Os Convocadores

7 Uma desconhecida importante


Notas iniciais
eeeee mais um capítulo! Esse especialmente, está cheio de descobertas! Desculpe por mais um capítulo não tão longo, mas o melhor está por vir!

Depois de um tempo, as pessoas esqueceram da minha vitória- ou apenas a ignoraram. Estava na primeira semana do meu segundo mês em Nova Geração, realmente era legal lá, uma escola que toda pessoa gostaria de estar, tirando algumas excessões.

Durante o jantar daquela noite, o Supremo se pronunciou:

- Peço a atenção de todos, por favor. Irei ser breve.- ele esperou alguns segundos, depois prosseguiu- Um mês já se passou, e com isso vem mais uma regra: todos os novatos devem escolher mais uma matéria para praticar, dentre elas estão: Vôo, Duelo, Cura Avançada. É obrigatório todos escolherem pelo menos uma, mas podem escolher todas se quiserem, aliás, são somente três matérias.- ele deu um sorriso afetuoso.- Podem voltar a sua refeição.

Logo começaram o tilintar se talheres, pratos e copos. Olhei para as mesas da Árvore e vi uma cena que, meio que me chocou: Katherine estava sozinha, um pequeno espaço entre ela e a pessoa mais próxima. Sinceramente aquilo me deu pena, ela comia sozinha todas as vezes, mas eu nunca parei para reparar, ela olhava para seu prato sem nenhuma vez olhar para qualquer outra pessoa. Como se tivesse levado um choque, levantei da cadeira e me dirigi a ela, mas Brandon me parou:

- Onde você vai?

Indiquei com a cabeça a Katherine.

- Por que?

- Não sei.

- Ótimo, sinto que devo ir com você.- disse ele sarcasticamente e se levantou.

Seguimos para a mesa de Katherine e nos sentamos ao seu lado, o espaço coube eu e Bran. Ela levantou os olhos para ver quem se aproximara, depois voltou a olhar para seu prato.

- Oi.- disse.

Ela não respondeu.

- Então, já sabe qual matéria vai escolher?- tentei puxar conversa.

Mais uma vez ela não respondeu.

- Acho que vou escolher Duelo, acho que é importante.- disse.

- Acho que Vôo, é mais divertido.- disse Brandon.

Ela nos ignorou.

- E você Katherine?- disse.

Passado um tempo, ela disse:

- O que vocês querem?

- Hã... Nada. Só pensei em...- disse.

- Pensou que poderia vir aqui, e conversar comigo?

- Em parte sim.

- E por que achou isso?

Ela me encurralou com essa pergunta.

- Foi o que pensei.- disse ela voltando ao seu prato.

O cabelo negro, lhe cobria um pouco o rosto.

- Qual é o seu problema?- estourei.

- Como?

- O que eu te fiz para você me odiar tanto?

Ela hesitou, depois disse:

- Pense um pouco e você descobrirá.

Pensei, mas nada me ocorreu.

- Me desculpe, mas não sei, só me lembro de te conhecer da escola e quando você entregou a carta para mim.

- Vou te refrescar a memória um pouco: Você, sua turminha, eu, excluída da sociedade, você descolado.

Pensei, mas ainda nada.

- Ah, vamos lá Parker! Não seja tão estúpido! Sua turminha me humilhava.- sua voz fraquejou.

Pisquei tentando absorver a informação.

- Humilhava? Como?

- Não se faça de bobo, você sabe, aliás, você é amigo deles.

- Mas, mas eu nunca fiz isso! E eu nem sabia que eles faziam aquilo!

- Ah claro.- disse ela ironicamente.

- Por favor, não pense mal de mim.- disse eu exasperado.- Eu nunca, na vida, pensaria em humilhar alguém, isso é tão baixo!

Ela me olhou nos olhos, e por um breve instante, achei que ela acreditou em mim, mas mais uma vez voltou seu olhar ao prato.

- Que seja.- ela resmungou.

Antes que pudesse argumentar, um grito invadiu o refeitório. Todos pararam de comer e conversar, e prestaram atenção no grito. Era de uma garota, pois ela gritou por ajuda. O grito era angustiante e triste, e com certeza, cheio de medo.

O Supremo olhou para o Surpevisor White, que fez um positivo com a cabeça e foi ao encontro do grito. Passado alguns instantes, o Supremo disse:

- Todos já estão alimentados e satisfeitos, suponho. Então, Supervisores Junióres, leve sua turma de volta ao seu Esconderijo.

Houve murmúrios quando começamos a sair, e logo estávamos na Árvore.

Ninguém lá dormiu, todos estavam comentando sobre o tal grito e o pedido de socorro. Depois de algumas horas, alguns alunos foram indo para os dormitórios, inclusive eu e Brandon.

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Estava dormindo, quando alguém me acordou. Era o Vincent.

- Thomas, acorde! O Supremo quer falar com você.

Levei um tempo para processar tudo. O Supremo querendo falar comigo? Por que? Eu fiz algo muito ruim? Tinha alguma coisa a ver com a Caça Dourada que ganhei?

Caminhei pela floresta e depois entrei no refeitório, eu não sabia aonde o Supremo ficava, mas Vincent me guiava, para o fundo do refeitório, para a cadeira que o Supremo ocupava. Então chegamos ao limite do salão e então Vincent pôs a mão, numa parede atrás da cadeira do Supremo, e seus olhos brilharam e uma porta se abriu.

Entramos apressados, subimos uma escada e então entramos numa sala quadrada.

No fundo da sala, havia uma mesa grande e uma poltrona, provavelmente, confortável, e várias estantes de livros nas paredes, e algumas janelas que dava para as duas florestas, a dos Esconderijos e de Jogos.

A poltrona rodou e o Supremo me fitou. Confesso que fiquei um pouco tenso e com medo, mas sustentei seu olhar.

- Obrigado Vincent, pode ir.- disse o Supremo. E Vincent saiu, então ele se dirigiu a mim.- Sente- se meu jovem.

Sentei na cadeira que ele indicara, em frente a sua mesa.

- Você deve estar se perguntando, por que eu o chamei.

- Certamente, senhor.

- Nem sei por onde começar.- ele disse pensativo.- Tenho duas notícias boas e uma ruim, meu jovem, qual quer ouvir primeiro?

Refleti por um instante e disse:

- A ruim primeiro, por favor senhor.

Ele suspirou e disse:

- Seus pais foram sequestrados.- ele disse aquilo de uma só vez.

Fiquei em choque por um momento, depois comecei a sentir desespero, como se estivesse com falta de ar.

- Diga a Brandon para mim, Thomas. Não o chamei aqui pois tenho assuntos particulares com o senhor.

- Como assim foram sequestrados? Por quem?

Ele mais uma vez me fitou com seus olhos azuis, e depois disse:

- Por Joshua.

Aquilo veio até a mim como um tapa na cara. Joshua? O que ele queria com meus pais?

- Então pegue- os de volta!- ordenei.

- Certamente que faria isso meu jovem, mas Joshua é um Convocador incrível e forte demais para ir lá e simplesmente pegar.

- Então faça algo!- gritei.

- Farei, obviamente. Pronto para as notícias boas?

Demorei um pouco para voltar a esse mundo, então assenti.

- Ótimo! Descobri qual são os artefatos que a profecia se refere para a busca: um escudo, uma armadura e uma espada.

- E onde estão?- perguntei somente pensando em como ficaria a cabeça de Joshua na parede.

- Ah, isso é um mistério que estou quase resolvendo! Agora a outra notícia boa: você tem um parente vivo.

Achei que nada poderia me chocar mais, mas quando ele disse aquilo meu mundo desabou. Um parente? Como assim? Todos não tinham morrido?

- Parente? Que parente? Cadê ele?- disparei as perguntas.

Ele me indicou um canto, e até agora não tinha notado uma garota de cabelos loiros e olhos mel, fungando num canto.

- Essa é Elizabeth Palmer. Ela foi criada por humanos que infelizmente faleceram agora a pouco.

- Como?- perguntei.

- Sente- se que vou lhe explicar. Elizabeth foi filha do irmão da sua mãe, então ela é sua prima, obviamente. Os pais de Elizabeth a esconderam, como fizeram com você, mas eles a puseram em um lugar não muito óbvio, deduzi, pois não sabia da existência dela até essa noite. Ela era a garota que estava gritando, segundo ela, a casa que morava foi atacada e destruída por um homem, provavelmente Joshua, e então seus pais morreram quando o teto desabou.

- Como Joshua descobriu onde ela estava?

- Ela usou magia, suponho. A garota não conseguiu me dar muitas informações até agora. Está muito abatida e triste. Foi perseguida por monstros até aqui.

Isso formulou outra pergunta, para eu fazer.

- Como ela chegou aqui?

- Diz ela que sabia que tinha de vir para cá, ela rumou para a floresta e viu a árvore aberta e então, por instinto, entrou nela e parou nas portas da escola.

Fiquei paralisado por um tempo.

- Quantos anos ela tem?

- Quatorze anos e seis meses.- a idade que os poderes começam a aflorar.

Cheguei a conclusão que eu era um mês mais velho que ela.

- Então isso muda a profecia, certo? Pode ser ela a pessoa da família que irá derrotar Joshua.

- De fato, meu jovem. Teremos que ver, como vocês jovens diz, na hora H.

- Ela irá na busca comigo?

- E quem disse que você irá?

- Eu estou dizendo, ora essa!

- Admiro sua coragem, sabia que você tomaria partido para fazer a busca.

- Quando partirei?

- Próxima semana, essa semana você só irá treinar.

- Certo. Ela virá comigo?

- Gostaria que sim, mas não sei se ela vai estar disposta.

- E- eu, vou estar sim.- disse Elizabeth com a voz embargada.- Quero quebrar cada osso daquele ser maldito!

- Certo, então. Decidido, você e Elizabeth, partirão em suas jornadas semana que vem ao amanhecer.

Assenti. Olhei para Elizabeth, e em seu rosto havia somente tristeza e ódio.

- E onde ela ficará durante esse tempo?

- Teremos de fazer uma seleção, apesar de não ser início de ano, mas teremos de encaixá- la.

- Certo.

- Vou fazer agora, quer estar presente?

- Sim.

O Supremo levantou e foi até um armário e pegou a casca de árvore, o pedaço de rocha e o montinho de areia. Torci para que ela ficasse na Árvore.

- Agora Elizabeth, estique seu braço direito.

Ela hesitou, então esticou. Por um instante nada aconteceu, então algo voou para sua mão e esse algo, era a casca de árvore.

- Ótimo! Thomas leve- a para a Árvore.

Chamei ela para me acompanhar e ela veio hesitante, não falamos nada um com o outro — o que foi meio desconfortante- até chegarmos na árvore e mostrá- la como entrar, então ela conseguiu e seus olhos brilharam em prateado, então entramos.

Notas finais
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