Os Convocadores
2 Ataque
Notas iniciais
Ainda não comentei nada com Brandon ou minha mãe e pai, realmente achei aquilo super estranho, quem eles tinham que mandar? Falar com quem? Aquilo só foi me deixando com raiva e mais raiva, principalmente do Brandon, por esconder segredos de mim, pelo o que sei nós somos melhores amigos, e tudo eu conto a ele, mas ele esconde coisas de mim, e algo me diz que essa coisa, é sobre mim.
Estava tentando evitar todos, finalmente chegara fim de semana e eu não poderia continuar tal ignorância, pois eu estava com mais tempo do que durante a semana. Então, em um sábado a tarde resolvi sair de casa sozinho, para resfriar minha cabeça de tudo isso.
- Mãe, vou sair está bem?- disse já pegando a chave do portão.
- Aonde você vai querido?- disse ela virando para mim.
- Vou ao parque.
- Okey, vou chamar Brandon para ir com voc...
- Não!- interrompi ela quase gritando. — Quero dizer..., não precisa- disse já baixando minha voz-, Brandon parece cansado e não quero incomodá- lo.- menti, na verdade não queria a companhia de ninguém, queria ficar sozinho, não queria ter uma sombra ao meu lado, apesar deu gostar de Brandon, realmente não queria sua companhia.
- Que isso meu filho, Brandon gosta de ficar com você, não vai ser nenhum trabalho.
- Por favor, mãe, realmente eu não quero.
Ela me encarou por um instante e pudi ver rapidamente e de relance, um brilho de preocupação ocupar seu olhar. Ela suspirou e disse:
- Você que sabe filho.
- Obrigado mãe.
- Tome- disse ela pegando algo do bolso.-, esse dinheiro para você poder comprar algo se sentir fome.
Hesitei, mas peguei.
- Obrigado.
- De nada, e não demore, vi nos noticiários que as ruas estão muito perigosas.
- Pode deixar, vou me cuidar.
Demos um abraço.
Quando me dirigi a porta, ouvi vários latidos, e olhei para o chão, e um animal de pelo meio curto, liso e cor de bege, estava me olhando com a coleira na boca.
- Desculpe Sparkles, mas não.
Ele tornou a latir.
- Não Sparkles!- gritei tentando parar com os latidos deles.
Ele abaixou as orelhas, e fez aquela cara de cachorro sem dono, mas confesso que aquilo mexeu comigo, parecia que o único de casa que não escondia nada de mim era Sparkles, e ele não merecia receber minha fúria.
- Tudo bem, você pode vir.
Ele veio abanando o rabo, e me agachei para prender a coleira nele.
Saímos de casa, e fui para o parque.
Chegando lá, percebi que mudara muito desde a última vez que estive ali, um tanto mais adiante se encontrava um pequeno lago circular, e suas águas eram limpas e transparentes. Fui à sorveteria e peguei um sorvete estilo "Thomas Parker", acho que desta vez comi o sorvete mais grande na vida, peguei pelo menos umas dez bolas bem gorduchinhas e coloquei um monte de cobertura, o vendedor chegou a se assustar quando viu.
Voltei ao parque e me sentei no banco em direção ao lago e aproveitei e soltei Sparkles- que começou imediatamente a correr atrás de pombos.
Fiquei pensando na minha vida: tinha uma vida boa, sempre tive uma vida tranquila e confortável, mas nunca fui um daqueles esnobes playboys, para falar a verdade nem sou um! Sou um cara dentro do meu normal. Minha relação com minha família era muito boa, e sempre pude contar tudo a eles em busca de conselhos, mas desta vez eles estavam escondendo algo de mim, e naquela conversa, nada batia com nada. Liga para quem? Mandar mais quem? Aquilo corroia meu cérebro de tal forma que me deu dor de cabeça.
Resolvi ir embora, pois estava começando a ficar escuro, o sol já estava na metade então chamei Sparkles, que sem pestanejar veio ao meu encontro.
Resolvi pegar um atalho para chegar mais cedo em casa, pois estava já quase ficando tudo um breu, mas eu evitava esse atalho, porque era quase sempre vazio, mas mesmo assim desta vez fui pegar o atalho.
Eu estava em uma rua deserta, a não ser pelas duas pessoas que vi, mas estavam realmente com pressa, então com Sparkles ao meu lado, caminhei mais rápido. Mas Sparkles parou. Suas orelhas estavam levantadas, e ele olhava atento a tudo. Todo seu corpo estava tenso e duro, e seu rabo estava para cima em sinal de qualquer pequeno ruído.
- Vamos Sparkles!- sussurrei puxando- o.
Ele muito hesitante veio. Então vi a silhueta de alguém na rua logo a minha frente. Era alguém alto, e magro.
Então essa pessoa veio se aproximando de mim, e o reconheci na mesma hora: era o senhor Smith. Ele vinha em minha direção me encarando, como se estivesse hipnotizado.
- Senhor Smith?- chamei- o.
Ele não me respondeu, então ele parou.
Ficou rígido e duro, então ele começou a tremer, ele começou a borbulhar também.
- Que droga é essa!?- perguntei assustado. — Ajuda! Ajuda aqui!
Mas não havia ninguém a rua.
- Senhor Smith o senhor está bem?
Mas ele grunhiu não como gente, mas como se fosse um animal. Sua cabeça começou a tremer loucamente, ele começou a se contorcer, então vi uma coisa que me deixou paralisado e em estado de choque: sua cabeça começou a se abrir bem no meio.
- Ahhhh!- gritei.
Eu estava tão paralisado e em choque, que eu não conseguia sair correndo dali.
Mãos estavam saindo da cabeça, e assim abrindo- a mais, e tal mão de dedos longos e cheio de garras, era escura como se estivesse sido queimada e era enrugada, então braços começaram a sair, longos e finos braços. De repente, um cocuruto de cabeça escura, do mesmo jeito da mão, começou a aparecer, ela se mexia na esperança de sair da cabeça de uma maneira violenta, então ela saiu. A tal coisa tinha uma cabeça longa e seu queixo era fino, então seus olhos amarelos, parecendo de cobra me fitaram. Ela soltou um guincho, então desequilibrou e o corpo inativo do senhor Smith- ou o que sobrara dele- caiu no chão, então o bicho violentamente se mexeu, e o corpo de partiu, eu esperava que saísse sangue ou órgãos, mas não saiu nada, era como se estivesse oco, então ele se partiu e o bicho estava em fim livre. Ele me olhou mais uma vez, ele era um pouco mais alto que eu, e era de um jeito bizarro magrelo e eu podia ver seus ossos (parecia de humano), então desengonçadamente saiu correndo atrás de mim, ele corria de quatro, como um animal, mas era desajeitado, pois suas pernas eram maiores que os braços, ele guinchava, então como se eu tivesse levado uma carga elétrica altamente carregada, saí correndo. Mas parecia que a cada dez passos que eu dava o bicho dava um, ele pulava sobre as árvores, então Sparkles começou borbulhar, sua pele estava mexendo levemente, então ele soltou um rugido, um rugido mais alto que a de um leão, então ele explodiu, e no seu lugar apareceu um bicho to tamanho de um cavalo, mas incrivelmente forte, de tons bege dourado, com mandíbulas que somente em um golpe, quebraria um caminhão, então Sparkles avançou para o bicho. O bicho soltou um guincho e pulou para a árvore mais próxima, então Sparkles abriu asas e levantou voo, até naquele momento eu não tinha vistos as asas de Sparkles, parecia que elas eram coladas no corpo dele.
Então para mim isso foi a gota d'água, saí correndo, deixando os dois bichos- meu professor de matemática e meu cão- lutando. Estava muito ofegante, mas graças aos treinos de futebol, eu conseguia correr muito, então cheguei em casa. A chave caiu no chão pois minha mãe não parava de balançar, peguei- a de volta e enfei na fechadura e rodei. Entre desesperado em casa, e minha mãe logo veio ao meu encontro.
- Por que demo...- ele não conseguiu terminar a pergunta, ela me olhou de cima a baixo, e me viu suado e ofegante.- O que houve!?- seu rosto estava com uma expressão aflita e preoucupada como nunca vi antes.
- Professor... Smith... Sparkles... bicho... atacar...- disse em meio a suspiradas.
- Calma filho! Como assim ataque?- ela viu que eu não conseguia conversar então ainda me olhando gritou- Robert! Brandon! Venham aqui agora!
Depois de alguns segundo ouvi passos na escada.
- O que houve mãe?- perguntou Brandon.
Então os olhos dele e do meu pai recaiu sobre mim.
- Pegue água já!- disse minha rispidamente para Brandon.
Ele sem hesitar foi a cozinha e trouxe água no mesmo instante.
Minha mãe pegou da mão dele, então ele bateu um dedo no copo.
- Beba meu filho.
Bebi, e logo senti minha respiração voltar, tudo ficou mais calmo e senti uma paz dentro de mim.
- Está melhor?
- Sim! Não! Quero dizer... Ah!- disse, então sabia por onde começar e contei a eles.
Todos me ouviram com expressões sérias. Depois que me calei houve um silêncio.
Então algo pousou na janela de casa, e vi que era Sparkles.
- Saia daqui! Mãe, pai tira ele daqui! Ele é um monstro!- mas nenhum deles me ouviu, só ficaram me olhando e tentando me acalmar.
- Não meu filho! Fica quieto! Não ele não é um monstro! Calma!- disse meu pai.
- Calma!? Se você tivesse passado pelo o que passei, você não diria "calma"!- gritei na cara dele.
Então minha mãe tocou meu rosto, e senti um peso sobre as pálpebras e adormeci.
Notas finais
Esperando Review
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