Os Cunhados
4 Reencontro - A menina que virou mulher
“Anne pode por favor avisar a família da Ana Nomura que eles já podem vê-la no quarto?” Perguntou Marcela quando saiu da sala do diretor.
“Primeiro quero saber quantos beijos deu no bonitão dentro daquela sala e segundo eu sou uma medica e não sua assistente” Anne encarou a amiga.
“Você nem esta de plantão hoje Anne e além do mais você pode pedir o telefone do irmão da Ana, ela me disse que ele é um ótimo rapaz!”
“Você andou conversando com a paciente?” Anne parecia incrédula, Marcela sempre evitara contato com as pacientes.
“Sim, ela é uma ótima pessoa e será uma ótima mãe! Por isso queria que você os levasse no quarto dela para mim, quero buscar o bebê dela e o leva-la para Ana conhecer.” Anne a encarou, mas não disse nada por um momento.
“Tudo bem, você sabe que venho aqui mesmo não estando de plantão para poder arrumar um namorado, o japa irmão da sua querida Ana não quer saber desse hospital minha amiga e imagina então de mim, mas por você eu faço. É bom saber que você tem sentimentos” Ela sorriu e seguiu até a sala de espera.
Marcela foi até o berçário de encontro com o bebê de Ana, sua nova paciente favorita, Anne estava certa, ela preferia não se envolver com as pacientes já que elas representavam o sonho que ela não havia realizado, porém, cuidava de cada uma até se recuperarem e assim fez seu nome e ficou muito conhecida em menos de 3 anos.
Pegou a pequena menina no colo e a caminhou com cuidado pelo corredor para não acorda-la, era tão linda, tão pequena e tão indefesa. Mas havia algo nela que mais chamava atenção, havia algo de familiar naquela criança. Ela entrou no quarto e olhou diretamente para Ana que deixou escapar algumas lagrimas e então ela a entregou a mãe que a esperava de braços abertos.
“Até que enfim nos conhecemos a irresponsável e indelicada doutora desta droga de hospital que mais parece um hospital publico” Aqueles olhos castanhos e furiosos a encararam.
“Senhor suponho que seja o irmão de Ana, quero deixar claro que não possuímos a grande estrutura dos hospitais que sua família frequenta, porém, não falhamos em qualidade e possuímos os melhores médicos. E quanto a hospitais públicos, podem também não possuir estrutura nenhuma, porém, possuem médicos que amam sua profissão e que se pudessem dar sua vida por alguns de seus pacientes dariam. Então ao invés de ficar irritado pelas horas de parto ou com as consequências do acidente, deveria agradecer a DEUS pela vida de sua irmã e sua sobrinha!”
Marcos encarou a única pessoa que havia tomado coragem de dizer boas verdades ao mimado Gabriel, mas lembrou-se também de que ela era a mulher que havia pedido para ele decidir entre a vida de sua esposa ou sua filha, como ele poderia decidir isso? Sua filha que foi tão querida ou a mulher de sua vida. Ele sabia que além de Ana só havia uma pessoa que poderia preencher o espaço de mulher amada em sua vida, uma pessoa que ele havia deixado há muito tempo, mas que ainda fazia sua respiração falhar, e bom, ela estava agora frente a frente a seu cunhado.
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