Os Cavaleiros do Zodíaco - A Saga da Safira
20 Capítulo 20 – O passado que vem à tona! O terrível poder do vento noroeste!
Notas iniciais
Para proteger a Terra e o Santuário de Atena, os cavaleiros de prata Kraisto, Ian, Maya e Altair, assim como Shee que agora se tornara um cavaleiro de bronze, adentram a Torre dos Ventos. Separando-se para cada andar da Torre, Shee vence Kaikias no primeiro andar. Maya se encarrega do segundo andar, protegido por Apeliotes, o vento sudoeste. Por fim, Ian enfrenta o semi-deus capaz de criar ventos de luzes, Lips, o vento sudoeste e o derrota com seu escudo, o escudo mais sólido de todo o exército de Atena.
– Escudo Mortal!
Ian conclui seu golpe com uma voadora giratória, similar ao funcionamento de uma britadeira que é lançada diretamente contra Lips, o vento sudoeste. O semi-deus então se posiciona em defesa e então se livra do golpe do cavaleiro.
– M-Mas como?! — diz Ian surpreso.
– Sua jornada como cavaleiro termina aqui, cavaleiro de Escudo.
– O que disse?
Lips cria uma lança de luz e vento e ataca Ian, que desacreditado, se deixa atingir novamente, gritando de dor em seguida.
– Mesmo que tenha alcançado o sétimo sentido e seu escudo ficado mais poderoso por isso, — diz Lips – você continua sendo apenas um mundano imundo! Acabarei com você sem piedade! Ventos Luminosos!
O vento sudoeste lança contra o herói pequenas lanças de luz que o atingem profundamente, o fazendo cair. Ian se levanta mais uma vez e é atingido novamente pelos Ventos Luminosos de Lips. No entanto, o cavaleiro se levanta novamente, ainda mais machucado e sangrando.
– Ian de Escudo, até quando continuará com esse showzinho ridículo? Admita de uma vez sua insignificância perante a mim!
– Muito bem... — diz Ian quase não se aguentando em pé – Eu admitirei se falhar na minha tentativa novamente.
– Tem certeza? — pergunta o semi-deus.
– Se eu não superar seus ventos de luz com minha defesa imbatível então eu realmente não mereço viver! — diz Ian com toda a convicção que lhe era cabível. Ele queima seu cosmo mais uma vez e se prepara para um último ataque — Escudo Mortal!
– Tolo! — diz Lips – Nem mesmo o mais apto e forte cavaleiro poderia vencer os meus ventos de luz! — Lips cria mais uma vez uma lança de luz, maior que as outras e a lança contra Ian.
Novamente, o cavaleiro de prata se eleva pelos ares e projeta seu pé sobre seu adversário, girando sobre si mesmo, como um tornado.
– Vamos, queime mais uma vez cosmo!! — diz Ian usando todas as suas forças – Alcance o seu nível mais forte para que enfim possa tornar o meu escudo o mais imbatível de todos!!!
Ele então conclui o golpe com uma voadora giratória, similar ao funcionamento de uma britadeira. O golpe atinge a lança de luz que resiste por um tempo até que ela se desfaz sendo assim finalmente superada pelo escudo de prata que atinge Lips e destroça sua Padparadja.
– C-Como isso é possível?! — diz o semi-deus – Não só rompeu meus ventos de luz como destruiu minha Padparadja por completo... Então é mesmo verdade que seu escudo é o mais sólido de todos...
O corpo de Lips brilha intensamente, brilho este que sai de seu corpo e vira uma esfera de luz que se desfaz no ar. Ian podia finalmente se desarmar um instante.
– Eu... Consegui... — dizia o rapaz mal se aguentando em pé de tanta dor – Agora... Só me resta... Ir para o próximo andar...
Porém, o cavaleiro acaba caindo desmaiado. Enquanto isso, Shee se vê separado de Maya de repente.
– Pra onde será que Maya foi? — pensa Shee em voz alta – Hã? Que luz é aquela? — diz ele olhando mais a frente – O andar seguinte, finalmente!
Shee então passa pela porta do andar e chega nele. Era um lugar muito parecido com a casa de câncer, na verdade era idêntico à casa de câncer.
– Esse andar, lembra muito... — ia dizendo Shee até que diante dele aparece Acubens – Mestra Acubens? O que faz aqui?
– Shee! — dizia a amazona de câncer.
– Mestra, é você mesmo? Ou será uma ilusão?
– Como ousa, garoto?! — diz ela irritada – Não reconhece sua própria mestra?
– Não! A Mestra Acubens não viria aqui assim, do nada! Não depois de me mandar junto com os outros! Isso é um truque! Receba essa, impostor! Ciranda de Câncer!
Shee lança seu ataque contra a amazona de ouro que consegue segurá-lo facilmente.
– Mas não é possível!
– Agora chega, Shee! — diz ela irritada – Não sou seu inimigo e jamais te machucaria.
– Você conteve minha Ciranda de Câncer. Você é mesmo a Mestra Acubens?
– Você me magoou muito não vendo que diante de você estava sua mestra. Vim até aqui para lhe dar os parabéns e te ajudar e no entanto, você me ataca... — diz a amazona – Eu errei em confiar em você, agora vai ter que aprender uma lição. — Acubens então se prepara ficando em posição de ataque e concentra seu cosmo, a imagem do signo de câncer surge atrás dela.
– Não pode ser! — diz Shee surpreso e espantado – Essa pose... Um dos ataques preferidos da mestra Acubens...!
– Chamas Demoníacas!– diz a amazona lançando as almas incineradas por ela contra o rapaz.
Shee é atingido pelo ataque e cai de cara no chão. A amazona se aproxima de Shee e o coloca em seus braços.
– Shee? Está vivo?
– Me-Mestra Acubens...
– Shee, você se tornou um cavaleiro, finalmente. Sinto muito orgulho de você.
O garoto sorri para ela e então desmaia. Enquanto isso, Altair corria pelas escadas que levavam ao quarto andar. Ele então sente os cosmos da batalha no terceiro andar.
– Esse é o cosmo de Ian... — diz Altair parando e olhando para trás – Ele deve ter derrotado um dos deuses ventos. Maya e Shee também derrotaram os inimigos dos seus andares, tenho certeza. Preciso me encarregar do próximo logo.
Altair então volta a correr, mas a escadaria parecia não ter fim.
– Que estranho. – pensava o cavaleiro – Será que me perdi?
De repente, uma luz chama a atenção do rapaz que logo vê a entrada para o seu andar. Ele apressa ainda mais o passo e chega finalmente ao quarto andar da torre. Logo que entra, Altair tem sua atenção chamada por dois cavaleiros que se encontravam caídos ali.
– Maya! — grita Altair se aproximando dos dois cavaleiros – Shee! Maya, o que aconteceu? — Altair tenta acordar o amigo mas não conseguia resultado – Não é possível! Ao que parece, os dois receberam apenas um ataque! Porque será? Será que não tentaram nem se defender? — ele se levanta e olha em volta confuso – O que será que aconteceu aqui?
Altair sente uma presença logo atrás dele e então se vira para golpear, mas a pessoa segura o punho do rapaz que fica surpreso. O jovem segurando seu punho tinha os cabelos longos e arrepiados nas pontas, eram cabelos de um castanho bem claro. Seus olhos eram castanhos também, só que quase amarelados e ele possuía uma cicatriz próxima ao olho.
– Você está mais forte, Altair. — diz o rapaz.
– O que?! — Altair se afasta dando alguns passos pra trás e se desarmando – A-Ascella?! Mas, como?! Por acaso é algum milagre?
Ascella não diz nada. Altair toca no ombro do rapaz com um sorriso no rosto e lágrimas saindo dos olhos. O misterioso rapaz então dá um soco no estômago de Altair e outro em seu rosto, causando um pequeno corte na bochecha. Altair chega para trás e passa a mão na ferida limpando o traço de sangue.
– Esse ataque não foi brincadeira, ele realmente queria me machucar. – pensa Altair ainda mais confuso – Ascella, o que está havendo aqui? — diz ele pro rapaz diante dele.
– Altair, você irá diretamente para o inferno!
Ascella o ataca novamente, mas dessa vez Altair se defende de todos os socos desferidos pelo rapaz.
– Isso tudo está muito estranho! Esse cara na minha frente não pode ser Ascella!
– Hahahahaha! Morra!
Ascella o ataca novamente, porém, Altair desvia e lança uma rajada de cosmo com seu punho contra o rapaz que dá um mortal pra trás.
– Você não pode ser Ascella! Se fosse, esse simples ataque não seria surpresa nenhuma pra você!
– Idiota! Você sempre foi patético! Sempre me atrapalhando por causa de Maya!
[Flashback]
Altair estava usando seu traje de treinamento, ele era alguns anos mais novo do que atualmente. O garoto estava subindo uma árvore e tentava pegar um fruto de lá, porém, o fruto escapa de sua mão e bate na cabeça do pequeno Maya que estava deitado logo embaixo.
– Caramba! — diz Maya irritado – Você tem que ser atrapalhado assim mesmo?!
– D-Desculpa! — diz Altair descendo rapidamente – Não foi de propósito.
– Você é um idiota! Não serve nem pra pegar frutas! — diz Maya apontando o nariz na cara dele – Sinceramente, eu não sei o que o Mestre Polis viu em você.
– Maya... — diz Ascella de trás da árvore – Você tá pegando pesado de novo.
– Ah, mas esse cara é irritante! Não sei como você tem paciência com ele, Ascella!
– Olha, se vocês dois botassem a energia que tem brigando entre si nos treinos, poderiam superar até mesmo a mim!
– Não seja convencido! — diz Maya – eu estou quase recuperado do nosso último treino! — Maya leva a mão à sua barriga enfaixada, não havia muito tempo e ele tinha se ferido com seu próprio ataque treinando com Ascella.
– Isso aconteceu porque sou melhor que você. — retruca ele.
– Ah, isso é mesmo! — diz Altair.
– Você cale a boca! — diz Maya se virando para Altair – Verme insolente!
– Do que você me chamou?! — diz Altair indignado.
– Aff... — Ascella se aproxima dos dois tentando apartar a briga – É sempre a mesma coisa...
[Flashback]
– Escute bem, Altair. — diz Ascella – Eu já cuidei de Maya, agora só falta me vingar de você!
– Como é?! Se vingar de mim?!
– Exatamente! — diz o antigo amigo – Já se esqueceu que o que houve comigo foi culpa dessa briga de vocês?
Altair se desarma novamente e então cerra os punhos se lembrando daquele dia fatídico.
– Não, não me esqueci...
[Flashback]
Altair, Maya e Ascella estavam circulando um campo florido próximo ao santuário. Tudo parecia tranquilo, com a exceção de Altair.
– Gente, eu acho que devíamos ir embora daqui. — dizia Altair.
– Está com medo? — diz Maya provocando.
– Não estou com medo de nada! Mas estamos errados, vocês sabem disso.
– Estamos errados em fazermos uma missão de reconhecimento por conta própria? — diz Ascella.
– Ascella, você sabe que isso é permitido apenas aos cavaleiros e nós ainda não somos cavaleiros. — diz Altair agoniado.
– Relaxa, ok? — diz Ascella sem tirar os olhos de sua frente – Ninguém vai pegar a gente. Agora olhem só o que eu estou vendo aqui...
Maya e Altair se aproximam mais da pedra onde Ascella se recostara. Eles olham mais a frente, havia um campo florido ainda maior mais abaixo. Ao observarem eles vêem um homem de cabelos azuis, trajando uma armadura de prata e portando uma harpa. Ao lado dele, estava uma jovem de olhar calmo e sereno, com longos cabelos negros e trajando uma túnica branca.
– Aquele ali não é...? — dizia Maya.
– Sim, o lendário Orfeu de Harpa. — responde Ascella – O cavaleiro Menestrel.
– Sim! Já ouvi falar dele – comentava Maya – Dizem que é o cavaleiro de prata mais poderoso do Santuário. Que ele foi convidado inclusive para se tornar o Mestre Suplente, mas que ele recusou por se considerar mais um poeta do que cavaleiro.
Algo chama a atenção dos três que olham novamente pra baixo e veem a mesma mulher perfurando o corpo do cavaleiro lendário.
– Mas o que foi isso?! — grita Altair chamando a atenção da mulher.
– Idiota! — diz Maya tampando a boca do colega – Você quer chamar a atenção dela?!
– Não, eu... eu...
– Er... Pessoal... — diz Ascella – Acho que agora é tarde demais...
Eles se viram para Ascella novamente e veem a mulher, agora com feições maléficas ao invés da tranquila, diante deles. Ela retira sua túnica revelando a armadura de cor roxa com detalhes em vinho.
– Vocês não deviam bisbilhotar por aí, aspirantes a cavaleiros! — dizia a mulher – Agora terei de acabar com todos vocês! Garras do Inferno!
Ela emana através de suas garras uma luz pálida e a lança contra os três. No entanto, Ascella se joga na frente e é atingido pelo ataque. Altair segura o amigo em seu colo.
– Ascella, Ascella! — dizia Altair desesperado.
– O amiguinho de vocês os salvou, mas não vai adiantar de nada, morram crianças!
– Réquiem de Cordas! – diz uma voz vinda de trás. Várias cordas finas de instrumentos são lançadas contra a inimiga que é presa por elas. A vilã é virada de costas para o garoto e a mesma vê Orfeu – Crianças! Saiam daqui, rápido!
Maya puxa Altair pelo braço que se negava em abandonar Ascella ali, porém, Maya insiste e consegue arrastá-lo consigo. A última coisa que conseguem ouvir era o grito da vilã, mostrando que a mesma fora derrotada enfim.
[Flashback]
Altair olha novamente para o colega que deveria estar morto. Ele ainda não entendia muito bem como o amigo poderia estar ali, na sua frente. Altair se desarma completamente e ergue seu braço.
– Muito bem. — diz ele – Se isso vai acalmar sua alma finalmente, então vamos lá! Faça de uma vez!
– Muito bem, Altair. — diz Ascella se aproximando dele – Está provando ser um verdadeiro amigo. Para recompensá-lo... — Ascella então começa a mudar de forma. Ele se transforma num homem de cabelos negros até a altura do queixo. Usava uma armadura feita de uma safira verde fosca, similar à dos outros ventos – Você terá uma morte sem dor!
– Hã?! — diz Altair surpreso e sem reação.
O homem à sua frente então ergue os braços fazendo com que um vento muito forte se choque contra Altair e o arraste pelo chão e em seguida o joga para cima. O homem então faz um gesto acabando com o vento, fazendo Altair cair e socar a cabeça contra o chão.
– Hahahahaha! — ria o homem – Hahahahaha! Eu venci três cavaleiros! E o de Escudo não é páreo para mim, Siroco, o vento noroeste também! Os cavaleiros de prata não são de nada!
Naquele exato instante, um trovão percorre o andar em direção ao semi-deus que desvia facilmente.
– Um cosmo camuflado, huh? — diz o vento noroeste olhando em volta – Somente alguém muito poderoso é capaz de se aproximar de um deus sem ser notado! Hã? — diz ele sentindo o cosmo ainda mais forte – Isso não é possível! Estou imaginando coisas? Nunca senti um cosmo tão poderoso assim antes!
O homem então nota que Altair ainda estava vivo. O rapaz sorria levantando a cabeça e olhando para o semi-deus.
– O que há com você? — pergunta Siroco – Porque está rindo? A pancada em sua cabeça te fez delirar?
– S-Só existe uma pessoa em todo o santuário com um cosmo e capacidade como essa... — explica Altair – Ele é...
Siroco então começa a pisotear o cavaleiro e a rir do mesmo.
– Morra! Morra de uma vez, Cavaleiro de Águia!
Ele se prepara para dar mais um golpe quando é atingido em cheio por um raio de cor lilás. O semi-deus olha em volta procurando quem o atacara e intimando a pessoa a se revelar.
– Mostre-se de uma vez, covarde! — diz o semi-deus.
– Hahahahaha o covarde aqui é você! — diz um homem envolto por uma cosmo energia lilás muito forte que se aproximava finalmente. Sua imagem finalmente é revelada. Ele tinha cabelos negros assim como os olhos e trajava uma armadura lilás com espinhos negros nos ombros, braços e joelhos. Usava uma tiara em sua cabeça também lilás com um espinho negro no centro – Se aproveitando dos mais fracos para poder ganhar. Farei com que pague por isso!
– Então você é o forte cosmo que senti... Apresente-se de uma vez!
– Todo inimigo de Atena tem essa bobagem de se apresentar, porém, vai ser um prazer dessa vez deixar que saiba o nome daquele que te mandará diretamente para o inferno! Eu me chamo Jaga de Órion!
– Ó-Órion?!
Jaga dispara poderosas ondas de choque contra Siroco que sente todo o seu corpo sendo eletrocutado por dentro. No entanto, o semi-deus acaba ficando mais tranquilo.
– Todo esse cosmo para lançar um poder desses?! Hahahahaha! Vou lhe mostrar o que é um poder de verdade!
Siroco então ergue seus braços chamando pelos espíritos de Kaikias, Apeliotes e Lips. Ele então concentra dois poderosos tornados, cada um em suas mãos. Na mão esquerda, o tornado tinha uma cor avermelhada e esverdeada. Na direita, o tornado tinha uma cor amarelada e roxeada.
– Poderoso Tornado!– diz Siroco juntando as mãos e unindo os tornados que se lançam contra Jaga.
No entanto, uma forte dor toma conta do corpo do semi-deus que acaba caindo com as mãos no estomago e interrompendo seu ataque.
– M-Mas que dor é essa?! Desgraçado! O que fez?!
– Hahahaha, é apenas o efeito da minha técnica, Relâmpago Milenar. Mas foi a minha técnica mais fraca, agora você verá o meu poder! Prepare-se!
Jaga queima seu cosmo e desfere socos contra o semi-deus que é atingido sem piedade. O vento noroeste acaba recebendo todos os socos e se afasta do cavaleiro por fim.
– Desgraçado! Pagará caro por levantar a mão contra um deus! Poderoso Tornado!
Siroco desfere seu golpe mais uma vez contra Jaga que segura o golpe com sua mão e força seu pé contra o chão que começa a rachar.
– Co-Como é possível?! Mesmo sendo um mísero mortal, cavaleiro de prata, esse cavaleiro conseguiu segurar o golpe de um deus?! — dizia Siroco impressionado com o poder de Jaga.
– Você não passa de uma vergonha divina, vento noroeste! Vá e queime no inferno de uma vez! — diz Jaga com fúria nos olhos. Ele desfaz o ataque do vilão e salta no ar girando na direção do inimigo — Choque Megatômico de Meteoros!
Enquanto gira na direção de Siroco, Jaga acumula energia cósmica que é concentrada em seu pé e atinge o vento noroeste com um poderoso chute. O semi-deus é atingido em cheio sendo mandado pelos ares e caindo, destruindo parte de sua Padparadja. Jaga então corre na direção de Altair.
– Você está bem, Altair? — pergunta o cavaleiro, se virando para Maya e Shee – Maya, Shee! Vocês estão bem? — Jaga então percebe a movimentação do inimigo – Ainda não desistiu, Siroco?
– Cale a boca, verme! Por mais poderoso que seja, jamais me vencerá! — diz o vento – Sinta o poder do Tornado da Miragem!
Siroco cria um pequeno tornado que passa pelos dois. Jaga sente uma forte ventania passar por ele, deixando tudo um tanto que embaçado por um instante. Então a imagem de Shaula de Escorpião aparece diante dele.
– Você jamais tentaria machucar o seu mestre, não é mesmo, Jaga? Afinal, eu te criei. Passamos por muitos momentos...
– Mestre? — diz Jaga um tanto que confuso. Porém, algo toca o pé dele, era Altair que apenas dizia “não” com a cabeça.
– Jaga, sua vida deve ser tirada para salvar o Grande Mestre, espero que entenda! — diz Shaula se aproximando do rapaz enquanto apontava sua enorme unha escarlate – Não sabe o quanto me dói ter que fazê-lo, mas não há outro jeito!
Shaula corre na direção de Jaga que é atingido de raspão e desvia sem demonstrar se abalar.
– Entendo... Você cria uma miragem perfeita capaz de confundir a cabeça dos inimigos, não é apenas o uso da imagem, mas personalidade, lembrança e técnicas. — comenta Jaga.
Shaula parte para cima do cavaleiro novamente que o ataca e perfura deu peito. A imagem do cavaleiro de escorpião desaparece dando lugar à de Siroco. O peito perfurado era o descoberto pela armadura.
– Ma-Matou seu próprio mestre que o criou?! — diz o semi-deus espantado – Jaga, você é o próprio demônio!
– Desgraçado! Quase cai no seu truque, minha sorte foi que Altair me alertou e eu logo pude entender. Eu detenho o título do cavaleiro de prata mais poderoso, achou mesmo que eu seria derrotado por um deus fracote como você?
– Ma-Mas... Minha imagem e lembranças de seu mestre eram impecáveis! Isso nunca me aconteceu antes! Seu coração é tão frio assim?!
– Só existe uma pessoa capaz de aquecer meu coração. — diz Jaga retirando seu punho de dentro do semi-deus que cai no chão agonizando.
O semi-deus então olha diretamente nos olhos de Jaga como se procurasse por algo e vê refletida a imagem de uma linda moça de cabelos até os ombros e cor castanha. Sua beleza era realmente incrível.
– Essa linda mulher... — dizia Siroco – Se tivesse descoberto ela...
O semi-deus se levanta e caminha sangrando até o cavaleiro e cai em seus braços.
– Órion... — diz o semi-deus quase sem forças – Pude ver o seu amor por essa linda mulher... Um amor desses, nunca senti nada igual antes, e-ele me contagiou... O-Obrigado, obrigado por me mostrar o verdadeiro amor...
O semi-deus então morre. Uma luz sai de dentro dele e se desfaz no ar.
Continua...
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