Os Cavaleiros do Zodíaco - A Saga da Safira
17 Capítulo 17 – O Discípulo de sagitário: Maya de Sagitta!
Notas iniciais
Para salvar Shion, o atual mestre do Santuário, que fora sequestrado pelos filhos de Éolos, o deus dos ventos, os cavaleiros de prata e Shee, agora o cavaleiro de bronze de Câncer Menor, partem rumo à Torre dos Ventos. Eles derrotam Aura, a deusa das brisas, que diz a eles que se quisessem salvar o Grande Mestre deveriam chegar ao topo da Torre, passando pelos andares protegidos pelos seus irmãos, os ventos. Eles então entram na torre e se separam, cada um rumo a um andar diferente. Shee fica para trás e é abordado por Kaikias, que se revela um terrível inimigo, mas Shee mostra todo o poder de sua armadura que fora restaurada...
Shee continuava lançando seu golpe contra a barreira de Kaikia. Ele explodia seu cosmo cada vez mais.
– Eu preciso romper essa barreira... – dizia Shee – preciso aumentar o meu poder! A nova armadura de Câncer Menor é incrível!
A armadura brilhava intensamente, apesar de alguns arranhões que recebera com os ataques, notava-se que ela ainda aguentaria muitas batalhas. Kaikias via que, apesar de não conseguir romper a barreiras, Shee não conseguia parar de sorrir.
– Garoto... — Diz Kaikias – Por que está sorrindo? Está aí, tolamente tentando romper minha barreira de vento, e ainda assim sorri? Será que está enlouquecendo após receber meus ataques?
– Não, não estou enlouquecendo não. — responde Shee – Estou feliz por causa de minha armadura restaurada.
– Por causa de sua armadura restaurada? — indaga o vento nordeste.
– Isso mesmo. — explicava o cavaleiro de bronze – Quando eu estava em Jamiel minha armadura estava completamente morta, foi preciso de uma grande quantidade de sangue meu para restaurá-la. Eu dei quase que toda a minha vida por ela e ainda foi preciso de um pouco do sangue do Sr. Caeli. Ver minha armadura tão forte e renovada assim me enche de alegria, pois assim posso finalmente alcançar o meu sonho: proteger Atena, os meus amigos e trazer a paz na Terra.
Shee concentra mais uma vez o seu cosmo o expandindo ainda mais e se prepara para desferir seu golpe.
– Por isso... — continuava o garoto – Eu estou sorrindo e por isso que não posso trair a confiança de minha Mestra Acubens e nem de todos que a depositaram em mim! Portanto, eu não morrerei aqui!!! — Shee concentra o máximo de energia espiritual e cosmo que conseguia e o converte num terrível tufão o desferindo contra Kaikias — Tufão de Espíritos!
Kaikias sente um cosmo terrível sendo emanado do golpe de Shee, ele tenta se defender mas era impossível. Ele é atingido em cheio e então cai no chão. O semi-deus então se levanta limpando o sangue em sua bochecha.
– Acho que subestimei você, garoto. — Kaikias para diante dele e o olha com raiva – Apesar de ser um mero Cavaleiro de Bronze sem experiência, você possui um domínio incrível sob seu cosmo. Conseguiu até me arranhar. Mas mesmo assim, você não conseguirá acabar comigo, Shee.
– Como é que é? — dizia Shee cansado, notava-se que o rapaz já não tinha muitas forças.
– Você conseguiu acabar com a minha barreira de ventos aumentando sua cosmo energia ao máximo. Para soltar o seu golpe mais forte, você além da cosmo energia, precisa concentrar o máximo de energia espiritual do ambiente. Sem as duas coisas, você não consegue usar a técnica. — explicava o deus menor – Não contra mim, que sou um semi-deus. Portanto, se eu quiser, posso acabar com você facilmente agora.
– Esse tempo todo você estava apenas testando o meu poder? É isso? — dizia Shee assustado. Ele cai de joelhos e olha pras próprias mãos, cansadas e um tanto que calejadas – Então esse tempo todo, meu esforço foi inútil? Eu me iludi?
– Há apenas uma forma de me derrotar... — explicava ainda o deus – Destruindo essa Padparadja.
– Padparadja? — diz Shee.
– Exatamente. — confirma Kaikias – As padparadjas são as Safiras mais fortes e poderosas do exército de meu pai. Sem elas, o corpo que possuí não é nada mais do que um corpo mortal. Se vocês cavaleiros conseguirem destruir as Padradjas, poderão nos derrotar.
– Se eu destruir elas, vocês são derrotados? — diz Shee.
– Exatamente. Mas isso é... — o deus de repente repara em sua armadura e vê algo que o deixa surpreso – Uma rachadura na minha Padparadja?! Não é possível... — diz Kaikias olhando para Shee – Você por um acaso alcançou o sétimo sentido tão rápido assim, garoto? Seus tufões são tão poderosos assim?!
Kaikias então repara numa imagem distorcida de um espírito logo atrás de Shee.
– Não é possível... Esse espírito que te protege... Ele é... — diz Kaikias assustado.
– Kaikias, eu tenho que te agradecer... – diz Shee ignorando o comentário do semi-deus – Por um instante eu perdi a esperança, mas agora você me fez tê-la novamente.
Ele se levanta concentrando o que lhe restava de cosmo. Kaikias dá um passo para trás assustado, ele via o cosmo daquele espírito ser sugado para as mãos de Shee enquanto o mesmo acumulava outras energias espirituais.
– Se-Se acha que vou recuar por que tem a ajuda dele, está muito enganado... Vai morrer, Câncer Menor!!! Eu esmagarei a armadura de que tanto se orgulha! Fúria da Harpia!
– Tufão de Espíritos!– diz o cavaleiro lançando seu golpe contra o oponente.
Os dois golpes se chocam e dessa vez pareciam empatados em questão de potência. Shee então concentra o que lhe restava de forças e aumenta o poder de seu golpe. O tufão supera as ondas e atingem Kaikias em cheio, destruindo a Padparadja e atingindo o corpo mortal do deus. Shee olha em direção às portas com um sorriso na cara, porém cansado.
– Amigos... Consegui... — ele então cai de cara no chão, mantendo o sorriso – Obrigado... Obrigado por confiarem em mim.
O andar que outrora parecia um local deserto coberto por areia, agora sumia e tomava a aparência de um andar normal, feito com pedras igual à entrada da Torre. Ao lado oposto por onde Shee fora arrastado para entrar, havia uma passagem como se fosse para ter uma porta ali, porém, não havia nenhuma, podia-se ver uma escada no sentido de subida. Enquanto isso, Maya dá um salto mortal pra trás e para em posição de luta encarando o vento sudeste.
– Até que você não é tão mal assim. — diz o semi-deus encarando o cavaleiro de prata.
– Heh... Obrigado... — responde Maya ao desdém do adversário.
De repente, o semi-deus desfaz a pose de luta ao perceber uma mudança no ar. Ele olha para trás, Maya olha em direção à porta por onde entrou, atrás do semi-deus.
– Hã? – pensa Maya – Aquele garoto derrotou o semi-deus que protege o primeiro andar? Essa não! – ele volta a encarar o inimigo – Não posso perder para um cavaleiro de bronze!
– Hahaha! — ria o vento sudeste ao notar a derrota de seu irmão – Pelo visto os Cavaleiros de Atena não são tão inúteis assim. Mas você... — ele provoca Maya – Teve o azar de vir para no meu andar! O andar de Apeliotes, o vento sudeste!
– O Vento sudeste... — pensava em voz alta o cavaleiro de prata – Já ouvi histórias sobre ele. Em épocas mitológicas, ele era considerado um deus de aparência amigável, que costumava levar chuvas refrescantes. Porém, alguns dizem que isso era apenas uma forma de enganar as pessoas e que na verdade ele era um ser cruel. Assim como dizem que onde ele aparece, surge uma macieira, sua fruta preferida.
– Ora, ora... — diz o deus surpreso – É bom ver que não fui totalmente esquecido com o passar dos séculos. Você está certo. Principalmente na parte em que posso ser cruel!
– Como é?!
– Você sabe porque gosto tanto da maçã? A maçã é um fruta que atrai aos olhos de quem a vê, é tida, desde muitos séculos, como o fruto proibido. E agora, você sentirá o poder dele, o poder do pecado!
Apeliotes lança um vento de ar quente contra Maya que cruza os braços tentando se defender. O semi-deus diz que aquilo era inútil e que de nada adiantaria tentar se defender. Maya logo percebe o porquê: o ar era tão quente que parecia cortá-lo aos poucos. As poucas partes de seu corpo que não eram protegidas, começavam a ganhar queimaduras.
– Fruto Proibido!
Uma árvore surge atrás de Apeliotes. Diversas folhas saem dela e voam na direção de Maya como se fossem navalhas. Ele tenta se desviar o máximo que conseguia, mas é atingido por uma delas, que o corta quase que profundamente. O cavaleiro cai no chão sentindo uma dor forte na ferida.
[Santuário de Atena]
Acubens andava de um lado para o outro, agoniada.
– Não... Não... — dizia Acubens preocupada – O que estou sentindo não pode ser verdade! O cosmo de Shee sumiu de repente... Será que isso quer dizer que... Que... Mesmo tendo derrotado um dos Ventos de Éolos, o Shee, ele... Ele... -Acubens não podia nem ao menos completar aquela frase, só de pensar, seu coração lhe apertava – Não! Não vou permitir que isso aconteça!
A amazona de ouro sente uma presença em sua casa. Ela então se vira e segura uma figura em meio às sombras e a levanta pelo pescoço.
– Quem é você? Por um acaso quer morrer? — dizia ela irritada.
– Você é mesmo muito rude, não é Mestra Acubens? — diz a figura ainda nas sombras.
– Essa voz... — diz ela reconhecendo – Então finalmente chegou, não foi... Jaga de Órion?
Ela solta o rapaz que se ajoelha em seguida na parte mais iluminada daquela sala. Ele trajava uma armadura lilás com dois espinhos negros nos ombros e nos braços da armadura. Em seu braço direito, ele segurava uma tiara, também lilás com uma pedra negra e pontiaguda no centro dela.
– Jaga, eu lhe convoquei aqui porque tenho uma missão pra você. — dizia a amazona se aproximando dele – Quero que vá até a Torre dos Ventos e ajude os seus companheiros. Você é um dos mais poderosos Cavaleiro de Prata, perdendo apenas para Orpheu.
Jaga demonstrar não gostar muito do último comentário, porém, ele acata as ordens de Acubens e se levanta disposto a cumprí-las. No entanto, passos de metal batendo no chão são escutados se aproximando deles. Os dois olham adiante.
– O que faz aqui, Polis de Sagitário? Oh, já me esqueci, você fez um voto de silêncio anos atrás, não foi? — diz Acubens.
– Estou me retirando. — diz Jaga fazendo reverência e se aproximando de Polis em direção à saída. Polis segura o braço de Jaga que o olha. O Cavaleiro de Ouro então faz um sinal de não com a cabeça.
[Torre dos Ventos – Cidade de Atenas]
Shee estava deitado no chão, parecia desmaiado quando finalmente desperta. Ele olha meio atordoado tentando se localizar. O local parecia totalmente diferente de quando entrou ali, o estranho deserto de areia deu lugar a um espaço limitado e feito de pedras, como um andar comum de uma torre.
– Então aquele deserto era mesmo apenas uma ilusão... — dizia Shee se levantando. Ele toca a parede à sua esquerda sentindo a firmeza dela enquanto a usava de apoio – Os Ventos devem poder criar dimensões próprias nos seus andares, afim de confundir os adversários.
Shee ainda parecia meio atordoado e impressionado com o tamanho daquele andar. Era quase tão espaçoso quanto a casa de Câncer, ele pensava. Ele então olha para o corpo no chão trajando a armadura destruída. A expressão no rosto do homem havia mudado completamente. Era como se fosse outra pessoa. O cabelo roxo havia dado lugar a um cabelo de cor castanho.
– Entendi, então os espíritos dos ventos atraíram alguns humanos e os possuíram, tomando controle deles quando eles vestiram as Padparadjas dos Ventos deuses. Ainda faltam mais 8 andares...
Shee olha em volta como se procurasse algo, ele então avista mais à frente uma outra abertura como se faltasse uma porta ali e vê do outro lado uma escada no sentido de subida.
– Eu preciso continuar avançando e encontrar os outros, ou do contrário o Grande Mestre poderá morrer!
O mais novo cavaleiro de bronze então corre em direção à saída para o próximo andar. Maya estava sentindo uma dor terrível no local do corte. Ele se vira e encara o semi-deus diante dele que parecia feliz com a dor do cavaleiro.
– Ele conseguiu quebrar minha defesa muito facilmente... – pensava ele.
– Sagitta, eu já lhe disse. — manifesta o vento ao notar o ar de confusão no rosto do cavaleiro – Você não tem poder o bastante para vencer um deus como eu. Agora, sinta mais uma vez a fúria do vento sudeste... Fruto Proibido!
Apeliotes ergue a mão direita com o indicador levantado. As raízes da árvore emergem do solo e então se movem em direção de Maya o chicoteando e causando mais danos ao cavaleiro. As raizes eram repletas de espinhos que furavam o corpo de Maya.
– Vejamos... O que te fará sofrer ainda mais, hein Sagitta? — dizia o deus se divertindo com tudo aquilo – Oh... Acho que já sei...
O semi-deus estica seu braço e arranca uma maçã da árvore. Em seguida ele joga a maçã para cima que cresce virando cosmo. O cosmo se converte em cobras que rastejam rapidamente pelo chão.
– Flechas Envenenadas! – diz Maya disparando uma chuva de flechas que pareciam ilusões. As flechas voam contra o chão em direção às cobras se tornando reais ao acertá-las.
– Isso é tudo o que tem pra mim, Maya de Sagitta? — diz o semi-deus incrédulo – Que decepção!
As cobras, que pareciam afetadas com os venenos das flechas reagem e se rasgam ao escapar delas que lhe prendiam ao chão. Quando elas se rasgam acabam dobrando a quantidade de rastejantes que saltam e mordem o cavaleiro.
Maya começa a cambalear. Seu corpo, que já estava enfraquecido pela temperatura do lugar, agora começava a realmente perder as forças.
– Droga! - pensava ele – meu corpo não resistirá por muito tempo mais.
Maya cai no chão com dor. Seu corpo parecia estar totalmente afetado pelo veneno das cobras que agora apertavam seu corpo.
– Me-Mestre Polis... — diz Maya em reflexo e delirante.
– Sagitta, qual ataque você gostou mais? — Apeliotes muda sua feição séria para uma mais abobahada, como uma criança confusa entre um doce ou outro – Eu poderia ter te matado agora se quisesse, mas sabe? Eu gosto de ver a agonia e a súplica em meus adversários. — ele olha para Maya caído em sua frente e sorri maleficamente – Vamos lá, quero escolha! — ele chuta o corpo caído de Maya – Você está aí, Sagitta?
[Santuário, campo de treinamento – Alguns anos atrás]
Polis de Sagitário olhava atentamente para dois aspirantes a cavaleiros. Um deles usava vestes simples e um tanto surradas mas da época por baixo da roupa de treinamento. Tinha os cabelos longos e arrepiados nas laterais, de cor castanha bem clara. Os olhos eram meio amarelados e ele tinha uma cicatriz na testa. O outro, era Maya. Ao lado de Polis, estava Altair, todos eram ainda mais jovens que nos tempos atuais.
– Uahhh... — bocejava Altair que parecia bastante entediado – Ei, Mestre... — diz o rapaz – Eu sei que não devia ter arrumado encrenca com o dono do armazém no outro dia, mas ele realmente estava judiando do Miu. Né, Miu? — diz ele olhando para o filhote de gato em seu colo. O gatinho, de raça “bobtail” tinha pelos em tons acinzentados, alguns em tonalidade mais escura, quase pretos. Os olhos eram amarelos.
Polis não diz nada, apenas o olha de uma forma que fazia com que Altair sentisse um ligeiro frio na barriga, o que o faz se calar. Os dois voltam suas atenções para Maya e o outro garoto.
– Está pronto pra isso, Maya? — diz o rapaz
– Cale a boca e vamos logo com isso, Ascella!
– Ok então... — diz Ascella fechando os olhos e concentrando o máximo de poder que conseguia. O rapaz tinha um cosmo incrível. Maya fazia o mesmo.
– Tome isso... — dizia Maya — Flechas Envenenadas!
O pequeno Maya lança seu ataque contra Ascella que abre os olhos ao ser envolvido num cosmo dourado e desfere sua técnica.
– Barreira de Trovões!
Ascella coloca uma mão de frente pra outra e concentra uma grande energia. Ele então a dispara contra o solo que se racha fazendo sair uma barreira reluzente como se vários trovões saíssem do chão e se ligassem ao céu. As flechas de Maya chicoteiam na barreira e voltam contra ele que é atingido pelo próprio golpe. A barreira se desfaz e Ascella começa a comemorar. Altair se levanta e se junta a ele. Os dois comemoram enquanto o gato, agora no chão, corria em volta deles.
– Uall! Isso foi demais! Você viu, Mestre Polis? — diz Altair se virando para trás. De repente, ele se depara com Polis agachado e tocando Maya que estava caído no chão.
Ascella corre na direção do colega. Polis o segura fazendo sinal de não com a mão.
– Mestre, me perdoe... Eu... Eu... — dizia Ascellas chorando.
O pequeno Maya suava de tanta febre. Uma das flechas havia atingido o coração do cavaleiro.
[Torre dos ventos — Agora]
– Estou me lembrando...– pensava Maya ainda caído no chão diante do semi-deus – Daquela vez, eu fui envenenado igual agora... O Mestre cuidou de mim, e eu me salvei... É verdade... eu... eu...
Maya finalmente se levanta, meio zonzo e quase sem forças, o herói para em pé diante do inimigo que o olhava de forma patética.
– O que foi, Sagitta? — diz Apeliotes – Está tão fraco assim devido aos meus ataques? Hahahahaha pois muito bem, eu acabarei com sua dor!
Apeliotes preparava para atacar, quando Maya queima seu cosmo mais uma vez atingindo um nível incrível que assusta o semi-deus e o faz recuar.
– M-Mas que cosmo é esse? — diz ele surpreso – Você ainda tem todo esse poder, Sagitta?
– Apeliotes, — diz Maya sem demonstrar uma emoção sequer, como se estivesse em transe e sua boca se movesse sozinha – Você mesmo quem disse antes, não foi? “As flechas de Sagitta são poderosas e letais”. Ficou tão convencido por ser um deus que se esqueceu que elas são letais por causa do veneno delas. Veneno que existe no meu corpo!
O semi-deus fica sem palavras. Ele estava assustado com aquele acontecimento inesperado, pela primeira vez, ele não sabia como reagir.
– Há muito tempo atrás, fui envenenado por minhas próprias flechas, foi tanto veneno que foi precisa a ajuda do cavaleiro de peixes e sua técnica de fazer o sangue absorver veneno. Você quer saber porque não morri com o veneno das suas cobras? — Maya levanta levemente sua boca, formando um sorriso sagaz – É porque em minhas veias corre o veneno das flechas de Sagitta! Irei acabar com você de uma vez por todas, prepare-se!
Continua...
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