou a Fada Madrinha.

— Sim? – a filha da Malévola se voltou para ela.

— Depois do jantar eu preciso conversar com você – a informou.

— Tudo bem – a jovem concordou. – Eu vou até a sua sala.

Até já sabia sobre o que conversariam: o misterioso colar.

A magia contida nele era perversa, Tsunade poderia lhe explicar melhor de onde vinha ou de quem. Mas a pedra preciosa contida nele... O diamante... Era mais familiar do que gostaria.

Se recusava a acreditar que seu pai estaria metido naquilo, mas não tinha como saber. Por que ele ainda não tinha ido atrás dela? Ele sabia que ela estava na Academia, àquela altura, todos os reinos sabiam. Então por quê?

— Você acha que ele vai ficar bem? – murmurou Hinata.

Isso interrompeu os pensamentos da filha da Malévola.

— Neji? Acho que sim. A Fada Madrinha é a melhor fada que poderia cuidar dele.

— É – sussurrou a filha da Rapunzel.

Sakura a acompanhou até o dormitório e esperou a garota se banhar antes de acompanhá-la até o refeitório.

Ino já estava a sua espera em uma das mesas, algumas das garotas também estavam com ela: Tenten, Temari e Karui.

Sakura pegou uma bandeja logo após Hinata e esperou Chyo preparar seus pratos.

— E então? – Tenten perguntou timidamente.

Como Hinata não se manifestou foi Sakura quem respondeu:

— A Fada Madrinha disse que ele está em coma, que precisa descansar o corpo e que pode acordar a qualquer momento – "ou não" sua mente completou em pensamentos.

— Foi tão sério assim? – Temari perguntou abismada.

— Me desculpa Hinata – pediu Tenten. – Eu não sei o que aconteceu.

— A culpa não foi sua – disse Sakura.

— Foi sim – contrapôs Hinata.

— Não foi não – negou Sakura. – A culpa é daquele colar que ele estava usando. Me diz: onde foi que ele conseguiu aquilo?

— O que um colar tem haver com tudo isso? – estranhou Temari.

— Vocês não sentiram? – questionou Sakura surpresa.

— Sentir o que? – perguntou Ino se pronunciando pela primeira vez desde que Hinata e Sakura se sentaram a mesa.

— A magia negra do colar – explicou Sakura.

— Eu não senti nada – negou Ino.

As outras garotas também concordaram.

— Mas vocês começaram a brigar uns com os outros do nada lá na aula de Treinamento de Heróis – apontou a filha da Malévola.

— Tudo bem – concordou Temari. – Aquilo foi estranho.

— Também achei estranho – concordou Karui.

— Foi o colar – explicou Sakura.

— Como é que um colar pode provocar tudo isso? – Hinata murmurou.

— As aulas de feitiçaria da Tsunade precisam ser melhoradas – Sakura ergueu as mãos para o alto. – O colar estava enfeitiçado com magia – esclareceu ela. – Vocês devem saber sobre objetos inanimados com magia, certo? – questionou.

— Eu acho que você pode ter sentido porque você tem magia – deduziu Ino. – Nós não temos magia – apontou para as garotas ao redor.

— A Ino tem razão – concordou Temari.

— Você não se sentiu afetada? – Karui arqueou a sobrancelha. – Tipo, nem um pouquinho?

— Não como vocês – respondeu Sakura. – Olha, eu preciso ir falar com a Fada Madrinha, ela me pediu para ir até lá depois do jantar – disse se levantando da mesa.

— Me avisa se ela falar alguma coisa sobre o meu irmão, por favor? – pediu Hinata.

— Aviso sim – Sakura concordou.

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— Licença – Sakura pediu ao entrar depois de bater na porta e ouvir um "Entre".

— Feche a porta – pediu a Fada Madrinha.

— Olha – Sakura começou a dizer de forma desajeitada –, eu sei que eu quebrei a regra de não usar magia, mas...

— Tudo bem – Tsunade a interrompeu. – Não é sobre isso especificamente que eu quero falar com você. Não verdade, eu reconheço que você agiu rápido na situação e a parabenizo por isso. As coisas poderiam ter saído de controle e tomado proporções bem maiores se você não tivesse agido. É um ponto que eu queria que você entendesse: não precisa usar magia o tempo inteiro só porque a tem, mas ter sabedoria de usar sua magia quando se é necessário.

Sakura se sentou em frente à Fada Madrinha se sentindo mais aliviada e entendendo o que ela queria dizer.

— Então é sobre o colar que você quer falar? – arqueou uma das sobrancelhas.

— Sim – concordou Tsunade se ajeitando em sua poltrona.

— Você sabe de onde veio? – questionou.

— Sim, é do Doutor Facilier – explanou a Fada.

— Mas como foi que Neji conseguiu aquele colar? – perguntou Sakura estranhando a situação, nada fazia sentido.

— Isso me preocupa – Tsunade franziu a testa. – Doutor Facililer tem uma magia perigosa de se lidar já que não é dele e sim provida de uma troca.

— Os amigos do outro lado – murmurou Sakura se lembrando de histórias que corriam os quatro cantos da Ilha.

— Exatamente – concordou Tsunade.

Então Sakura se tocou de uma coisa:

— Você acha que o Neji pode ter trocado alguma coisa por aquele colar?

— Não, a magia do Doutor Facilier não funciona assim, o colar é só uma prova do contrato selado entre os dois. O que me preocupa é o que foi trocado entre eles – explicou a Fada.

— No que eu posso ajudar? – perguntou Sakura.

— Tanto quanto eu: em nada – suspirou a Fada.

— Nada? – Sakura elevou a voz, abismada.

— Só podemos esperar que o Neji acorde – suspirou Tsunade.

— Mas e se ele não acordar? – questionou a filha da Malévola.

Tsunade desviou o olhar, preocupada.

— Não adianta nada se preocupar por agora. Tudo o que podemos fazer é esperar.

Sakura observou bem a Fada a sua frente, Tsunade parecia mais cansada a cada dia que se passava. “O que será que está acontecendo?” se perguntou em pensamentos.

Tomou cuidado ao dizer as próximas palavras:

— Você não parece estar muito bem – analisou.

Tsunade se virou para lhe olhar bem nos olhos e arqueou uma sobrancelha em desafio.

— Posso confiar em você, Sakura? A filha de Malévola? – a jovem sentiu sua respiração ficar presa na garganta. – Achei que não – murmurou a Fada se recostando na poltrona. – Você mantém seus segredos e eu mantenho os meus.

Sakura entendeu o ponto onde ela queria chegar: uma troca justa. Só não sabia se estava disposta a dar as respostas que a Fada queria.

— O que quer saber? – perguntou de maneira cautelosa.

— Para começo de conversa: quem é seu pai? – Tsunade foi direta.

Sakura sentiu seu corpo tencionar, estavam entrando em um território perigoso.

— Isso importa? – devolveu a pergunta.

— O que pretendia no Museu? Eu não caio nessa conversa de estar com saudades da sua mãe – apontou a Fada mais uma vez.

A isso Sakura agiu rápido. Não iria confessar que queria roubar a varinha da Fada a sua frente.

— Já faz tanto tempo, nem lembro – deu de ombros.

Mas a filha da Malévola observou o semblante da Fada se fechar.

— Pode ir para o seu dormitório – a Fada mandou.

Fim de conversa.

Sakura saiu sem se despedir. Mas sentiu seu peito comprimir por causa das mentiras. Tsunade não confiaria em si se não dissesse a verdade para ela. Mas Sakura sabia que estaria encrencada se desse com a língua nos dentes. E muito provavelmente seus amigos ficariam encrencados juntos. Não sabia o que fazer.

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Alguns dias depois...

O plano de roubar a varinha da Fada Madrinha... Ia de mal a pior. Shikamaru parecia realmente ter desistido, principalmente depois que ele e a filha do Aladdin começaram a namorar. Kiba vivia enfurnado dentro do quarto ou numa biblioteca. Sakura quase não via mais os dois, muito menos conversava com eles. Ino então... Depois que começou a namorar Sai... Quase não via mais a amiga, Sakura preferia se afastar quando via os dois juntos, não queria atrapalhar agora que a amiga enfim havia assumido seus sentimentos pelo garoto.

Mas não entendia como os amigos podiam estar tão tranquilos com tudo o que estava acontecendo.

Tinha se passado poucos dias desde o coma de Neji e nada do garoto dormindo acordar. Karin ficou em fim a frente de tudo afinal de contas, insultava-os sempre que podia e colocava os outros alunos contra eles. Não eram muitos, mas o número crescia a cada dia. E Sakura andava tão tensa. Sabia que a qualquer hora poderia explodir.

Foi para o lago tentar se acalmar. Respirou fundo o ar limpo e puro que o vento trazia quando ouviu um choro não muito longe dali. Seguiu o som até encontrar atrás de uma moita uma menina deitada que chorava copiosamente. Não era ninguém mais ninguém menos que Hanabi, a filha mais nova da Rapunzel.

— Olá? – Sakura chamou cautelosa.

A menina se levantou rapidamente de onde estava tomada pelo susto.

— Tudo bem? – a filha da Malévola se sentou ao lado dela.

A menina só negou com a cabeça e voltou a chorar. Sakura suspirou esperando a garota se acalmar por conta própria.

— Sinto pelo seu irmão – disse cuidadosamente. – Mas ele vai acordar logo, acredite.

— A Fada Madrinha já me disse isso – murmurou a menina entre lágrimas.

— Então por que está chorando? – Sakura questionou sem entender

— Por que é que todo mundo tem que ser tão cruel?

— Como assim? – Sakura levantou uma das sobrancelhas.

— Estão dizendo por aí que meu irmão fez um pacto e por isso ficou desse jeito – a menina chorou tornou a chorar.

"Povo fofoqueiro!" Sakura reclamou em pensamentos.

— Hanabi, me escuta – pediu esperando que a menina se acalmasse. – Você não pode deixar que aquilo que os outros dizem te afete dessa forma porque é isso o que eles querem.

— É fácil pra você falar – a princesa deu de ombros.

Sakura então tentou seguir por outro caminho.

— Você acha que é mais fácil pra mim porque eu vim da ilha? – perguntou suavemente.

Hanabi concordou com a cabeça.

— Olha – tentou explicar –, a Ilha é um lugar para onde os vilões são mandados porque cometeram um crime, seja ele leve como um roubo, seja ele pesado como um assassinato, por exemplo. Mas te digo uma coisa: tendo crescido e vivido lá minha vida inteira e então vindo para cá depois... Eu já encontrei gente boa e gente ruim nos dois lugares, tanto lá na Ilha quanto aqui em Konoha.

Hanabi enxugou as lágrimas prestando atenção nas palavras.

— Eu tenho pessoas com quem me importo e para mim só a opinião delas é que me interessa. Eu sou a filha da Malévola, escuto coisas ruins todos os dias. Se eu fosse deixar isso me abalar, eu nem estaria aqui.

Hnabi aos poucos se acalmou mais, pensando nas palavras que acabara de ouvir.

— Meu irmão foi muito ruim comigo durante muito tempo – confessou a menina. – Fico me perguntando se foi esse pacto. Lembro bem pouco de quando eu era mais nova e nós três brincávamos juntos. Neji era um irmão diferente, sabe?! Ele era mais carinhoso – disse saudosa.

— A Hinata também acha isso? – Sakura perguntou levemente.

Hanabi concordou com a cabeça mais uma vez.

— Quem foi que te disse que seu irmão ficou assim por causa de um pacto?

— A princesa Karin – a menina confessou.

Sakura sentiu a raiva aflorar. Aquela ruiva... Não perdia por esperar. Analisou bem a princesa a sua frente. Tudo o que ela precisava era de um pouco de coragem.

— Lembra quando você me pediu pra te tornar mais bonita? – perguntou cautelosa.

— Lembro – a menina virou para si espantada.

— Eu vou te fazer uma pergunta e dependendo da sua resposta...

Hanabi enxugou de vez os olhos e fixou o olhar em Sakura.

— Estou pronta para sua pergunta.

— Lá vai, o que é mais importante na sua vida: ter beleza, ter riqueza, ter saúde, ter coragem ou ter sua família? Pensa bem na resposta – avisou.

Sakura esperou, esperou e... esperou. Mas não ficou impaciente, muito pelo contrário, se perdeu nos próprios pensamentos enquanto a menina ao seu lado pensava e pensava.

Decidiu, por exemplo, não contar nada a Ino sobre a terra que era sua por direito. Se o plano da varinha ainda se encaminhasse, muito provavelmente a Rainha Má poderia querer a terra de volta. Além disso, não queria deixar a amiga em conflito sobre a mãe como ela mesma estava se sentindo no momento.

Por outro lado... Não parava de sentir culpada por não contar tudo a Fada Madrinha. Tsunade estava sempre tentando lhe ajudar e detestava agir de forma ingrata com ela. Mas... não podia confessar que queria a varinha dela para libertar a mãe e os pais de seus amigos. Seria mandada para a Ilha num piscar de olhos.

— Eu tenho a resposta – Hanabi se manifestou ao seu lado.

— Demorou – Sakura apontou desanuviando os próprios pensamentos.

— Minha família é a coisa mais importante para mim na minha vida – disse ela resoluta. – Quero meu irmão acordado para fazer as pazes. Quero poder me abrir com a minha irmã sem deixá-la preocupada. Quero poder jantar em família, com todos nós reunidos, mas sem fingir para meus pais que não gosto do meu irmão mais velho.

Sakura se sentiu tocada com a sinceridade da menina. Principalmente porque não sabia o que era mais importante para si em sua própria vida. A mãe? O pai? A amiga? Sua recente magia? Não sabia. Mas não negava que se importava com eles. Com Kiba e Shikamaru também que mal haviam entrado em sua vida, mas ali, estando todos juntos... Se importava com eles.

Se importava com Sasuke também, apesar de saber que o sentimento dele para si era apenas efeito da poção do amor.

Se importava com a própria Fada Madrinha também, a ponto da opinião dela lhe afetar.
Suspirou se concentrando e apontou um dedo para Hanabi.

Olha bem e atenção, você vai ter coragem de montão.

Não tinha usado magia de verdade, tinha prometido a Fada que não usaria, mas quis testar uma teoria: como será que a princesa agiria a partir de agora se achasse que tinha recebido um feitiço para ter mais coragem?

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Notas finais
E aí, gostaram? Espero q sim: Notas: ♦ Neji está em coma... ♦ Será q o pai da Sakura está metido nessa história do colar? ♦ Fada Madrinha/Tsunade desconfia das mentiras da Sakura... ♦ E Sakura "enfeitiçando" Hanabi, no q será q isso vai dar? ... Beijinhos e até o próximo capítulo ♥