Os Cavaleiros do Zodíaco - After Hades
20 Ataque
Notas iniciais
PETRUS
Edward. Jabu. Geki. Shiryu. Takano. Marin. Shina. Shun. Hyoga.
Todos mortos ou desaparecidos. Com isso, o número de cavaleiros disponíveis estava bem reduzido.
Seiya, Marco e Kiki. 3 cavaleiros de ouro.
Isla, Lucas, Ryuji. 3 cavaleiros de prata.
Ikki, Jacó, Raffal, Ban, Ichi, Nachi, e Dan. 7 cavaleiros de bronze.
13 cavaleiros ao todo. O grandioso exército de Atena.
Petrus permitiu a si mesmo um suspiro, diante da presença da deusa. Ela utilizava um vestido branco longo, com uma espécie de cinta dourada ornamentada no abdômen. Na mão direita, estava o seu inseparável báculo, representando a deusa da vitória. Petrus, vestido com as roupas tradicionais do Grande Mestre, com um manto alvo ornamentando e cortado por uma faixa vermelha no centro, ajoelhou-se.
– Atena, vamos para a Sala do Grande Mestre? Todos já estão esperando.
– Petrus… A situação é tão ruim assim para nós? – Perguntou Saori, com o olhar um pouco cansado.
– De certa forma. Temos poucos cavaleiros, mas acredito no potencial e na força deles para essa batalha.
– Entendo. Alguma notícia dos desaparecidos?
– Nenhuma. Temo que o pior tenha acontecido mesmo a cavaleiros experientes como Shun ou Shiryu.
– Não acredito que eles tenham sido derrotados dessa forma, não eles. De qualquer forma, os cavaleiros precisam de sua deusa. E Ártemis precisa ser derrotada.
– Sim. Vamos, Saori?
– Huh, a um certo tempo você não me chama assim Petrus, gostaria que fizesse mais isso — Disse Atena, com os cabelos arroxeados se mexendo de forma deslumbrante, ao passo que ela se mexia.
O Grande Mestre deu o braço para Saori, e os dois seguiram em silêncio, passando pelas escadarias de pedra. Entraram nos aposentos de Petrus, a grande casa destinada ao líder do que deveria ser o mais poderoso exército da Terra. “A que ponto chegamos– Pensou — Temos que ter cuidado hoje.”
Após mais alguns passos, os dois chegaram no salão principal. O contingente sagrado estava lá reunido. Todos conversavam ou estavam dispersos, mas ao verem os dois, seguiram o ‘protocolo’. Se ajoelharam na presença de seu mestre e a sua deusa. Petrus sentou no Trono, e Saori desceu mais um pouco. Ela pareceu observar cada um dos que estavam ali — Até mesmo os que não usavam nenhuma armadura. Se aproximou de um garoto de estatura mediana, que estava na extrema direita na espécie de formação. Vestia a roupa de treino do Santuário, com a camisa e calças negras de treino, além de uma placa de couro por cima. Ele era branco, e tinha cabelos curtos e negros. Suas feições eram ao mesmo tempo brutas e suaves, de um modo que era impossível descreve-lo. Contudo, seu rosto mostrava a determinação feroz de quem perdeu vários companheiros na última batalha. Na suas costas, estava uma aljava e um arco, que Petrus notou ser algo que não deveria estar ali. O Grande Mestre pensou em agir, mas ficou quieto, esperando a atitude de Atena. Ela andou até o jovem, enquanto todos observavam a seu modo a deusa da sabedoria.
– Qual o seu nome garoto? — Perguntou Atena.
– Meu nome é Sérgio… Eu sou aprendiz de Shun. – Respondeu ele, sem qualquer hesitação na voz.
– Entendo… Mas algo em você me intriga.
Ele lançou um olhar confuso para a deusa e respondeu.
– Como assim, Atena?
– Como você consegue usar o Arco de Ártemis? Por acaso é um traidor das Tropas da Lua?
Todos olharam os dois, esperando o que se seguiria. Sérgio arregalou os olhos, surpreso pela situação em que agora ele estava. Pelo visto, todos os cavaleiros presentes acharam estranho que Saori soubesse sobre o Arco de Ártemis. Ainda sim, esse era um pensamento ingênuo. Como uma deusa não saberia sobre uma das mais poderosas armas de sua atual inimiga?
– Não, eu não sou um traidor das Tropas da Lua. Na verdade, eu e meu irmão Lucas treinamos desde novos com o Mestre Shun. Eu… Eu não sei como eu consegui usar o Arco de Ártemis, na verdade. Eu não me lembro de nada do que houve, mas ainda sim, eu sou o único de nós que consegue manejar a arma. — Disse ele, retirando o Arco das costas. Alguns cavaleiros ficaram alarmados, mas Petrus viu que não era nenhum problema. Não havia nenhuma intenção inimiga naquele garoto. Ele o pousou no chão, e fez um sinal para Lucas, que estava ao seu lado. O cavaleiro de Cefeu pegou a arma, e acabou soltando um grito de dor logo após isso. O Arco caiu levemente no solo, enquanto Atena observava tudo, imóvel. Lucas abriu a palma das mãos, e elas estavam vermelhas de uma irritação poderosa e que, sem dúvida, significava algo. “Um guerreiro de Atena não pode manipular aquela arma sagrada de Ártemis.” Sergio ainda complementou — Sim, sei que eu não sou um cavaleiro e nem possuo nenhuma armadura, contudo a Silica também não é uma amazona, e ainda sim, o Arco repele ela.
Atena permaneceu calada, e seu silêncio pairou sobre a sala.
– Com licença, posso falar? — Disse o cavaleiro de Taça. Ele aparentava liderar a missão desde a morte de Jabu e Geki.
– Sim, Ryuji. – Respondeu-lhe Petrus, imaginando o que ele diria. A pressão que ele sentia para liderar a missão, a batalha em Veneza, o desaparecimento de Hyoga… Tudo deveria ser muito difícil para ele.
– Atena — Disse ele, olhando para a deusa com um olhar decidido — Não sei o que deve estar pensando, mas tenho que dizer algo… — Ele parou, deu uma olhada rápida para Sérgio e voltou a fitar a deusa — Sérgio não é nosso inimigo. Apostaria minha vida nisso. Quando o Edward… Quando o Edward foi derrotado e o Lucas ficou frente a frente com a satélite Luna, o Sérgio salvou ele. E só depois pegou o Arco. E mesmo assim, enquanto usava o mesmo, só tinha um objetivo, que era derrotar a Luna. Em momento algum ele agiu contra nós. Apesar do pouco tempo que temos juntos, tenho certeza que ele é nosso aliado.
E o silêncio pairou novamente. Todos ficaram ali, refletindo sobre o que significavam aquelas palavras sinceras. Contudo, Petrus já tinha um plano traçado. Atena virou-se sem dizer nada, e ficou de pé ao lado do Sumo Sacerdote de Atena, que permaneceu sentado no trono de Grande Mestre. O lemuriano entendeu o sinal, e começou a falar.
– Cavaleiros… Nossa situação não é fácil. Temos apenas 3 cavaleiros de Ouro, e mais 3 de Prata. 7 de Bronze ao todo, além de dois aprendizes. Pelo que todos nós já vimos, o poder das satélites parece ser semelhante ao dos cavaleiros de ouro. Desse modo, cada um de vocês deverá ser importante nos planos a serem tomados. Vocês entendem isso?
Todos acenaram que afirmativo com a cabeça, logo Petrus colocou-se novamente a falar.
– Antes de tudo, precisamos saber de tudo sobre o inimigo. As técnicas, o nivel de poder, como lutam, entre outros detalhes. Alguém tem algo a falar?
– Eu tenho – Começou Raffal, o cavaleiro de Dragão – As satélites não estão sozinhas nessa. Existem também os guerreiros celestiais, anjos. Já lutei com dois deles, e eles tem o mesmo nível de poder das satélites. O primeiro, Tohma, utilizava uma armadura azul e atacava com lanças que perfuravam o adversário. Já sobre o segundo, chamado Lako, não tenho conhecimento de suas técnicas de luta, mas ele fazia a guarda pessoal de Ártemis, portanto, deve poderoso.
– Entendo... – Disse Petrus, analisando a informação. – Se tiver mais algo a dizer, continue.
– Sim. As satélites aparentemente tem classes diferentes. A maioria é fraca, e pode ser facilmente derrotada. Essas atacam com flechas, mas não representam muito perigo.
– Já as outras satélites... – Interrompeu Ryuji. Nesse momento, Raffal trocou um olhar com o cavaleiro de prata, e permitiu que o aprendiz de Hyoga falasse – As outras são bem mais poderosas. Acredito que tenham o nível de um cavaleiro de ouro. Luna, que se autodenominava a satélite negra, contou a forma de luta das guerreiras de Ártemis. Elas tem quatro tipos de flechas. As flechas negras e de bronze podem ser esquivadas ou destruídas facilmente, mas as flechas prateadas e douradas são as mais poderosas – Ele estremeceu por um momento, mas continuou – As flechas prateadas fazem o adversário cair em um sono profundo, no qual o mesmo é atormentado por ilusões. Já a flecha dourada, se é que podemos acreditar na Luna, pode destruir uma ilha sozinha.
– Mas isso... – Refletiu Petrus, por um momento. Era insano esse ponto de vista. Uma ilha? Se fosse verdade, os cavaleiros precisavam ficar preparados – O que mais sabe, cavaleiro de prata?
– Hm... Isso é tudo o que sei, Grande Mestre. – Falou ele, finalizando a informação.
– Pois bem. Mais algum relato?
Com o silêncio que se seguiu, Petrus preparou-se para os planos.
– Está bem, agora vamos definir nossa estratégia de batalha. Ikki, você disse saber onde ficava o Santuário de Ártemis. Onde é?
– Eu encontrei a passagem para o mesmo na Suíça, pela região montanhosa dos Alpes Suíços.
– Hm... Entendo. É um lugar estratégico, de difícil invasão por terra, o que não se aplica as satélites e anjos, que podem voar. Pois bem, alguém tem alguma ideia?
O silêncio tomou o lugar de novo. “Por Atena, estão muito abatidos...”. Nesse momento, um raio de esperança entrou na Sala do Grande Mestre. Todos olharam, incrédulos.
– O que estão fazendo parados? Temos uma guerra para vencer. – Disse Hyoga.
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