Os Arquivos Perdidos - Humanien
10 Invasão.
Notas iniciais
Vamos ao Capítulo Nove, o que será que temos?
Bom uma ligação mt gostosa *---* um pouco de ação, além de um Mog diferente, sim, o Mog do Chat deu inspiração para criação deste Mog e coloquei algumas conversas que tivemos, achei muito interessante e todos falavam que a gente tinha algo u_____ú Mesmo não tendo! HSUAHSUHAUSHAUHS. Fora que sempre achei tão lindo quando o Team Garde diz "fique vivo" , sei lá, é mt importante isso para mim, significa nossa relação, amizade furever -QQ mt romântico ~apanha~
Ah, esse cap. ficou bem grandinho, então não tenham preguiça de ler, flw? flw! U_U
Espero que gostem, boa leitura s2
Algo acariciava suavemente meu rosto, logo em seguida senti que lentamente ia descendo até chegar ao meu braço e o segurar com força.
– Eni acorde!
Abri os olhos e me deparei com Zeus, rapidamente me afastei levantando da cama, esfregando meus olhos.
– O que você quer?!? – Exclamei furiosa, sem olhar para ele.
– Spanner está no celular e quer falar com você.
Meu coração disparou, depois de semanas finalmente poderia ouvir a voz dele, um consolo, um refúgio... Spanner sempre me acalmou, sempre esteve comigo em tudo, só que agora eu estava sozinha, mesmo com todos aqui, eu me sentia só, não tinha com quem compartilhar meus medos e minhas dores. Corri e arranquei o celular da mão de Zeus. — Spanner... – Não segurei as lágrimas, eu estava feliz e naquele momento eu desejava ouvir a voz dele, não, eu precisava ouvir a voz dele.
– Eni... Sinto muito... – Sua voz parecia cansada.
Olhei para Zeus e ele entendeu que eu precisava ficar a sós com o Spanner no celular. Antes me encarou rancoroso e depois saiu.
Suspirei e soltei um sorriso fraco.
– É só isso que você sabe me dizer? Está tudo bem? Estou com saudades... Minto, estou com muitas saudades!
– Estou bem sim e estou com muitas saudades também, não vejo a hora de te encontrar. – Ele soltou um riso fraco. – O que o Oito está fazendo?
– O Oito...? – Fiquei confusa com a pergunta dele. – O que você quer dizer com isso?
– Zeus me disse que ele está te olhando diferente, Eni... Se ele encostar um dedo em você eu mato ele!
Soltei um breve riso alto, mas ainda continuava chorando, sério que mesmo a gente passando por tudo isso ele ainda teria ciúmes?
– Zeus é um fofoqueiro, não está acontecendo nada! Mas acho que não foi por isso que você ligou; o que está realmente acontecendo? – Eu tentava soar séria.
– Uma parte foi por isso, estou longe e nunca se sabe quem vai tirar você de mim. – Seu riso foi embora, sua voz estava séria. – O que está acontecendo com você? Soube que não está se sentindo bem e não digo emocionalmente, e sim fisicamente. Recebi relatórios que suas feridas estão se curando cada vez mais rápido, está progredindo nos combates e ficando cada vez mais ágil, Eni... Naquele tempo não tinha dado resultado nenhum nas pesquisas...
– Eu estou bem! – Interrompi. – De verdade, estou ótima, você não tem com o que se preocupar. Se fizemos aquilo foi porque eu quis e acho que não tenho chances de ter legados algum!
– Ainda não, quem sabe você não desenvolva alguns com o tempo... Vou fazer algumas pesquisas com a amostra do seu sangue “atual”, assim que tiver novidades eu te ligarei. E tem mais, Sharma pediu que eu pesquisasse os laboratórios suspeitos comandados por Mogadorianos, encontrei um não muito longe daí, fica na estrada de MK Chowk, não é um laboratório qualquer, acredito que seja alguma Base subterrânea de pesquisas.
– E lá vamos nós... Não vejo a hora de isso acabar.
Ouvi Spanner sorrir e suspirar.
– Vai acabar logo, preciso ir, tome cuidado...
– Quando vou poder te ver? – Mordi o lábio inferior.
– Em breve, prometo, tchau...
O Celular desligou. Era só isso que tinha para me dizer? Zeus... Ele não sabe de nada e fica se achando contando tudo ao Spanner, sendo que eu que tinha que contar!
Desde minha última batalha não me sinto bem, meu corpo está mudando de um jeito radical, meus olhos estão ganhando novas tonalidades, clareando de uma forma descomunal, meu corpo está ficando mais forte e meus cabelos mais sedosos, era esse o efeito tão esperado do meu pai?
Lembro como se fosse hoje, quando comprei 13 anos. Estávamos em casa, na Base HB58, meu pai examinou meu corpo; vendo que era forte o bastante, fez a pergunta que partiria seu coração para sempre, eu tinha certeza do que queria, precisava passar por aquilo. Spanner não concordou com nada, brigou com meu pai e foi embora de casa, voltando um ano depois, às vezes me pergunto o que ele fez nesse tempo todo... Meu pai estava achando um meio de Híbridos possuírem Legados, muitos achariam que a decisão de submeter sua própria filha a uma experiência dessa era ganancia e egoísmo, porém, ele só queria me proteger, com legados eu seria forte e poderia ajudar a Terra, poderia salvar nosso lar. Foi muito dolorido no começo, uma semana sob injeções e câmeras de substâncias químicas, depois mais duas de treinamento intensivo e meses de resultados negativos, por um lado ele estava feliz, toda essa experiência não causara nenhum efeito negativo em mim, por outro, a falha de não poder criar Legados o abalou e fez com que desistisse. Acho que a pessoa nasce com isso, não é como se você quisesse ter, o que era bom também, assim Mogadorianos não poderiam pensar nesta hipótese.
– Está tudo bem?
Prendo meu cabelo vendo Luke entrar na tenda.
– Sim... Você já sabe?
Ele sorri meio torto.
– Sei sim, nunca vamos descansar né? Digo ser igual aos outros...
– No momento não. – Sorri. – Mas temos muito que viver e vamos fazer com que isso acabe logo.
Fitei Luke dos pés a cabeça e notei que ele segurava uma arma diferente das que eu já tinha visto, ou feito.
– Que tipo? – Apontei em direção à arma.
– Eu criei, ela é bem parecida com um rifle comum, mas não se engane, tenho meus segredinhos nela. – Seu sorriso tornou-se largo, finalmente pude perceber seu sorriso carismático e tímido. Ele a olhava com tanta admiração.
– Uau, depois eu quero testar, será que poderia? – Sorri.
– Claro que sim... Mas... Temos uma reunião, quase ia me esquecendo de te avisar, como descobrimos o local é hora de entrarmos em ação.
– E claro que vocês já têm um plano né?
Ele me olhou duvidoso.
– Estamos contando com você...
Esbugalhei os olhos.
– Como?!?
Vesti-me rapidamente enquanto Luke me esperava lá fora. Caminhamos até uma tenda maior, dois humanos estavam na entrada completamente armados, saudamos eles e então entramos. Havia uma mesa no centro, acredito que era com o mapa da cidade. Zeus, Oito, Sharma e mais dois homens estavam ao redor da mesa, debatendo algo. Todos olharam quando Luke e eu entramos.
– Bom dia Eni. – Oito dizia sorrindo para mim.
– Bom dia... – Respondi educadamente. – Então... O que vamos fazer?
– Essa era a nossa pergunta a você, o que vamos fazer? – Sharma olhava para mim desconfiado. – Venha, vamos lhe mostrar o mapa da estrada de MK Chowk.
Eu caminhava lentamente até o mapa. Estava um pouco nervosa, eu teria que bolar o plano e se fracassássemos a culpa seria minha, tudo dependia de um plano bem elaborado e executado.
Examinei o mapa, todos ficavam em silêncio para que pudesse me concentrar. Deslizei meu dedo indicador sobre a área do local, notei que todos olhavam fixamente para mim. — Temos que fazer um reconhecimento do local. — Engoli em seco. – Luke e eu vamos para lá agora mesmo, vamos averiguar e ver se os dados estão certos. Não temos a certeza se lá é exatamente uma base...
– Eu vou junto. – Zeus interrompeu, eu encarei de forma curiosa. – Se lá existe mesmo uma base Mogadoriana, poderíamos trabalhar juntos caso nos pegássemos de surpresa...
– Não precisa, pelo visto eu estou no comando certo? – Alternei olhares entre Sharma e Oito ambos assentiram indicando sim para minha pergunta. – Já está decidido, preciso que você me de apoio pelo comunicador, como da outra vez. – Bufei.
– Eni... – Encarei Zeus e notei que olhara para mim rancoroso, do mesmo jeito quando mandei sair do quarto.
Sabia que ele estava bravo comigo, mas eu tinha um plano. Caso os Mogadorianos pegassem Zeus, poderia usar essa descoberta para criar mais soldados e isso seria algo muito ruim para nós, um fracasso sem reparo.
Olhei para Luke.
– Vá pegar suas coisas, vamos para lá agora! — Ele fez exatamente o que eu mandei, sem questionar.
Corri para pegar minhas coisas também; armamentos, comunicadores e EM-0. Olhei-me no espelho. Minha ideia de usar uma blusa branca com um short curto branco cheio de facas e armas, depois um tecido parecido com a saia de um vestido para cobrir tudo — ele chegava a passar um pouco do joelho -, não era ruim, não ficava amostra meus armamentos e eu parecia uma garota normal sem a intenção de invadir, destruir e matar Mogadorianos.
Sorri, pegando minha bolsa.
– Está pronta?
Olho e vejo Luke com um sobretudo acinzentado, aposto que também está cobrindo seus armamentos, assim como eu.
– Sim. – Meu sorriso se alarga mais ainda e ele me encara desconfiado.
***
Vamos de carro até a estrada MK Chowk, alugamos um quarto de hotel próximo à área da base dos Mogadorianos. Fazemos nossas instalações básicas no quarto e observamos atentamente com um binóculo pela janela do quarto a suposta base, anotando tudo o que vimos de suspeito.
Ao redor existem muitas àrvores e um rio, no centro fica ao que pareci ser um galpão, existem duas pessoas na entrada, aumentamos o zoom e notamos que ambos estão armados, armas alienígenas, — penso.
– Então o Spanner estava certo! – Digo roendo a unha.
– Está nervosa? – Luke me encara.
– Um pouco. – Digo indo em direção à bolsa, pegando o EM-0 e o controle.
– O que vai fazer? E o que é isso?
Encaro-o sorrindo.
– É um EM-0.
– Um o que?- Ele me olha curioso. – Pareci mais com um mosquito!
– Bem... Eu o criei, é um robô no formato de mosquito para espionagem, ele pode fazer gravações do local para nós, apenas temos que controlar através disso aqui. – Levanto o controle para ele. Luke se aproxima ainda curioso. — É como um controle de vídeo game. Eu conectei a tela do X-Tablet, tudo que ele ver vai ser transmitido aqui, vamos poder fazer uma analise completa do território que iremos invadir ok?
– E se eles pegarem?
– Não vão pegar, e se pegarem não tem como descobrirem nada, com isso aqui... – Balanço o controle. – Posso destruir o mosquitinho espalhando suas peças em miligramas.
Ambos sorrimos torto.
– Espero que dê certo. – Luke diz suspirando.
Ligo o EM-0. Faço com que ele entre pelo galpão sem ser notado; pela tela vemos o que à dentro, o que é exatamente nada, apenas caixas enormes de aço. Observo uma mulher de cabelos longos e loiros com um avental branco entrar por uma caixa gigante, faço o EM-0 a seguir.
Era um elevador que leva ao subsolo, à verdadeira base. Quando ela sai do “elevador” reparamos bem o que à lá dentro, as paredes eram todas brancas, havia vários cientistas, criaturas esquisitas e partes do corpo dentro de potes, nenhum deles notara a presença do meu robô. Era uma base bem preparada, havia também vários guardas Mogadorianos e salas. O Lugar era realmente enorme e tinha câmeras espalhadas pelos corredores, o que seria difícil de invadir sem ser notado.
Deixei Luke no comando do EM-0 enquanto eu desenhava a planta do terreno.
– Eni... – Luke me cutucava.
– Calma, já estou terminando...
– Eni! – Luke puxava meu braço para que eu olhasse atentamente a tela. Fiquei boquiaberta com o que vira. Era algo inexplicável, havia vários Mogadorianos em macas, fios entravam e saiam dos seus corpos ligando a líquidos e maquinários de alta tecnologia. Era como se estivessem produzindo Super Soldados. Olhei para Luke com espanto, ambos estávamos tentando entender o que eles estavam tramando.
– Não acredito que eles estão criando isto. – Engoli em seco. – Temos que ir...
Luke apenas assentiu.
Voltamos para a nossa Base o mais rápido possível.
Mostrei a planta do terreno e contei o que o vira, todos ficaram boquiabertos assim como Luke e eu.
– Precisamos que alguém entre lá dentro. – Digo.
– Eu tenho o legado de teletransporte, posso entrar e sair facilmente. – Oito olha sorridente para mim.
– Qual é o plano, Senhorita Eni? – Sharma me encara duvidoso.
– Preciso que Oito instale esse pen drive em um dos computadores, assim posso invadir os sistemas e desligar as câmeras, até eles recuperarem tudo é o tempo da gente entrar e invadir, preste atenção... – Encaro Oito. – Você precisa ser rápido, antes que eles capturem alguma imagem sua! Assim que chegarmos lá, teremos que nos dividir, pelo o que eu notei no elevador a três níveis, não sabemos o que a nos outros dois, então precisamos ter muita cautela... Já que seu legado é esse fica mais fácil, consegue teletransportar mais de uma pessoa?
Oito me olha maliciosamente.
– Claro que sim.
– Certo. Você terá que ir para o segundo nível, leve quantos homens precisar. Zeus e Luke ambos vão para o nível um juntos com alguns homens de Sharma... Enquanto eu vou para o nível três!
– Não posso deixar você ir sozinha Eni! – Zeus me interrompe mais uma vez. – Como você disse, não sabemos o que a lá, não posso concordar com esse plano, irei junto com você.
Encarei-o. Zeus não tinha expressão nenhuma no rosto, mas senti que estava triste.
– Eu decido, o plano é esse. Você vai concordar e sem discutir ok?
Ele bufou e saiu da tenda esbarrando no meu braço com tudo. Encarei todos que estavam presentes ali.
– Cada um vai levar um dispositivo, preciso que coloquem um em cada nível, teremos 30 minutos para vasculhar o local e sair de lá...
– O que acontece? — Luke me encara preocupado. – Digo se não saímos de lá em 30 minutos?
– Morremos! Eu quero destruir a base, o bom é que fica numa área isolada, não vai afetar a população, apenas o local, os dispositivos tem um limite de alcance, irei programa-los para que não alcance as redondezas da população. Todos estão de acordo com o plano?
Alternei o olhar para todos os presentes ali, eles apenas assentiram com a cabeça sinalizando que sim.
– Bom... Partiremos a noite. – Digo me retirando do local.
***
Ao anoitecer, todos estavam armados, equipados com os comunicadores e prontos para partir. Procurei por Lydron em todos os locais, mas não o encontrei “só espero que esteja bem” – penso.
Não foi difícil chegar à estrada, o número de guardas havia dobrado, o que era estranho, por um momento pensei que eles tivessem descobertos nossos planos, mas não. Entreguei o pen drive ao Oito.
– Não se esqueça, seja rápido! – Assim que disse num piscar de olhos ele havia desaparecido. Liguei o notebook e esperei algum sinal de que já estava conectado.
Invadi os sistemas passando tudo ao meu pen drive; desconectei as câmeras e instalei um vírus. Tudo está fácil demais, o que me deixou seriamente preocupada, mas logo pensei na possibilidade deles serem um pouco burros.
– Pronto, conseguiu? – Oito me encarava.
– Sim, vamos! – Disse fechando o notebook colocando-o dentro da bolsa.
Oito teletransportou Sharma e mais cinco homens. Enquanto Luke, Zeus, eu e mais dez soldados preferimos ir pela entrada da frente.
Eles ficaram muito distraídos com a chegada do Oito no segundo nível, que foi fácil derrotar os quatros Mogadorianos que estavam na entrada. O grupo de Luke foi o primeiro a descer, antes havíamos desejado boa sorte um a outro e nosso dilema era “fique vivo!”.
Um dos soldados notara meu nervosismo.
– Não se preocupe, vai dar tudo certo. – Encarei-o de forma gentil, apenas pude retribuir um sorriso seco.
Assim que entramos no elevador – o que era um pouco grande -, pedi para que os seis homens que estavam comigo fossem para trás de mim, acionei um campo de força frente a nós. Acredito que com a invasão no segundo e no primeiro nível eles já estariam preparados no terceiro nível, o que seria péssimo a porta do elevador abrir e vários Mogadorianos armados prontos para atirar.
Todos estavam com suas armas expostas e prontas para atirar, assim que a porta abriu ouvimos vários estrondos e eu senti que o campo de força estava se rachando.
– O que faremos?!? – Um dos soldados gritava.
Respirei fundo tentando achar alguma saída e lá estava. A munição dos canhões precisava ser recarregada, foi o tempo de sairmos do elevador e atirar, achando um refúgio também.
Dois Mogs partiram para cima de mim com suas espadas, desviei completamente de uma, enquanto a outra passara de raspão por minha bochecha fazendo um pequeno corte, disparei com minhas duas armas nos Mogs, fazendo ambos virarem cinzas. Olhei para o meu lado direito e havia uma sala com uma boa quantidade de Mogs, tirei o pino de um dos explosivos e joguei na sala; corri o mais rápido que pude para a outra sala me escondendo atrás de um caixote de aço.
Uma explosão ecoa na minha lateral, enquanto um estrondo forte ecoa de cima fazendo o texto rachar e o pó cair sobre minha cabeça. Espirrei várias vezes.
Olhei ao redor, tentando absorver tudo o que estava nela.
– Câmbio... Oito você já colocou a bomba? – Digo tentando me comunicar com o Oito pelo rádio. — Droga, Oito responda!
– Eu estou ocupado, mas já coloque. Seja rápida, eles estão tentando encontrar algum jeito de desarma-la. Desligando...
– Luke e você?
– Pronto! Eni precisamos ir, perdemos três homens e Zeus ficou sem um braço!
– Já estou indo! Desligando.
Num local escondido instalo a bomba, olho para a sala mais uma vez me deparando com uma porta, dou uma ultima olhada em volta para ver se a algum Mogadoriano, porém só ouço gritos e tiros do lado de fora. Abro a porta e me deparo com uma escada. Desço. Chegando ao que parece ser uma sala toda computadorizada, me faz lembrar Spanner e como a sala dele era idêntica a esta! Instalo um pen drive no computador buscando e salvando todo tipo de acesso possível que tenho sobre ele. Porém minha empolgação é interrompida com passos e palmas.
– Parabéns Eni! — Meu coração dispara, não sei o tamanho do poder da voz dele, só sei que fez um medo invadir meu corpo inteiro. — Você acha mesmo que a deixaria entrar tão fácil assim? Sem nenhum propósito?
Viro-me e deparo com o homem que nunca o vira na minha vida.
– Quem... Quem é você?!? – Minha voz sai trêmula e ele notara meu nervosismo, uma linha maliciosa forma-se de seus lábios. – Responda!
– Oras... Não sabe quem sou eu?
– Não... – Sinto anciã de vômito e começo a suar mais que o normal.
– Tudo bem, eu tenho paciência, afinal você é a única que pode saber quem eu sou... Então vamos esperar!
– Como sabe meu nome? – Digo apoiando uma das mãos na mesa e a outra no peito para controlar minha respiração.
– Apenas sei... A gente já se encontrou uma vez, sinto muito que não se lembre daquele momento e vejo que decidiu se unir a eles, lamentável...
Sinto uma vontade insana de chorar, não sei o porquê, mas estar frente a este homem faz meu estômago revirar, engulo o choro. – Foi a melhor escolha que eu fiz! – Tentei ser firme.
– Será? Você conhece tão bem a história para ter decidido o seu lado?
Mordi meu lábio inferior. Busquei alguma resposta direta para a pergunta que me fizera, mas sabia que ele tinha razão, no fundo tinha. Eu não sabia da história da parte deles e isso era algo importante, não devemos tomar uma decisão sem antes ter conhecimento do tal. Porém, as lembranças dos meus pais mortos me davam um motivo certo para o lado escolhido, eu iria vingar, queria matar aqueles que tiraram praticamente tudo de mim.
– Conheceria melhor se você me contasse, mas não acho que mudaria de lado só por isso.
– Você é imprevisível, talvez mude, sabia? Porém, acho que não tem mais salvação, pelo visto você foi corrompida por Pittacus e seu povo.
– Pelo última vez... Quem é você? – Disse furiosa.
– Acho que você precisa ir, tem apenas 5 minutos.
Seu sorriso me dava mais anciã de vômito, e o pior era que tinha razão, meu tempo ali estava se acabando, se eu não saísse iria morrer e toda minha luta seria em vão. Mas quem era ele? E por que eu tinha tanto medo por estar próxima a ele? Não tinha a aparência de um Mogadoriano, mas não deixava de ser um. E por que ele sabia tanto sobre mim? Seja qual fosse a resposta, ela tinha que esperar, eu tinha que sair dali, só não sabia como.
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