Os Desafios da Distância
40 Final de um ciclo e início de outro
Notas iniciais
Chuvas, tempestades, trovões, ventania e tudo parecia não ter um bom final feliz, a falta de fé inerente àquele relacionamento fazia questão de todos os dias assombrar o espírito de Santana e Brittany. No entanto, as duas recentemente foram testemunhas de uma jogada de sorte, a esperança aliada ao amor que sentiam foi suficiente para superar quaisquer barreiras intransponíveis. Um tácito momento em que simplesmente compreenderam que não era mais possível conviver longe uma da outra. Todas as razões e motivos que buscaram para não namorarem não eram plausíveis para suportar tamanha necessidade. Ao final daqueles tempos tenebrosos, surgiu uma luz, ainda que discreta, mas que aos poucos sua intensidade era suficiente para sustentá-las, unidas pelo simples laço do intenso amor que sentiam. Brittany já não tinha mais dúvidas: Santana era a mulher que ela gostaria ter ao seu lado até o fim dos seus dias, quem ela gostaria de compartilhar todas suas certezas, seu amor e felicidade. Ao passo que para Santana, estar ao lado de Brittany era como completar um ciclo que sempre esteve em sua vida e somente a loira poderia ocupar esse lugar. Sem dúvida alguma as duas possuíam um amor genuíno, coisa não muito comum diante dos relacionamentos tão banais da atualidade. ‘Eu te amo’: três palavras tão simples, mas que da maneira como são escrachadas e ditas aos montes, paulatinamente vão perdendo o seu significado. Porém, Brittany e Santana representam uma exceção a essa nova regra, essas três palavras traduzem mais do que nunca o sentimento que elas nunca mais irão deixar uma a outra.
Santana ainda beijava os lábios rosados de Brittany lentamente, a palma de uma de suas mãos escorada nas costas claras e a outra enterrada nos fios loiros. Por sua vez, Brittany envolvia a cintura morena em seus braços como que nunca mais quisesse acabar aquele momento. A língua da latina dançava lentamente entre a boca de Brittany, seus movimentos lentos e estritamente calculados sabiam como arrancar longos gemidos da namorada. Ao se afastar do beijo, as duas fitaram-se por longos segundos, tinham a certeza de que não poderiam estar em nenhum lugar que não fossem perdidas naqueles olhares. Mais uma vez a morena invadiu seus lábios no de Brittany que sorriu com a atitude.
- “San... assim eu não vou conseguir ir embora!” – disse a loira com um sorriso bobo enquanto sentia os lábios morenos em seu pescoço.
- “Quem disse que você precisa ir embora?” – Santana desprendeu sua boca do pescoço claro para subir e sussurrar no ouvido da loira.
- “Amor, nós combinamos de ir pra minha casa, lembra? Até você disse que queria tentar uma coisa comigo!” – a loira puxou o rosto da latina em frente ao seu para que pudesse sentir sua respiração quente.
- “E você não esta curiosa pra saber o que é?” – falou a morena com uma voz rouca, enquanto uma de suas mãos afastava a alça do vestido de Brittany.
- “Claro que e-eu estou.. hmmm.. o que é-é..?” – Brittany atrapalhou-se nas palavras quando sentiu a língua de Santana demarcando um caminho a partir de seu ombro.
- “Você vai descobrir já já, amor! Agora vem!” – Santana apenas pegou na mão de Brittany conduzindo-a para subir as escadas.
O caminho até o quarto foi mais demorado que o de costume, Santana depositava vários beijos nas costas de Brittany e as duas estavam curtindo aquele momento. Ao chegar ao quarto da morena, a loira sentou na cama como de costume, ela só não esperava que Santana não a acompanhasse. Cerrou suas sobrancelhas sem entender, observou a latina entrando no closet e voltando apenas de calcinha e sutiã, ambas as peças pretas que se ajustavam perfeitamente em seu corpo. Brittany ficou sem entender um pouco, e por isso decidiu averiguar a situação: — “Amor isso tem haver com a minha surpresa?”.
- “Hmmm não exatamente, Britt! Não é uma surpresa, apenas é uma coisa que eu estou com vontade de fazer desde a última vez que aconteceu..” – disse Santana mais uma vez pegando na mão da namorada, colocando-lhe de pé e subindo seus braços para que pudesse tirar o vestido que usava.
- “E o que é? Me conta, San!” – pediu a loira com aquele sorriso pelo qual Santana se derretia todas as vezes.
- “Você vai saber..” – disse a latina conduzindo a namorada até o banheiro do quarto.
Chegando lá, Brittany ainda tinha os olhares um pouco confusos, mas apesar dela confiar plenamente na namorada, ela definitivamente odiava suspense. Santana conduziu a retirada de todas as roupas de Brittany com o cuidado de depositar vários beijos em seu corpo. Peça por peça a pele clara da loira foi sendo exposta até ficar totalmente livre dos tecidos, ambas já tinham as respirações pesadas, quentes como que quisessem traduzir a umidade que surgia dentro de cada uma. Ao ver Brittany completamente livre das roupas, Santana não resistiu e ficou um bom tempo encarando o corpo a sua frente, sugava sue lábio inferior exprimindo todo o desejo que possuía naquele momento. A morena retirou suas peças íntimas e conduziu Brittany até o interior do boxe. Santana passeava suas mãos por todo o corpo, e apenas desprendeu no momento que ligou o chuveiro para que a água morna caísse sobre as duas garotas.
- “Eu estava louca pra fazer isso, Britt.. lembra agora?” – disse a latina com uma voz rouca percorrendo um caminho de beijos molhados a partir do pescoço.
- “Claro que eu lembro, a-amor..hmmm” – Brittany perdeu sua concentração ao sentir a língua quente da namorada em seu ouvido. – “Foi a última vez que fizemos amor.. como namoradas” – terminou já com dificuldade.
- “Exatamente! E você me pegou desse jeitinho, Britt Britt...” – disse Santana guiando a loira para encostar na parede prendendo seus pulsos acima da cabeça.
A morena dominou totalmente Brittany, começou a beijar um de seus seios, passava sua língua ao redor dos mamilos rosados tendo o cuidado de suga-los sem pressa. Enquanto uma das mãos de Santana ficou segurando os pulsos da loira, a outra se ocupava em explorar toda a lateral do corpo, indo desde as coxas até a lateral dos seios. Santana começou a descer sua língua entre os seios, passando pelo abdômen definido chegando próximo à região do umbigo, sugando e deixando pequenas mordidas. Ao sentir Brittany arquear um pouco as costas e gemer leve, a morena voltou a subir pelo corpo até chegar aos lábios, soltando os pulsos de Brittany. Suas línguas doces se tocavam com intensidade e ao sentir a loira arranhando suas costas de tanto desejo, Santana sentia-se tão excitada que decidiu por um fim em toda aquela ansiedade. Colocou seu dedo médio na entrada de Brittany, sem penetrar, apenas percebendo o quanto úmida ela estava. Tirou seu dedo e levou até a boca de Brittany que prontamente sugou. Beijaram-se mais uma vez. – “Você é tão gostosa, amor.. posso?” – disse Santana encarando a loira e posteriormente direcionando seu olhar para seu centro. Brittany apenas assentiu com a cabeça e a morena foi se agachando até ficar de joelhos e sua respiração quente podia ser sentida pela loira. Santana subiu uma de suas pernas para que pudesse ficar apoiada em seus ombros e sem aviso prévio começou a passar sua língua entre a região do clitóris inchado de Brittany. Com cuidado Santana passava o dorso de sua língua por todas as dobras rosadas sem deixar de vez em quando fazer pequenos movimentos com a ponta da língua nos pontos em que sentia sua namorada ficar mais úmida ainda. Brittany tinha sua respiração pesada, encostou suas costas na parede para que tivesse um maior apoio, tinha os lábios entreabertos e os olhos fechados diante de toda a explosão de sensações que estava tendo. Ao sentir-se sendo penetrada de leve pela língua soltou um gemido alto. Santana podia sentir todos os músculos das paredes úmidas de Brittany se contraindo, ao mesmo tempo que suas mãos percorriam todo o bubum da namorada.
- “Isso.. assim, San... não para..” – foram as únicas palavras que Brittany conseguiu dizer antes de sentir uma corrente elétrica invadindo o seu corpo. Enterrou suas mãos por trás da nuca de Santana como quem guiasse os caminhos corretos para chegar até seu ápice. A morena não se importou com a força que a loira fazia em seu couro cabeludo, sentir seus espasmos era o que realmente lhe dava prazer. Brittany soltou um gemido alto, seu corpo inteiro tremia e ela não conseguiu esconder aquilo, chegou a um orgasmo tão prazeroso, praticamente impossível de descrever. Santana fez questão de sugar todo o líquido, não deixando escapar nada e ficando naquela mesma posição até os últimos tremores de Brittany. Com delicadeza voltou a pena da namorada para o chão e subiu em seu corpo depositando um beijo quente em sua boca.
- “Eu te amo, sempre vou te amar!” – disse a morena ainda embriagada pelo sabor de Brittany.
- “Você é tudo pra mim, amor..” – respondeu a loira distribuindo vários beijos rápidos pelo rosto de Santana.
As duas permaneceram em baixo do chuveiro por vários minutos, trocavam carinhos, conversavam e sentiam-se completas por estarem juntas novamente. Terminaram o banho, e ainda no banheiro, Brittany enxugava os cabelos castanhos de Santana quando começou a distribuir beijos molhados pelas costas da namorada. A morena tentava se concentrar, mas ao sentir o toque dos seios de Brittany em sua pele foi dada a largada para mais uma sessão de amor. Santana se virou e depositou sua força na cintura da loira para suspendê-la e deixa-la sentada sobre o balcão da pia do banheiro. Por mais que Brittany fosse acostumada com as atitudes de Santana, não pode deixar de dar um sorriso com sua última ação. – “Você me deixa louca quando faz assim, San..” – disse a loira já com os olhos fechados apenas da sensação da língua de Santana em seu seio direito.
- “Gosta quando eu faço assim, Britt Britt?” – perguntou a morena e de forma quase abrupta afastou as pernas da namorada lhe proporcionando uma melhor visão. Santana sem aviso prévio passou seu dedo médio de forma devagar pelas dobras encharcadas e a loira já pode sentir todos os seus circuitos elétricos colapsarem.
- “G-gosto sim San delícia!” – a loira respondeu com dificuldade e abriu seus olhos em protesto a retirada do dedo de sua intimidade.
- “Apelido novo?” – perguntou a latina que apenas recebeu um aceno positivo como resposta. Seus olhares não se desviavam em nenhum momento, pupilas dilatadas, lábios entreabertos e respirações descompassadas traduziam o desejo expirado ali. – “Sabe o que eu pensei agora? Queria você falando bem sujo no meu ouvido..” – disse Santana trazendo o corpo de Brittany para mais próximo do seu.
- “Então me fode agora sua safada!” – falou Brittany aproximando seus lábios para o encontro da boca de Santana. Suas línguas se tocavam com intensidade, o sabor doce era trocado em um malabarismo que não se conteve somente a boca. Brittany saiu chupando o pescoço inteiro da namorada, lhe arranhava fortemente as costas que sem dúvida iriam ficar marcas por vários dias. Aproveitando todo o tesão do momento, Santana introduziu dois dedos no interior de Brittany, dava-lhe fortes estocadas enquanto a loira cumpria sua ‘parte’ no acordo.
- “Vai logo porra, mais rápido! Deixa eu gozar pra você me chupar inteira sua gostosa!” – disse Brittany. Aquele não era o feitio da garota, mas meio a fantasia tudo estava valendo, onde Santana só faltou enlouquecer diante daquelas palavras e sentia sua intimidade arder de tanto desejo. Aumentou a velocidade das estocadas e quando começou a sentir os primeiros sinais do orgasmo da namorada, apoiou seu próprio sexo em sua mão para que a pressão contra as paredes de Brittany fossem maiores. Não demorou muito e a loira se desfez de prazer diante daqueles movimentos, a latina se agachou e sugou todo o líquido da intimidade rosada. Posteriormente voltaram a se beijar e finalmente voltaram para o quarto. Saciadas? Jamais! As duas foram incansáveis e naquela noite fizeram amor no mínimo cinco vezes. Exaustas daquela entrega física – e porque não também dizer amorosa, dormiram abraçadas.
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Os raios do sol davam os primeiros sinais sobre um novo dia que surgia nas vidas das suas garotas. A última noite havia sido incrível, total entrega de um amor que guardavam há muito tempo. O modo com que se beijaram e faziam amor servia para compartilhar a certeza que jamais iriam se afastar novamente. Brittany tinha um de seus braços envolta da cintura de Santana, podia sentir o perfume agradável dos cabelos castanhos, as pernas morenas estavam entrelaçadas as da loira, e nessa posição tão confortável dormiam tranquilamente. Permaneceu assim até pelo menos o momento que o celular da latina começou a vibrar em cima do criado mudo que ficava ao lado da cama. Santana abriu os olhos devagar, franziu a testa em protesto à claridade que havia no local e devagar foi tateando suas mãos até o encontro do aparelho. Assim como não se deu ao trabalho de verificar se era alguém conhecido que ligava, também não foi ela que falou as primeiras palavras, seu cérebro ainda estava despertando.
(Sue Sylvester): Vejo que a Srta esta aprendendo a lição e deixou seu xing ling a postos, atendeu mais rápido dessa vez. O que aconteceu? Acordou cedo para montar a sua barraquinha de tacos?
(Santana): Oi treinadora .. – a morena respondeu com uma voz de sono. Afinal de contas o que aquela mulher poderia querer tão cedo da manhã?
(Sue Sylvester): Hmmm vejo que você provavelmente ainda esta doidona da orgia da noite passada, não é mesmo? Muito pó? Álcool? Enfim, não me interessa! Preciso saber como andam as minhas Cheerios..
(Santana): Então, essa semana ensaiamos uma coreografia bem complexa e ontem nós a testamos no campo. Pude notar alguns defeitos de sincronização, mas apesar disso acredito que elas estão prontas para as seletivas – a morena se levantou da cama e saiu do quarto para não acordar a loira.
(Sue Sylvester): Ótimo! Precisamos ganhar esse título, pois estou tendo alguns problemas..
(Santana): Algo que eu possa ajudar?
(Sue Sylvester): Não exatamente! Você é o problema..
(Santana): Como assim?
(Sue Sylvester): Recebi e-mails e telefonemas dos pais de algumas alunas relatando estarem preocupados pelo time estar sendo treinado por você.
(Santana): Mas.. isso não faz sentido! Eu fui a capitã do time por muitos anos, sei exatamente o que fazer para aquelas idiotas ganharem uma competição. Você sabe disso Sue, não tem com o que ficar preocupada.
(Sue Sylvester): O problema não é esse! Eles acham que você vai ter certo favoritismo e não valorizar as outras garotas.
(Santana): Favoritismo? – perguntou a latina sem entender.
(Sue Sylvester): Sim, mini Aretha. Muitos ainda acham que você é namorada da Brittany, e por agora ela ser a capitã do time fica complicado. Eles pensam que você sempre irá beneficia-la..
(Santana): A Brittany? Mas... você vai me despedir então?
(Sue Sylvester): Jamais! Eu não tenho outra solução a não ser convencê-los de que vocês não são mais namoradas. Se possível vou até dizer que vocês se odeiam! Afinal de contas, agora que a Brittany esta com o Macauley Culkin falsificado vai ser até mais fácil...
(Santana): Mas... – Santana pensava em dizer que ela e a loira haviam reatado o namoro, mas antes que seu cérebro pudesse processar todas aquelas informações ela foi interrompida por mais uma ‘bomba’ da treinadora.
(Sue Sylvester): Inclusive eu quero que a aproximação de vocês duas no treino seja a mínima possível, estritamente profissional, ok? Em dois meses teremos uma importante apresentação em Nova Iorque e por isso preciso que o time esteja completo e apto para dar o melhor de si. Agora preciso desligar!
Não houve sequer tempo para Santana questionar, falar, se abrir e dizer que não queria nada daquilo. Como ela poderia esconder de toda a escola que estava namorando Brittany novamente? Depois de tudo o que enfrentaram iriam mais uma vez se esconderem de todos? Aquilo estava praticamente criando um calo na cabeça da morena, quando tudo parecia estar bem ela recebia mais esse golpe severo. Ela não sabia o que fazer, ao mesmo tempo em que precisava daquele emprego não queria nem cogitar a hipótese de ficar afastada da loira. Parecendo sentir o ar pesado que permeava o ambiente, Brittany abriu os olhos devagar e percebeu sua namorada sentada em um canto da cama com as mãos no rosto.
- “Amor.. o que aconteceu?” – perguntou Brittany se aproximando por trás.
- “A Sue me ligou.. temos um problema!” – a latina se virou para encarar os olhos da garota a sua frente.
- “O que houve?” – disse a loira em tom preocupado.
- “A Sue falou que alguns pais entraram em contato com ela dizendo que você poderia ter algum favoritismo por eu treinar vocês. Além disso, ela não sabe que voltamos a namorar.. ela disse que não quer nenhuma aproximação nossa nos treinos.. Britt..” – Santana não conseguiu nem terminar e um forte choro tomou conta de sua garganta. Brittany apenas a abraçou forte, não sabia exatamente ainda como lidar com aquela surpresa, mas naquele momento ela precisava ser o porto seguro de sua namorada.
- “Shhhh não chora, San.. por favor! Eu estou aqui com você, nunca mais vamos nos separar ok? Nós vamos dar um jeito!” – falou a loira ainda mantendo seus braços ao redor do corpo moreno.
- “Eu não posso, Britt.. eu não consigo mais viver sem você! Eu vou pedir demissão, vou me explicar pra Sue, sei lá..” – disse Santana enxugando as lágrimas em seu rosto.
- “Não amor! Lembra que você esta juntando esse dinheiro para correr atrás dos seus sonhos? Nós vamos dar um jeito! A Sue é louca e.. e.. aquelas meninas idiotas nem vão perceber que nós somos namoradas. Confia em mim, por favor!” – Brittany fitou a morena a sua frente de maneira que ambas tinham a certeza que tudo iria ficar bem.
- “Eu te amo tanto, amor.. tanto!” – Santana abraçou fortemente a namorada.
- “Eu te amo mais, San!” – respondeu a loira dando-lhe um beijo no topo da cabeça.
Pouco mais de uma semana se passou desde a ligação de Sue Sylvester e aparentemente Brittany e Santana estavam sabendo driblar aquela nova situação, procuravam não estabelecer muitos contatos durantes os treinos e os carinhos ficavam apenas reservados para os momentos que estivessem somente as duas. Caminhavam pelos corredores da escola com uma vontade louca de dar as mãos, expressar qualquer tipo de afago, mas não poderiam arriscar e comprometer o pacto feito pela treinadora e a latina. Depois de tantos desafios e problemas, agora a distância que enfrentavam era de outro gênero, não mais apenas física, separada por fronteiras geográficas, mas seu relacionamento agora era mais uma vez baseado em omissões. Sim, elas apenas informaram a Quinn sobre a volta do namoro, nem sequer Sam – que inevitavelmente virou um grande amigo da loira nos últimos tempos ficou a par daquela situação. E por falar no rapaz, Brittany lhe pediu que eles ainda continuassem namorando de mentira, não justificou seus motivos, mas aquilo seria necessário para que as pessoas não desconfiassem sobre ela e Santana.
Tudo era apenas questão de paciência. Por mais que a morena quisesse deixar toda essa besteira de lado e ‘assumir’ Brittany, pensava no que ela disse sobre correr atrás dos seus sonhos. Por incrível que pareça a latina nunca quis ser uma treinadora de líderes de torcida, apesar de não odiar tal profissão. No entanto, ela sempre sonhou com a possibilidade de viver em uma grande cidade, quem sabe Nova Iorque, Miami ou Las Vegas, um lugar que pudesse realmente acolher todos os seus desejos. Uma ponta de esperança não pode deixar de ser acessa depois que Sue a informou sobre a apresentação em Nova Iorque, em apenas dois meses o time precisaria ir até aquela cidade e talvez Santana pudesse procurar algum emprego novo ou faculdade. Tudo iria depender apenas do seu esforço e dedicação. Certamente seu amor por Brittany iria ajuda-la nessa nova jornada, mesmo que fosse da maneira que sempre imaginou, mas pelo menos elas estavam juntas mais uma vez. Sem dúvidas novos desafios irão surgir, não é tão fácil assim manter um relacionamento escondido, sempre requer muita compreensão de ambas as partes. Sabe-se bem que paciência não é um trunfo de Santana, assim como impulsividade é uma característica forte da loira. Se o relacionamento delas poderá sobreviver a todos esses percalços apenas o tempo dirá.
Um pouco distante de Ohio encontrava-se Quinn, havia chegado à Nova Iorque na noite anterior e todos os dias que entre sua conversa com Santana e o presente momento apenas serviram para refletir. A loira havia chegado à conclusão de que um possível sentimento brotava todas as vezes que pensava em Rachel Berry. Contudo, seus neurônios apenas não conseguiam diferenciar que tipo de sensação existia, muito provavelmente permeava entre o forte desejo físico e reais sentimentos. Dois grandes extremos e Quinn sabia muito bem disso. Poderia haver um meio termo? Talvez. Ela não quis mais aguardar, estava parada em frente à porta do loft de Rachel durante quase 50 minutos, não mexia nenhum músculo e a cada minuto pensava na loucura que estava prestes a fazer. Decidiu não adiar mais, ela não poderia conviver com aquela dúvida, e como Brittany disse no máximo Rachel iria surtar momentaneamente, iria entender mesmo que não pudesse compreender. Quinn decidiu arriscar, apostar todas suas fichas no aperto que sentia no coração. Se fosse possível ela poderia apostar como suas veias estavam petrificadas diante à falta de oxigênio. Respirou fundo e decidiu bater na grande porta metálica.
- “Quinn?” – disse a pequena morena ao abrir a porta. Ela não conseguia entender o que a garota fazia ali em pleno sábado pela manhã.
- “Oi Rachh-el.. preciso conversar com você..” – falou a loira sentindo um forte vento frio em seu estômago.
- “Entre, por favor! É algo grave?” – perguntou Rachel franzindo o cenho sem entender. Abriu mais a porta para que Quinn entrasse no pequeno apartamento e as duas garotas ficaram uma de frente a outra.
- “Não. Eu quero apenas que me escute, ok? Na verdade até agora eu não sei o que eu estou fazendo aqui, isso é muito difícil pra mim e eu não sei como te falar...” – falou Quinn nervosa procurando as palavras certas.
- “Apenas diga...” – disse Rachel com um olhar compreensivo.
- “Eu.. eu estou interessada por alguém” – falou Quinn tão rapidamente que nem percebeu que não citou quem seria essa pessoa.
- “Sério.. quem?” – falou Rachel um pouco desapontada pela última afirmação da loira.
- “Você.. eu quero você, Rachel!” – disse Quinn olhando profundamente nos olhos castanhos. A pequena morena não conseguiu ostentar nenhuma reação, será que ela estava louca ao ponto de ouvir que Quinn Fabray estava interessada nela? A perfeita e linda Quinn? Por alguns instantes ela não conseguiu dizer nada, apenas procurava uma forma de dizer o que sua mente sempre cogitou há um bom tempo. Ao passo que Quinn buscava naquele olhar uma resposta, seu coração pulsava rapidamente e sentia como se fosse desmaiar. Será que foi uma boa ideia confessar tudo para Rachel? Nem sequer a probabilidade saberia apontar.
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