Os Darks

2 Capitulo 2 Minha Vida - primeira parte


Notas iniciais
Aceito críticas de todas as formas.

Nasci em uma aldeia pequena,ao Norte da Inglaterra,que nem nome tinha. Vivíamos felizes. Eu,mamãe,papai e meus três irmãos.

Eu como toda boa moça ajudava mamãe em casa. Costurava,bordava,cuidava da casa,enquanto ela cuidava de Dargos,meu irmão mais novo de poucos meses,já Davos e Caleri ajudavam nosso pai a arar as terras e com a criação.

Naquela época, todos tínhamos medo da peste.

O padre Lucian, tinha um amigo marinheiro no cais,um tal de Dick,que dissera,que a peste tinha matado muitos na Europa.

Mamãe como boa religiosa,sempre rezava e pedia a Deus por nós.

Até que certa noite,me lembro como se fosse hoje. Os animais estavam assustados. Papai foi olhar lá fora mais não vira nada então voltou fechou a porta e se sentou novamente em sua poltrona perto do fogo.

Davos e Caleri tinham ido dormir,pois assim como papai levantavam muito cedo. Enquanto eu e mamãe estávamos arrumando cozinha e fazendo Dargos dormir.

Dali a pouco,papai foi até a cozinha me deu um beijo em minha testa e beijou a cabeça de Dargos em meu colo.

—Não vão dormir muito tarde. Está ventando lá fora. Ah,e mocinho deixe,sua mãe e irmã dormirem. Dargos ria.

E foi se deitar.

Logo depois Dargos dormiu.

Mamãe o pegou de meu colo e também foi se deitar. E logo fui me deitar.

O vento estava estranho aquela madrugada.

Certo hora da madrugada,batiam na porta. Se ninguém ir atender,eles irão embora,pensei.

Dali a pouco batiam na porta novamente e com mais força.E mais força.

Papai acordou,levantou da cama e me chamou:

—Filha,chame seus irmãos.

Meu quarto era mais perto.

—Sim,papai.respondi.

Fui até o quarto ao lado do meu e chamei Davos.

—Davos! Davos! Acorde!Tem gente batendo na porta.

Ouvindo isso Caleri,acordou e olhou pra mim.

—O que foi,Branca? disse ele ainda com sono.

E batiam com mais força na porta.

Caleri ouvindo empurrou o irmão da cama. O mesmo resmungou.

—Estou com medo,meu irmão.

Eu chorava e meu irmão me abraçou. Davos olhou-nos assustado. Caleri mesmo comigo era reservado.

—O que houve?

Como naquela area ventava demais e o vento era muito forte,as portas eram feitas de madeira mais grossa.

Nisso batem mais forte na porta e Davos num pulo fica em pé.

—A tempos batem na porta. Papai mandou vir vos chamar. Ele quer ajuda.

Depois que falei isso,fomos correndo ao quarto de nossos pais. Papai tinha uma arma na mão e jogou outras coisas aos meus irmãos.

—Vocês duas fiquem aqui no quarto e façam Dargos ficar quieto.falou papai.

Todos nos abraçamos. Mal sabíamos que seria nosso último abraço.

Mamãe abraçava meus irmãos e falava:

—Tomem cuidado e protejam um ao outro. E a seu pai também. Mamãe chorava baixinho.

—Não chore mamãe,disse Davos. _Voltaremos para você.

—Não prometa o que não possa cumprir,meu amor. Cuide de seu irmão e de seu pai. disse mamãe chorando.

—Meu amor,eu voltarei com nossos filhos para seus braços. disse papai.

Abracei meus irmão juntos. Choramos.

Caleri olhando em meus olhos,vermelhos por causa das lágrimas, me entregou uma pequena lâmina e disse baixinho:

—Use-a. Eu te amo,minha irmã.

—Eu também os amo,meus irmãos. E os abracei mais forte.

—Minha vida,minha princesa,cuide de sua mãe e seu irmão. disse meu pai me dando um beijo na testa,nisso eu o abracei.

—Papai...-quando eu ia falar papai me cortou.

—Prometa-me uma coisa. Se algo vir acontecer,pegue seu irmão e fuja. PROMETA BRANCA.

Papai gritou a última parte. Meus irmãos concordaram com a cabeça.

—Sim,papai.....

Saíram do quarto e papai fechou a porta do quarto a chave. Se tivesse adiantado algo.

Quando abriram a porta,escutamos um baque,tiros,gritos e risadas.

Mamãe tirou o colar que usava no pescoço,e colocou no meu. Pegou uma bolsa pequena com coisas de Dargos e me entregou,eu olhei sem saber o que fazer. Até que mamãe chorando disse:

—Seja forte,minha menina,pegue seu irmão e fuja!

Eu a olhava mais não me mexia. Eu não ia deixá-la.

—Não vou deixar a senhora,para trás. E Dargos?

Mamãe olhava para meu irmão que dormia em meus braços.

—Cuide de seu irmão,como um filho,minha menina. Mamãe os ama muito. Agora vá. Eu já vivi muito vocês dois,não. Por favor,Branca não discuta e fuja. Eu te amo. Nunca se esqueça disso.

—Também a amo muito mamãe.

Nosso último abraço. Mamãe abriu a porta dos fundos para mim sair.

—Corra e não olhe para trás,meu amor.

Foi a última coisa que ouvi de minha mãe,antes daquele monstro a matar.

E corri.

Corri como nunca na vida. Segurando minha única família nos braços.

Mas....

Não consegui correr muito mais rápido que aquilo. Um deles me seguia.

—Ora,o que temos aqui?

Notas finais
Continuo? ou esta muito ruim.?