Notas iniciais
Bom capítulo e desculpa o atraso. Trabalhos de faculdade. Boa leitura.

Parte 1: Invencível

Estava ventando muito naquela floresta e a luta de Faaram e Kozaki estava intensa. Com o poder da Lua, Faaram estava muito mais rápido e com golpes mais precisos, mas eles não eram o suficiente para penetrar a armadura de Kozaki. Várias árvores estavam quebradas por estarem naquele campo de guerra e cada vez mais os dois devastavam o cenário com seus poderes.

— Não importa se você tem o poder da Lua, do Sol, do universo inteiro. Não vai adiantar, cara. A minha armadura me protege de tudo e qualquer coisa. Eu sou invencível, impenetrável. Encare isso como sua derrota, já que você não sairá ileso. Sou daqueles que lutam para matar. – provocou Kozaki, estalando os dedos, pronto para tentar mais golpes.

“Realmente... mesmo com o poder da Lua eu não consigo sequer fazer um corte nele. Mesmo eu não vendo a sua armadura, consigo sentir. Ela deve ser muito grossa... nem a minha adaga é útil aqui. Será que eu devo fugir? ” – pensou Faaram, atrás de uma árvore, escondendo-se dele. Estava com a adaga na mão e a roupa toda rasgada. Muito cansado para outro movimento.

Kozaki não esperou ele sair do esconderijo, foi direto na arvore e com um soco conseguiu quebrar ela inteirinha. Não contei para vocês, mas a armadura além de dar uma baita proteção para Kozaki, ela aumentava a sua força em três vezes. Acho difícil ele sair dessa... vivo.

Faaram, assim que a árvore em que estava encostado se partiu, correu ao redor daquela área e tentou um chute aéreo contra Kozaki, que ficou parado esperando a armadura o proteger. De fato, isso aconteceu. Tão forte o chute de Faaram que acabou em seu pé quebrado. Um grito de dor ecoou por toda a floresta, chamando a atenção de alguém. Kozaki aproveitou que ele estava se debatendo no chão, sem poder se movimentar, pegando-o pelo pescoço e o erguendo.

Nesse momento, Faaram tentava enfiar a adaga no braço que o segurava, mas sem sucesso. A adaga quebrou de tanto uso sem sucesso. Os pedaços caíram no chão e começaram a brilhar. O corpo de Faaram começou a brilhar. Tanto brilho que Kozaki o arremessou para o alto, fazendo com que a queda criasse um imenso campo de luz, afastando-se.

O corpo de Faaram foi se curando aos poucos. A adaga foi se consertando sozinha e tomando uma outra forma, assim como o corpo de seu dono. A sua roupa rasgada se tornou em um belo quimono preto. Seu cabelo cresceu, ficando bem liso e chegando até a metade das costas. Seus olhos estavam mais claros. Resumindo, Faaram tinha virado uma “outra pessoa”. Estava revitalizado.

— Esse poder? Como é possível? Quem é esse cara? – perguntas feitas de Kozaki para Kozaki, que estava se mijando de tanto poder.

Faaram estava tão forte que a radiação de seu poder mágico partiu a armadura de Kozaki em inúmeros pedaços, deixando de ser invisível e mostrando a sua verdadeira identidade visual: uma armadura de prata com bordas de ouro. Lindas demais. Se eu estivesse ali, roubaria para vender. Mentira. Não sou assim.

— Essa sensação... eu já senti ela antes... Brality. É você? – se perguntou Faaram, analisando a leveza de sua nova arma e a beleza de sua nova aparência. Pelo visto jamais voltaria a ser o que era antes. Também nem queria. Estava tão forte quanto o líder da guilda. Quem era Brality? Ele já sentiu essa sensação? Mistérios e mais mistérios.

Mesmo assim, Kozaki se levantou e deu um soco em sua própria mão, fazendo seu corpo jorrar Chi para todos os lados:

— Finale: Army Golden Men.

Traduzindo, Exército dos Homens de Ouro. Kozaki desapareceu e no lugar de sua existência surgiram, instantaneamente, dezenas de homens com armaduras de ouro e enormes espadas, todos com no mínimo uns dois metros de altura. Aqueles homens todos partiram para cima de Faaram, que com apenas um movimento de sua espada, e sem sair do lugar, cortou três deles ao meio. Restavam exatamente vinte e sete homens. Sim, eram trinta no total. Eram, pois não é mais.

Ainda com alguns a menos, todos eles continuavam batendo em Faaram. Na verdade, tentando. Com uma velocidade supersônica, Faaram ia picotando um por vez. Poças de sangue iam se fazendo tranquilamente e Faaram pisava em todos ao mesmo tempo, de tão veloz. Não demorou muito para que restasse cinco deles, que se juntaram e com uma fusão corporal se transformaram em Kozaki, que caiu com tudo no chão.

— Eu desisto! Eu desisto! Eu imploro! Eu não aguento mais... você é mais forte do que eu. O que você quer saber? – Kozaki se rendeu, ficando aos pés do forte inimigo.

— Eu quero saber onde está Zero. – respondeu Faaram, com a mão na espada, coberta de Chi, que estava fincada no chão.

— Do outro lado de Hermoni tem uma fortaleza, no meio do Reino Kalam. Lá se encontra Maju, nossa líder. É com ela que ele está. Te juro! Não tenho mais informações.

— É o suficiente. – Faaram tirou a espada do chão e enfiou na cabeça de Kozaki, tirando-a em seguida. Um furo no formato da espessura da espada, na cabeça de Kozaki, simbolizou a vitória de Faaram. Um novo Faaram. Mais forte. Desta vez, invencível.

Parte 2: Num Piscar de Olhos

William tinha andado bastante. E Aghata estava o acompanhando. Tinham atravessado a praia e a floresta logo em seguida. Tinham escutado o grito de dor do Faaram, vitorioso em sua luta assim como Lillian também foi. Estavam frente a frente do muro que cercava o centro. Tão grande quanto o muro que protegia a fortaleza, no centro do centro. “Centro do centro”? É. Vocês entenderam.

— Até que enfim chegamos. – comentou William, jogando-se no chão e deitando na grama maciça que tinha em frente ao portão, que por sinal estava sem guardas.

— De que adianta. Devíamos ter descansado. Já já aparece alguém e vamos ter que lutar. Sinto vários Chis por perto. – comentou Aghata, passando a mão naquele gramado para averiguar algum inimigo por perto.

— Devem estar bem longe. Está tudo muito calmo por aqui.

— Então devemos aproveitar para descansar.

Num piscar de olhos, Shepa apareceu. Um mago com velocidade supersônica. Ele pegou Aghata pelos cabelos e desapareceu com sua velocidade. Tudo silenciosamente.

— Você tem razão, Aghata. Devemos descansar e esperar os outros. Ou devemos ir atrás deles? ... Hein, Aghata? Aghata? – William demorou para perceber que ela não estava mais ali. Levantou-se rapidamente, olhando para todos os lados, desesperado. Fechou os olhos e sentiu o poder mágico dela um pouco longe dali. Com o poder de sua imaginação, conseguiu trazer Aghata de volta, mas seu nariz começou a sangrar.

— Onde você foi? O que aconteceu? – perguntou ele, rasgando um pedaço de sua camisa para estancar o sangue em seu nariz.

— Eu fui levada por alguém. Foi num piscar de olhos.

Shepa retornou, dando gargalhadas:

— Sou tão rápido que meu corpo quando está em inércia vibra, não deixando ninguém ver minha aparência.

Aghata, assustada, apontou o dedo para ele e gritou:

— Foi ele quem me pegou! Ele me levou para o outro lado da ilha em menos de um segundo.

— Pena que te trouxeram de volta. Como fez isso? – perguntou Shepa para Will.

— Do mesmo jeito que eu vou te matar. Só espero que meu nariz não sangre novamente. – respondeu Will, jogando o pedaço de pano no chão.

Shepa, rapidamente, apareceu atrás de William:

— Já era!

Aghata, quando olhou para o lado, viu que William e Shepa tinham trocado de lugar. Ela aproveitou e criou um espinho de gelo em suas mãos, enfiando-os nas pernas de Shepa, impossibilitando-o de andar.

— Somos os líderes dos Caçadores. Um mero maguinho como você não chega aos nossos pés.

Num piscar de olhos ele apareceu e em outro piscar ele foi derrotado. A dor era tanta que ele não conseguia nem gritar e nem responder. Só se contorcia no chão. Quando conseguiu tirar os espinhos de sua perna, William colocou uma arma em sua cabeça:

— A minha imaginação é tão rápida que quando eu penso em uma arma ela aparece. Agora eu sei o motivo de você ter se gabado. Hasta La Vista, Baby.

Um tiro que jogou os miolos de Shepa longe, deixando um rastro de sangue no chão.

— Precisava de tudo isso, Will? – perguntou Aghata.

— Ele mereceu, vai. É bom cortar as asinhas de uma pessoa quando ela se gaba.

Em um momento Aghata sorriu, mas em outro ela foi levada pelo mesmo portal que levou Fernanda. William, novamente, demorou para perceber isso e quando percebeu, deu um berro olhando para cima que estremeceu o muro da fortaleza, rompendo-o. Logo, os guardas que estavam ali viram William desesperado e automaticamente o identificaram como inimigo, partindo para cima.

Nervoso, Will começou a andar lentamente em direção aos guardas, que estavam correndo em sua direção. Estalou os dedos e todos os guardas explodiram, formando um colossal lago de sangue.

Um guarda abriu a porta do forte onde estava para ver o que estava acontecendo, mas foi surpreendido pelo poder mágico de Will, que criou uma corrente em seus pés. Tentando conter a raiva, a dúvida de onde Aghata estava e a vontade de terminar aquilo logo, perguntou para o guarda imobilizado:

— Quero falar com a rainha.

Notas finais
Hoje não tem perguntas. Até a próxima!