Notas iniciais
Boa leitura e até o próximo capítulo.

No Continente Hermoni, muitas batalhas já foram finalizadas. Depois de William ter entrado na fortaleza principal do Reino Kalam, eu e Elisa encontramos um inimigo. Nós tínhamos voltado atrás para encontrar os outros na praia, pois nós nos perdemos.

Eu e Elisa, a garota do corpo banhado de fogo que entrou com tudo na festa da guilda, andávamos sobre a água rasa do oceano pelo nada. Como não conseguimos encontrar ninguém da guilda, ou um inimigo sequer, optamos por descansar um pouco caminhando lentamente em uma direção que nos levaria em algum lugar.

— Se eu pudesse, voaria até o outro lado dessa ilha, mas meu corpo está muito cansado e também não posso te deixar aqui sozinho, Anark. – disse ela para mim, como se fosse um professor explicando um erro pequeno ao aluno.

— Você é quem sabe. Eu sei me virar sozinho. – eu menti, claro. Eu sentia pessoas com altos níveis de poder mágico naquela ilha. Não sei se ela sentia, mas eu sentia. Isso me deixava com medo. – Se você quiser, vá e depois volte. Ganhe, pelo menos, altitude. Vai que você enxerga alguma coisa, não sei.

Elisa sorriu para mim ao invés de dizer “Nossa, Anark! Parabéns pela ideia. Você é um gênio. Nossa! Você é muito inteligente. Eu não pensei nisso. Sem você eu morreria. Anark, você é f...”. Ok! Exagerei, mas ela apenas sorriu, estalou os dedos e seu corpo ficou em chamas. Como um foguete ela planou lá no alto e olhou para todos os lados. O mar de árvores e as montanhas não deixavam ela ver nada além da torre mais alta do castelo-fortaleza do reino. Ela pousou logo em seguida e deixou o fogo ser levado pelo vento, dizendo:

— Desculpa, Anark. Eu não pude ver nada além de árvores, montanhas. Entretanto, uma enorme torre está bem destacada no outro lado da ilha. Estamos cansados demais para ir lá e com certeza encontraríamos um inimigo no caminho. Qual sua sugestão?

— Ir lá. – eu respondi de imediato, querendo sair daquela água gelada que arrepiava até o meu... dedão do pé.

— Você tem certeza? Estamos muito cansados e até a gente chegar lá já terá anoitecido. É muito perigoso.

Uma voz atrapalhou a nossa conversa, no ritmo de algumas palmas:

— Bravo!! Bravo!! Eles estão com medo de Hermoni?! E me disseram que os Caçadores são fortes.

Era Zonzak, um homem de terno branco, feito de couro, grudado no corpo e com um cabelo curto e ondulado até o ombro. Óculos escuros e sapatos brancos, grandes e pontudos. Um nível de elegância de muito alto para ridículo. Em sua cintura, um enorme cetro branco com uma lâmina na ponta.

— Nossa... Que poder mágico é esse?! – perguntou Elisa, encarando aquele estranho “rapaz”.

— Você sentiu? Poder suficiente para fazer vocês dois se arrependerem de ter invadido o Reino Kalam. A rainha vai adorar conhecer vocês. — Eu peguei o meu livro, sem o abrir ainda, e juntei Chi em meu corpo. Eu estava pronto para invocar alguma coisa para atacar aquele homem, mas ele juntou as mãos fechadas. Ele criou dezenas de clones dele mesmo ao redor de Elisa e eu. – Quando vocês encontrarem o verdadeiro eu, será o fim.

Elisa entrou em Flame Mode (o nome da magia que deixa seu corpo domado por chamas) e tomou altitude, lançando em seguida uma rajada de fogo em cada mão, como se elas fossem mangueiras de fogo. Um clone foi sendo carbonizado atrás do outro, mas quanto mais ela queimava, mais clones aparecia. Eu estava apenas observando já que não tinha era obrigado a lutar naquele momento.

— Não adianta criar mais clones, rapaz! Eu vou queimar todos até chegar no verdadeiro.

Quando o verdadeiro falava, todos os clones também eram obrigados a falar. Caso contrário a localização do “verdadeiro clone” era revelada. Ele disse:

— Rapaz, não! Zonzak! Esse é meu nome. E de maneira análoga, quanto mais você me atacar, mais clones aparecerão... Clones!! Ataquem aquele rapaz.

“Aquele rapaz”, na verdade, era eu. Os clones todos vieram para cima de mim. Naquele caso, fui obrigado a invocar:

— Adagas Versianas! Armadura do Monge Versiano.

Uma roupa de monge branca sobrepôs ao meu corpo e meus cabelos estavam esbranquiçados e mais longos desde a primeira vez que eu a usei. As adagas versianas estavam mais leves e maiores, quase no tamanho de espadas.

Rapidamente eu me defendi, decepando o primeiro clone. Em um movimento rápido e circular, cortei mais outros três clones ao meio. Pisei no joelho de um, que tentou desviar do meu corte, peguei impulso encostando no ombro de outro e rodopiei no ar. Juntei Chi na ponta das minhas adagas e cortei incontáveis clones em incontáveis partes. Quando eu percebi aquela chuva de sangue caindo naquela maré baixa, eu nomeei o golpe:

— Corte Versiano Sangrento.

Com os olhos arregalados, Elisa se distraiu e deixou com que um clone desse uma “cetrada” em sua cabeça. Ela desmaiou, deixando seu corpo em carne e osso novamente e caindo com tudo sobre a água do mar que insistia em tocar na areia.

Eu gritei, assustado, e corri em direção à Elisa. Peguei ela no colo e rapidamente levei ela para alguns metros longe dali:

— Você vai ficar bem. – eu disse ao ver que ela estava bem enquanto gemia, quase acordando. – Não vou esperar você. Vou tentar acabar com ele rapidamente. Descanse.

Correndo em uma velocidade sônica, mas não para tanto, comecei a chutar alguns clones, depois cortava outros ao meio, dava cabeçada em alguns, mas quanto mais eu derrubava, mais tinha para derrubar. Por conta disso, logo me cansei e me peguei ofegante, olhando aquele mar de clones.

— Eu disse! Quanto mais você atacar, mais eu irei resistir. Você nunca vai achar o verdadeiro eu. NUNCA! – aquele exército de clones começou a marchar contra mim e eu, perdido e cansado, não sabia o que fazer.

— Corte Versiano Sangrento! – dei novamente esse golpe, reduzindo aquele bando na metade que depois se multiplicou em quantidade.

Com um sorriso na cara e escondido, o verdadeiro Zonzak pensou:

“É uma ótima brecha você estar confuso desse jeito. Enquanto isso, eu mato aquela garota”.

Quando ele terminou de pensar, eu apareci bem atrás dele:

— Obrigado! – eu agradeci, com uma mão segurando o verdadeiro e com a outra “esfaqueando” infinitas vezes toda a região de suas costas.

— Co-como? – perguntou Zonzak ao cuspir aparentemente o sangue inteiro de seu corpo e ver que eu tinha o encontrado.

— Eu não sei se foi a adaga ou essa roupa. Eu senti a diferença de você e o restante dos clones. Senti que você queria ferir alguém indefeso. Isso padronizou seus clones e colocou você em um nível psicológico diferente, por ser o único clone diferente, no caso o verdadeiro deles. Você está morto. – era a minha cartada final. Zonzak colocou a mão nas costas, que estava toda furada. Caiu, morto.

Nesse momento Elisa acordou e viu que eu estava diferente, com vestimentas, poder mágico e armas diferentes, mas eu voltei ao normal em seguida. Ela se aproximou, perguntando:

— Como isso é possível? Por um instante você não era você.

Eu respirei fundo, aliviado e olhei para Elisa, respondendo:

— Eu sempre fui eu. Isso não é nada lógico.

Por causa de um tapa a minha voz ecoou toda Hermoni.

Notas finais
Enviem cinco perguntas para mim. No final, vou escolher algumas (ou todas, dependendo da criatividade) e postarei no meu blog em forma de entrevista. Observação: façam perguntas relacionadas à história e a minha vida de ESCRITOR. Não responderei perguntas sobre minha vida pessoal. Como disse, VOCÊS IRÃO ENTREVISTAR O SEU AUTOR FAVORITO. =D Blog que a entrevista irá ser postada: www.ganark.blogspot.com Tchau!