Os Caçadores: A Última Guerra
43 Plano
Notas iniciais
Parte Única: Continente Hermoni
— Elisa! Elisa! Acorda, Elisa! – gritou Zero empurrando sua namorada da cama. Estavam dentro do El Inferno e tinham acabado de chegar em Continente Hermoni, no meio do Oceano Central. – Nós chegamos! Chegamos em Hermoni.
Elisa olhou para ele de cima a baixo. Viu que ele não tinha envelhecido mais e perguntou depois que se levantou do chão:
— Zero, o que aconteceu com você? Não era para você ter envelhecido mais uns meses?
— Agora que eu parei para pensar. Depois que a espada foi quebrada, no caso a Zero, no caso eu, as propriedades do meu poder mágico mudaram. Depois disso a minha doença de envelhecimento desapareceu. Realmente é estranho ter aparência de 20 anos quando na verdade eu tenho menos de dois. – Zero, contente com o que tinha acontecido, com um sorriso estampado no rosto e um baita alívio.
Elisa correu e deu um abraço no seu amado, deixando algumas lágrimas escorrer:
— Que bom que está curado. Agora você poderá viver muito mais.
Zero também começou a chorar, concordando:
— Sim, amor. Vou viver muito e assim que encontrar meus pais terei a felicidade completa.
Depois de alguns minutos daquela noite todos os magos da El Inferno já tinham descido. A âncora gigante de mil toneladas já estava no fundo do mar e o mesmo em repouso.
Zero e Elisa, de mãos dadas, estavam caminhando pelo centro daquela cidade. Compartilhando em palavras bonitas a beleza da vista “hermônica” e o amor que um sentia pelo outro. Ambos avistaram um restaurante chamado La Paz (um restaurante enorme com um telhado curvo oriental, com vaga-lumes voando ao seu redor iluminando o lado de fora que era enfeitado por um belo jardim de orquídeas rosas e amarelas.)
O casal, dentro do restaurante, pediu pratos iguais (camarão grelhado com molho suave de açaí). Elisa jogou seu cabelo grande, rosa e ondulado, para trás e ajeitou os talheres que já estavam lá. Zero admirado com tamanha beleza, elogiou:
— Você está tão bonita hoje. Com todo aquele tormento de envelhecimento precoce eu não tinha tempo para perceber o quanto a minha namorada é bonita.
Com um sorriso tímido no rosto e com as bochechas vermelhas de vergonha, Elisa retrucou:
— E com tanta preocupação com sua doença eu não percebi a sua beleza.
— Minha doença? Não é mais minha. Ela se foi.
— Sim. – concordou Elisa colocando sua mão sobre a dele. – Ela se foi e a felicidade veio.
Zero sorriu, mas o sorriso desapareceu ao sentir um imenso poder mágico vindo do lado de fora do restaurante, mas em sua direção. Ele se levantou, pegou Elisa e se jogou no chão com ela. Uma grande esfera de energia branca destruiu aquele restaurante, fazendo-o explodir. Uma grande nuvem de fumaça foi formada e Maju não pode ver se Zero estava morto ou não.
— Eu me esqueci da missão. – comentou Maju. – era para eu capturar ou matar ele?
— Era para capturar, mestre. – respondeu Hilu, um Cavaleiro Vermelho (uniforme do seu reino, mas com cabelo grande até os pés e branco. Aparência velha). – Mas ele ainda está vivo. Observe, por favor.
Quando o vento terminou de levar a fumaça, Zero viu que tinha criado – sem querer – um escudo de Chi branco e protegido Elisa, mas o resto das pessoas do restaurante não estavam mais vivas. Carbonizadas. Zero se levantou e encarou Maju, assim como Elisa o fez:
— Quem é você? – perguntou Elisa.
— Você quer saber o eu de agora ou de mais tarde? Eu gostei desse tal Continente Hermoni. Uma única cidade que tem o tamanho de um continente. Em breve será minha, mas respondendo sua pergunta: eu sou a Rainha de Kalam. Maju Anelles. E você vem comigo.
Zero deu uma risada debochada e negou:
— Não. Não vou. O que você quer de mim?
Maju olhou para Hilu, com dúvida se respondia ou não, mas o seu subordinado o fez:
— Meu nome é Hilu, um Cavaleiro Vermelho, assim como seu pai. – mentiu. – Foi ele quem nos mandou aqui. Ele está atrás de você e essa é a nossa missão.
Que golpe sujo, gente. Fingir que é o pai dele que está mandando. Eu conheço muito bem o Will e mesmo se ele tivesse mandado, seria de outra forma. Espero que Zero não acredite nessa história. Ah! Oi, gente!
— Ele está blefando. – disse Elisa, segurando no braço de Zero ao ver que seus olhos mudaram e teu corpo estava gélido. – Teu pai não permitiria essas mortes. Não acredite nele, amor.
— Eu sei que é mentira. Só estou me segurando para não matar esses dois. Você sabe o meu ponto fraco, não é? – perguntou Zero, fazendo com que Elisa entendesse o recado e se afastasse do lugar, escondendo-se.
Maju e Hilu olharam aquela cena sem entender. Zero desapareceu de cima dos escombros, se teleportando atrás de Hilu:
— Não fale sobre meus pais. – Zero colocou as duas mãos na cabeça de Hilu, fazendo ela explodir. A roupa de Zero e a de Maju foram cobertas de sangue. O corpo sem cabeça de Hilu caiu no chão, jorrando sangue do pescoço aberto.
Zero se teleportou para frente de Maju:
— Eu quero saber o que você quer?
— Eu não sabia que você era tão forte. Se teleportar e explodir uma cabeça em menos de um segundo não é para qualquer um, mas você sujou minha roupa. Motivo suficiente para eu matar você. Ah! Não posso, droga. Preciso levar você comigo.
Elisa olhava toda aquela cena. Ela percebeu que mesmo a antiga doença de envelhecimento de Zero, que o fazia envelhecer muito a cada dia, ter desaparecido, seu poder mágico se não estava o mesmo estava mais elevado. Ela confiava muito em sua capacidade, mas algo em Maju a preocupava – a tranquilidade e seu poder mágico. Elisa mal podia olhar Maju que seu corpo tremia.
— Eu não vou com você. Não adianta insistir. – comentou Zero.
Com sua magia ativa e seus olhos brilhantes, Maju encarou Zero:
— Você vem comigo.
— Sim. Eu vou com você.
Elisa viu aquela cena e saiu correndo para resgatar Zero. Maju a encarou e depois olhou para Zero, ordenando:
— Mate ela.
— Sim. Eu mato. – aceitou Zero, se teleportando atrás de Elisa.
— O que... O que você está fazendo? O que está acontecendo, Zero? – perguntou Elisa, paralisada diante o poder de Zero.
Sem responder, ele colocou a mão nos ombros de Elisa:
— Elisa, cala a boca. Estou fingindo que estou te matando. Use sua magia contra mim e vá para bem longe daqui e encontre meu pai. – sussurrou ele, fingindo que ia jogar alguma magia nela.
Elisa começou a chorar. Não queria ficar longe de seu amado e nem deixar ele ir com uma estranha, mas assim ela fez. Seu corpo começou a pegar fogo e como um foguete ela se lançou no ar em uma direção aleatória, arremessando Zero contra os escombros.
— Até mais, Elisa. – se despediu para si mesmo Zero, desmaiando em seguida com um golpe certeiro do cajado de Maju.
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