Os Cavaleiros do Zodíaco - A Saga da Safira

5 Capítulo 5 : Aldebaran, a estrela protetora de Touro


Notas iniciais
- Esse capítulo possui menções ao mangá The Lost Canvas; - A constelação de Touro possui um aglomerado de estrelas conhecido como as Pleiades ou as 7 irmãs. São as estrelas mais brilhantes de Touro. Próximo a elas, está outro aglomorado de 7 estrelas: as Híades. Alguns acreditam que Aldebaran, a estrela alfa de Touro, faça parte dessas Híades, apesar de não provado.

A história dentro da história – Parte 2

Essa é uma história de 1496, uma história de amor entre um cavaleiro de Atena e uma simples mulher. Que cavaleiro é esse? Que mulher é essa?

Tibete, 1496...

Um jovem se aproximava das escadarias de gelo de um templo tibetano. O jovem cai quase sem forças e todo machucado.

– N-Não... preciso me... “argh” Me levantar... O... Santuário...

O jovem arregala os olhos ao ouvir passos cujos ruídos se assemelhavam a botas ou algo do tipo feitas de metal. Ele se vira assustado e ofegante, com medo. Um homem de estatura baixa usando uma armadura negra no formato de um gárgula pára na frente dele.

– Não deixarei que escape assim de mim, o senhor Hades e a Senhorita Pandora jamais me perdoariam... Não avisará ninguém, ouviu bem?!

O espectro de Hades se prepara para desferir um ataque final no jovem, mas tem sua atenção chamada por alguém que se aproxima.

– Vim até o Tibete com a intenção de poder meditar e aperfeiçoar minhas técnicas de reparação, mas pelo visto isso vai ter que ficar para depois, não é?

O homem usava um longo manto branco com detalhes em vermelho e um enorme cachecol azul. Seus cabelos eram longos e cinzas, ficavam amarrados em um longo rabo de cavalo. Ele não possuía sobrancelhas, o que significava ser um lemuriano.

– Hm? Quem é você? E como ousa interromper o grande Romanus de Gárgula, a Estrela Terrestre da Ingenuidade?

– Imaginei que fosse de fato um espectro... Dá pra sentir esse odor nojento de longe.

– Como é?!

O homem puxa suas vestes revelando uma armadura de prata com uma espécie de pedra roxa escura.

– E-Essa armadura... Você é um cavaleiro de Atena?! — dizia Romanus.

– Me chamo Hakurei de Altar, e diante desse templo tibetano, farei o seu túmulo, espectro!!

– Idiota, não me subestime!!! Hálito de Fogo!!

Romanus desfere uma forte rajada de fogo contra Hakurei que é envolvida por ela enquanto cruzava os braços em defesa. O espectro começa a rir, fazendo pouco caso de seu poder.

– Hahahaha, cavaleiro de Atena... Grande piada! — diz ele se virando para o rapaz caído no chão.

– Você não deve virar as costas para um cavaleiro de Atena... — dizia Hakurei ainda envolto pelo fogo do espectro.

– O-O que?! Mas... Como?!

O cavaleiro de Altar estica um de seus braços para o lado expulsando o fogo e então parte em direção do inimigo.

– Ondas do Inferno!!!

Hakurei então cria uma propagação de ondas espirituais contra o espectro que é atingido e desaparece dali. O cavaleiro de prata então ajuda o rapaz a se levantar.

– P-Pra onde ele foi? — pergunta o rapaz sem entender muito bem – O que você fez com ele?

– Não se preocupe com esse espectro. Sua alma agora deve estar nas profundezas do Yomotsu Hirasaka.

– Yomo... Esse não é...?

– Sim, a lendária colina que leva ao submundo. — responde Hakurei.

– Eu me chamo Lee, aliás. — diz o rapaz – Você é um cavaleiro de Atena, certo?

– Sim.

– Você tem um poder impressionante, mas sua armadura é de prata, achei que somente os cavaleiros de ouro possuíam um poder tão grande assim.

– É verdade. Mas não quis ser um, eu tenho um irmão, ele merecia muito mais.

– Oh... Ele deve ser poderoso então.

O rapaz indica a Hakurei onde ele morava e o cavaleiro o leva até lá. Ao se aproximarem, a porta se abre e de lá sai uma mulher de cabelos roxos e olhos verdes, linda, usando uma roupa da época. Ela parecia aflita ao avistar os dois. Sai correndo e pega Lee pelo braço.

– Irmão! Você está bem?! O que houve?!

– Está tudo bem. Esse nobre cavaleiro de Atena me salvou de um ataque dos espectros.

– Oh! Obrigada, muito obrigada mesmo! — dizia a moça segurando as mãos de Hakurei que enrubece.

– N-Não foi nada...

– Eu me chamo Kanda. Por favor, entre.

Kanda puxa Hakurei para dentro junto com seu irmão. Enquanto ela falava, Hakurei não lhe tirava os olhos. Lee ficava deitado apenas observando tudo. Hakurei acaba por ficar lá durante um bom tempo, ele estava realmente cansado de toda aquela guerra. Por anos ele ficou no tibete, acabou se casando com Kanda e então, numa bela noite, a casa começa a ficar movimentada. Gritos ecoavam para fora. Lee não parava de andar nervoso.

– Está demorando muito! — dizia o rapaz – Será que aconteceu alguma coisa?!

Hakurei, que não se levantara momento algum, permanecia calado também, apenas batendo os pés. Passados mais alguns minutos, sai uma parteira de dentro do quarto com um bebê em suas mãos. Era um lindo garotinho que mal conseguia abrir os olhos, na cabeça, apenas alguns cabelos de cor roxa, como os da mãe. Lee pergunta da irmã e ao ouvir a resposta da parteira cai aos prantos junto com Hakurei que segurava bem forte, seu filho. 3 anos se passam então e Hakurei sai da casa segurando seu filho no colo e com a caixa de pandora em suas costas. Ele se vira para Lee.

– Está mesmo decidido? — pergunta Lee.

– Sim, já falhei muito com meu dever como cavaleiro. — responde Hakurei – é hora de voltar. E esse carinha aqui – dizia ele fazendo carinho no filho – vai estar muito mais protegido comigo.

– Tudo certo. — dizia Lee – Estou me mudando para mais ao norte de Jamiel, vamos manter contato, ok? Acredito que lá será um lugar mais tranquilo para que os cavaleiros possam descansar e restaurar suas armaduras.

– Hm... Boa ideia.

Hakurei então se despede de Lee e parte com o garoto no colo. O nome do garoto foi uma homenagem à constelação de Touro que brilhava mais forte naquele dia: Atla.

A história dentro da história – FIM

Shee risca um fósforo que guardava em sua roupa e acende uma tocha que ficava sempre presa às paredes das salas internas da casa, iluminando o ambiente. Ele se vira e fica surpreso com o que vira.

– Mas isso é... Então você era...

Diante dele estava uma armadura em forma de lagosta. Era verde com detalhes em bronze. Notava-se que ela já havia participado de diversas guerras, pois estava rachada. A bola espiritual voa em direção à armadura e se choca com ela fazendo com que ela brilhasse.

– Finalmente, esperei tanto por este dia, o dia que encontraria o meu cavaleiro! — diz a voz de Mi vinda da armadura. Enquanto isso, Ian continuava a lutar na casa de Touro.

– O que está esperando? — dizia Ian provocando o inimigo – Não vai me atacar?

– Está com tanta pressa assim de morrer? — dizia Higino – Pois muito bem... sinta as minhas Garras do Tigre dos Ventos!!!

Higino concentra energia em suas garras afiadas e as lança contra Ian que defende com seu escudo. O vilão olha impressionado com a resistência do escudo que não havia ganho um arranhão sequer.

– Realmente é incrível! — dizia o safira – Seu escudo é realmente o mais sólido que existe, sendo assim difícil de se quebrar.

– Difícil? — dizia Ian com tom de deboche – Ele é impossível de ser quebrado!

– Como é?! Insolente!! Isso é o que veremos!!! Garras do Tigre dos Ventos!!!

Indignado, o safira desfere o golpe mais uma vez mas de nada adiantava, o escudo não sofria arranhão algum. Higino então corre em círculos desferindo o golpe de diversos pontos diferente do salão, mas Ian parecia se defender de todos com muita facilidade.

– Hunf... Estou um tanto que decepcionado... – o cavaleiro de prata fechava os olhos querendo fazer pouco caso – Esperava que você fosse mais forte que aqueles soldados, mas pelo visto me enganei. Melhor acabar com isso de uma vez... — Ian se eleva pelos ares – Escudo Mortal!!!– grita o cavaleiro ao projetar seu pé sobre o safira e girando sobre si mesmo como um tornado. No entanto, antes que pudesse tocar o inimigo, ele é atingido por uma brisa afiada e cai com a perna ferida. — Mas, como?!

– Hahahaha! — ria o inimigo – Idiota! Caiu direitinho em minha armadilha!

– Como é?!

– Achou mesmo que eu pensava em lhe derrotar com um golpe tão simples como as minhas Garras do Tigre dos Ventos? Não sou tão ingênuo assim! Estava apenas preparando o território para minha técnica mais forte! Receba os meus Ventos Cortantes!!!

Higino estica seus braços para os lados e então os puxa para a frente como se quisesse empurrar algo. As imagens das garras em volta deles começa a tomar a forma de ventos poderosos. A casa de touro começa a ser tomada por uma forte ventania que passava por Ian causando pequenos cortes em seu braço.

– O que é isso?! Que vento é esse?! — dizia o cavaleiro surpreso.

– Essa é a minha técnica mais poderosa, cavaleiro de Atena! Os meus Ventos Cortantes são uma manifestação mais poderosa das minhas garras, nada pode com o corte afiado deles!!! Morra de uma vez cavaleiro de prata!

O vento vai se tornando mais forte enquanto cercava, aos pouicos apenas o cavaleiro de Escudo.

– Não serei derrotado por alguém como você... Escudo Perfeito!!!

Ian finca seu escudo ao chão que brilha e cria um campo protetor em volta do cavaleiro de atena. Os ventos tentavam penetrar o campo mas aquilo parecia impossível.

– O que?! — diz o inimigo mais impressionado ainda – Tome isso!!!

O safira eleva seu cosmo fazendo com que a ventania se intensificasse. Ian eleva seu cosmo também, porém, ele nota uma pequena rachadura se formando em seu escudo. Naquele exato momento, os outros cavaleiros de prata surgem. Maya desfere uma de suas flechas contra o safira que perde sua concentração. Eles se aproximam de Ian.

– Ian! Você está bem?! — pergunta Kraisto.

– Amigos, por que voltaram?

– Eu já havia cuidado da entrada então viemos ajudar, precisamos avisar o grande mestre dessa invasão. — respondia Altair.

– Entendi...

– Hahahaha, podem vir quantos quiserem! — interrompia a conversa, o cavaleiro de safira – Não passarão daqui!

– Como é?! — dizia Kraisto indignado – Pagará por essas palavras!

– Parem! — ecoava uma voz vinda do fundo da casa de Touro – Não permitirei que profanem ainda mais a casa de Touro!

– Essa voz... — dizia Maya

Todos olham em direção à voz, em meio à escuridão que se cercava o salão principal da casa, surge um cavaleiro de armadura dourada com um capacete que cobria toda a sua cabeça. Podia-se notar, no entanto, um rosto calmo e pacífico. Seus olhos eram esverdeados e ele não possuía sobrancelhas mas sim dois pontos num tom mais escurecido de sua pele.

– ... É dele, Aldebaran de Touro!

O cavaleiro pára entre os cavaleiros de prata e o safira. Ele então começa a falar sem tirar os olhos do inimigo.

– Não acredito que vocês cavaleiros de prata estão tendo trabalho para vencer um inimigo tão fraco...

– Como é que é?! — diz o safira indignado.

– Não percam seu tempo com ele, vão logo e avisem o grande mestre do perigo.

– Sr. Aldebaran... — dizia Altair.

– E não me chame assim... Vão logo!

– Certo! — dizem os cavaleiros de prata indo embora dali.

– Não sou digno desse título... Não ainda. — diz o cavaleiro de ouro se lembrando do passado.

Santuário de Atena, 6 anos após a Guerra Santa...

O perigo atacava o santuário como de praxe. Os moradores próximos ao santuário gritavam enlouquecidamente.

– O QUÊ?! — gritava um deles – Isso não está certo! O penhasco está caindo!!! AHHHH!!!

– Temos que sair daqui antes de sermos esmagados!!!

– Grande Chifre!!!– Uma voz ecoava de repente diante daqueles moradores.

– Um cavaleiro? – pensava um deles – A Armadura de touro! Senhor Aldebaran?

– Incrível!!! — dizia um garotinho.

O cavaleiro se vira revelando seu rosto. Ele tinha cabelos pretos e longos, amarrados por um rabo de cavalo. Como notado por um dos moradores, sua armadura era de ouro e representava o zodíaco de Touro.

– Vocês estão bem?

– Sr. Teneo... — dizia uma jovem – Estamos bem... Graças a você, obrigada.

– Então você quem se tornou o cavaleiro de Touro após o Sr.Hasgard? — dizia uma voz vinda de trás. Teneo e os outros se viram, era o cavaleiro de ouro de Áries.

Ele tinha o cabelo ruivo bem claro e ao seu lado estava um lemuriano de cabelos roxos. Os dois se aproximam dele.

– Atla! Hamal! — dizia Teneo – O que os trazem aqui?

– Meu mestre Shion pediu que trouxesse Atla até aqui. — respondia Hamal – Ele quer que você o treine.

– Treiná-lo? — dizia Teneo coçando a cabeça sem graça – Mas se duvidar ele é mais forte do que eu...

– Shion está prestes a se tornar o mestre do santuário... — dizia Atla com as mãos na nuca – eu mesmo não queria, mas ele disse que era sua primeira ordem nessa posição.

– Se é assim... Mas já foi avisando! — Disse Teneo se aproximando de Atla – Não pegarei leve com você!

Os anos se passam, Atla se torna mais velho assim como Teneo que agora se parecia ainda mais com seu mestre.

– Você não está em guarda, Atla. — dizia Teneo dando um soco no rapaz durante um treinamento – Eu disse que um dia você ficaria com o nome Aldebaran, não foi? Se você quer entender tudo, deve ver com seus próprios olhos o mito dos touros.

– O... Mito dos touros, mestre? — respondia Atla.

– Isso mesmo. A história das duas estrelas gigantes. Há muito tempo atrás, meu mestre Hasgard enfrentou um homem muito poderoso, ele se chamava Cour Tauri, o coração de Touro. Naquela vez, pude presenciar a tamanha força e poder que o cavaleiro de Touro deve carregar. O Sr.Hasgard me protegeu com todas as suas forças. A força do cavaleiro de Touro é tamanha que chega ser capaz de mover o chão se preciso. Foi uma batalha dura e sangrenta. Cour Tauri é o nome dado à estrela gigante da constelação de Touro: Aldebaran. Por isso, desde essa luta entre o mestre Hasgard e Cour Tauri, os cavaleiros de Touro ganham o título de Aldebaran, mas para isso, ele tem de se provar digno.

Santuário de Atena, Século XIX...

– Mas eu não fui... – pensava Atla com a imagem de Teneo morto em seu colo enquanto o rapaz trajava a armadura de Touro. No lugar de seu mestre. Ele estava parado em posição de defesa enquanto o safira o atacava insistentemente.

– É impressionante! — dizia Higino – Seu corpo parece uma muralha... É inquebrável!

– Já me cansei de você, chega de profanar a casa de Touro... — Atla queima seu cosmo dourado. De repente, a casa de Touro se torna escura e teto é tomado por estrelas. — existe um fato curioso sobre a constelação de Touro... Reza a lenda que as estrelas mais brilhantes podem conceder um poder especial ao seu cavaleiro, esse poder se chama... 14 Irmãs!!!

Nesse mesmo instante, as estrelas que compõem as Pleiades e a Hiades brilham no céu estrelado da casa de Touro e começam a cair sob o inimigo que é atingido em cheio sem entender o que acontecera ali. Higino cai no chão agonizando.

– Então esse... argh... é... argh... O poder de um cavaleiro de ouro...

a imagem do inimigo é mostrada de longe, notava-se que contornando ele, estava a imagem do rosto de um touro.

Continua...

Notas finais
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