Os Contos dos 3 Ladrões
1 O Castelo de Tur
Notas iniciais
Marla, Parfa e Ciro estavam presos em uma das celas da Prisão de Grool, onde os mais perversos piratas e assassinos estavam alojados. Em um canto do cômodo apertado e sujo, os três olharam a volta e viram os olhos sangrentos de seus companheiros de cela que os encaravam friamente. Então, Ciro começou:
—Vou lhes contar uma história de como, sorrateiros como somos, escapamos do castelo do Rei das Trevas e saímos ilesos e com comida nos bolsos-disse, e continuou, dada a atenção dos ouvintes que franziam suas testas, intrigados.
“Em uma noite tempestuosa, Marla, Parfa e eu caminhávamos trilhas assombradas das estradas próximas ao castelo de de Tur, o Rei das Trevas. Estava muito escuro e ventava naquela noite, como se o Grena, o Deus dos Ventos, quisesse nos derrubar. Mas, fortes e sábios que somos, permanecemos de pé.
Quando uma ponta de luz transpareceu pelas nuvens negras, avistamos o Castelo de Tur ao longe e resolvemos chegar mais perto. Um grande exército marchava em direção ao norte, rumo as terras que o grande Tur conquistaria naquele mesmo Os guardas sombrios guardavam os grandes portões do palácio, mas não nos detivemos; estávamos famintos e sedentos de sede, clamávamos por faisões recheados e vinho por anos adormecido. Então, reunindo toda a coragem que possuía e que, por ventura ainda possuo, fui até eles e assim lhes perguntei:
—O pato botou o ovo na cabeça de Tur. Para que lado o ovo caiu?
Intrigados, os guardas, enormes e brutos que eram ficaram intrigados e começaram a conversar entre si em sua própria língua. Enquanto batiam suas cabeças na procura de uma resposta plausível, Marla e Parfa entraram escondidos no castelo e lá entraram na despensa do rei. Pegaram comida e bebida para semanas de viagem e se esgueiraram da mesma forma na saída.
—Ninguém sabe?-perguntei aos guardas.
Eles sacudiram a cabeça, o que eu já esperava dada a condição em que viviam; não pensavam muito, somente agiam.
—Para nenhum lado, eis a resposta- disse-lhes- Quem bota o ovo é a PATA, e não o PATO.
Então deixei-os com os pensamentos perturbados sem terem a breve noção de que haviam sido enganados, e me juntei aos meus compatriotas para apreciar a bela comida de Tur.
Fim.”
—Muita coragem a de vocês-disse um prisioneiro- Mas isso não é muito.
Ciro olhou para Marla e ele começou:
Continua...
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