Os Acordes Do Amor
6 Insubistituível
Notas iniciais
-
-
Agora ao que interesa, o capitulo. Espero que aproveitem, tá um pouco tenso no começo, mas o final ta bem cute *-*, então
-
-
Boa leitura!
Dias atuais
Port Angeles
Jacob sorriu simpático para a mulher confusa a sua frente. Puxou o ar forçadamente e aproximou-se da moça.
– Desculpe, hoje eu estou um pouco destraído. — Jacob explicou suspirando e voltando a sentar-se.
Jessica estudou a face de Jacob, ele parecia estar com algum problema.
– Se eu puder ajudar... — Jessica proferiu tranquilamente ainda o especulando, enquanto sentava-se novamente a beira da mesa.
Jacob foi desligando o computador a sua frente e organizando uns papeis e já pegando outros para por na gaveta, sob o olhar inquisitivo da loura que aguardava uma resposta.
O moreno ponderou consigo mesmo, precisava viver, não podia deixar essa estranha urgência de Renesmee simplismente quebrar o muro que construiu com muito custo para prender o sentimento excepcional que nutria por ela até mesmo sem querer. Jacob sabia que Jessica não tiraria Renesmee de seu coração, ninguém faria tal coisa. Mas uma vez Jacob tentou preencher o vazio de seu peito, ficou um pouco cheio de fato, mas não completo, só Renesmee completaria seu coração.
Jacob por fim respirou fundo e sorriu, Jessica estranhou mas correspondeu o sorriso agradável. Então o moreno decidiu que teria que se esforçar mais se quisesse pelo menos tampar o buraco de seu peito.
– Vai fazer alguma coisa sábado? — Jacob perguntou casual sentando-se na beira de sua mesa ao lado de Jessica, enquanto encarava suas próprias mãos.
Jessica estava com um olhar surpreso, sombrancelha erguida e seu rosto trazia uma expressão atônita. Jacob por sua vez, fitou a garota. Estudava sua expressão, mas evitava fitar seus olhos. No olhar de Jessica estava a espera da resposta que nunca viria da parte de Jacob, um "Eu te amo" sincero nunca sairia dos lábios dele e seria direcionado a ela.
Jessica entendendo no rosto confuso de Jacob que talvez ele só estivesse tão sozinho quanto ela e precisando de alguém, sorriu e desceu da mesa colocando-se cautelosamente frente a Jacob.
– Está me chamando para sair, Black? — Jessica indagou o provocando, audaciosamente envolvendo seus braços no pescoço de Jacob e deixando suas mãos desenvoltas escorregarem pelo colarinho branco da camisa dele.
Jacob coçou a garganta incomodado, desviando-se do rosto libidinoso de Jessica, mas não afastou seus corpos, pelo ao contrário o moreno repousou fracamente suas mãos na cintura da loura.
– Eu vou a um lugar e não quero ir sozinho. — Jacob desviou-se da pergunta somente. Estava sim a chamando para sair, mas não pelo motivo que Jessica acreditava. Ele não estava cedendo aos encantos da loura, nem tão pouco desesperado por uma mulher, como Jessica estava pensando. Jacob estava querendo um escape, alguem que pudesse fazê-lo esquecer de seus anseios, mesmo que temporariamente, mas Jessica jamais entenderia que Jacob só estava a procura de alguem para uma distração de seus próprios sentimentos.
– Hum, está querendo me usar? — Jessica continuou com seu tom atrevido, colando-se mais a Jacob e descendo suas mãos pela gravata do moreno.
– Só quero uma compania, Jessica... — Jacob retrucou brando e sereno, ele não tencionava mesmo tanta intimidade com Jessica, somente uma distração, então Jessica quitou suas mãos dele.
– Eu topo. — A loura declarou jovial, sentando-se ao lado de Jacob o fitando de forma ímpia e sorrindo traquinas.
Em que você tá se metendo Jacob? — Ele pensou reprovando suas própias atitudes ao ver a reação de Jessica.
Jacob estava perdido em seu debate interno. Parte de seu cerebro ainda não aceitava que Jessica era a melhor opção de evassão, outra parte dizia de que ela era a solução imediata perfeita enquanto seu coração apertava-se insistido de que aquilo era perda de tempo.
– Mas aonde vamos? — Jessica perguntou curiosa.
– La Push. — Jacob disse sem expressão na voz, descendo da mesa e buscando seu paletó no encosto da cadeira.
– Hum, La Push — Jessica brincou com as palavras maliciosamente — Vai ser especial? — Ela insinuou-se mordendo os lábios e Jacob manteve-se sério.
O moreno colocava seu paletó e pensava amargo: Nada é especial em LaPush desde Renesmee foi embora de sua vida. Não, não seria especial.
– Não. — Ele verbalizou seu pensamento — Apenas uma festa e eu não quero mesmo está sozinho. — Jacob explicava enquanto recolhia uns papaeis que havia organizado em sua mesa.
– Tudo bem então, você que manda. — Jessica finalizou e sorriu. levantou-se logo encaminhando-se para o corredor.
Espontaneamente Jacob elevou seus olhos e os colocou nas costas de Jessica. A loura movia os quadris de um lado a outro, já não havia muitas pessoas naquela area, mas os dois homens a mais que haviam por ali babavam no corpo curvilíneo da loura, o que fez Jacob rir, tantos homens bajulando Jessica e ela escolhe logo ele para seduzir.
[...]
Após entregar os papeis que tinha em suas mãos para Maria e lhe passar algumas instruções, Jacob estava livre para ir para casa. Desceu um andar e chegou a area de vendas onde Jessica trabalhava, havia várias bancadas, varias tabelas, porem muita gente já havia ido embora.
Jacob até que estava com a face tranquila, fitou a loura conversando entre risos com uma morena que ele também conhecia, aproximou-se da bancana onde as duaas estavam e sorriu simpático para elas.
O moreno ponderou em o que dizer, então seguiu um roteiro que com certeza ele não seguiria se esperasse mais um segundo e sua conciência, prepotente e fiel a seus sentimentos enraízados por Renesmee, retornasse.
– Jessica seu espediente já acabou? -Jacob perguntou casual e sério, irritadiço consigo mesmo por tal destreza para com a moça.
– Já sim, só estava jogando conversa fora. — A loura respondeu sorrindo, pegando sua bolsa de couro dourada que estava em baixo da bancada.
– Eu te dou uma carona. — Jacob lutou mais uma vez com seu intererior para que aquelas palavras saíssem de seus lábios.
– Tudo bem. — Jessica contestou tranquila, ainda estranhando o comportamento informal, de Jacob. Geralmente ele é objetivo e profissional e agora estava sendo encantador com ela. Mas Jessica não importava-se tanto, o comportamente bipolar de Jacob era nomal, pelo menos para ela.
E de verdade Jacob estava com uma guerra no seu interior, sua expressão era indiferente como se todos os seus atos estivessem no automático, e de certa forma estava.
[...]
P.o.v Jacob on
A minha conversa com Jessica dentro do meu Sedan preto foi corriqueira. Risos eram audíveis dentro do veículo. Jessica até que era boa compania, era engraçada e me causava boas gargalhadas, porém uma vez e outra ela tentava uma aproximação maior, eu sentia o toque das mãos dela em minhas pernas ou braços e me limitava a me desviar sutilmente de suas mão, e claro que Jessica percebia, ela não era otária, mas mesmo sabendo de como me sentia em relação a ela, não desistia de me atentar.
– Entregue. — Anunciei sorrindo ao estacionar o carro frente a um predio de quatro andares, ao qual no terceiro andar ficava o apartamento de Jessica.
De certa forma eu estava aliviado, é claro que eu gostava da compania de Jessica, mas todo aquele clima forçado estava me incomodando, Jessica era atirada e persistente demais e isso me irritava as vezes.
– Obrigada, Jake. — Jessica agradeceu com a voz suave, eu permaneci com meu sorriso singelo. Porém logo fiquei perplexo, pela surpresa dos lábios de Jessica que ela mesma colou aos meus.
Senti um frio passar por minha espinha, mas não era prazer pelo beijo, era frio mesmo, o beijo era frigido. Eu não sentia absolutamente nada, nem uma faísca de ardor. Mas eu já tinha decidido que iria tentar me erguer novamente, nem que para isso eu fizesse de Jessica meu ponto de partida. Então tentei melhorar um pouco. Coloquei uma de minhas mãos no rosto magro de Jessica e passei a corresponder ao toque dos seus lábios. Cerrei os meus olhos e esperei por um calor desde o interior, porém esse não veio. O que senti após uns segundos foi penas um calor concentrado somente entre minhas pernas quando Jessica propositalmente invadiu minha boca com sua lingua ávida enquanto arrastava ambas as mãos pelas minhas coxas que eram bem grossas comparando a suas mãos finas e delicadas.
Merda! Traído por meu prórpio corpo concupiscente. Sem saída correspondi ao ritmo rápido que Jessica impôs ao beijo, entretanto minhas mãos dividiram-se em agarrar-se nos cabelos da loura e segurar a cintura da mesma. Eu não queria mesmo que aquilo se estendesse eu já tinha todo o esquema na minha cabeça, tentaria me desligar das memórias e sensações do passado com o mínimo de contato possível com Jessica. Não que eu estivesse rejeitando uma mulher, mas o problema era Jessica. Se ela entendesse que eu estava apaixonado por ela novamente, me infernizaria o resto da vida para que voltassemos e isso eu não pretendia.
Então senti Jessica dedilhar os botões da minha camisa, o que me fez perceber que Jessica estava mesmo disposta a avançar ainda mais meus limites. Ela estava tentando desabotoar a minha camisa depois que conseguiu retirar a peça de dentro da calça social. Mas apesar de todo libido espalhado no meu corpo infiel, minha consciência gritava que eu não estava em condições para continuar ali. Então coloquei delicadamente minhas mãos sobre as de Jessica e as impedi que quitassem minha camisa, uma vez que essa já estava quase inteira desabotoada.
– Jessica, por favor... — Sussurrei não querendo ser rude com ela. Eu com toda certeza me sentiria um crápula por seguir o que meu corpo lascivo estava desejando , mas Jessica preferiu insistir naquilo o que acabou por piorar toda situação.
Ela fitou meus olhos, um olhar lúbrico estava nela, senti-me atormentado, nem meu corpo traidor aliviaria tal enfado. De certo modo eu recobrei a consciência, poderia ficar com Jessica cem vezes mais, porém nunca seria satisfatório, sempre por falta de saída ou desespero. Não sei porque insistia em usá-la para aliviar meus anseios, ninguém seria capaz de arrebatar minha alma como fizeram uma vez, porém eu já havia provado que com Jessica não daria certo, mas eu era teimoso, estava louco por alguem que me fizesse desviar a atenção dos meus sonhos delirantes.
– Jacob, o que tem de mais? — Jessica miou, tirando minha atenção dos meus devaneios, beijando o meu pescoço enquanto suas mãos lutavam com as minhas para conseguir desabortoar os dois últimos botões da camisa.
– Eu estou cansado Jessica, quero ir embora. — Continuei a sussurrar, sentindo as mãos de Jessica percorrer meu peitoral exposto pela camisa aberta.
Sentia-me fraco, estava rendido não tinha como sair dali mesmo, porém não estava entregue completamente. Minha mente estava em rebelião pareado com meu coração para que parasse a garota a frente. Não era ela que eu via quando sentia um calor irradiar de minhas entranhas e chegar a minha pele ainda em alta temperatura, meu coração estava doendo, era como se agulhas o perfurassem continuamente, ele chamava por alguem que não estava a meu alcance, chamava por Renesmee. Já meu corpo desleal estava junto a parte do meu cérebro racional tomado pelas lembranças, que só visava extravassar a dor que estava sentindo e se atenuando a cada hora que passava e a dominadora da minha mente não chegava até a mim.
P.o.v Jacob off
Seattle
Renesmee levou uns minutos sentada ao banco do shopping por onde pessoas passavam alheias a ela, a suas vistas e a suas costas. Estava de frente para a escada rolante que a todo tempo descia lotada e subia do mesmo jeito, enquanto empurrava uns amendoins para dentro de sua boca com o intuito que chegassem a seu estômago vazio e que gunhia fracamente. O barulho dos sapatos e carrinhos ao chão ou o falatório ao seu redor em nanda incomodavam Renesmee, sua dor de cabeça já lhe era importuno suficiente.
Quando o pacote de amendoim finalmente acabou, Renesmee aproveitou para ligar para sua mãe. E como imaginou a mesma estava preocupada e anciosa para saber de sua filha. Em momento algum da conversa Edward foi citado, Bella sabia que sua filha estava chateada demais, e não era para menos. Renesmee nem quantificou o tempo em que ficou com sua mãe no telefone, só sentiu alguém sentar-se ao seu lado e sorriu ao ver sua amiga Claire.
– Mãe, a Claire chegou, vou explicar as coisas para ela. — Renesmee anunciou ao telefone para sua mãe enquanto sorria para sua amiga e ia a cumprimentando com beijos no rosto um abraço apertado.
– Tudo bem minha filha, mande um beijo para Claire e diga que estou com saudades. — Bella respondeu alegre por ter notícias de sua filha e por saber que ela não está sozinha nessa fase de sua vida.
– Ela te mandou um beijjo e disse que estava com saudades. — Renesmee avisou a Claiire que sinalizou uma respota.
– Ela mandou outro mãe, e também está com saudades. — Ela informou.
– Está bem, se cuidem minha filha, não deixe de me ligar para qualquer coisa, estou aqui pedindo a Deus que dê tudo certo. — Bella choramingou ao despedir-se de sua filha.
– Obrigada mãe e assim que der eu ligo. Beijos e eu te amo.
– Eu também te amo, filha.
Claire não esperou nem a amiga desligar o aparelho e já a envolveu em mais um abraço caloroso que Renesmee não hesitou em aceitar, também segurou firme na amiga e somente ficou a asentir seu corpo ser aquecido pelo dela. Ela realmente precisava de um alento.
– Amiga me conte o que houve? Estou te achando abatida, está doente? — Claire disparava perguntas enquanto analisava a amiga com umolhar preocupado mantedo suas mãos fortemente agarrada as dela.
– Amiga, eu nem sei por onde começar e você tem razão eu não estou bem. — Renesmee não escondeu sua aflição para Claire.
–Mas como assim? Porque esta em Seattle? E seu trabalho? — Claire estava confusa a todo tempo.
– Claire, eu larguei tudo por que precisava vir, nem pensei em mais nada. — Renesmee arrastou sua voz e deu um longo suspiro sob o olhar preocupado de Claire — Sabe a minha filha? — Renesmee perguntou com olhar vazio direcionado as pessoas que acumulavam-se na escada que descia.
– Sei Nessie, mas o que tem ela a ver com tduo isso, ela... — Claire preferiu não terminar a frase, porém viu lágrimas inundarem os olhgos de sua amiga.
– Não claire, ela não morreu. — Renesmeee declarou em um fio de voz e Claire arregalou seus olhos, incrédula. Agora mesmo que nao entendia o que se passava.
– Co... Co... como? — Claire estava quase certa que Renesmee estava com graves problemas.
– O crápula do Edward aprontou de novo, Claire ele due minha filha para adoção, você acredita? O meu bebe, a minha filha, tudo que eu tinha de bom nessa vida ele tirou de mim. — Rensmee despejava com a voz embargada por causa do choro enquanto as diversas lágrimas molhavam seu rosto.
– Amiga não dá pra acreditar- Claire sibilou perplexa com o fato — Como? Como descobriu? Isso é verdade? — Claire mantinha seu olhar sem foco tentando imaginar a cena de eEdward comemtendo tal pecado.
Renesmee soluçou e tentou controlar o choro, limpou inutilmente as lágrimas com as palmas das mãos e suspirou pesadamente trvando as lágrimas.
– Eu fui ao hospital visitá-lo e ele confessou, Claire fiquei com tanto ódio. Só não consegui entender, o porque. Será ele me odeia tanto assim pra tentar destruir a minha vida assim? Tirando tudo que eu ganhei de melhor nessa droga de vida? — Renesmee já chorava novamente descontrolada e foi aparada pelo abraço forte de Claire.
– Calma amiga tudo vai se ajeitar, não se preocupe, eu to aqui pra te ajudar, tá? -
Claire tentava consolá-la de um jeito brando, pôs suas duas mãos nas bochechas da amiga fitando dentro dos olhos dela. — Agente vai achar essa menina, nem que tenhamos que procurar em baixo das pedras. — Claire determinou e Renesmee deu um sorriso amargo recordando-se de algo.
– Você disse isso sobre o Jake. — sua voz era esganiçada e chorosa porém agora as lágrimas finas desciam lentamente.
– Amiga mas esse cara parecia que estava brincando de pique se enconde, se ele estivesse em um lugar só com certeza achariamos.- claire defendeu-se ranzinza.
– Não é o Jacob que me preocupa agora. — Rneesmee retrucou melancólica — Ele é só uma bela lembrança. — ela constatatou abatida sentindo as feridas em seu coração sangrar e seu peito doer profundamente.
Após um minuto de silêncio em que Renesmee levou para controlar as lágrimas, as secando e Claire compadecer-se do sofrimento da amiga, enfim Renesmee pronunciou-se:
– Eu nem sei por onde começar... — ela soltou um muxoxo com um olhar perdido na face de Claire buscando uma direção.
– Amiga, já tentou o hospital em que ela nasceu? — Claire sugeriu fugente — Talvez lá eles tenham alguma informação. — ela completou esperançosa.
– Você tem razão, eles podem me informar melhor, eu preciso saber para onde levam as crianças que são... — Renesmee estava empolgada com a ideia. — dadas para adoção. — ela acrescentou cabisbaixa.
– Eu vou com você. — Claire afirmou segurando na mão da amiga, passando segurnça.
Renesmee regozijou-se e levantou-se.
– Vamos agora. — Ela falou empolgada e Claire rindo levantou-se também.
– Calma Nessie, você precisa descansar primeiro. — Claire tentava dissuadir.
– Eu não quero descansar, Claire eu quero começar logo e não parar até achar a minha filha. — Renesmee contrariada resmungou com Claire.
– Ok, mas você precisa comer, verdade? — Claire ergueu a sombrancelha a persuadindo outra vez.
Então Renesmee percebeu que a mais de doze horas não comia, somente ingeriu dois copos de agua e um saco pequeno de amendoins, estava mesmo sentindo seu estomago reclamar e seu corpo frágil por falta de uma boa e descente refeição.
– Tudo bem, mamãe, vamos comer. — Renesmee debochou seguindo Claire para um restaurante ainda zangada, mesmo com fome a sua única vontade era ir atrás de sua filha, mesmo que fosse no fim do mundo.
8 anos atrás
Forks
O pequeno recinto estava movimentado, as mesas quadradas estavam com suas cadeiras ocupadas, as três garçonetes desdobravam-se para atender aos pedidos, estavam loucas com indas e vindas com bebidas e lanches para todos os clientes.
O local estava bem iluminado e claro por causa das enormes janelas de vidro. Não era estranho o fato de que a noite o lugar chamava a atenção da estrada, a vegetação da beira da pista refletia no vidro límpido que era iluminado pela lua. Mas ali com a claridade do dia, apenas via-se o interior como se não houvesse uma parede ou janela. E foi observando a movimentação do local cautelosamente que Renesmee encaminhou-se lentamente para dentro do lugar.
Quando Renesmee entrou, ouviu-se o som do sino que estava atrás da porta. A garota sorriu encabulada, pessoas na lanchonete que até o momento não havia preestado atenção na porta viraram-se para ela. Seu olhar límido buscou os olhos negros de seu galanteador particular, os encontrando abismado na ultima mesa do âmbito colada a parede de vidro. Jacob já havia visto Renesmee desde o outro lado do vidro quando caminhava na calçada. Estava vislumbrado com a graciosidade e beleza de Renesmee. Ela estava com uma camiseta branca e uma jaquêta preta por cima, um jeans escuros com um sapato preto.
Sua maquiagem era tão leve que parecia natural suas bochechas rosadas, labios brilhosos e seus cabelos estavam úmidos e caídos sobre a jaqueta.
Jacob não era o único que reparara na mulher exuberante de beleza que caminhava para ele com delicadeza em seus passos. Muitos olhares masculinos pousavam seus olhos cobiçosos nas curvas generosas do corpo pequeno de Renesmee. O moreno percebeu que não estava absoluto no local e desviou seus olhos apaixonados do olhar fascinante e chocolate de Renesmee para encarar os homens ao redor que ousavam a fitar para aquela que ele já considerava como dele.
Renesmee ao encostar-se a mesa onde Jacob estava, foi recebida por ele que levantou-se e a aparou com as mãos em sua cintura e um sorriso satisfeito brotou nos lábios de ambos. Renesmee podia sentir a loção pós barba de Jacob com toda aquela proximidade, da mesma forma que Jacob sentia o cheiro agradável e suave da pele dela chegar a seu interior e bagunçar seus sentidos.
– Você está... — Jacob a fitava com veneração, aspirou o ar levando consigo mais do perfume de frutas — maravilhosa. — ele sussurrou por fim a abrançando ainda com as mãos em sua cintura porém agora não havia espaço entre os corpos.
– Você também não está tão mal — Renesmee brincou acariciando a face lisa do moreno que riu antes de colar seus lábios no dela.
A plateia enfim parou de admirar o casal, ou apenas Jacob ou apenas Renesmee, haviam homens e mulheres na lanchonete. Porém o casal envolvido pela aurea de mansidão e paixão, continuou a sentir o ardor de um beijo calmo e caloroso.
Renesmee com cuidado colocou suas mãos na nuca do moreno arranhando-a levemtente enquanto seu corpo era apertado contra o dele e sua boca agora devorada com devsssidão. Jacob estava quente, o beijo lhe incendiava, ainda podia sentir o perfume de Renesmee o inebriando, podia sentir a maciez de sua pele com as mãos mesmo atraves do pano fino de sua camiseta. O moreno puxava quase que melindrosamente o lábio inferior de Renesmee com os dentes o que causou arrepios em toda a extensão de sua pele e a fez colar-se ainda mais no corpo quente que a envolvia.
– Jacob as pessoas... — Renesmee murmurou nos lábios carnudos de Jacob enquanto ele tentava retornar com o beijo.
Então o moreno abriu os ollhos e os elevou especulando, pessoas até olhavam para eles, mas não com concentração.
– Não tem ninguém olhando. — Jacob sussurrou beijando a face da garota.
– Hum, mas daqui a pouco vamos começar a chamar atenção. — Renesmee disse baixo com a voz rouca ao sentir Jacob descer o beijo molhado que dava em sua bocheha para sua mandíbula.
– Sabe que eu não ligo — Jacob zombou mordiscando o pescoço da moça, enquanto suas mãos adentravam a camiseta e tocavam sua pele quente.
Renesmee não teve força para constestar, sabia que estavam entre muitas pessoas, mas as mãos Jacob tinha um poder de arrebatamento que ela não sabia explicar, alias tudo nele era assim. Não teria ninguém no mundo que lhe causasse tanta distração dos sentidos assim como o moreno que insistia em acariciá-la lentamente a provocando. Para as pessoas era apenas um carinho normal, mas para Rneesmee os toques e beijos de Jacob em sua pele era como brasa acessa.
Ela então deixou sua mão escorrer pelos bíceps, torax até parar na lateral do quadril do moreno que estava em chamas e disse ofegante, já que os beijos incessantes que dava em Renesmee não o deixavam respirar direito.
– Nessie, tá ficando sério...-Jacob sorriu malicioso jogando seu quadril discretamente contra o de Renesmee a fazendo sentir sua excitação.
A morena então gargalhou e colocou suas duas mãos na face de Jacob uma de cada lado, logo depositando um beijo molhado nos lábios convidativos dele.
– Vamos sentar? -Jacob sugeriu ainda com sua voz baixa a fitando com carinho e oferecendo-lhe uma cadeira a sua frente.
Renesmee assentiu e sentou-se no artefato de madeira e sentiu ainda o olhar de Jacob sobre ela.
– O que foi? — Ela indagou melodiosamente.
– Estou te admirando. — Jacob respondeu deixando a garota ruborizada de vergonha.
Ele realmente estava vislumbrado com a desenvoltura e naturalidade de Renesmee de mexer com ele. Somente pela voz melodiosa dela seu coração inflava, um toque simples e seu corpo entrava em erupção.
Renesmee então sorriu travessa e Jacob franziu o cenho e logo sentiu uma perna quente roçar na sua até a altura do joelho. Ele sorriu igualmente a garota, e ficou a aproveitar o carinho e esperar até onde Renesmee iria.
A morena estava em desatino, tudo presente do homem a sua frente lhe deixava fora de controle de seu propio eu. Era o aroma de Jacob, os beijos ainda sensitíveis na sua pele, era a forma possessiva de olhar para ela, o rosto tranquilo e liso, a voz máscula e os lábios carnudos que traziam o sorriso mais claro que Renesmee já havia visto.
Ela sorriu sapeca vendo Jacob pegar o cardápio que já estava sobre a mesa de um jeito cinico e um sorriso enigmático. O moreno passou a folhear o cardápio sem dar atenção ao conteúdo e elevou apenas seus olhos lascivos para Renesmee que agora roçava em sua perna sem o sapato.
Então a moça gargalhou e tirou a perna de onde estava, se houvesse um comprida toalha com certeza a caricia não pararia, mas Renesmee ainda tinha princípios e sabia que aquilo não seria bem visto para as pessoas.
Logo Jacob chamou uma garçonete que já o conhecia. A ruiva de tamanho pequeno sorria para Jacob amigavelmente, mas não foi assim que chegou aos olhos de Rneesmee.
Ela simplismente ignorou a presença da moça simpática e virou a cabeça para o lado contrário da garçonete, deixando Jacob sozinho fazer os pedidos que já haviam escolhido.
– Dois chocolates e dois sanduíches daqueles bem grandes e caprichados. — Jacob pediu e deu uma piscadela para a ruiva, o que causou inquietação em Renesmee que colocou-se emburrada.
– O que foi? — Jacob perguntou atencioso com ela que tinha um olhar magoado.
– Nada. — Ela disse em um muxoxo tentando conter a fúria incabível em seu ser por ver Jacob tão animado com outra mulher.
– Você ficou séria de repente, está sentindo alguma coisa? — Jacaob perguntou preocupado e novamente não teve uma resposta completa.
– Nada, Jake eu só... — Renesmee então suspirou e não conteve um olhar colérico ao ver a ruiva em uma mesa ao lado. — Sei lá fiquei séria. — Ela então forçou um sorriso e Jacob gargalhou e ficou sorrindo mostrando todos os seus dentes, fato que pela primeira vez desde que se conheceram causou irritação em Renesmee.
– O que foi? — Ela perguntou alarmada com o excesso de riso de Jacob. O moreno por outro lado limitou-se a aproximar sua cadeira de Renesmee até que estivessem um do lado do outro de frente para a estrada tranquila dando as costas para todo o recinto. Renesmee ainda o fitava ambígua, quando ele colocou sua mão sobre a dela que estava em cima da mesa e aproximou os rosto colando seus lábios em um beijo casto.
– Você fica irresistível com ciúme. — Jacob zombou ainda com os rostos próximos.
As bochechas de Rnesmee esquentaram e tomaram um rubor intenso assim como os olhos dela ficaram nublados de raiva por Jacob.
– Não é nada disso. — Renesmee defendeu-se e ajeitou-se na cadeira e ficou a observar a estrada do lado de fora da lanchonete através da vidraça.
Jacob cruzou seus braços e continuou a adimirar a mulher a seu lado ignorando-o propositalmente. Mas ele não retirava o sorriso presunçoso dos lábios, o que estava deixando Renesmee mais com vergonha que com raiva.
– Jay, esqueci de perguntar, vai querer logo os chocolates ou junto do sanduíche? — A voz estridente da garçonete fez Renesmee direcionar seu olhar frívolo para a garota que desmanchou o sorriso perante aquele olhar e fitou a morena com uma expressão séria.
– Traz junto. — Renesmee respondeu a pergunta com um tom ameno e rosto tranquilo, a única coisa que denunciava seu ciúme eminente era seu olhar em chamas para a garçonete parada frente a mesa.
Assim que a ruiva dirigiu-se para trás do balcão Jacob explodiu em mais uma gargalhada, tão gostosa de se ouvir que Renesmee não segurou o sorriso.
– Pára Jacob. — Ela grunhiu o fitando em advertência.
– Não precisa ter ciúmes da Lyli não, ela só trabalha muito bem. — Jacob disse baixo e sem risos agora apenas conservou um sorriso calmante em sua face.
– Uhum, eu vi. — Rensmee disse com a cabeça baixa, mas ainda estava tremendo por dentro por causa de toda a intimidade entre Jacob e a garçonete. — Jay. — Ela não resistiu e alfinetou sarcásticamente e mais uma gargalhada saiu de Jacob mas dessa vez menos barulhenta.
– Amor você fica tão linda assim, preciso te apresentar minhas amigas. — Jacob continuou a brincar vendo Renesmee estreitar os olhos em reprovação para ele.
– Jake pára, eu não estou com ciúmes. — Renesmee declarou e recebeu um olhar cético e uma sombrancelha erguida em respota.
– Ok, você venceu. — Ela relaxou na cadeira e murmurou: — Mas eu não tenho esse direito. — E voltou a fitar a estrada agora um pouco mais movimentada.
O moreno sorriu contente e aproximou seus lábios do ouvido de Renesmee e sussurrou:
– Estou te dando ele agora. — sua voz era baixa e grossa, um pouco de propósito, já que Jacob gostava de ver como os pêlos de Renesmee se ouriçavam por ouvir sua voz.
– Jake... — Renesmee disse em um suspiro buscando palavras para contestar o moreno mas esse não deixou beijando-lhe os lábios lento e calorosamente sua mão graúda adentrou nos cabelos de Renesmee enquanto as delicadas mãos dela pousavam em sua cintura e sentia parte de sua musculatura sob o tecido. As línguas brincavam sem presa dentro das bocas, até a respiração parecia ajudar, a de ambos estava regulada e paralela uma a outra o que demonstrou que se continuassem naquele mesmo ritmo o beijo durari incontáveis minutos.
O beijo estava no ritmo tão lento que para ambos era como se não houvesse mais ninguém ali apenas eles, a sensação de mágica ao redor era vívida em ambos, eles estavam envoltos em sentimentos únicos e exclusivos deles, nada parecido com algo que eles já tivessem vivido e talvez que nunca mais viveria, a sensação de paz e prazer que um simples toque de um para o outro era insubistituível, ninguém causaria tanto frenesi nem em Jacob e nem em Renesmee.
Notas finais
-
-
Reviews? Recomendações?
-
-
Espero que tenham gostado =)
-
-
Espero postar o proximo em breve
-
-
Beijooos
Fale com o autor