Os Caçadores De Mosquitos
2 Os olhos de Rubi
Notas iniciais
_Fome!- repetiram em coro e vários outros brilhos vermelhos surgiram silenciosamente no breu.
_Fome!- diziam incessantemente.
_Ge- gente... — disse Gleen visivelmente com medo e recuando dois passos, pois apenas eles eram permitidos, porque com esses dois passos ele já havia se encostado à parede da caverna.
_O que é isso?- pergunto Antony estreitando os olhos ao máximo para tentar enxergar naquela escuridão.
_Ah se eu soubesse!- exclama Gabrielly.
O silêncio havia reinado, ou quase, pois o único som que se fazia presente naquele local eram passos secos que iam em direção aos três aventureiros.
_Eu trouxe meu celular, ele não tem lanterna, mas... Mas eu acho que serve. — disse Gabrielly com as mãos trêmulas estendendo seu celular que há pouco havia tirado do bolso.
_Por que não disse antes?- pergunta Antony pegando o celular das mãos de Gabrielly que estavam quentes e ele tentando meio que passar segurança apertou as mãos quentes de Gabrielly.
_Pega logo o celular!- disse Gleen quebrando o clima que se fazia presente.
_Cale a boca!- disse Antony com raiva.
_Calma gente!- disse Gabrielly visivelmente decepcionada.
Antony nervoso pelos passos secos que se aproximavam com extrema rapidez pegou o celular e tentou apertar um botão para que a tela se iluminasse, o que fez com que ele apertasse vários, pois estava trêmulo.
_Devorar! Destruir! Fome!- disseram os donos dos passos secos que mudaram o discurso.
Antony pegou o celular e iluminou a caverna, mudava o celular de posição a fim de iluminar os minúsculos cantos da caverna, porém nada havia.
_Não tem nada!- exclama Gleen adotando um ar de felicidade.
_Então somos nós que estamos loucos!- garantiu Antony sorrindo mais tranqüilo.
_An — Antony me dá o celular!- disse Gabrielly com a voz trêmula.
_Por quê? Viu alguma coisa?- pergunta Gleen.
Antony entrega o celular a Gabrielly que o pega e ilumina com a pouca luz que era emitida da tela.
Um grito alto e agudo se ouviu no recinto e o som de algo se esborrachando no chão.
Antony correu para acudi-la, ela simplesmente havia desmaiado, estava suando.
_O que aconteceu?- Perguntou Gleen se aproximando para verificar Gabrielly que estava estendida nos braços de Antony.
_O celular, o celular!- exclamou Antony.
_O que tem ele?- pergunta Gleen assustado e desentendido com a situação.
_Ele já era!- exclama ele.
Os barulhos dos passos voltaram.
_E seu celular, onde está?- pergunta Antony a Gleen.
_Ele... Eu estou de castigo!- disse Gleen fazendo uma careta, pois havia sido pego tentando fugir do internato e lhe tomaram o celular.
_Droga!
_Ei, Antony... — a voz de Gabrielly estava fraca, ela havia acordado!
_Gabrielly!- exclama Gleen.
_Fala. — balbucia essas palavras com dificuldade aquele que havia sido chamado por Gabrielly.
_As caveiras querem nos devorar!- Diz Gabrielly.
_Lunática!- diz Gleen rindo.
_Gleen, me dá um beijo?- pergunta Gabrielly fazendo com que passasse um brilho pelos olhos dele e um brilho de ciúme e decepção pelo olhar de Antony.
Gleen se ajoelha e toca de leve os lábios de sua parceira, que o empurra de leve logo em seguida.
_Agora olhe... — diz Gabrielly ainda com a voz trêmula.
Gleen olha ao redor e começa a correr em círculos pela caverna gritando:
_Não! Por favor!O que eu fiz?
_Antony... Beije-me. — diz ela com os olhinhos brilhando.
Antony se abaixa e começa fitá-la com amor, coloca uma mecha sua atrás da orelha e lhe beija delicadamente, só que esta não lhe empurra.
_Agora você vê?- pergunta sua parceira.
Antony se levanta e olha ao redor sussurrando:
_Agora eu vejo!
_Ei! Esperem! Eles têm os olhos de Rubi!- disse os donos dos passos secos em coro.
Fale com o autor