Os Biscoitos
1 Os Biscoitos
Notas iniciais
É a minha primeira One-Shot, então me pordoem por eventuais erros, levando em conta que eu só escrevo de madrugada '-'
Certo dia, Rukia estava à espera de seu vôo para Sendai na sala de embarque do aeroporto de Karakura. O vôo estava atrasado e ela teria que esperar várias horas, então ela resolveu comprar um livro para matar o tempo. Também comprou um pacote de biscoitos de brigadeiro.
Então, ela achou uma poltrona numa parte reservada do aeroporto para que pudesse descansar e ler em paz. Ao lado dela sentou-se um homem aparentemente muito alto e musculoso, mas tinha um peculiar cabelo laranja e espetado. A princípio pensou que fosse um punk, mas ignorou-o e continuou a ler.
Quando ela pegou o primeiro biscoito, o homem também pegou um. Ela se sentiu indignada, mas não disse nada. Ela pensou para si: “Mas que cara de pau! Se eu estivesse mais disposta, lhe daria uma voadora que seus pulmões iriam sair do corpo".
A cada biscoito que ela pegava, o homem também pegava um. Aquilo a deixava tão indignada que ela não conseguia reagir. Restava apenas um biscoito e ela pensou: “O que será que esse filho de uma &@%$ vai fazer agora? Quero é ver. Se ele pegar o último, eu mato esse canalha cara de pau.”
Então, o homem dividiu o biscoito, deixando a outra metade para ela. Aquilo a deixou irada e bufando de raiva. Ela pegou o seu livro e as suas coisas e foi para o embarque correndo e se controlando pra não voltar e esganar aquela abóbora transgênica.
Quando sentou, ela se acalmou e abriu a bolsa para pegar seu laptop e viu que seu pacote de biscoitos estava lá intacto.
Ela sentiu muita vergonha, pois quem estava errada era ela. Ainda faltavam 5 minutos para o avião sair, ela ficou refletindo sobre o acontecido e disse para si:
- Aquele cara dividiu os biscoitos sem sentir raiva.
Ela estava muito transtornada, e não sabia o que fazer, então ela acordou do “transe” quando ouviu a aeromoça anunciando que o avião estava pronto para decolar. Rukia de repente se levanta e grita:
- Não posso viajar! – Todos olharam para ela. – Abra a porta! Tenho que ir! – A aeromoça não disse nada, só ficou olhando pra ela com uma cara de espanto. – ABRE LOGO A %&*#@ DA PORTA!
- H-hai! Vou falar com o piloto. – Rukia pegou sua pequena mala e sua bolsa. Ela iria passar apenas 3 dias, então optou por levar pouca coisa. Ela ia acompanhar a aeromoça, mas ela a parou.
- Sinto muito, mas você não pode entrar aqui.
- SAI DA FRENTE, ANTES QUE EU TE DÊ UM MURRO NO MEIO DA SUA CARA, SUA VADIA! – Rukia levantou o punho de um modo ameaçador, fazendo a aeromoça recuar.
Chegando lá, Rukia subornou o piloto, e ele a deixou sair. Já fora do avião, ela tirou o Scarpin e saiu correndo feito uma doida, esbarrando em todo mundo no caminho para a sala que ela viu aquele estranho rapaz de cabelo laranja.
Chegou na sala e ele ainda estava lá, comendo seu pacote de biscoitos de brigadeiro e lendo. Ele sorriu ao vê-la naquele estado: Descalça, com a roupa amassada, o cabelo despenteado e toda suada. Ele não tinha visto ela de frente ainda, mas achou ela muito atraente, principalmente os olhos. Não podia deixar de reparar naqueles olhos de uma cor tão rara e tão linda: Era azul, com roxo e se reparasse bem, daria pra ver um leve tom de cinza, tudo ao mesmo tempo.
Ela também não tinha visto ele de frente, mas ficou encantada com aquele sorriso tão encantador. Não pôde deixar de sorrir ao reparar bem naquele estranho cabelo. Era espetado e totalmente despenteado. Pra completar, ainda caía um pouco nos olhos. Mas o que mais chamava a atenção era a cor: Laranja. Ela podia jurar que era pintado, se não fosse pelas sobrancelhas, que também eram laranja. Encantou-se também com aqueles olhos: Um castanho-mel lindo e misterioso. Daria tudo para saber o que aqueles olhos escondiam.
O rapaz estava encantado com o sorriso de Rukia: Um sorriso doce e encantador. Um sorriso que inspiraria qualquer artista e atrairia o olhar da qualquer fotógrafo, mas Rukia percebeu que o rapaz a olhava demais, então se recompôs: Arrumou o cabelo, a roupa e depois sentou-se ao lado dele para calçar seu sapato.
Ele havia parado de ler e ainda a olhava. Ela abriu a bolsa e tirou de lá um pacote de biscoitos, de brigadeiro, é claro:
- Acho que te devo isso. Ah, e meu nome é Rukia. Kuchiki Rukia. Desculpe-me por aquilo. Pensei que fosse o meu. — Entregou-lhe o pacote, e ele percebou que ela estava levemente rosada. Pegou o pacote e fez questão de tocar na mão dela, e constatou o que já imaginara: A sua pele era lisa e macia, então ele respondeu, de um modo propositalmente sedutor:
- Meu nome é Kurosaki Ichigo. — Ainda segurava a mão dela. — Está na hora do almoço, e eu creio que bolachas não seriam uma boa refeição. Que tal irmos a um restaurante? Assim a gente pode se conhecer melhor...
Ichigo estava com um sorriso que derretia qualquer uma, e olhava diretamente nos olhos dela, que estava sem reação. Ela só conseguiu balançar a cabeça concordando. Ele devolveu o pacote, mas Rukia recusou. Ele simplesmente jogou-o dentro da bolsa dela, que estava aberta. Ela resolveu não discutir, e eles saíram do aeroporto conversando alegremente, como se já se conhecessem há anos.
Ichigo perdeu o voo, mas ganhou o primeiro de muitos dias ao lado de Rukia.
Notas finais
Moral da História: Nunca subestime um pacote de biscoitos.
Obrigada por lerem!
Ficou meio curtinha, mas eu gostei muito de escreve-la.
Deixem reviews, eu juro que não mata nem cai a mão, só deixa o autor super feliz.
Aceito críticas, elogios, pedradas... Enfim, o que der na telha! xD
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