Os Caçadores: A Última Guerra
45 Hermoni
Notas iniciais
Parte 1: Indo para Hermoni
Com a memória trocada misteriosamente, William achava que Fernanda estava em casa, descansando. Voltou para a sua guilda, que estava em choque com a história dele ser pai.
— Me desculpem, pessoal. Eu devia ter contado para vocês, mas eu fiquei com medo, não sei.
Fairy colocou as mãos no ombro dele e o consolou:
— Ficou com medo de dizer que é pai? Isso é de longe uma coisa boa. Você tem um filho e isso é maravilhoso, mas o que queremos saber é se você irá conosco até Hermoni. Espero um sim como resposta.
William abraçou Fairy, olhando para todos:
— É lógico que eu vou. Vou reencontrar meu filho de qualquer jeito. – ele saiu do abraço de Fairy. – Depois disso eu vou contar para todos vocês a minha história, de Roman e Zero.
Roman sorriu, concordando.
— Vocês estão malucos? Vamos logo!! Zero corre risco de vida!! – gritou Elisa, dando um soco na mesa que tinha doces, quebrando-a e deixando todos assustados.
— Ela tem razão! – gritou Lilian. – Se seu filho está correndo perigo devemos ir rápido.
Meu irmão, Taylor, aproximou-se de todos – estava embriagado. Eu não tinha percebido que havia bebidas alcóolicas na festa:
— Eu vou teleportar todos nós até Hermoni.
— Você pode fazer isso, mano? – eu perguntei, segurando ele que quase tinha caído.
— Sim, eu posso. Preciso que todos fiquem unidos, mas posso usar essa magia apenas uma vez em uma semana e eu não poderei ir junto. No máximo dez pessoas, se passar disso acho que não suporto, pois Hermoni fica do outro lado do mundo. – respondeu Taylor, tentando se equilibrar depois de ter jogado a bebida fora.
Foi um quebra pau para saber quem ia, mas no fim foi decidido: eu, Fairy, Lilian, Willian, Roman, Elisa, Lari, Faaram, Aghata e Sagan. Taylor e o restante da guilda tinha que ficar vigilando Leonor e protegendo o Seed.
Todos estavam juntos, grudados um no outro e Taylor abriu os braços, deixando o Chi tomar conta de seu corpo e daquele lugar todo. Ele era tão forte que algumas pessoas estavam passando mal antes do teleporte acontecer. Como uma pipoca que estoura, mas ao contrário, fomos parar em uma praia deserta, com grandes ondas atrás de nós e na frente uma mata densa.
— Estamos em Hermoni. – eu comentei, reconhecendo aquele lugar de alguma forma. – Eu sinto... eu conheço esse lugar. – disse eu, segurando a mão de Lari, que ficou olhando para minha cara, estranhando tal atrevimento.
— O que vamos fazer agora, Will? – perguntou Roman, dando alguns passos para frente analisando o lugar. – Esse local foi tomado pelo inimigo. Consigo sentir a mesma energia ruim de quando lutei na caverna da Kiesza. Eu acho que aquela mulher da espada está aqui.
Ninguém entendeu a parte da Kiesza e da mulher da espada, mas ela estava se referindo à Selena, do Hexágono. De certa forma, a sensação que o poder mágico dos magos da Hexágono deixava nas pessoas era único.
— Eu queria atacar com tudo, mas estamos em um campo minado. Estamos sem um plano, então eu acho melhor nos dividirmos em duplas. – disse William.
Mais um quebra pau para decidir as duplas. Um não queria ir com outro por que tinha mais afinidade com outro. Outro não gostava da pessoa e queria ir sozinho, fugindo da ordem do líder da guilda. Depois de vinte minutos foi decidido as duplas: eu e Elisa, Fairy e Lari, Lilian e Faaram, William e Aghata, Roman e Sagan.
Com as duplas feitas, cada um foi para um lado, com cautela. Ninguém sabia o que ia ver pela frente, mas uma coisa era certa: Hermoni tinha acabado de se tornar uma arena de guerra.
Parte 2: Peças de Tabuleiro
No topo do castelo, em sua sala, Maju conseguiu ver em algumas câmeras espalhadas por Hermoni a chegada dos caçadores. Espantada com a quantidade deles, ela perguntou para Lee (21 anos, homem alto, magro, cabelo preto até o ombro, olhos verdes e pele clara, um sobretudo branco sobre uma calça larga branca. Descalço.):
— Você fez o que eu te pedi? Reuniu os Cavaleiros Vermelhos mais fortes da guilda?
— Sim, Rainha. Reuni vários deles.
— Eu quero que evacue a cidade. – disse ela, lançando sua magia.
— Sim, evacuarei a cidade. – Lee se levantou da cadeira e saiu pela enorme janela aberta atrás dela, voando.
Maju se levantou e pegou seu cajado roubado da extinta Red Warriors, agora denominado Império Kalam:
— Eu não devia estar aqui. O Hexágono deixou de ser um bom lugar para mim. Depois de tudo isso, vou assassinar o nosso líder. Quando os caçadores descobrirem que um deles me lidera... creio que eles mesmo vão querer sua morte. Eu e minha mania de conversar sozinha. É que... eu já capturei inúmeros reinos, capitais, países... eu não posso morrer. Estou tão perto da conquista global. Ainda sonho em capturar todas as dimensões.
Maju sentou novamente em sua cadeira após a conversa consigo mesma e observou as cinco duplas dos caçadores, uma em cada câmera via um programa de seu notebook:
— Anark... quanto tempo...
Parte 3: Fairy e Lari
A dupla feminina estava atravessando a floresta densa que estava entre a praia e o centro da cidade. Em todo momento com cautela, elas paravam e olhavam para todos os lados:
— Eu não devia estar longe do Anark. Eu tenho que defender ele. Se ele morrer, fico presa nessa dimensão. – comentou a Sacerdotisa de Chrono, esposa do Imperador de Chrono.
— Você quer voltar e encontrar ele? – perguntou Lari, mexendo em seu cabelo azul marinho.
— Faz uma hora desde que nos separamos. Será impossível encontrar ele sem chamar a atenção.
Lari ficou calada e continuou andando, mas deu conta de pisar em uma armadilha para urso, prendendo seu pé em uma ferramenta com dentes afiados metálicos. Não parava de sair sangue e a dor era tremenda. Um grito muito alto saiu da boca de Lari, que fez com que Fairy tampasse sua boca:
— Eu acho que teu grito chamou a atenção de alguém.
— Tira a mão da minha boca! – gritou Lari, segurando as mãos de Fairy. – Você pode curar as pessoas, não pode? Então me ajuda a sair daqui e cura meu pé! Ou senão vamos ter que ficar aqui por muito tempo.
Fairy e Lari fizeram uma baita força para desarmar a armadilha, mas não conseguiram. Lari então teve a ideia de usar sua magia. Congelou os dentes metálicos e quebrou eles, mas os dentes que furaram Lari não foram congelados e ficaram dentro de seu pé, fazendo com que ela gritasse mais ainda de dor.
Fairy pegou uma faca e brutalmente arrancou os metais de dentro do pé e calcanhar de Lari, fazendo com que ela chorasse muito. Foi temporário, já que a magia de cura de Fairy deu conta do recado. Lari, curada e aliviada, deu um abraço em Fairy:
— Obrigado, agora vamos.
Quando viraram para seguir o rumo, alguém estava parado, encostado em uma grande árvore dali:
— Onde pensam que vão? – perguntou um homem alto, absurdamente musculoso, pele clara, olhos verdes, cabelo bem amarelo, sem camisa e com uma calça jeans grudada. Bota preta.
Fairy e Lari ficaram encarando ele com olhos ruins:
— Quem é você? – perguntou as duas em coro.
— Kagiso. E vocês?
— Não interessa. – respondeu Lari, fazendo neve flutuar ao redor de seu corpo.
Fairy pegou seu cajado de lua e se posicionou para ataque:
— Já estão pensando em lutar? Caramba. Vocês dispensam apresentações, então?
Os braços de Kagiso ficaram cinco vezes maiores, deixando Fairy e Lari impressionadas:
— Seus braços... o que...
— Se eu posso fazer isso com meus braços... imagina com o... – ele foi interrompido por Fairy, que deu um chute em seu rosto fazendo com que ele atravessasse três árvores grossas.
Uma batalha tinha acabado de começar. A Branca de Neve (meu apelidinho para Lari), a Curandeira (também apelidei a Fairy – ela odiava esse apelido) e o... como posso apelidar ele... Homem Tarado do Corpo Gigante.
Fale com o autor