Os Cinco Mestres

1 O Primeiro Mestre


Annelise Boudelaire se sentou na mesa do refeitório e começou a devorar sua comida. O treino daquela manhã havia sido cansativo e ela acordara tão atrasada que não teve tempo para tomar café, por isso estava faminta.

Anne se atrasava todos os dias — alguns dias mais que outros e outros mais que alguns, mas sempre atrasada — e saía correndo do dormitório para a primeira aula da manhã.

Ela era motivo de orgulho para a família. Estava numa escola especial de treinamento para guerreiros, tanto homens quanto mulheres, e ela era incrível. Sua habilidade em luta era absurda e sua dominância com as armas era assustadora. Era, sem sombra de dúvida, uma das melhores alunas que eles tinham e com certeza sairia viva de uma guerra. Além de tudo, era linda e todos sabiam disso. Inclusive os mestres.

Aquela era uma escola especial, onde os alunos faziam um teste de capacidade física e descobriam se tinham competência para defender seu mundo em uma guerra. Aprendiam a usar praticamente qualquer coisa como arma e a manejar uma espada contra mais de um inimigo ao mesmo tempo. Sempre exigiam mais e mais de seus corpos e eles aguentavam muito bem, pois eram especiais. Geralmente eles eram rigorosos com quem faria o teste, mas em tempos difíceis como aqueles eles estavam sendo pouco exigentes. Estava em trégua, mas os guerreiros que serviam à deusa Meribhast poderiam quebrar a promessa a qualquer momento, assim como eles, e todos deveriam estar preparados para isso. Por isso os treinos estavam cada vez mais pesados.

Anne lutava para a deusa Zahia. Ela não gostava da guerra em nome das deusas, afinal, elas nem estavam vivas para ver aquilo. Mas lutava mesmo assim. Porque ela preferia ir para o campo de batalha do que encarar sua casa cheia com seus três irmão mais velhos e sua mãe e seu pai, e mesmo assim tão vazia em toda aquela elegância e riqueza. Não, ela não tinha problemas com a família, eles eram incríveis. Sempre a apoiavam em tudo e ela sempre era motivo de orgulho para eles, mesmo nas pequenas coisas. Mas Anne sabia que aquele mundo de bailes não era para ela. Usar vestidos e espartilhos e sapatos desconfortáveis não era algo que ela fazia com felicidade. Então ela resolveu que queria ser uma guerreira. Queria usar as meias longas, cinta liga e as saias curtas para facilitar os movimentos; queria se deliciar com as festas nos dormitórios nos fins de semana e beijar os garotos fortes da academia.

Anne pensava em tudo isso enquanto comia devagar, degustando cada pedaço da carne suculenta em seu prato com sua amiga, Ameya, sentada ao seu lado. Ela insistia em se sentar a mesma mesa no mesmo lugar todos os dias como se sua coluna fosse se quebrar caso ela se sentasse em um lugar diferente. Segundo ela, aquela mesa tinha uma vista perfeita para o campo de treinamento do lado de fora. O campo em que os garotos mais lindos costumavam treinar. Anne sabia disso e por isso nunca discordou do ritual bobo de Ameya. Até porque era lá que ele ficava. O deus grego maravilhoso por quem ela e mais metade da academia de treinamento era apaixonada. Grigori. Um dos Cinco Mestres.

A academia contava com cinco mestres. Eles eram chamados de Os Cinco Kibors, ou Os Cinco Fortes, pois eram os guerreiros mais fortes da deusa Zahia. E Anne tinha fantasias sexuais com todos eles.

Não a leve a mal, é que eles eram simplesmente deliciosos.

Mas nada superava Grigori Adrastea. O Mestre Supremo. O que matava ou incapacitava seus inimigos com apenas um golpe ou com quantos ele quisesse. E quase ninguém o havia visto em ação. E quem viu não sobreviveu para contar a história, afinal, ele era cruel. E lindo. Seu corpo era sólido, definido como o de uma estátua grega. Seu cabelo era tão negro que chegava a ficar azul quando recebia os raios solares e seus olhos, ah, aqueles olhos. As deusas sabiam o quanto Anne se perdia naquele mar de azul tão cristalino que chegava a quase ser prata. E nem as deusas eram capazes de estimar o quanto ela queria se perder naqueles braços fortes, beijar aquela boca e sentir aquelas mão em seu corpo.

Mas ela não era a única.

Todas — todas mesmo, sem exceção — desejavam aquele corpo. Todas queriam ser de Grigori Adrastea. E todas eram rejeitadas por aquele sorriso malicioso e aqueles olhos devoradores. Por isso Anne nunca chegou a tentar. Até porque ela ainda teria que provar os outros quatro primeiro. E ela provaria o primeiro naquela noite.

Era fim de semana e já era tradição ter uma festa em algum dormitório. Naquela noite seria o de Ameya. E as festas de Ameya tomavam um corredor inteiro de badalação que durava até o amanhecer. E seria aquela noite que Zack Akmus seria dela. Por pelo menos uma noite ela teria o Mestre da Essência em sua cama e ela já estava excitada só de pensar naquilo.

Como era sábado, os alunos não precisavam se preocupar se seu almoço foi pesado demais ou se ainda tinha tempo para a sobremesa. Eles estavam de folga então todos que terminavam de comer já começava a se arrumar para a festa de Ameya.

— Ei, criatura, acorda! — Ameya deu uma cotovelada de brincadeira em Anne, que estava olhando para os movimentos do corpo de Zack enquanto ele manejava uma espada de um metro que se chocava com a de um outro aluno qualquer, que não recebia a mínima atenção de Anne naquele momento.

— Hum... o que foi? — Anne perguntou para Ameya sem tirar os olhos da janela.

— O que você vai vestir hoje?

— Bom — Anne respondeu com um sorriso malicioso começando a surgir em seus lábios carnudos e bem delineados. — Eu bem que queria não vestir nada, mas não posso aparecer na sua festa nua, não é mesmo?

— Você vai mesmo leva seu plano adiante? — Ameya sorriu e olhou para Zack eu já estava parando de lutar e saía para o chuveiro em uma leve corrida. — E se ele não te quiser?

— Ele vai querer. Nenhum homem rejeita uma garota.

— A não ser que ele se chame Grigori Adrastea.

— O que eu quero hoje se chama Zack — elas terminaram de comer e foram juntas para o dormitório. Anne fez questão de passar perto do banheiro masculino e quase esbarrou nos músculos de Zack.

Ele era de tirar o fôlego. Seu cabelo castanho estava molhado e ele estava com um toalha branca pendurada no pescoço para que a água não pingasse em sua regata preta. Seus olhos eram tão escuros que eram quase pretos e sua boca carregava um sorriso safado disfarçado de timidez.

— Desculpe, quase derrubei você — Zack deu um sorriso simpático de dentes brancos e alinhados que quase fez Anne derreter.

— Não tem problema — Anne sorriu da forma mais simpática que conseguiu e piscou um olho para Zack. — Eu aguento o tranco.

Ele riu um pouco.

— Você vai à festa hoje? Vai ser legal — Anne perguntou de um jeito que não aceitava um não como resposta.

— Vou, sim. Eu gosto das festas da Ameya e estou mesmo precisando relaxar.

— Vou te esperar lá — Anne sorriu mais uma vez e seguiu pelo corredor sentindo o olhar de Zack em sua bunda enquanto ela caminhava.

Anne chegou em seu quarto e escolheu uma roupa parecida com seu uniforme de guerreira. Depois de sair do banho frio ela vestiu uma lingerie preta de renda e cinta linga, uma regata azul escura decotada e vestiu uma saia curta. Para terminar, calçou sapatos de salto alto e fez uma maquiagem não muito exagerada — ela não queria ter tudo borrado mais tarde. Ajeitou os cabelos negros e ondulado e saiu do seu quarto quando a música já ecoava pelo corredor.

Sua ansiedade aumentava conforme ela se aproximava do quarto de Ameya. Elas duas eram umas das poucas alunas que tinham quartos individuais. Elas os tinham por serem boas guerreiras e eram veteranas então podiam dar festas.

Anne entrou no quarto parcialmente escuro sentindo seu coração sincronizar com as batidas da música e ela sentiu seu corpo relaxar conforme a música ia entrando em seus ouvidos e pulsando em seu corpo lhe causando uma sensação de prazer. Ameya chegou dançando na sua frente usando um vestido preto e curto e saltos tão altos quanto os de Anne. Ameya lhe ofereceu uma garrafa de cerveja e Anne a aceitou e bebeu um gole enquanto Ameya a segurava pela cintura e a balançava de um lado para o outro no ritmo da música, fazendo seus joelhos ficarem levemente flexionados e sua coxa ficar encaixada entre as pernas de Anne de modo que seus corpos ficassem colados. Anne aceitou a brincadeira e se entregou a música sem remorso e sem vergonha de estar dançando com sua melhor amiga.

Instantes depois, Anne foi arrastada para os braços de outra pessoa. Um garoto bonito do primeiro ano. Ela dançou e riu com ela, mas não era ele que ela queria. Mesmo assim ela curtiu o momento até a música acabar. E foi aí que ela avistou Zack usando uma camisa de algodão preta e gola V com as mangas arregaçadas até os cotovelos, calças jeans largas e coturnos.

Ele estava dançando com uma garota do outro lado do quarto, mas abandonou sua dança quando a viu. A garota pareceu ter ficado decepcionada, mas logo, logo arranjou outra distração. Uma garota que a agarrou pelo cabelo e começou a beijá-la. Anne atravessou o mar de corpos suados e encontro com Zack no meio do caminho. Ela pegou o copo que continha uma mistura de vodca, limão e gelo e bebeu um grande gole sem parar de dançar e encostando seu corpo ao dele cada vez mais. Zack a pegou pela cintura fazendo seus rostos ficarem bem perto um do outro e no momento em que ele ia beijá-la, Anne virou de costas e começou a rebolar em sua frente. Ela colocou as mãos nas laterais do quadril dele e encostou o traseiro nele, pressionando de leve. Anne começou a rebolar até o chão, com as mão deslizando pelas pernas musculosas de Zack e subiu novamente requebrando cada vez mais, no ritmo de uma música coreana que acabava de iniciar.

Zack ficava cada vez mais excitado com Anne requebrando na sua frente. A garota tinha um corpo incrível e tudo o que ele mais queria naquele momento era agarrá-la então ele a segurou pela cintura e a virou de frente para ele com um sorriso malicioso nos lábios. Ela deslizou as mãos por seu peito como se estivesse desafiando-o a fazer alguma coisa. E ele fez.

Zack apertou Anne contra seu corpo musculoso e a beijou de forma intensa, deslizando as mão por suas costas e querendo explorar mais daquele corpo com a música estourando lá atrás. Ela parou de beijá-lo por um momento e o segurou pela mão.

— Vamos sair daqui — ela falou em seu ouvi e em seguida mordiscou o lóbulo da sua orelha lhe causando um arrepio. Zack nem pensou em discordar.

Quando estavam fora do quarto de Ameya, Zack empurrou Anne contra a parede do corredor e a beijou com mais intensidade já puxando a blusa dela para cima. Anne abriu a porta do próprio quarto com dificuldade sem interromper o beijo e fechou a porta com o pé assim que os dois já estavam dentro do quarto.

Zack a pegou no colo, fazendo-a enroscar as pernas em volta dele com força e ele arrancou os sapados dos pés dela. Anne estava aproveitando aquele beijo, sentindo o prazer pulsar em si, e se sentiu sendo colocada em cima da penteadeira. Zack deslizou as mãos da sua cintura para seus seios e os apertou fazendo ela soltar um suspiro abafado. Ela queria mais, queria aquele corpo então colocou as mão por dentro da camisa de Zack e a arrancou exibindo o peitoral sólido e o abdômen malhado. Anne deslizou as mãos e as unhas por todo aquele tronco e procurou pelo botão da calça de Zack, que já não aguentava mais de prazer e rasgou a blusa de Anne em duas partes, exibindo um par de seios grandes e redondos cobertos pelo sutiã de renda preta. Ela o encarou sorrindo.

— Eu gostava muito dessa blusa — ela disse enquanto tentava segurar os gemidos que Zack lhe provocava beijando e mordendo seu pescoço e apertando seus seios carinhosamente ao mesmo tempo.

— Vou lhe recompensar por isso — ele sussurrou em seu ouvido e a colocou de pé para que pudesse tirar a saia de Anne.

Zack dava beijos pelo pescoço de Anne e descia cada vez mais, lhe arrancando leves gemidos. Suas mãos passeavam pelas curvas generosas do corpo dela, apertando seu traseiro e suas coxas e se deliciando com seus gemidos. Zack tirou a calcinha de Anne, deixando-a apenas com as meias longas que lhe cobrias até a metade das coxas, e ficou em pé novamente para dar atenção que aqueles seios mereciam. Ele tirou o sutiã, jogou-o em qualquer lugar e a encostou na parede novamente, com um pouco de violência, começando a sugar um de seus seios e a massagear o outro apertando seu mamilo rígido. Anne gemia e segurava os cabelos de Zack com os olhos fechados e arranhava suas costas, apertava seus ombros querendo mais.

Zack passou a acariciar a apertar as coxas grossas de Anne enquanto descia com beijos quente e mordidas até a parte íntima da garota que começava a delirar de prazer. Ele ficou de joelhos na frente dela e ela colocou uma perna em seu ombro, exibindo sua parte para que ele a beijasse. Zack obedeceu aos pedidos silenciosos de Anne, provocando-a com beijos leves em seu clitóris e ela gemia cada vez mais.

— Zack... — Anne gemeu seu nome e isso o deixou louco. Ele começou a suga-la com vontade, provocando gemidos altos, arranhões em suas costas e puxões em seus cabelos. Zack então a penetrou com um dedo ainda sugando-a e sentindo Anne cada vez mais molhada. Ela mexia o quadril no ritmo do seu dedo cada vez mais rápido e gemendo cada vez mais alto. Ele a penetrou com mais um dedo, forçando a entrada da parte de Anne, mas ela não pareceu se importar, já que continuava se mexendo até que gozou em sua boca sem aviso prévio. Zack saboreou aquele líquido com um certo triunfo e ficou de pé para beijá-la.

Anne tirou a calça de Zack ainda um pouco ofegante por seu orgasmo e sentindo suas pernas um pouco trêmulas. Zack enroscou os dedos em seu cabelo e o puxou quando Anne acariciou o volume duro por cima da sua cueca. Zack soltou um suspiro de prazer e mordeu o lábio inferior de Anne e ela aproveitou o momento para inverter as posições, deixando-o colado à parede, e dando beijos molhados por seu pescoço enquanto deslizada as unhas pelas laterais do seu corpo. Ela descia cada vez mais, ficando de joelhos na frente dele e apertando seu traseiro por cima da cueca. Zack a encarou com um sorriso que dizia “vá em frente” e Anne o encarou de volta com cara de “não precisa mandar”. Ela mordeu a barra da sua cueca e começou a tirá-la com a boca e depois com as mãos. Anne segurou o membro ereto de Zack e o colocou na boca lentamente arrancando meio suspiro, meio gemido daquela boca carnuda e bem delineada. A garota foi empurrando a cabeça devagar até consegui colocar quase tudo na boca e começou a sugar com vontade, fazendo movimentos de vai e vem enquanto Zack gemia baixinho e puxava seu cabelo. Anne levou uma das mãos aos testículos de Zack, fazendo-o se contorcer de prazer e empurrar a cabeça dela um pouco mais para frente e ela acelerou os movimentos, sugando com mais força, alternando entre ir rápido e devagar até que Zack a empurrou delicadamente para não gozar em sua boca. Ele acabou gozando em seus seios e ficou olhando enquanto o liquido quente escorregava entre eles lhe causando uma sensação de vontade. Anne se limpou com o que restou da sua blusa e ficou de pé encarando Zack.

— Acho que agora preciso de um banho — ela começou a ir em direção ao banheiro do seu quarto, mas Zack a puxou colando seus corpos.

— Nada disso — ele sorriu maliciosamente com os lábios encostados aos dela. — Eu ainda não estou satisfeito.

Zack se sentou na cama fazendo Anne ficar sentada em seu colo de pernas abertas e a penetrou com um movimento rápido e observou satisfeito quando ela soltou um gemido alto sem conseguir manter os olhos abertos com todo o prazer que sentia. Anne começou a mover o corpo para cima e para baixo no colo de Zack enquanto ele deslizava as mãos da sua cintura para seu traseiro e voltava para seu seios pressionando-a contra seu corpo quente e forte. Zack queria mais, muito mais. Ele a segurou pelo cabelo e a deitou na cama sem sair de dentro dela e começou a se mover com rapidez, metendo com força e soltando leves gemidos. Anne apertava suas pernas em volta de Zack, indo ao delírio, arranhando suas costas e gemendo em seu ouvido, o que o deixava louco e o fazia penetrar com mais força e rapidez.

Anne gemeu o nome de Zack mais uma vez e gritou de prazer quando ele estocou com muita força dentro dela e ela teve seu segundo orgasmo da noite. Zack gozou dentro dela depois de alguns instantes e relaxou o corpo, ficando ofegante por cima de Anne.

Mas ambos estavam longe da satisfação, afinal, ainda tinham uma noite inteira pela frente.

Notas finais
Hey pessoas =D

Minha primeira fic hentai e é original, então peguem leve comigo. Pretendo continuar escrevendo, mas só se vocês tiverem interesse então não deixem de comentar.

Kissus :*