Notas iniciais
Olá pessoas lindas! Recebi várias respostas das perguntas que fiz no capítulo passado e a maioria esta gostando da frequencia das postagens, então vou continuar assim ok? Mais um capítulo dedicado a Lu! Obrigado por todos os comentários, vocês são dez!
Boa leitura :))

Já estava quase na hora do almoço quando Santana recebeu uma sms de Samara dizendo: “Nosso almoço esta de pé? Xx”. Logo a morena respondeu confirmando. Ontem havia sido um dia intenso, triste e revelador ao mesmo tempo. Santana havia voltado de Lima, estava arrasada com o término do namoro com Brittany, Samara descobriu tudo e confessou que também era gay. Aquilo de certa forma tinha sido inspirador para a latina, afinal de contas, Samara era popular, inteligente, linda e andava confiante por todo o campus, mesmo algumas pessoas sabendo sobre sua sexualidade. A verdade é que Santana sentiu-se acolhida, compreendida com aquela revelação, e principalmente, agora não precisava mais esconder nada da sua amiga, poderia conversar francamente com ela, qualquer hora sobre qualquer assunto.

O dia estava claro, sem nuvens, o vento estava um pouco escasso tornando o ambiente um pouco abafado. Já passava do meio dia quando a aula de metodologia havia acabado e Santana agradecia a todos os santos por isso, além de ser uma aula super monótona, a professora fazia questão de falar baixo com uma voz serena. Como sempre, a morena já havia apelidado aquela senhora de forma categórica, ela seria a Jigglypuff, aquele Pokémon que fazia as pessoas dormirem depois que começava a cantar, era o apelido perfeito.

A latina juntou suas coisas que estavam espalhadas em cima da carteira escolar, fechou seu caderno – que estava cheio de rabiscos abstratos que fez durante a aula, e saiu do ambiente dando um sorriso sarcástico para a professora. Desde muito jovem Santana era daquele jeito, apelidava as pessoas, não media as palavras na hora de falar com alguém, praticava bullying de todas as formas possíveis, enfim, era uma completa bitch. Mas, a verdade é que sempre ela usava essas ‘armas’ como mecanismos de defesa, seu interior mostrava uma menina frágil, insegura de seus sonhos e vontades.

Após caminhar um pouco através do campus, Santana chegou ao restaurante que havia marcado de almoçar com Samara, e entrando percebeu que a loira já estava a aguardando.

- “Heeey, você chegou! Já estava morrendo de fome!” – Samara disse dando um sorriso ao ver que a morena se aproximava da mesa.

- “Nossa, desculpa a demora! Eu fiquei presa na aula da Jigglypuff, estava vendo a hora chegar o dia do apocalipse e ela não terminar aquele assunto, parece mais uma lesma!” – Santana revirava os olhos impaciente. Sentou na cadeira da pequena mesa que a loira ocupava de forma que ficaria encarando aquele par de olhos azuis.

- “Jigglyquem?” – Samara perguntou de supetão confusa.

- “Jigglypuff! Aquele Pokémon lembra? É a professora Celine” – Santana riu.

Depois de alguns minutos e vários assuntos aleatórios, as duas escolheram no cardápio o que iriam comer. Santana optou por um cheese bacon com batatas fritas e suco de laranja para disfarçar. A loira escolheu uma salada verde para entrada, suco e batas fritas com cheddar.

- “Samara, eu queria te agradecer por ontem” – Santana falou encarando a loira com uma batata frita na mão.

- “Agradecer pelo o que, amiga? Não diz nada.” – a loira estava sem entender, inclinando um pouco sua cabeça para o lado.

- “Você fez sim, Sammy! Você ouviu meus problemas sem me julgar de qualquer coisa, e isso me ajudou muito. Desde aquele dia que esbarrei em você na secretaria e te conheci sabia que era uma boa pessoa” – Santana expressava um singelo sorriso.

- “Ah San, não precisa. Eu sei como é uma barra enfrentar tudo isso, pode ter certeza, eu sei!” – a loira olhou para latina compreensiva. – “Você é a minha amiga, não se esqueça disso! Estou aqui para o que você precisar, ok?” – Samara deu um sorriso cativamente e instantaneamente a morena sentiu-se acolhida.

- “Mas vem cá, como sua amiga eu tenho que saber: você nunca me contou se tem alguém. Cadê sua namorada?” – Santana piscou o olho como se dissesse que a loira não iria escapar da pergunta.

- “Hmmmm no momento estou solteira” – Samara disse envergonhada, corou um pouco o rosto.

- “Eu não acredito que Samara, a loira faltal de Lousville, esta sem ninguém” – Santana fez uma cara espantada, brincando com a amiga.

- “Ahh San, para! Eu não sou fatal nem nada, se fosse eu não teria sido traída.” – disse a loira.

- “Sério? Não acredito. Quem é essa louca?” – Santana retrucou.

- “Ah, foi nas férias do semestre passado que tudo aconteceu. Eu voltei para uma cidade pequena para visitar alguns parentes e conheci a Emily, ela ainda fazia high school, sabe? Tipo, tava na cara que ela não tinha maturidade para um relacionamento sério, foi só amor de verão mesmo. Próximo mês vai fazer seis meses que acabamos” – Samara explicava a situação para amiga um pouco triste, como se ainda sentisse o término do relacionamento.

- “Hmm sei. E você gostava dela?” – Santana perguntou.

- “Então, como te disse foi amor de verão, sabe? Eu demorei um pouco para começar a gostar dela, mas quando comecei foi de verdade. Pensei que ela também gostasse de mim, mas vi ela paquerando com uma amiga minha. Foi a gota d’água para mim” – Samara agora parecia um pouco triste, aquilo que havia sentido por Emily tinha sido intenso enquanto durou. – “Mas e você, como começou a namorar a Brittany?” – perguntou tentando desviar um pouco o assunto.

- “Ahhh a Britt e eu é uma história suuuuper longa! A gente se conheceu na 6ª série, eu já tinha 12 anos e ela 11. Desde o dia que a conheci sabia que queria que ela fosse minha amiga para sempre. Até o primeiro ano da high school foi só amizade, mas sem querer a gente começou a ficar, ficar, ficar e daqui a pouco a gente já tava passando para outro nível, sabe?” – Santana franzia as sobrancelhas sabendo que a loira já havia entendido o sentido que havia falado. – “Aí eu comecei a gostar dela, e acho que ela também. Depois de muito tempo é que a gente começou a namorar escondido e só depois assumimos para os amigos.” – Santana sorriu.

Mesmo tendo terminado seu namoro com Brittany, Santana achava confortável pensar nos dias que passaram juntas, nas encrencas que se meteram, nos dias que ficavam apenas abraçadas pensando no futuro. Brittany era sua melhor amiga acima de tudo. No mesmo instante, mandou uma mensagem para ela perguntava como estava, se havia estudado, essas coisas. Não queria forçar a barra, mas estava com saudade.

Samara e a latina encerraram o almoço, pagaram a conta e saíram do restaurante, pois já era hora de voltar às aulas e depois seguir para o treino às 16h. As duas se despediram e cada uma seguiu seu caminho. Enquanto caminhava, Santana pensava o quanto havia tido sorte em encontrar Samara como amiga naquele mundo da faculdade. Era incrível como todas as vezes que conversavam a morena saia revitalizada, parecia ter saído de um psicólogo, ou na pior das hipóteses de uma sessão de descarrego. Talvez fosse porque Samara era dois anos mais velha, tinha mais experiência de vida, e consequentemente, maior maturidade para enfrentar as coisas. Não importava, Santana apenas tinha a certeza que queria permanecer como sua amiga por um longo tempo, aquela garota do sotaque gostoso era fantástica.

Chegando de volta ao setor de aulas, Santana entrou na classe que seria ministrado o conteúdo de Sociologia, mais uma matéria que a latina odiava. Sempre depois do almoço Santana sentia muito sono, precisava escorar em algum lugar e dormir, principalmente quando não tomava seus chás energéticos para ficar ligada. Assim, a morena deitou sua cabeça sob a carteira escolar e decidiu tirar um pequeno cochilo, só não contava que a Katherine estivesse na mesma sala de aula que ela, e isso não era interessante.

Katherine percebendo que Santana já havia pegado no sono sentou na carteira vazia que estava atrás da morena com um único objetivo: colar adesivos da sua agenda naqueles cabelos escuros. O cabelo de Santana já estava com uns vinte adesivos grudados quando o sinal tocou e ela acordou assustada de sua soneca vespertina. Percebeu que havia dormido a aula inteira de Sociologia e já era hora do treino, iria encontrar mais uma vez com Samara. Percebeu que atrás dela estava Katherine, que segurava o quanto podia um riso abafado. Santana sem muita paciência disse – “se toca, garota! O mundo não gira ao seu redor não” – apontando o dedo para a inimiga.

- “Bom, se ele gira ao meu redor eu não sei, mas tenho certeza que todo mundo ta na minha cola” – e soltou uma gargalhada com duas outras amigas, e ao mesmo tempo a morena havia ficado sem entender o que aquela louca tanto dava risada. Não se importou muito e saiu da sala.

Andando pelos corredores Santana percebeu que todos olhavam estranhamente para ela, alguns riam, outros faziam cara de que não estavam entendendo. Ela estava achando aquilo tudo muito estranho, mas não ligou e seguiu para o treino. Chegando lá encontrou com Samara que logo lançou um olhar preocupado.

- “Santana, o que você fez com os seus cabelos?” – disse a loira.

- “O que eu fiz? Hã? Fiz nada não” – Santana arqueava as sobrancelhas sem entender. Aquela tarde estava sendo estranha.

- “Amiga, e o que isso aqui no seu cabelo?” – Samara pegou algumas mechas mostrando a morena. Seu cabelo estava completo de adesivos coloridos, parecia mais os cabelos do Joe do Glee Club.

- “Que merda é essa? Foi àquela vadia da Katherine, tenho certeza!” – Santana saia bufando para ir atrás do demônio em forma de gente.

“O que porra você fez no meu cabelo, sua vadia? Você pensa que esta mexendo com quem? Eu sou de Lima Heights e você vai ver só” – Santana deu um tapa na cara de Katherine, um tapa digno de novela mexicana. Katherine colocou sua mão no rosto, ardia pelo golpe que a morena havia dado, não iria sair por baixo dessa situação. Empurrou os ombros da latina com força de forma que Santana caiu de bunda no gramado. As duas começavam a bater uma na outra, puxando o cabelo, xingando até o momento que a treinadora chegou e separou as duas. Santana tinha apenas certeza de uma coisa: estava encrencada.

Notas finais
E aí, será que a San vai escapar dessa? Ai ai ai...