Os Caçadores: A Última Guerra
34 Deusa
Notas iniciais
Parte 1: A Deusa da Tecnologia
Em um local de Leonor havia um grande cruzamento de ruas. Em seu centro um enorme espaço asfaltado enfeitado com uma árvore bem no meio, muito bem sinalizada. Aghata estava nesse local. Tinha acabado de encontrar Tecno, a Deusa da Tecnologia.
— Você é uma caçadora, não é?
— Sim. – Aghata respondeu. – Quem é você?
Tecno deu uma risadinha irônica e de seus dois braços saíram uma mira retangular e um cano projetado para tiros a curta distância:
— Sou a God-18, a Deusa da Tecnologia. Tecno. – quando ela terminou de responder, uma energia azul saiu dos canos e foram lançados contra Aghata, que se defendeu com uma enorme parede de gelo criada em sua frente.
— Eu sou a líder dos caçadores. Isso não me afeta nem um pouco!
— Líder? – perguntou Tecno. – Que ótimo! Então você sabe onde Thaylor está!
— Mesmo se eu soubesse nunca te falaria!
— Vai falar sim, querida! – falou Tecno, apontando para cima as duas armas lasers que saíam de seus braços. – Ou eu dizimo essa cidade toda!
Tecno conseguiu criar uma mira vermelha no céu da cidade toda. Uma mira gigante podendo ser vista até de fora da cidade.
— De tecnologia você não tem nada! Você só é mais uma pistoleira que enfrentamos.
— Quem disse que tecnologia é monocromática? Existe vários tipos. – retrucou a Deusa da Tecnologia, pegando seu celular do bolso. Ela começou a discar alguns números e quando terminou ela começou a dar risada. – Agora você vai sentir o poder da minha tecnologia. A minha própria tecnologia.
Aghata correu em direção à Tecno, com espadas feitas de gelo, mas seu corpo começou a ficar extremamente cansado e ela caiu com tudo no chão, deslizando até Tecno:
— O que você fez?
— Com o meu smartphone eu enviei um vírus ao seu corpo. Ele está sobrecarregando em seu corpo, fazendo com que seu organismo trabalhe muito para expeli-lo. Por isso essa sua fadiga infinita. Não pode nem se levantar.
Aghata começou a ficar desesperada. Por estar cansada, seu poder mágico caiu exponencialmente, e nada lhe vinha na cabeça.
Tecno pegou uma faca de choque e colocou no pescoço de Aghata:
— Eu não quero matar você. Ao contrário dos outros, eu só preciso descobrir a localização de Thaylor e mata-lo. Eu não tenho interesse em você.
— Eu não sei! E mesmo se soubesse, não te falaria! Eu sou a líder dos caçadores.
— Se você é a líder e fraca desse jeito, imagino os seus subordinados.
Aghata respirou fundo e em seu pescoço tinha um colar que diziam ser um pedaço da lua cheia. Ele começou a brilhar e começou a voar, saindo bruscamente do pescoço de Aghata:
— O ar da lua, que de tão frio congela. A escuridão da rua, o brilho da Lua, juntos formando a verdade nua e crua.— citou Aghata, fazendo o seu corpo brilhar e criar uma forma totalmente diferente. O colar voltou para o seu pescoço.
Aghata se levantou. Estava com um vestido grande e azul, com as bordas brancas. Seu cabelo estava grande até os pés e com listras azuis. Seu poder mágico tinha voltado, e melhor, bem maior do que o normal.
— O que é isso? – perguntou Tecno, não acreditando no poder mágico que estava sentindo.
— Você vai sentir o verdadeiro poder de uma Deusa.
— O que?
— Meu nome é Aghata Linh, a Deusa do Gelo.
Tecno começou a se distanciar. Estava com medo. Ainda mais por saber que Aghata era a Deusa do Gelo.
— Vou pegar meu smartphone. Isso não pode estar acontecendo.
Aghata sorriu e com apenas um movimento de sua espada decepou Tecno. Sua cabeça girava no ar e com o frio que saia de Aghata, congelou. Despedaçou-se quando caiu no chão, assim como o restante do corpo também congelado de Tecno.
O corpo de Aghata voltou ao seu normal e ela se ajoelhou no chão, cansada:
— O que foi isso? O que eu fiz? – ela se perguntou, desconhecendo aquilo tudo. Foi uma surpresa para ela.
Aghata resolveu ficar sentada debaixo da árvore um pouco. Sabia que o pior tinha passado e que era menos um para atormentar os caçadores.
Parte 2: Prelúdio da Vingança
Lá estava eu e Fairy! Linda e bela como sempre, passeando pelo Jardim de Leonor.
— Não sei por qual motivo você quis vir aqui no Jardim. – perguntou Fairy, irritada com aquela beleza toda das flores.
Eu, como sempre gostei da natureza, respondi à altura:
— Você está com inveja de não ser tão bonita quanto essas flores.
— Não é o que dizem em Chronos. Lá também existem flores, mas essas daqui são chamativas demais! Não precisa de tudo isso.
Eu comecei a dar risada! Achei muito engraçado aquela situação, mas de repente eu cai. A armadura que me mantinha em pé parou de fazer efeito, desaparecendo.
— O que aconteceu?! – eu gritei, espantado e desesperado.
— Eu não sei, Anark! Estou sentindo um problema em você. Você é paraplégico?
— Eu sou! – respondi. – Eu nunca te falei isso, mas eu sou.
— Você deveria ter me falado! Eu posso... – Fairy foi interrompida quando sentiu alguém se aproximando.
Era Trista! Aquele que matou Malena. Aquele filho da puta só de chegar perto da gente fez com que minha armadura perdesse o efeito e desaparecesse. Eu estava inutilizado naquela hora. Fairy teria que me defender.
— Me desculpem por isso. Eu não quis tirar a sua liberdade de andar, assim como eu não quis matar a sua amiga.
Eu arregalei os olhos. Não sabia do que ele estava falando, então perguntei:
— Amiga? Que amiga minha você matou? Do que está falando.
Os olhos de Trista encheram de lágrima e ele não conseguiu conter o remorso:
— Eles fizeram eu matar a sua amiga! Eles chamam ela de Malena.
Desespero.
Ódio.
Fúria.
Tristeza.
Um mix de sentimentos ruins e vingativos se passaram em minha cabeça. Aquele cara com certeza era da guilda do Blue e ele matou Malena. A minha vontade era de matar aquele desgraçado, mas eu não podia. Todos os momentos que eu tive com Malena passaram em minha cabeça e eu não consegui conter o choro. Furioso, eu mandei:
— Fairy! Mate esse desgraçado!!! É uma ordem de seu mago invocador!
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