Os Cavaleiros do Zodíaco - A Saga da Safira

24 Capítulo 24 – A esperança de prata! Não desistam, cavaleiros da justiça!


Notas iniciais
- O Capítulo foi inspirado no episódio 111 da série clássica de Saint Seiya, qualquer semelhança NÃO é coincidência;

Para poder salvar o Grande Mestre que está tendo sua vida drenada para restaurar a armadura de prata de Triângulo, Shee e os Cavaleiros de Prata enfrentam os cavaleiros de Safira do exército de Éolos, o deus dos ventos. Eles lutam em batalhas mortais contra os 8 Ventos. Jaga enfrenta Zéfiros, o vento oeste no penúltimo andar da Torre e descobre que este, diferentemente de seus irmãos, não reencarnou usando um corpo alheio. Altair chega ao sexto andar e se encontra com Noto, o vento sul mas enfrenta problemas com a Ventania de Fogo do inimigo. Enquanto isso, Maya e Shee chegam ao último andar, Maya é derrotado por Bóreas atrapalhando os planos dos dois cavaleiros de Atena.

Os ouvidos de Jaga começavam a sangrar com aquela terrível melodia em seus ouvidos. Mesmo com as mãos os tampando, a melodia ainda chegava em sua mente.

– Essa melodia... – pensava Jaga – Apesar de suave e doce não para de machucar meus ouvidos! Por mais que eu tente, não consigo a impedir, é como se estivesse indo diretamente no meu cérebro! Que poder terrível!

– Parece que você finalmente percebeu. — diz Zéfiro o olhando diretamente – Mas devo avisá-lo que seu destino não irá mudar. Devo lhe liquidar, peço que me perdoe.

Naquele instante, algo chama a atenção do vento oeste que para seu ataque e olha para atrás enquanto Jaga tentava se manter em pé.

–Mas o que foi isso agora?! – pensa o semi-deus – Sinto outro cosmo agressivo no oitavo andar! Será outro cavaleiro de prata que passou pela passagem secreta?! É uma cosmo energia muito forte. Será... Será um Cavaleiro de Ouro?!

Shee caminhava sobre os degraus do pequeno altar no oitavo andar da Torre dos Ventos. Ele se apressava ao máximo após notar que o cosmo de Maya havia enfraquecido.

– Maya, por favor, não morra!– pensava o rapaz – Será que o Grande Mestre ainda está aqui?

Ele finalmente chega ao topo do altar e vê Maya caído no chão, mais a frente estava Bóreas. O rapaz corre até o companheiro de batalha que parecia desmaiado, mas ainda vivo, o que alivia o cavaleiro de bronze. Ele olha diretamente para o semi-deus que não dizia nada, apenas o olhava de uma forma serena, como se não se importasse com a presença do cavaleiro ali. De repente, a parede atrás do semi-deus começa a se mover pros lados, se dividindo em dois e revelando o Grande Mestre que já estava pálido e quase sem vida.

– Grande Mestre?! — diz Shee.

– Isso mesmo, cavaleiro... — responde Bóreas – Seu amado representante de Atena já está quase morto.

– Grande Mestre! — Shee ameaça se aproximar, mas o deus o empurra com seu cosmo.

– Não se mexa! — dizia o vento norte – É tarde demais. A armadura de Triângulo está quase restaurada, agora. — ele então se vira de costas para o garoto e olhava Shion que mal conseguia manter seus olhos abertos – Ele estava lutando por sua vida até a pouco tempo. Mas ele já não tem forças nem pra se manter acordado agora.

– Não fale bobagens. — interrompe o cavaleiro, o deus o olha de canto.

– Provavelmente usou sua última centelha de vida “em nome de Atena”. — ele solta essa última como forma de provocação – Agora, você não tem mais ninguém para proteger. — o vento norte se vira completamente para o guerreiro e arregala os seus olhos – Portanto, retire-se!

– Pare de brincadeiras, porque Shion, ou melhor, o Grande Mestre, superou a Guerra Santa contra Hades. A própria deusa Atena o escolheu para ser o representante dela aqui na Terra. Ele é um sobrevivente. Tenho certeza de que ele ainda está vivo e vamos salvá-lo! Portanto, afaste-se do meu caminho Vento Norte!

Shee começa a se aproximar o ameaçando, porém, para quando nota que o semi-deus não manifesta alteração alguma. Ele então recua dois passos, como se esperasse algum ataque surpresa. Ele queima seu cosmo de forma feroz, o emanando até as alturas.

– Não importa que eu tenha que morrer tentando, — diz o garoto elevando sua cosmo energia cada vez mais – mas eu vou acabar com você! Prepare-se!

– Não adianta. — diz o semi-deus – Jamais poderá me atingir porque sou um semi-deus. Eu o previno.

– Está louco? — dizia Shee voltando a se aproximar – Tome isso!!! Tufão de Espíritos!

Shee concentra uma quantidade de energia espiritual e cria um poderoso tufão. No entanto, os olhos de Bóreas brilham e o ataque de Shee é desfeito. Em seguida, o garoto é lançado para longe com uma explosão de cosmo do semi-deus. O cavaleiro de bronze cai de costas nas escadas do altar.

– Não acredito. – pensava Shee sentindo uma dor muito forte – O meu Tufão está voltando contra mim.

– Eu te disse que sou um semi-deus. — dizia o vento norte – Qualquer um que ousar enfrentar um ser divino será castigado. Se usar o seu poder contra um ser divino, ele se voltará contra você.

Shee se rasteja pela escadaria voltando ao topo do altar. Ele encara com ódio o vento norte. Ele se levanta com dificuldades e segurando seu braço que estava sangrando. O jovem cavaleiro consegue enfim se manter em pé novamente e começa a rir.

– Hm? Porque está rindo? — estranha o grande vento – Será que a pancada lhe deixou perturbado?

– Hahahaha, não é nada disso! — responde Shee – Estou rindo pois é engraçado você achar que me importo com todo esse lenga-lenga! Hahahahhaa

– Como é?

– Você por um acaso sabe quem é a minha mestra, Bóreas? — indaga o garoto – É a neta daquele que enfrentou um ser divino como você! Aquele que enfrentou o deus da Morte!

– Oh... — Bóreas fica surpreso ao ouvir aquilo, ele então cerra os dentes e os punhos – Então sua mestra é a neta daquele sujeitinho... Pois bem, isso quer dizer que não vai se render, não é?

– Me render? E como eu poderia fazer isso? — ele então toca no próprio peito – Está vendo essa armadura? Ela voltou à vida com o meu sangue! Ela confiou em mim! Acha mesmo que irei trair a confiança dela dessa forma?!

Shee vai se aproximando com dificuldades do semi-deus. Ele havia esperando muito por aquele momento, por aquela missão, não poderia desistir daquela maneira. Em sua cabeça, flashbacks de sua infância, de quando conheceu sua mestra e de quando fez a promessa de que se tornaria um cavaleiro.

– E-Eu... — dizia ele – Preciso continuar lutando... Mesmo que isso... Mesmo que isso me custe a vida!

– Essa mera armadura de bronze? — questiona Bóreas – O que acha que ela pode fazer contra um deus do meu calibre? Ela será a primeira coisa que destruirei!!

O semi-deus queima um pouco do seu cosmo e o lança contra Shee que é atingido e tem uma parte da ombreira esquerda destruída. Em seguida, toda a proteção da perna direita é destruída. À medida que ele ia insistindo em continuar a luta, partes de sua armadura iam sendo destruídas. Ele por fim cai de joelhos e quando vê que não se aguentava mais, se apoia no chão com os braços ficando em posição fetal.

– Mi-Minha armadura...– diz Shee sem acreditar – Ela que restaurei com tanto sacrifício... Passou por essas batalhas todas aqui na torre, contra semi-deuses... Que poder terrível! E agora? O que eu faço?

– Você será o próximo, cavaleiro. — diz Bóreas o olhando com ar de superioridade – Seu corpo será evaporizado agora!

Mais uma vez, Bóreas fecha seus olhos e queima seu cosmo. Em seguida, ele os abre e se piscam lançando uma rajada de cosmo contra o garoto. A forte luz caminha em direção a ele que se vê paralisado de medo diante do deus. Porém, ele logo percebe que o golpe não o atingiu. É quando nota a presença de Ian que havia aparecido e intervindo com seu escudo de prata.

– Hm? — estranha o semi-deus – Quem é você?

– Me chamo Ian, sou o Cavaleiro de Escudo. — responde o cavaleiro de prata.

Não aguentando mais, Shee cai no chão.

– Garoto, — diz Ian olhando rapidamente para o garoto caído – não deixarei que morra aqui. Aguente firme!

Ian então queima seu cosmo e se lança contra o vento norte, mas era inútil. O cosmo do semi-deus rebate a investida do cavaleiro e o empurra de volta. Em seguida, ele aproveita o empurrão para desferir sua técnica, o Escudo Mortal. No entanto, Bóreas segura o pé do rapaz e o joga para longe, fazendo com que Ian caísse ao lado de Shee.

– Ian, parece que usou toda a sua energia batalhando contra um de meus irmãos. — diz Bóreas com desdém – Achou mesmo que conseguiria vir sozinho aqui e me enfrentar? Hahahahaha, não é um adversário páreo para mim, Bóreas, o grande vento do norte.

– Ele não está sozinho! — dizia uma voz vinda das escadas do altar. Aquela voz soava como esperança e alegria aos ouvidos de Ian – Eu também estou aqui, Bóreas!

– Kraisto! — dizia Ian se levantando mais uma vez.

Kraisto para ao lado de Shee e o observa com um olhar de tristeza.

– Pivete... — diz ele baixinho e olhando para Ian em seguida – Ian... Não podemos morrer aqui! Nós somos os cavaleiros da justiça!

Kraisto queima seu cosmo que faz com que vários raios elétricos circulassem seu corpo. A seguir, ele se posiciona de frente para Bóreas fazendo uma cruz com seus braços.

– Disse que não podem morrer aqui? — indagava o vilão ignorando o preparo do ataque de Kraisto – Uma pena ter de decepcioná-los dessa forma. Preparem-se para serem enviados para o outro mundo! Enviarei os três para o inferno!

Bóreas concentra seu cosmo mais uma vez e fecha os seus olhos. Prevendo o ataque, Ian se lança na frente de Kraisto e tenta defender o golpe com seu escudo indestrutível. O ataque de cosmo se choca com o escudo de prata e passava de raspão pelo corpo de Kraisto. A armadura do cavaleiro começava a ganhar pequenos arranhões.

– Ian! O poder de Bóreas é assustador! Está queimando meu corpo e danificando minha armadura! — diz o cavaleiro do cruzeiro do sul – Se continuarmos assim, meu corpo ficará em pedaços!

– O poder dele é realmente o de um deus! — diz Ian ainda tentando segurar o ataque do inimigo – Não posso acreditar nisso! O meu escudo, o escudo mais sólido do universo, o escudo que já me protegeu em muitas batalhas... Ele... Ele...

o vilão então expande ainda mais seu cosmo fazendo com que os cavaleiros de Atena não suportassem e cedessem. Eles são levados pelo vento de cosmo e se chocam novamente contra o chão. De repente, algo chama a atenção de Bóreas que se vira para o Grande Mestre e o observa.

– Shion...– pensa o vento norte – Será que ainda resta uma chama de vida em você? – ele se aproxima do velho à sua frente, com um olhar psicótico – Quer dizer que você ainda não morreu, Shion?! — ele volta a se acalmar – Hum... Deixarei que viva para ver sua preciosa Terra sendo governada por meu pai. — ele ergue o queixo do Grande Mestre e o encara – Descanse, por hora.

Ao ouvir as palavras de Bóreas, Shee se levanta uma vez mais e caminha até o semi-deus. Ele queima seu cosmo de forma furiosa, um cosmo quente e que oscilava entre dourado e esverdeado. Maya finalmente desperta de seu desmaio, mas, ainda sem forças, só consegue ver o garoto caminhando em direção ao inimigo.

– Garoto... — diz ele com dificuldades.

–Shee... — diz Ian.

– Pivete... — comenta Kraisto.

– Afaste-se do meu caminho, Bóreas. — diz Shee com ódio – Eu disse que salvaria o Grande Mestre não importa o que houvesse!

– Jovem cavaleiro... — diz o vilão se virando para ele e largando Shion – Percebo a chama da vida em seu coração. Farei com que você e seus amigos desapareçam deste mundo! Agora, vão embora!

Santuário de Atena, Grécia...

Hamal, Atla, Shaula, Acubens, Sadal e Castor estavam reunidos nas escadarias em frente à sala do Grande Mestre.

– Não aguento mais. — diz Acubens – Não consigo ficar aqui sem fazer nada! — ela olha para os outros, agoniada – Irei e me unirei aos Cavaleiros de Prata e ao meu discípulo!

– Acubens, quantas vezes terei de lhe dizer? — diz Sadal – O Mestre Suplente ordenou que ficássemos aqui de guarda. Se insistir em agir terei de matá-la sob acusação de traição!

– Eu ouvi direito?! — diz ela já irritada – Está dizendo que vai me matar?!

– Eu não quero. — explica Sadal – Mas teria que fazê-lo.

– Sadal! — grita ela.

– Já chega, cavaleiros. — interrompe Atla – O que iremos conseguir brigando entre nós mesmos? É nossa obrigação fazermos algo!

– Se não fizermos algo, os cavaleiros de prata morrerão! — Acrescenta Shaula – Todos nós nos reunimos aqui para lutar com todo o nosso poder e salvar o Grande Mestre, não é mesmo cavaleiros?

Shaula dirige seu olhar para Castor e Hamal que até então permaneciam calados. Castor, que continuava sem trajar sua armadura, apenas consente com a cabeça. De repente, uma cosmo energia é sentida por eles.

– Mas, o que é isso?! — diz Acubens.

– Está vindo da Torre dos Ventos! — dizia Hamal.

– Essa energia é uma energia de armadura! — dizia Sadal – Essa não! Não pode ser...!

– O que foi? — pergunta Acubens – Se sabe o que está acontecendo, por favor, nos diga, Sadal!

– Eu posso estar enganado... — dizia o cavaleiro de aquário – Mas acho que falhamos, senhores...

Torre dos Ventos, Grécia...

Zéfiro continuava enfrentando Jaga. O deus de repente para e olha pra cima.

– Não posso acreditar... – pensava o semi-deus – Finalmente... Essa energia poderosa... Sim, tenho certeza que é ela...

Noto continuava a atacar Altair com seu poder, mas o cavaleiro parecia se manter firme. Ele queima seu cosmo, tentando se manter de pé contra a Ventania de Fogo do vento sul.

– Apesar de parecer um moleque frágil e fraco, você é bastante resistente. — comenta o inimigo – Não seja um mal perdedor!

– Olhe, eu não quero morrer e nem ir embora. — diz Altair o encarando e usando suas forças pra se manter de pé – Tudo o que eu quero fazer é salvar o Grande Mestre!

Altair consegue enfim queimar o seu cosmo ainda mais, espalhando a Ventania pra todos os lados daquele andar. Noto desvia dela e volta a encarar o herói. Em seguida, ele avança contra Altair o atingindo com socos, fazendo o rapaz cair de joelhos e sentir muita dor.

– Eu não tenho mais tempo para continuar brincando com você. — diz Noto dando socos nas costas do cavaleiro – Porque sinto a energia dela emanando do último andar. Sim, tenho certeza que é ela. — o semi-deus dá de costas para Altair e caminha rumo à saída daquele andar – Eu preciso chegar ao último andar agora mesmo! Não posso mais esperar.

Altair se levanta mais uma vez, o que faz com que Noto volte sua atenção para o rapaz novamente, em seguida, o cavaleiro de prata volta a queimar seu cosmo.

– Você é um grande tolo. — diz Noto – Seu cosmo não será capaz de me deter, ele já está muito fraco. Minha ventania não será detida por ele.

– A sua ventania pode ser quente e poderosa. — diz Altair – Mas eu tenho o poder de Atena ao meu lado. Tenho o poder do Grande Mestre, a confiança dos meus companheiros! — ele eleva o seu cosmo ainda mais. Atrás dele, a imagem da constelação de águia começa a surgir – Não vou me dar por vencido tão facilmente!

– Oh? Sobre isso eu não sei... — o semi-deus queima o seu cosmo também e começa a elevar a temperatura do local. Em seguida, uma forte corrente de ar começa a passar por ele. A corrente começa então a pegar fogo.

– O que disse?

– Me desculpe, mas não há mais tempo para perder aqui. Preciso acabar com você. — diz o semi-deus – Receba uma última vez... Ventania de Fogo!

A ventania de fogo toma conta do lugar novamente atingindo tudo ao redor, inclusive Altair que começava a sentir seus braços queimando a uma temperatura absurda. Ele transpirava e começava a sentir aquele fogo lhe dominar, porém, continuava a se manter de pé.

– Não... Não posso perder aqui! – pensava ele – Eleve-se! Eleve-se ao máximo, meu cosmo!

O corpo de Altair explode um cosmo incrível, fazendo uma barreira contra a ventania de fogo. Noto então começa a se assustar, incrédulo e confuso sobre o que estava acontecendo ali.

– Mas o que é isso?! — diz ele – Não me diga que...! Não, não pode ser...! — ele observa Altair que mal estava com forças – Não, como isso é possível?! Você superou o meu ataque? Sua força de vontade é tão grande assim?!

– Está surpreso, Noto? — diz Altair – Esse é o poder de um cavaleiro de Atena! Prepare-se, pois esse é o meu golpe final!

– Ora, não fale bobagens! — diz Noto empurrando o fogo em sua volta contra Altair que desvia deles – Não! Ele está conseguindo desviar?! O que está havendo aqui, afinal?! Ventania de Fogo!

– Tornado de Tempestade!– diz Altair girando em seu próprio eixo com os braços erguidos, criando um enorme tornado.

A Ventania de Fogo e o Tornado de Tempestade se chocam um com o outro. O fogo se dissipa e o tornado enfim se choca contra Noto que é lançado no ar.

Continua...

Notas finais
Gostou do capítulo? Não gostou? Por favor, seu comentário e opinião são muito importantes! Não deixem de postá-los, por favor! ^^