Os Chantagistas
6 Brincando nas sombras
Notas iniciais
No carro,indo para Lambeth.8:23 a.m.
–A sua mãe ficou bem irritada com tudo aquilo que aconteceu,não é?-perguntei para Ivie sentada ao meu lado.
–Sim.Mas eu disse pra ela que o Senador ACHAVA que fosse você que havia roubado o relógio dele e por isso fez essa perseguição toda com você. Eu não disse pra ela que foi você que roubou porque ela iria ficar mais irritada ainda em abrigar na casa dela um marginal.-e fez um simples sorriso.
–Marginal? Hahahahahaha E você me considera um marginal?
–Não.Eu só acho você muito maluco! – e nós dois começamos a rir.
–Realmente ir até a casa do Senador tentar a sorte foi bem arriscado!
Ficar sumido por quase 3 dias sem dar nenhum sinal de vida e voltar pra casa com uma garota era uma péssima idéia.O que eu iria dizer pra Amanda? Eu tenho que inventar uma bela mentira.Isso se o desgraçado do Richard não contou tudo pra ela.É melhor eu não pensar muito nisso e quando chegar lá eu ver no que vai dar…
********************************
– Roubar o relógio do Senador?? E ainda por cima traz uma piranha pra dentro de casa?- disse Amanda assim que chegamos na minha casa, “ligeiramente” irritada.
–É melhor você tomar cuidado com quem você chama de piranha,garota!!-gritou Ivie.
–Calma Amanda,nós precisamos conversar…-eu tentando amenizar a situação.
–Não temos mais nada pra conversar! Acabou a nossa relação Tom!- ela fez uma pausa,olhou de cima para baixo pra mim com um olhar de decepcionada e disse: — Nunca pensei que você fosse chegar a esse ponto…- e ela subiu as escadas direto pro quarto.
–Amanda!- chamei ela parado na sala.
–O que você vai fazer agora?-perguntou Ivie,já um pouco mais calma.
–Agora tenho que recomeçar.-olhei para ela.- Mas antes…tenho alguns assuntos para resolver!- e fiz um sorriso nada inocente.
–Eu to começando a ficar com medo de você,Tom.
–Você ainda não viu nada!
–Bem,então antes de você resolver esses “assuntos”,vamos pro meu apartamento,por que esse lugar aqui não está agradável.
Saimos da casa e estávamos indo para o carro enquanto a Amanda estava chorando,olhando a gente sair na janela.
*********************************
De noite,na casa Do Richard…
O telefone toca na sala.E eu atendo.
–Alô?
–Oi Rich.Aqui é a Amanda.Meu dia hoje foi péssimo.Podemos nos encontrar pra conversar?
–Ah,claro Amanda.Tudo bem.
E ela me disse aonde encontrar ela.
–Perto de um teatro abandonado? Não é um lugar estranho pra se conversar?
–É porque lá é mais tranqüilo.
–Ok,como quiser…
E depois desliguei o telefone.Amanda estava séria e com uma voz diferente.Estava bem estranha.Acho que ela deve ter discutido com o Richard.Do jeito que eu queria.Mas mesmo assim,eu vou até esse tal lugar que combinamos.
Fui a pé,pois era bem perto essa rua que ela me disse.A rua estava deserta e isso estava me preocupando.Eu odeio ruas desertas. E lá vi a Amanda,encostada na entrada do teatro.Estava mexendo no celular,usando roupas que ela não costuma usar.Ela geralmente se arruma muito mais pra sair.Quando estava perto dela,ela abriu a porta do teatro e correu para dentro.Mas ela deixou a porta aberta.Eu fiquei parado na entrada,esperando ela voltar.Dei uma rápida olhada no lado de dentro e disse:
–Amanda?
E ninguém respondeu.Parecia que ela havia sumido na escuridão daquele teatro.Estava frio lá fora e eu tinha vontade de entrar para procurá-la,mas o meu medo impedia.Eu não acredito em fantasmas,mas aquele teatro tinha um ar assombroso.Não gostava daquela rua e muito menos daquele teatro.
Soube que esse teatro faliu há muitos anos,depois que perdeu o público por ter ocorrido um misterioso assassinato ali.Ninguém nunca soube quem matou e por quê.
Resolvi entrar.O silêncio dominava o ambiente.Eu olhava para todos os lados e não conseguia enxergar nada! A única coisa que vi foi uma luz muito fraca na parede.Quando me virei para o outro lado,eu vi um vulto que me deu um soco bem forte e cai no chão.
–É você né Thomas?! Seu babaca,você vai ver só!
Eu estava ainda sentado no chão,me recuperando do soco.Foi ai que alguém ligou uma lanterna e chegou bem perto de mim,mirou a luz da lanterna na minha cara.Então,eu pude ver…quem era…começando a ficar nervoso,disse:
–Não,não pode ser! Não pode ser você!
Fale com o autor