Os Convocadores

10 Uma velha tenta me seduzir


Notas iniciais
Hey yo! Aqui está mais um capítulo! Enjoy :p

Só me senti calmo quando coloquei os pés no chão. Estávamos rodeados por edifícios, estabelecimentos e mendigos. Percebi que era uma parte pobre da cidade em que morava.

- Estão bem?- perguntou Kath.

- Sim.- respondemos no mesmo tempo.

- Onde estamos exatamente?- perguntou Brandon e me dei conta de que não foi ele que nos teleportou foi Kath, pois eu e Liz estávamos cansados por causa da cura em Bran.

- Perto do meu apartamento.- disse Kath- achei melhor pegarmos comida e dinheiro antes de partimos para a busca e fora que temos que esperar as informações do Supremo.

Quando ela disse Supremo meu coração pesou. Ele e os outros tinham ficado na escola para lutar, queria saber se estavam bem.

- Certo.- disse.

- Vamos subir então.- disse Kath.

Ela nos conduziu para um prédio cinzento, de cinco andares e com a pintura meio acabada. Quando entramos no saguão a escuridão me atingiu, não era totalmente escuro, mas tinha somente uma janela aberta atrás do recepcionista. O recepcionista disse:

- Kath! Que bom revê- la, querida! Por onde esteve?

- Anh... estive viajando, só vim aqui pegar umas coisas no apartamento, eles vão comigo, ok?- ela indicou a gente.

- Claro meu bem, sua mãe está ai.

Kath suspirou e assentiu. Subimos por uma escada estreita e chegamos ao terceiro andar. Fomos em frente por um corredor com bege- deduzi que as paredes eram brancas muito (tipo muito mesmo) tempo atrás, mas de tanta sujeira se tornaram beges e mofadas. Paramos em frente a uma porta de madeira com o número 26 entalhado na porta. Kath bateu na porta e depois de alguns barulhos (provavelmente alguém tropeçando) uma mulher abriu a porta. Realmente não sabia como definir essa mulher, ela tinha cabelos pretos desgrenhados e sua maquiagem estava borrada em uma pele enrugada e sem cor, estava um pouco acima do peso e usava somente um top e um short com um mini desenho do Mickey. Ela olhou para Kath e mascou seu chiclete- não sei porque, mas tenho a sensação de que ela não troca o chiclete já faz um bom tempo.

- Olá filha pródiga.- a senhora deu um sorriso de deboche e mostrou os dentes completamente estragados.

- Oi mãe.- mãe?! como assim mãe?! Aquela era a mãe da Kath? Elas não se pareciam em nada a Kath era bonita e tal, mas aquela senhora era completamente... acabada.

- O que você quer?- disse ela e senti um bafo de vodka barata emanando de sua boca.

- Só vim pegar umas coisas e deposi vou ir de novo.- disse Kath.

A velha grunhiu e abriu uma passagem para Kath passar, mas quando nós íamos passar ela barrou de novo.

- E quem são esses?- ela indicou com a cabeça.

- Uns amigos, pode deixar eles passarem.- disse Kath.

- Amigos- ela zombou- como se Katherine fosse ter amigos.- relutante ela deixou a gente passar.

Entramos em um apartamento muito... peculiar. Era meio escuro e na sala tinha sofás com estofamentos para fora e uma televisão com caixa atrás estava ligada em um canal de jornal e uma antena estava em cima dela. Da sala dava para ver a cozinha, a pia estava lotada de vasilhas sujas e garrafas de bebidas alcólicas vazias espalhadas por todo lado. A casa estava suja, tipo, inteiramente suja, dava para ver as camadas de sujeira de certos ângulos.

- Por aqui pessoal.- disse Kath e a seguimos.

A casa era relativamente pequena e não demorou muito para que chegássemos ao quarto de Katherine, o quarto era bem arrumado mas algumas sujeiras tomavam conta do lugar, deduzi que o quarto tinha parado de ser limpo, quando Katherine foi para a escola. Sua cama estava arrumada com lençóis brancos e seu guarda- roupas estava com pequenas camadas de poeira, ela se dirigiu a uma pequena cômoda tirou a terceira gaveta,de cima para baixo, e enfiou a mão no buraco onde estivera a gaveta.

- Cadê?- grunhiu Kath, então ela puxou a mão de volta e em sua mão estava uma pequena caixa.

Ela abriu a caixa e lá tinha muito dinheiro, muito mesmo não tinha menos de quinhetos dólares.

- Caraca!- exclamei- onde você arranjou esse dinheiro todo?

- Ssshi!- ela fez para mim- fale baixo! Eu economizo desde que me entendo por gente.

- Ah certo.- disse.- Posso ir ao banheiro Kath?

- Claro, é no final do corredor.

Assenti e saí do quarto, segui até o fim do corredor e entrei no banheiro. O banheiro era um cubículo, tinha um vaso sanitário, uma pia e um chuveiro. Depois de fazer o que tinha de fazer, saí do banheiro e comecei a me dirigir para o quarto mas fui interceptado pela a sra. Cooper.

- E aí gracinha.- ela deu mais uma vez seu sorriso desdentado.

- Anh... oi.- disse sem graça.

- Aonde você conheceu a Katherine?- ela se aproximou mais de mim.

- Anh... por aí, nos esbarramos e pronto.- tentei parecer convincente.

- Vocês são... namorados?- ela perguntou com os olhos brilhando.

- Não!- disse.

- Oh, ótimo. Katherine não sabe fazer o que eu sei fazer com um homem.- ela se aproximou mais.

De fato aquela conversa estava indo longe demais.

- Interessante, agora me desculpe, mas preciso voltar para o quarto, senhora Cooper.

- Por favor me chame de Wanessa. Em relação ao quarto... creio que o meu seja mais aconchegante.- ok, nessa hora eu tive certeza que ela estava se incinuando para mim.

Fiquei com vergonha e queria sair dali, poxa! Eu tinha só quatorze anos e aquela senhora tinha... cento e noventa?

- Não fique assustado meu pequeno e lindo pombinho...- ela estava se aproximando para me beijar, mas foi interrompida por uma voz conhecida.

- Thomas venha logo!- disse Kath.

Nessa hora eu queria beijar os pés de Katherine, lhe dar todo odinheiro do mundo e ser seu escravo, simplesmente por ela ter me livrado daquela senhora nojenta.

- Estou indo.- disse mais do que imediato.

Praticamente corri para Kath e entrei no quarto, depois ela fechou a porta.

- Por que demorou?- perguntou Liz.

Fiquei com vergonha de início mas contei a eles sobre a senhora Cooper.

- Típico da minha mãe.- disse Kath.- mas de qualquer modo, desculpe por aquela cena.

- Sem problemas, não foi culpa sua.

Seguimos para a porta da frente.

- Já vão?- perguntou a sra. Cooper.

- Sim.- disse Kath.

- Ei você!- Wanessa de dirigiu a mim.- volte quando quiser, estarei disposta a fazer o que você quiser.- ela beijou sua mão e depois a soprou me mandando um beijo, ao meu lado Brandon forçava para não rir.

Saímos do apartamento depois do prédio e estávamos na rua.

- Aonde vamos agora?- perguntou Liz.

- Para minha casa.- eu disse.- Brandon pode nos teleportar?

Eu ainda estava fraco e deduzi que Liz também. Bran assentiu e segurou nossa mão e senti meus pés deixarem o chão.

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Senti meus pés tocarem o chão e me vi diante de minha casa. Ela estava bagunçada, o jardim da frente com o mato alto então senti uma tristeza se estabelecer dentro de mim. Lembrei de meus pais, que foram sequestrados.

Entramos na casa e a parte do fundo estava caída, com o telhado despencado, deve ter sido ali que meus pais foram capturados. Olhamos em volta para ver se estava tudo bem, então ouvi algo soltar um lamento triste.

Percorri os olhos pelo lugar então, em baixo de uma madeira e sujo de poeira, estava Sparkles. Ele estava coberto de sangue e indefeso.

- Sparkles!- gritei.

Usei minha força que estava voltando e retirei a madeira de cima dele, a pata de trás estava quebrado em sei lá quantos pontos, quando tentei carregá- lo ele gritou tanto que todos os outros vieram ao meu encontro.

- O que houve?!- Liz estava alarmada.

- Sparkles!- Brandon veio e se ajoelhou ao meu lado para ver Sparkles.

Eu sabia que Sparkles era só um animal, mas ele por todo o tempo me protegia e certa vez matara meu professor de matemática.

- Me deixe ver ele.- disse Liz.

Demos espaço para ela se colocar entre nós e ela olhou triste para Sparkles.

- Acho que posso curá- lo.- ela tinha um talento incrível para Cura.- mas vai demorar um tempo e vai ser doloroso.

Assenti. Olhei para Sparkles novamente e ele me olhou, como se dissesse: " Deixe". Então eu, Bran e Kath saímos do fundo e fomos para a sala, enquanto Sparkles tinha ficado com Liz. Quando chegamos a sala, ouvi gritos horríveis vindo de Sparkles, ele lamentava e chorava, seus gritos sefixavam na minha alma e senti um peso horrível no coração quando ouvi ele dar o maior grito de todos, então tudo silenciou. Liz voltara com Sparkles no colo, seu pelo dourado estava cinza cheio de poeira e ele estava imóvel.

- Ele vai ficar bem.- disse ela.- mas precisa de um longo descanso.

A mesinha de centro estava com o vidro quebrado, então Brandon conjurou uma cama que se encaixava perfeitamente no buraco deixado pelo vidro e Liz pôs Sparkles lá. Ficamos parados sem fazer nada, esperando as notícias do Supremo.

- Vou na cozinha achar algo para comer.- disse Brandon e saiu.

Depois de alguns minutos ele voltou com um pedaço minúsculo de bolo. Então ele agitou a mão em volta do bolo e ele cresceu e se tornou um frango, sim , um frango, minha mãe fazia isso sempre,ela achava que assim sobrava mais comida para os mortais comprarem. Comemos e ficamos esperando. Liguei a TV para ver se achava algo de interessante e acabei deixando em um filme que estava passando, mas ninguém assistia. Então a TV tremulou e o filme se fora e no lugar surgiu um rosto conhecido.

- Olá a todos.- disse o Supremo e deu um sorriso.

Como se todos tivéssemos levado um choque, olhamos para a televisão que agora estava sendo ocupada pelo rosto do Supremo.

- Olá.- dissemos todos.

- Como está ai?- perguntei.

- Ah jovem Thomas, está tudo destruído.- seu olhar era triste- mas graças a Deus ninguém foi ferido gravemente, mas mandamos os alunos para casa. As pessoas que atacaram a escola estava realmente, atrás de você e da senhorita Elizabeth, mas quando perceberam que vocês não estavam aqui, foram embora.

- Eu realmente lamento, por ter causado isso tudo.- disse.

- Ah não! Por favor não se lamente, não foi sua culpa. Agora estamos reconstruindo a escola.

- Boa sorte.

- Obrigado, agora imagino que vocês estão ansiosos pelas informações.

Assenti.

- Bem pelo o que pude concluir da profecia, vocês tem que buscar por três artefatos que irão lhe ajudar na luta contra Joshua: uma espada, um escudo e uma armadura. A localização de cada uma é sigilo, vou mandar um mapa para vocês.- então na entrada no DVD saiu um pergaminho e eu peguei.- certo, agora escutem todos vocês: tomem sempre cuidado, desconfiem das pessoas, não confie em qualquer um, fiquem sempre atentos e alertas.

- Ok.- disse meio desconfortável.

- Bem receio que só com isso que posso ajudar, quando tiverem notícias importantes por favor entre em contato comigo. Vocês podem usar qualquer um dos elementos para se comunicarem.

Assentimos.

- Então é isso pessoal, boa sorte na busca.- então a imagem tremeluziu e se foi, deixando somente a gente em silêncio.

Notas finais
Obrigado por ler até o fim! Deixe sua review!