Notas iniciais
E com esse impactante capítulo desejo a vocês uma boa leitura.

Parte 1: Tsunami

Só restavam Roman e Sagan batalhar contra algum Cavaleiro Vermelho. Eles estavam, também, aproximando-se da fortaleza do Reino Kalam, quando Shun apareceu:

— Parem agora mesmo ou eu vou ser obrigada a acabar com vocês.

Roman, ofegante, comentou com Sagan:

— A magia dela... é destruidora... eu não consigo... suportar...

Roman desmaiou no colo de Sagan. Tudo foi muito rápido e ele não entendeu nada. Estava analisando a mulher de azul que tinha chegado. Calmamente, ele colocou Roman sobre a grama fofa distante da suposta inimiga:

— Fique aqui, Roman. Já vamos encontrar seu filho. – disse ele, voltando a sua atenção para Shun logo em seguida.

— Como ela é fraca! Ou eu que sou forte demais? – se vangloriou Shun, fazendo seus braços se transformarem em correntes infinitas de água.

— Quem é você? – perguntou Sagan, ajeitando a flauta em seu bolso.

— Meu nome é Shun. Eu vim ordenada por Maju, nossa rainha.

— E o que você quer?

— Matar vocês! – Shun deu um grito e com os braços de água gerou uma grande onda para cima dele, que rapidamente pegou Roman e deu um salto, passando por cima da correnteza.

Era uma grande onda, um verdadeiro tsunami. Shun não tinha se esforçado nem um pouco para fazer aquilo. Sagan entendeu o motivo de Roman ter desmaiado, colocando-a sobre um enorme galho de árvore bem no alto. Sabia que aquilo se repetiria e não queria que ela morresse afogada.

Sagan deu um salto da árvore e em seguida um soco no rosto de Shun, que se transformou em água, assim como o seu corpo todo. Completamente líquida, Shun criou um braço d’água e deu um tapa em Sagan, jogando-o contra o chão. Quando ele se levantou, novamente o mesmo golpe, que o fez capotar grama a frente.

Shun, com seu braço gigante, pegou Sagan e começou a apertá-lo:

— Você não tem chance nenhuma comigo! A minha magia se chama Tsunami. Meu corpo todo pode virar água e eu manipulo o seu formato, tamanho e resistência da maneira que eu quiser. Eu não sei qual magia você possui, mas pode ter certeza: sou mais forte que você.

Sagan, sem ar por estar sendo apertado, fingiu que desmaiou. Estranhando aquilo, Shun o soltou e voltou com seu corpo original. Rapidamente, Sagan aproveitou a oportunidade e fez com que uma forte onda de som agudo envolvesse Shun. Ela começou a gritar, não conseguindo ouvir nada além de um infinito “pi” agudo. Os seus tímpanos explodiram, manando sangue de suas orelhas.

— Você vai se arrepender de ter feito isso comigo, garota! – gritou Sagan, dando um forte chute no rosto dela, fazendo-a tropeçar em uma pedra e cair no chão.

Quando ela se levantou, Sagan pegou a sua flauta e enfiou no coração dela, abraçando-a em seguida.

— Você... Você é um monstro. – insultou ela, deixando o sangue de sua boca cair na roupa dele.

— Não. Me transformaram em um. – respondeu ele, tirando a flauta de dentro do corpo dela.

Shun caiu, morta, deixando seu corpo se transformar em água, sendo absorvida pela terra.

Nesse momento Roman acordou e caiu lá de cima da árvore, batendo com tudo no chão. Desesperado, Sagan correu para ver se ela tinha se machucado. Os dois deram risada quando tudo tinha ficado bem. Sagan encarou Roman. Ambos se olharam. Um beijo fechou aquele momento com chave de ouro, seguido de um tapa de Roman:

— Idiota! Você me beijou porquê? – perguntou ela, nervosa e envergonhada.

— Foi você que me beijou, Roman, sua louca. Vamos seguindo e não conversa comigo, sua pervertida!

Nervosos, os dois seguiram caminho, ignorando toda a luta que tinha acabado de acontecer. Algo típico dos Caçadores.

Parte 2: Morte

Por sorte e coincidência, todos se uniram novamente em frente ao muro quebrado da fortaleza.

— Nossa! Que saudades de todos vocês! – eu gritei, dando pulos de alegria por encontrar todos ali presente, menos William e Aghata.

— Para de ser falso, Anark. Dá para sentir na sua fala que você está sendo irônico e mentiroso. – comentou Lilly.

Eu olhei para cara dela e virei o rosto para outro lugar, ignorando-a:

— Você é muito chata. – eu disse. – Não fui nada disso. Está de TPM?

Nervosa, ela me deu um pontapé na bunda:

— TPM seu... – ela foi interrompida por Fairy, que estava olhando uma sombra saindo da torre principal.

Era William, com uma aura rosa ao redor de seu corpo e com olhos completamente vermelhos.

Roman, com um gigante sorriso no rosto, correu em direção a William. Todos ficaram felizes por ter encontrado o líder da guilda, mas algo terrível aconteceu. Quando Roman se aproximou de William para abraça-lo, ele imaginou e pegou uma espada cerrada, enfiando completamente na barriga dela.

Todos da guilda, inclusive eu, ficaram espantados, assustados, sem palavras, enfurecidos. Quem era aquele homem? Era realmente William? Ele tinha acabado de matar a mãe do seu filho.

Com suas últimas lágrimas, Roman caiu, morta. Fairy tentou correr para cura-la, mas William criou – sempre com sua imaginação – dezenas de correntes ao redor de seu corpo. Fairy tentou juntar Chi em seu corpo para sair dali, mas a corrente estava sugando seu poder mágico rapidamente. Não demorou muito para desmaiar. Eu senti ela enfraquecida, já que eu era seu mago invocador.

— O que você está fazendo, William! Esse não é você?! O que está acontecendo? – eu gritei, com o CloudBook na mão pronto para ser aberto.

— Eu vou matar você, Anark. Eu vou acabar com sua vida e depois irei matar todos vocês. Por fim, eu irei me matar. Assim como a Rainha pediu.

Lillian deu um passo à frente, implorando:

— Por favor, William! Pare com isso! Você está sendo controlado.

Com um sorriso irônico e mais poderoso do que nunca, William falou:

— Que conversa fiada. Bem que ela me disse que isso aconteceria. Vamos, Anark! Vamos acabar com isso.

William estava tão poderoso que ele me levou para um lugar diferente, longe de todos. Um enorme campo verdejante, longe de tudo. Longe do mundo. Apenas o gramado e algumas árvores no horizonte. Ventava muito. Era apenas eu e William, mas a impressão que eu tinha era que dali apenas um sairia vivo. A batalha que decidiu o futuro da guilda estava prestes a começar.

Ele fez o primeiro movimento, enfiando sua mão em minha barriga, fazendo um buraco nela. Eu estava prestes a morrer. Não consegui conter o sangue que escorria do canto da minha boca e nem da minha barriga. Apenas dei alguns passos para trás e depois caí, mas algo me curou. Apenas uma vez, mas algo me curou. Uma presença distante conseguiu salvar a minha vida. Quem era? Não sei. Não tinha tempo. William já era problema demais para mim. Eu fui obrigado a lutar contra o líder da minha guilda. O Caçador mais forte, conhecido como Rei da Imaginação.

Notas finais
*Qualquer erro de escrita, deixe nos comentários. * Já postei a entrevista (#GanarkResponde). Vão no meu blog e divirtam-se. www.ganark.blogspot.com