Dentre todos os seres deste mundo quebrado, existem animais diferentes portadores da inocência e da periculosidade, sendo os infenicos entre os infenicos.

Seus dentes são afiados, suas garras curvadas, cifres engrossados e seus corpos, algo difícil de referenciar, parecem esculpidos como os monumentos do trono platinado que o cercam.

Seja dos pequenos coelhos dos olhos lunares que, com duas patas, vão a este mundo infestar o monstruoso gigante de marfins, que treme toda superfície com seu mero trotar. Nenhum desses seres ainda podemos confrontar, pois deles vem uma força que jamais poderíamos imaginar...

Mas, mesmo os mais antigos seres desse lugar conseguem escapar daquele que fica à espera, pois assim como tudo que um dia começou a andar, terá a hora em que sua jornada no fim vai chegar.

Estes que esperam vivem nessa selva obscura, em meio ao submundo rachado, eles não são simples animais, mas aqueles que elevaram-se entre eles, perderam seu jeito primal para algo diferente, para algo ciente, algo capaz de imitar até mesmo... a gente.