Os Descendentes

31 Break this down


Notas iniciais
Voltei!!! E me mantendo fiel em atualizar pelo menos 2 vezes por mês!!! Muito obrigada pelo carinho, pelas mensagens e pelo apoio de vcs, sempre tenham em mente o quanto isso me incentiva e me deixa feliz ♥♥♥♥♥♥♥ Vamos ao capítulo >>>>>>>>>>

Shikamaru estava deitado na grama com a cabeça no colo de Temari enquanto ela lia um livro encostada no tronco de uma árvore na saída do refeitório. Ele gostou que ela não fez questão de esconder de ninguém o que estavam vivendo. Ainda se sentia estranho ao pensar que nutria sentimentos por ela. Mas gostava, a sensação era muito boa, não se lembrava de quando havia se sentido assim tão bem. Nunca, talvez.

Pegou um galinho fino no chão e cutucou a bochecha dela com ele, mas Temari só balançou a cabeça, extremamente concentrada na leitura. Shikamaru insistiu até que ela reclamou.

— Quer parar? Estou tentando ler – virou uma página.

— Nosso trabalho já está pronto – disse ele.

— Algumas pessoas lêem simplesmente porque gostam – cantarolou ela.

— E eu te interrompo porque eu gosto – replicou ele sorrindo.

Temari revirou os olhos e voltou a se concentrar em sua leitura.

Shikamaru resolveu ficar quieto e simplesmente ficou alternando seu olhar entre ela e os raios de luz que saiam entre as folhagens da árvore. Temari começou a acariciar os cabelos dele com uma mão enquanto que com a outra segurava o livro. Shikamaru acabou caindo no sono sentindo o carinho dela.

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— Olha aqueles dois – Matsuri apontou para Shikamaru e Temari juntos fora do refeitório. – Quem imaginaria que a filha do Aladdin e da Jasmine se interessaria logo pelo filho do Jafar?

Kiba sabia que ela estava sendo maldosa, mas preferiu não comentar nada já que nunca adiantava, Matsuri simplesmente escolhia o que queria ouvir e pronto. Era bem irritante às vezes.

— Você sabia que o Chouji e a Karui estão tendo um encontro hoje? – ela perguntou em tom de surpresa.

— E o que tem isso? – Kiba por fim resolveu falar algo.

— A filha da Princesa e o Sapo mais o filho de um amigo da Mulan estão tendo um encontro! – ela enfatizou.

— Ainda não entendo aonde quer chegar – Kiba voltou a sua tarefa.

— Parece que está todo mundo encontrando um par, sabe?! Um grande amor – Matsuri suspirou e coçou as costas, parecendo incomodada. – Sakura e Sasuke, Karin e Neji, Temari e Shikamaru, agora Karui e Chouji.

— Você só está com inveja porque queria que Gaara olhasse para você – disse Kiba.

— E você só está sendo maldoso comigo agora porque queria que o Kankurou olhasse para você – ela atirou.

O filho da Cruella olhou ao redor par ver se ninguém tinha ouvido, por sorte era domingo e o refeitório estava vazio aquele horário.

— Fala mais alto, acho que cozinheira não te ouviu – ele reclamou.

— Desculpa – ela pediu, voltando a coçar as costas. – Você devia ter coragem de se confessar para o Kankurou – murmurou ela.

Kiba segurou o riso, nunca teria chances. O garoto filho de Aladdin e Jasmine era, junto do irmão Gaara, o maior “pegador” da academia, como muitas meninas diziam.

— Você é quem devia tomar coragem e se confessar para Gaara, afinal, as chances de você ficar com ele são bem maiores do que as minhas com Kankurou – disse Kiba sincero antes de levantar o olhar para a amiga. Às vezes ainda era estranho pensar em como havia ficado amigo dela tão de repente, ela só o começara a ajudar com Akamaru, o mascote da Academia, e então começaram a conversar sobre tudo. Bem, quase tudo.

Matsuri mordia o lábio apertado em uma careta e coçava as costas freneticamente.

Kiba arqueou a sobrancelha, preocupado.

— Você está bem? – perguntou, deixando o caderno de lado. – Essa não é a primeira vez que você fica se coçando assim – ele apontou.

— Minha alergia deve ter voltado – ela disse ainda se coçando.

— Vamos para a enfermaria – ele se levantou guardando suas coisas na mochila.

Matsuri não respondeu nada, só acompanhou ele ainda se coçando.

— Não piora se coçar, não? – ele reclamou.

— Eu só não consigo parar de coçar – disse ela dando de ombros. – Ai, não, agora está doendo – ela se lamuriou.

Kiba só apressou o passo. A Fada Madrinha não quis dizer da última vez, mas ele sabia que ela tinha ficada preocupada com o estado de Matsuri. Alguma coisa estava acontecendo com a garota.

Andava tão depressa que quando se virou no corredor esbarrou em alguém e caiu no chão.

— Cuidado aí – disse uma voz familiar.

Era Kankurou. Justo ele. Gaara vinha logo mais acompanhando o irmão.

— Estamos procurando a nossa irmã, viram ela por aí? – o ruivo perguntou.

Matsuri parou ao lado de Kiba e tentou ajudá-lo a se levantar. Foi quando gritou de dor.

— Ai! – caiu no chão com a mão nas costas.

— Matsuri! – Kiba se virou para ela preocupado.

— O que ela tem? – Gaara se abaixou preocupado, tentando ajudar de alguma maneira.

— Eu não sei – o filho da Cruella respondeu.

— Está doendo – Matsuri chorou.

Kiba percebeu sangue sair das costas dela e ficou abismado. Se levantou do chão depressa.

— Consegue carregar ela até a enfermaria? – ele perguntou para Gaara. – Eu vou atrás da Fada Madrinha.

Garra assentiu e pegou Matsuri no colo.

— Eu vou com você – disse Kankurou o acompanhando.

Kiba correu para a sala da Fada, não percebendo que era mais rápido do que o garoto. Quando viu a porta da sala não pensou duas vezes e entrou sem bater.

— Fada Madrinha!

— Como ousa invadir minha sala? – ela perguntou brava. Estava acompanhada do Conselheiro Real.

— Me desculpa, mas é uma emergência – bem nesse momento Kankurou o alcançou. – É a Matsuri.

— O que tem ela? – a Fada se levantou depressa.

— Ela estava coçando as costas como da outra vez e então começou a se queixar de dor, pedi para o Gaara levar ela para a enfermaria enquanto eu vinha atrás da senhora. As costas dela estão sangrando – informou de uma vez acompanhando a Fada até a enfermaria.

Chegando lá ela pediu para que todos se retirassem da sala. Matsuri chorava de dor quando Kiba fechou a porta e não pôde mais escutar nada.

— Cara – reclamou Gaara. – Nunca vi nada parecido com isso – ele permanecia com a cara de surpresa.

— Você sabe o que é? – Kankurou perguntou para Kiba, mas o garoto só negou com a cabeça.

— Ela estava tendo uma coceira nas costas ultimamente, mas ela vinha para a enfermaria, passava uma pomada e depois ficava tranquila – disse Kiba se sentando no chão, ao lado da porta. Colocou a mão na cabeça frustrado.

— Mas você acha que pode ser algo a mais, não? – questionou Kankurou sentando ao lado dele.

— Eu acho que a Fada Madrinha sabe o que é, mas resolveu não falar nada para não preocupar a Matsuri – o filho da Cruella decidiu ser sincero em sua resposta.

Ficaram uns minutos em silêncio, mesmo que Gaara ficasse se remexendo e andando de um lado para outro.

— Eu vou para o refeitório – disse o ruivo. – Vocês vão ficar aí?

— Sim, eu vou ficar – disse Kiba.

— Eu também vou – disse Kankurou.

Kiba engoliu em seco quando Gaara sumiu no corredor. Sempre ficava meio nervoso perto do garoto ao seu lado. Ainda se lembrava de quando se conheceram, o riso dele tinha ficado em sua memória. Diferente do de seus amigos que era sem graça devido ao seu medo de cachorro, e dos outros que era em tom de chacota, Kankurou tinha rido de surpresa. Kiba sempre fora alvo de risos dos outros quando estava na ilha, por isso conseguia identificar os tipos.

Olhou para Kankurou com o canto do olho e logo desviou. Em diversas outras situações acabou reparando no garoto sem querer, nas aulas de cortejo, nas aulas de dança, mas, principalmente, nas aulas de treinamento de heróis e de educação física quando a camiseta que ele usava ficava suada e grudada em seu corpo, e o garoto simplesmente a tirava e revelava a pele brilhante que tinha. Ele era bronzeado, mas também pudera, sua família era do deserto.

— No que está pensando? – Kankurou perguntou subitamente.

— Nada – respondeu rápido e com a voz esganiçada.

— Tem certeza? Você ficou vermelho de repente – arqueou a sobrancelha. – Fala sério, você deve estar pensando em alguma garota – disse o garoto colocando os braços atrás da cabeça e se recostando na parede. – E aposto que deve ser a Matsuri, você gosta dela, não é? Todo mundo aqui na academia andou comentando.

Kiba soltou um suspiro.

— Eu gosto da Matsuri – Kankurou se virou ansioso para ele. – Mas é como amigo. Nós somos amigos e apenas isso.

— Hum... – Kankurou colocou uma das mãos no queixo, pensativo. – Mas você gosta de alguma garota daqui da academia? – ele perguntou.

— Não – Kiba negou.

— Da ilha, então? – Kankurou bateu o punho de uma mão na palma da outra. – Tem alguém lá que você gosta ou deixou te esperando?

Kiba suspirou novamente e decidiu ser sincero.

— Não – negou novamente. – Eu não gosto de garotas.

Kankurou riu surpreso e inclinou a cabeça.

— Que tipo de cara não gosta de garotas?

— O tipo de cara que gosta de garotos – Kiba deu de ombros. – Eu sou gay.

Kankurou arregalou os olhos.

Bem nesse momento a porta da enfermaria se abriu e por ela saiu a Fada Madrinha. Kiba se levantou ansioso por notícias da amiga.

— O que ela tem? E por favor, não diga que não é nada.

A Fada Madrinha suspirou antes de responder:

— São as asas dela, estão nascendo – Kiba ficou chocado com a informação. Não havia passado por sua cabeça que algo do tipo era possível, achava que as fadas já nasciam com suas asas. – Peço para sejam discretos com esse assunto, por favor.

— Tudo bem – o filho da Cruella concordou. – Mas ela está bem?

— Agora não, mas vai ficar. O processo do nascer de asas de uma fada mestiça é diferente de uma fada nascida, já que, comumente falando, fadas já nascem com as asas.

Kiba se viu preocupado com isso, pensando em outra pessoa.

— A Sakura... – começou a falar sem saber o que dizer exatamente.

— Pode vir a ter asas? Sim, ela pode, só que eu não sei quem é o pai dela, ou de que espécie ele é. Isso dificulta as coisas – a Fada Madrinha olhou para ele e Kiba entendeu esse olhar.

— Ninguém sabe quem é o pai da Sakura – ele deu de ombros.

— Peço para que fique de olho caso ela tenha os mesmos sintomas da Matsuri.

— Pode deixar – ele concordou. – Prometo ficar de olho nela.

A Fada Madrinha ia entrar de novo na enfermaria.

— Posso ver a Matsuri? – Kiba perguntou ansioso.

— Eu acho melhor não – a Fada negou. – Ela está descansando agora e eu prefiro que ela não entre em contato com nada nem com ninguém até seu quadro estabilizar. E com isso, quero dizer até as asas dela nascerem completamente.

— Tudo bem – ele assentiu, entendo a situação. – Muito obrigado.

A Fada entrou de novo no consultório e Kiba saiu dali, indo até seu quarto. Em nenhum momento olhou para Kankurou e o garoto também não lhe chamou.

Chegou ao quarto, se jogou na cama de barriga para baixo e abafou o grito no travesseiro.

Pronto, estava feito. Tinha dito ao garoto que gostava que era gay.

Se virou de costas na cama e ficou olhando para o teto.

Algumas coisas ali poderiam ser tão simples quanto eram na ilha, mas não, eles viviam em um quadrado fechado e se recusavam a conversar sobre certos assuntos.

Sakura tinha razão em quebrar o padrão de que somente meninos ou meninas deviam frequentar certas aulas. Era o começo de algo, quem sabe não pudesse ser mais?

Mas é claro que falar sobre ser sexualidade devia estar longe de acontecer. Kiba não conseguiu reparar em ninguém que pudesse ser como ele.

De repente a porta de seu quarto abriu de supetão e Ino entrou correndo.

— Tudo bem, o que aconteceu? – perguntou ao vê-la parecendo desesperada.

— Sai e eu nos beijamos – ela disse sem fôlego.

— Isso não deveria ser algo bom? – Kiba sorriu, ficando feliz pela amiga.

— Eu sai correndo logo depois. Fiquei apavorada! – ela choramingou.

Kiba suspirou e confessou a Ino, tentando distraí-la:

— Contei a alguém que gosto que sou gay.

Por um momento, o filho da Cruella ficou com medo da reação da amiga.

— Eu achava que você era bi – foi só o que Ino comentou.

Kiba ficou aliviado com a reação dela. Era bom falar com alguém que vinha do mesmo lugar que ele. Que entendia ele.

— Quem é o garoto que você gosta? – a loira perguntou curiosa.

— Kankurou – respondeu simplesmente.

— Sério? – a isso Ino fez careta. – Sei lá, ele é tão... hétero.

Kiba somente deu de ombros.

— A gente não manda no coração.

— Nisso você tem razão – ela suspirou se jogando na cama ao lado dele.

— Do que é que você tem medo exatamente? – perguntou Kiba, voltando a se deitar.

— De tudo – Ino deixou cair uma lágrima. – Primeiro da minha mãe, ela jamais me perdoaria se eu me envolvesse com o filho da Branca de Neve. E segundo... como é que eu posso me envolver com ele se logo mais nós vamos trair todos aqui? A coroação é em duas semanas.

Isso trouxe outro peso ao coração de Kiba.

— Eu sei que você e o Shikamaru querem desistir e entendo, mas você não pode negar que se não fizermos nada logo mais farão algo contra a gente e nos mandarão de volta para a ilha – disse Ino. – A Karin, nas aulas de Princesologia e Donzelas em Perigo, conseguiu fazer com que a maioria das meninas não falem comigo – confidenciou ela.

— Agora que você falou – pensou Kiba. – O Neji vem agindo de modo estranho nas aulas.

— Estranho como? – Ino se sentou. Ela não confiava no garoto desde a confraternização, quando ele a traíra sem nem pensar duas vezes.

— Não sei explicar – Kiba deu de ombros também se sentando. – Mas vou ficar de olho.

— Eu sei que a Sakura não é de falar o que está sentindo, mas eu sei que ela ficou preocupada com o sumiço do cookie enfeitiçado – Ino mudou de assunto.

— Você ainda acha que pode ser algum vilão?

— Sim, advinha só – ela começou a dizer. – Sabia que o Doutor Facilier nunca foi pego? Ele é extremamente poderoso e pode estar se escondendo desde o surgimento da ilha – disse preocupada.

— Calma, não vamos nos precipitar – Kiba tentou acalmá-la. – Quem mais nessa tal lista chamou a sua atenção?

— Tudo bem – Ino tratou de se acalmar. – Dois nomes que foram dados como mortos é o Rasputin, vilão de Anastásia, e o Governador Ratcliffe, vilão de Pocahontas. Só que os corpos nunca foram encontrados. Assim como o Rei de Chifres, ele nunca mais foi visto, ninguém sabe do paradeiro.

— São apenas esses? E o Doutor Facilier é o único dado como foragido?

— Eu acho que ele teria sido dado como morto como os outros nomes da lista se não tivesse aparecido anos atrás, no batizado da Karui – informou Ino.

— O que quer dizer?

— Quero dizer que eles colocaram esses vilões como mortos para não assustar a população – disse Ino. – E que eles podem muito bem estar vivos por aí, seja lá qual for o lugar que aceitariam eles.

Ela estava convicta dessa teoria, pois um dos “vilões” da lista era o pai de Sakura e Ino sabia que ele estava vivo.

— Mas a Sakura tem certeza de que a Fada Madrinha não deixaria uma magia poderosa como a deles passar despercebida – salientou Kiba.

— Isso também me preocupa – suspirou Ino. – Mas você não tem notado como a Fada Madrinha parece cansada?

— Sim, quase como se estivesse sobrecarregada – concordou Kiba, lembrando-se de mais cedo. – Agora que você falou, ela parece sempre querer amenizar certas situações e... – contou sobre o que acontecera com Matsuri, como a garota vinha tendo coceira e dores nas costas e a Fada só decidira contar o que era quando tudo já tinha acontecido.

— Eu não me surpreenderia se ela escondesse coisas só para proteger todos nós – disse Ino pensativa, colocando a mão no queixo. – Ela é a representante oficial do povo das fadas afinal.

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Notas finais
E aí, gostaram? Espero q sim :3 Notas: ♦ Capítulo mais focado no Kiba, já q tivemos um para Shikamaru e um para Ino ♦ Kiba é gay, esperavam por isso? ♦ E ele tem uma queda pelo Kankurou ♥♥♥ Vcs shippam? ♦ Uma ceninha fofa de ShikaTema a pedidos ♥ ♦ E Matsuri, sendo uma fada mestiça, tendo suas asas nascendo como uma forma de puberdade... ♦ Sakura não terá o mesmo processo dela... teorias... aguardem... Bem, é isso, beijinhos e até o próximo ♥