Notas iniciais
Oláá, cá estou como prometido. Ainda estou respondendo aos reviews, sim? Aiii eu á estou comsaudades de escrever essa fic, acho q criarei uma nova temporada hahahaha. Não meninas, é brincadeira. Eu terminei com um aperto no peito, mas não tinha jeito eu precisava por "fim" na fic. Outra vez quero agradecer a vcs pela força, e ah as LINDAAAAS recomendações, até o finalzinho teve gente recomendando, eu amei cada uma, e quando releio fico cheia de alegria., Obrigada meus amores. Epilo ai, espero que gostem. boa leitura

Três anos e alguns meses depois

Era junho e o calor apesar de generoso era tolerável. No coração de Seattle o Benaroya Hall tinha seu salão lotado, entre as dezenas de pessoas, a banda que acabara de voltar de uma turnê pelas cidades mais próximas.

Havia uma semana a qual Paul, Quil, Sam, Jacob e Seth não viam suas mulheres, filhos e namorada ––– no caso do mais novo –––. Desde o show de Surrey as garotas precisavam trabalhar e as crianças irem a escola, o que desagradou os adolescentes em questão ––– Sean, Josh e Aly ––– fascinados por aquele mundo de música.

Alícia aos 13 anos já havia acompanhado aos rapazes por duas vezes em shows e havia sido muito bem recebida pelo público. Principalmente pelo fato de ser filha do vocalista, Alícia era quase uma mascote.

A banda tomava proporções ainda maiores de tempos em tempos. Trabalhos paralelos já não eram possíveis, pois os cinco precisavam de muita dedicação para criar, ensaiar e gravar as músicas. No entanto tendo filho ainda pequeno no caso de Jacob e a espera de um no caso de Quil, as propostas de um novo território eram proporcionais à divisão que travavam entre a paixão pela música e pela família.

Os rapazes sempre colocavam a família em primeiro lugar, e até o momento estava dando certo, a banda caminhava lentamente e adiante, satisfazendo seus integrantes.

Assim como as outras Renesmee e Claire eram bastante compreensivas e embora houvesse uma ou outra discussão sobre viagens em momentos inoportunos, no fim, achava-se um consenso.

Claire também tinha suas apresentações em escalas menores claro, e Nessie há seis meses entrara para a orquestra de Seattle, sendo muito bem paga e muito satisfeita com o novo cargo. Ambas as amigas conseguiam conciliar os ensaios com as tarefas de casa, assim como os meninos regressavam à casa cheios de saudades e carinhos.

Jacob voltava de cada show ––– os que sua família não comparecia ––– com o peito apertado de saudade de sua tão amada família. Sendo assim o moreno ––– que havia passado em casa somente para pegar a sogra e as crianças ––– estava dirigindo seu EcoSport Price cinza para o estacionamento do local com Bella no banco carona, sua filha ––– com o irmão no colo –––, Josh e Sean tagarelavam no banco de trás.

O trio (Josh, Aly e Sean) era tipo os mosqueteiros, um sempre defendia o outro, mesmo que brigassem vez e outra os três não gostavam de fazer nada sem o outro, incluindo a escola. Josh ás vezes se sentia deslocado com o papo dos mais velhos, mas Aly e Sean nunca dispensavam a companhia do menor.

Assim que Jacob estacionou o veículo, Quil e sua esposa gravidíssima de sete meses também o imitaram e os acompanharam e pegaram a primeira fileira.

Jacob preferiu sentar bem ao centro daquela camada e a sua esquerda sentou Quil, Claire e Bella.

Ainda era cedo, faltava uma meia hora para o começo do espetáculo, portanto de pouco a pouco as primeiras cadeiras da fileira principal iam sendo preenchidas. Logo vieram Emily e Sam, Paul e Rachel. O primeiro casal preferiu sentar a esquerda(ao lado de Quil e Claire) enquanto o segundo se acomodou ao lado de Jacob.

Os meninos levaram uns minutos a aparecer, pois estavam dando voltas na galeria, observando o salão e tirando fotos. Billy estava inquieto no colo de seu pai, olhava para frente e para trás onde as pessoas se acomodavam, tagarelava com sua linguagem destorcida sobre o publico que se aglomerava para ver a sua mãe ––– assim o menino comentava –––.

Prontamente apareceu o menino de 12 anos muito desajeitado com seu corpo pequeno, sua pele bem clarinha, seus olhos escuros curiosos e um sorriso faceiro. Josh pulou uma cadeira ao lado de sua mãe e sentou-se.

Em seguida veio um menino de 14 anos e uns belos dez centímetros em vantagem com relação a Josh e bem mais robusto, Sean chegava a parecer um menino de 16 com sua expressão fechada, embora muito bonita, seus olhos levemente puxados e os lábios carnudos, chamando sempre atenção para sua boca. Sua pele era um caramelo uns tons mais claros que a de Jake, seus cabelos lisos eram tão negros quanto seus olhos, mesmo sendo esverdeados, eram escuros. Bem mais habilidoso com o andar que Josh, Sean rapidamente se acomodou ao lado do amigo, ficando na ponta da fileira.

––– Cadê a Aly ? ––– Jacob perguntou aos meninos.

––– No banheiro. De novo. ––– Josh colocou os olhos em branco e Jacob sorriu junto a Paul e Rachel.

Um menino de doze anos não entendia certos caprichos femininos.

Sem demora Alícia entrou no campo de visão da família e logo procurou um lugar. Vendo a prima varrer com o olhar as pessoas acomodadas, Josh logo se colocou de pé e se adiantou:

––– Aqui Aly.

A moreninha sorriu grandiosamente e se encaminhou para o lado esquerdo do auditório, as longas pernas naturalmente bronzeadas vistas pelo vestido de renda creme seguiam passando pelos casais e sua vó, enquanto Aly abaixava-se para cumprimentar os tios ––– Paul e Rachel ––– Sean somente fincou o olhar fulminante em Josh e ergueu uma das sobrancelhas grossas.

––– Que é? ––– o menor inquiriu.

––– A Aly senta aqui. ––– Sean exigiu.

Josh bufou já se colocando na cadeira ao lado de sua mãe e no segundo seguinte Alícia sentou-se no seu lugar anterior.

Os traços de Alícia ainda eram infantis e graciosas, inocentes, entretanto era bela, não usava mais a franja, seus cabelos desciam em fios retos cor de chocolate até o meio das costas e seu rosto um pouco mais fino, se adequava ao novo corte.

Em dez minutos a sinfonia começou. Renesmee chamava a atenção vestindo um longo vestido na cor de púrpura enquanto tocava o imenso piano na lateral da orquestra.

Ela sorriu abertamente ao reconhecer toda a família, e mais atrás quase na ponta da segunda fileira, estava Nahuel. Renesmee lhe deu um largo sorriso e um sutil aceno com a cabeça.

O coração estava celerado, há tempos não via Nahuel, há dias não via seu marido, sua vontade era descer daquele palco e abraçar a todos. Estava feliz por compartilhar aquele momento com eles. Era sua primeira apresentação oficial com a Orquestra, sentia-se nervosa, porém ter todos os amados ali era uma injeção de animo que a fazia tocar com toda a elegância e maestria que só ela sabia.

Em meados da apresentação chegou Cora e Alec ––– o evento anual era algo grandioso –––, os olhos de Alícia brilharam ao contemplá-los. Estava com saudades, havia semanas desde o último encontro, quando Cora fez seu primeiro show oficial após o lançamento do CD.

Sorridentes os jovens assentaram-se atrás da amiga.

Alícia inclinou-se levemente para trás para falar com eles.

––– E seus pais? ––– ela perguntou a Alec.

––– Jane esta chegando hoje da faculdade, ela entendeu minha ausência e lhe mandou um beijo. ––– Alec respondeu e lhe deu um piscar de olhos juntamente a um amistoso sorriso.

Alícia então prestou a atenção no rosto do amigo, não tinha mais aquela marca de menino. Alec usava um leve cavanhaque, bem atraente a olhos maduros, mas não aos de Alícia, que somente achava seu amigo mais velho... Mais velho.

Alec já beirava os 19 e não parecia tão mais novo ao lado de Cora, tão miúda e delicada. E Aly ainda era magrela de acordo com os típicos atributos da idade. Após olhares cúmplices de amizade entre os três, voltaram os olhares a apresentação.

Uma nova música se iniciou e distraidamente Paul virou-se e deu um riso ruidoso fitando Jacob de forma divertida.

––– O que foi cara? ––– Jacob perguntou sem tirar o olhar do palco.

Porém pela visão periférica observou o cunhado apenas virar em direção à sobrinha ––– sua filha ––– que estava inclinada na direção de Sean, enquanto ria conforme ele falava algo ao seu ouvido e mantinha um braço sobre seus ombros.

Jacob olhou a cena e seus olhos esbugalharam a medida que o entendimento lhe tomava.

––– Mas que... ––– ele esbravejava em um sussurro olhando feio na direção dos jovens, porém Rachel o cortou.

––– Jacob eles não tem noção, são crianças. ––– ela os defendeu e olhou feio para Paul que ainda estava divertido.

E Rachel tinha razão. Alícia e Sean não tinham a mínima maldade ou ciência sobre a imagem que passavam. Ainda contrariado, Jacob confortou Billy em seu colo, e vez e outra olhava de novo para a filha que logo incluiu Josh na conversa, totalmente infantil e sem intenções.

Ao final da apresentação, após agradecer ao público, Renesmee disparou para o salão principal com um único e urgente pensamento de abraçar ao marido até precisar de ar.

E para o desapontamento dela, todos a esperavam, menos ele.

Por outro lado, ela estava feliz de encontrar todos ali, cumprimentou um a um, apertou os filhos com carinho e por último Nahuel sorria para ela ao lado de uma moça muito elegante, linda e com um sorriso simpático.

––– Nahuel! ––– com um vasto sorriso nos lábios ela foi até ele e o abraçou. ––– Como você está? ––– Renesmee quis saber interessada e olhou para a mulher ao lado dele. ––– Olá, sou Renesmee. ––– apresentou-se.

––– Raquel, muito prazer. ––– a mulher de longos e escuros falou com um forte sotaque.

Renesmee logo lançou um olhar interrogativo e divertido para Nahuel.

––– É a Raquel minha noiva. ––– Ele explicou sorrindo. ––– Ela é portuguesa. ––– esclareceu.

Renesmee sobressaltou-se, mas não desmanchou o desenho alegre dos lábios.

––– Parabéns Nahuel. ––– ela o abraçou outra vez. ––– E parabéns a você. ––– ela falou para a morena igualmente animada.

––– Estava ótima! Eu adorei. ––– o assistente a elogiou.

––– Sim, sim, eu também amei o espetáculo. ––– Raquel reforçou.

––– Obrigada. ––– Renesmee estava levemente ruborizada ––– e o Daniel?

––– Ficou em casa descansando da viagem, chegamos hoje pela manhã.

––– Deve estar enorme, ser um lindo garoto. ––– Renesmee comentou.

––– Sim, muito levado também. ––– Nahuel falou divertido.

––– Quando vai se casar, tio? ––– Alícia que se mantinha por perto, não segurou a pergunta desde que Nahuel apresentara a noiva para ela.

––– Alícia! ––– Renesmee a repreendeu.

––– Tudo bem. ––– Nahuel disse ––– E em breve e claro que você não faltará, será uma linda dama. ––– ele justificou para a garota que vibrou de animação e felicidade.

––– Está tão perto? ––– Nessie perguntou.

––– Estamos juntos há um pouco mais de três anos, assim que cheguei a Portugal encontrei a Raquel. ––– Nahuel contou. ––– Ela é uma ótima atriz. ––– ele a elogiou e logo a noiva estava corada por estar sem jeito.

––– Eu acredito em você, e eu bem pensei que fosse modelo, é tão bonita. ––– Renesmee comentou amistosa fazendo Raquel corar ainda mais. ––– Estou muito contente por vocês e eu espero poder ver o casamento. ––– acrescentou animada.

––– Verá, nos casaremos aqui. ––– Raquel declarou. ––– Nahuel está voltando para casa. ––– completou abraçando parcialmente o noivo.

Outra vez se ouviu a comemoração de Alícia que somente prestava atenção na conversa.

––– Ficará? ––– Renesmee quis saber um tanto ansiosa.

Nahuel somente anuiu. Renesmee ficou feliz em ver a verdadeira felicidade no olhar do amigo, seus olhos brilhavam de contentamento e seu coração batia forte e alegre por contemplá-lo tão feliz, e realmente ele estava.

Ela gostaria de expressar toda a sua satisfação em vê-lo de volta e sem ressentimentos, todavia Alícia tomou seu lugar e abraçou o homem com a finalidade de mostrar o quanto estava contente com a notícia de que Nahuel voltaria a morar por perto.

Por outro lado Renesmee esqueceu instantaneamente porque sorria maravilhada e porque queria abraça-lo, aliás, ela se esqueceu de sua vontade de festejar com o amigo.

De uma das portas do lugar, veio o homem mais lindo, mais atraente e o que ela mais amava no mundo, o único capaz de fazê-la esquecer até mesmo como que se respira. Do mesmo jeito em que ela o havia deixado, com as roupas de um músico, o cabelo despenteado, o sorriso apaixonado e o olhar penetrante, Jacob se encaminhava para ela levando um ramalhete grandioso de rosas vermelhas nos braços.

Sem pestanejar ela correu dez passos e chocou-se com o moreno que a pegou um braço ao redor da cintura e a tirou um pouco do chão, permitindo aos dois ficarem na mesma altura.

Renesmee respondeu ao abraço do marido lhe dando um breve e caloroso beijo sem língua, sem se importar com os presentes. Estava com saudades absurdas daquele homem.

Um dia para ela já era um sacrifício, uma semana era sufocante, mas no fim ela tinha certeza que ele voltaria.

––– Senti sua falta. ––– Renesmee segredou nos lábios do moreno.

––– Eu sempre sinto. ––– replicou Jacob igualmente. ––– Tome, procurei as mais bonitas. ––– ele estendeu o grande buquê para ela.

––– Amei, são lindas. ––– Renesmee a pegou com esmero e carinho e em agradecimento novamente envolveu um dos braços no pescoço do marido e o beijou fogosamente, embora com afeto, nos lábios.

––– Estava perfeita. ––– Jacob comentou enquanto entrelaçavam as mãos dela e caminhavam.

Conforme seguiam até os demais, o casal se olhava e até mesmo quando já enganchados em uma conversa coletiva, se encaravam com amor, eram olhares cheios de significados.

Era a famosa explosão de amor entre eles, o que ocorreria fisicamente mais tarde quando chegassem a casa e as crianças dormissem, todavia eles não dormiriam.

Cora e Alec participavam da conversa com Alícia quando ela parou atraída pela peculiaridade daquele olhar sobre ela juntamente a familiaridade daquele rosto.

O homem recostado em uma das pilastras do salão principal há poucos metros de Alícia, mantinha-se na escuridão de uma sombra e a observava com um sorriso fraco, contudo Alícia não sorria, havia algo nos sombrios olhos claros, e a menina nunca soube explicar porque, mas se pregar naqueles olhos trouxe a lembrança de alguns anos atrás de forma imediata.

Renesmee havia se inclinado sobre a filha e lhe dado um beijo de boa noite. Aos dez anos de idade, ela já havia ido dormir a tempos enquanto sua mãe ninava o irmão mais novo, contudo Alícia despertou com a aproximação de sua mãe e quando Renesmee se levantou a garota chamou:

––– Mãe?

––– Sim princesa, eu te acordei não foi? ––– Renesmee resmungou e sentou-se na beirada da cama da filha.

Alicia sentou-se e esfregou os olhos, e em meio a um bocejo começou:

––– Por que o pai disse aquilo no jantar? ––– perguntou.

––– O que filha?

––– Sobre ser culpa do seu pai ele não ter me visto crescer, e porque eu nunca o conheci? Por que você não o chama de pai? ––– a menina, já mais acordada, disparava as perguntas.

Renesmee sentiu o peito disparar diante dos questionamentos da filha, ela sabia que cedo ou tarde elas viriam.

Imaginava que Jacob estaria com ela, no entanto achou melhor que não estivesse mesmo, ao contrário do que pensava, a ira do marido nunca se dissipou e Renesmee sempre teve o receio de que Jacob transparecesse o ódio diante da filha. Por fim ela respirou profundamente e deu inicio ao relato:

––– Eu era muito nova quando conheci seu pai, e o meu,... Pai não gostava do nosso namoro.

––– Porque? O papai é o melhor homem do mundo.

––– Mas Edward não pensava assim, então me impediu de vê-lo...

––– Que cruel mamãe, ele é mau. ––– Alícia suspirou tristemente.

Renesmee mordeu os lábios não gostaria de implantar sentimentos ruins na filha.

––– Ele só não pensa muito no que faz. ––– Nessie falou com cautela e Aly enrugou a testa ainda assimilando toda a estória. ––– Depois q você nasceu ele... ––– ela engoliu seco e abaixou a cabeça.

––– Depois de nos separar sua mãe soube que estava grávida. Você nasceu e Edward te levou a um orfanato e só confessou a sua mãe há um ano, então só aí sua mãe me encontrou e me contou. ––– Jacob disparou da soleira da porta.

––– Por que...? ––– Alícia perguntou em um resquício de voz, ficou atônita, com a boca aberta e vontade de chorar. Era muita maldade, seu pequeno coração se apertou ao ouvir tais relatos.

Como alguém poderia ser assim? Tão mal?

––– São muitos porquês, sinceramente você não precisa entender agora, só precisa saber que sempre te amamos e que viver esse tempo longe de você foi a pior coisa para nós dois. ––– Renesmee a confortou acariciando a face da menina.

––– Eu também não gostava de ser órfã.

––– E não era... ––– Jacob resmungou aproximando-se e ajoelhando-se diante da cama para deixar um carinho nos cabelos da filha.

––– Esse senhor foi mal, quero dizer o meu avô. ––– ela declarou olhando da mãe para o pai com olhos entristecidos e melancólicos.

––– Ele... ––– Jacob iria responder a filha, mas Renesmee o travou:

––– Jake deixa, não incentiva esse sentimento nela.

––– Desculpa. ––– o homem murmurou e abaixou o olhar.

––– Eu não ligo para ele, o importante é que estamos juntos agora. ––– A menina proclamou com um sorriso meigo e encantador

––– Sim meu amor. ––– Renesmee disse antes de beijar-lhe a testa.

Após receber o beijo de boa noite de seus pais, a garota aconchegou-se (outra vez) para dormir, mas agora sem dúvidas ou conjecturas em sua cabeça.

Alícia olhou bem aquele homem e por toda a frieza que sentiu soube: Aquele era Edward.

––– O que faz aqui? ––– a voz de Jake soou assim que, como sua filha, reconheceu o homem rente a pilastra.

––– É Alícia? ––– por fim Edward se aproximou da garota.

O homem estava muito mais magro, os anos o castigavam fisicamente assim como a saúde nunca estivera em perfeito estado.

Era um alguém debilitado, mesmo com a pose de ainda ser um forte homem altivo, Edward se encontrava apenas caminhando para o poço de forma lenta e dolorida.

Alícia por instinto procurou o pai, mas Jacob olhava com fúria para Edward, ela somente se agarrou sutilmente na jaqueta do moreno.

––– Você é tão linda... ––– Edward comentou um pouco débil observando a garota.

––– Edward? ––– Bella assustou-se tendo Renesmee (igualmente surpreendida) a seu lado com Billy em seus calcanhares.

O homem olhou em direção às duas.

––– Você estava linda querida. ––– Edward disse a filha.

––– Falei para não vir. ––– Bella ralhou com ele.

––– Eu precisava ver minha filha e minha neta. ––– justificou-se.

––– Já viu pode ir embora. ––– o moreno na frente dele cuspiu as palavras com rispidez atraindo sua atenção.

––– Jacob, eu sei que está zangado e com razão, mas vim em paz, gostaria de conversar e... ––– Edward falava calmo, respirou fundo e prosseguiu ––– Te agradecer por tudo.

O homem esguio referia-se aos dois anos de tratamento intensivo que foram pagos por Jacob. Agora embora se mantivesse preso em um presídio de segurança mínima, e sendo ele liberado nos fins de semana, sua saúde ––– mesmo ainda frágil ––– não necessitava de cuidados médicos em tempo integral, somente periodicamente, coisa que os resquícios de sua fortuna falida e o salário de Bella podiam pagar.

––– Não fiz por você. ––– grunhiu Jacob.

––– Sei. ––– Edward falou ameno e desviou o olhar para Alícia. ––– Sabe quem eu sou?

Ela assentiu com o olhar baixo, mirando os pés.

––– Contou a ela? ––– Edward sondou fitando a filha dessa vez.

––– Ela queria saber por que cresceu em um orfanato sem os pais. ––– Jacob respondeu bastante ácido levando Edward a encará-lo novamente.

Renesmee e Bella permaneceram caladas, ainda compreendendo o fato de Edward estar ali, deveria estar em casa, no apartamento que agora era de Bella.

––– Me perdoa? ––– o homem continuava a se dirigir a neta

––– Por que fez isso? ––– Alícia perguntou sem titubear mantendo seus olhos focados nos olhos azuis e sombrios de Edward, mesmo que para isso tivesse que se erguer ao máximo para alcançar seus olhos.

A voz melodiosa da menina havia adotado um toque de severidade na pergunta o que deixou a todos os ouvintes boquiabertos e ansiosos pela resposta do homem.

––– Eu era egoísta e burro demais, eu achei que sabia das coisas, mas eu estava errado. Descobri tarde isso. ––– Edward suspirou sem quebrar o contato com a menina.

Estaria realmente arrependido?

Alícia permanecia estudando a face daquele que intitularam seu avô.

––– Vamos deixa-los a sós. ––– Claire incentivou e os outros a seguiram.

Jacob com muita resistência também foi para longe, tentou levar Billy, mas esse se agarrou a saia de sua mãe, Renesmee apenas o abraçou, portanto Jacob permaneceu com os olhos no trio ––– Edward, Alícia e Renesmee –––.

––– Me perdoa filha? ––– Edward pediu baixo e com um torto sorriso para Renesmee assim que todos se afastaram.

Parecia ansioso.

Nessie deu de ombros, o coração apressado, toda a angustia e sofrimento do seu passado estavam revirando em seu amago, lhe causando um mal estar, deixando-a enjoada e louca para se livrar daquelas sensações.

E mesmo sentindo-se mal pela presença daquele homem, ouvir a voz dele lhe implorar por perdão tornou sua boca ainda mais amarga, apesar disso ela conseguiu responder da forma mais calma e controlada que pode:

––– Nunca esquecerei o que fez. Nada vai suprir o que perdi. Vcê borrou minha vida, você colocou uma mancha preta na minha vida, na de Aly e na de Jake, e jamais vamos reparar isso, já passou afinal. ––– Ela puxou o ar profundamente e umedeceu os lábios, fitou-o com bastante intensidade e se aproximou um passo.

––– Isso eu não posso esquecer, nunca. ––– pontuou ––– Eu nunca vou vê-lo como o grande homem que um dia eu vi, como Aly vê ao Jake, como uma filha vê ao pai. ––– declarou e Edward sentiu uma facada no peito com aquelas palavras.

Aquilo era um não?

––– Você escolheu esse caminho. ––– Nessie suspirou e findou seu discurso. ––– Viva ele.

Edward com o peito dilacerado, e o corpo trêmulo, abaixou o olhar por alguns segundos e o ergueu para fitar Renesmee com seus olhos abatidos e seu sorriso melancólico.

––– Posso abraçá-la? Por favor. Pelo menos isso. ––– Ele pediu em um murmúrio, já não a fitava, mirava o vestido sofisticado da filha.

Estava tão bonita; ele achava. Mas não era mais sua. Ele fez por não a merecer mais.

Renesmee sentiu dó da dor verdadeira que viu nos olhos cabisbaixos de Edward. Ela mordeu os lábios para conter lágrimas, pois um nó havia se formado em sua garganta, ela queria chorar, libertar mais uma vez aquela dor que somente ele causava a ela, poderia não ser pela presença, ela pensou, mas o homem a sua frente a arremetia as lembranças obscuras de sua vida, momentos difíceis, e sofridos, os quais ela apenas gostava de lembrar como superação. Mas Edward desencadeava o sentimento vívido que teve naqueles dias, e isso a fez querer chorar.

Contudo, Renesmee aprendera a ser forte e puxou o ar com violência até saber que não derramaria uma lágrima na frente dele.

Edward a encarou com olhos mareados e pedintes.

––– Só um abraço... ––– ele sussurrou outra vez.

Renesmee deu mais três passos e lentamente envolveu seus braços no homem frágil.

Ao sentir o calor da filha, Edward a abraçou fortemente, deixando as lágrimas banharem sua face.

Renesmee não se lembrava de ter visto seu pai chorar, mas o ouvia e sentia seu corpo débil, sua voz fraca e embargada dizer:

––– Lamento muito, muito.

Ela fechou os olhos e deixou-se ser abraçada.

Em nenhum momento Edward disse que voltaria atrás ou pediu uma nova chance, ou até mesmo ficou feliz por sua felicidade.

Renesmee percebeu naquele momento que o pior de tudo para ele foi as consequências, perdeu a família, estava perdendo a vida.

Ele não mudara na essência, apenas no ponto de vista.

Renesmee o segurou pelos minutos que ele precisou, decidindo que o melhor era mantê-lo longe... Era feliz demais para arriscar colocando alguém instável como Edward em sua vida outra vez.

Ao se apartar da filha, Edward sorriu.

––– Amo-a. – disse e Renesmee apenas abaixou a cabeça em um ligeiro assentimento e olhou para o lábio, mordendo os lábios outra vez.

Edward encarou a menina que tinha os orbes chocolates esbugalhados e então inquiriu:

––– Posso te dar um abraço?

Alícia fitou a mãe para pedir permissão e Renesmee anuiu.

Foi mais breve que o abraço em Nessie, mas não menos apertado.

Ele então pousou os olhos no menino que pedia colo para a mãe. Observou Renesmee pegar o filho caçula no colo, com certa força, pois Billy pesava, mas ela o aninhou perfeitamente nos braços.

––– Posso? ––– Edward perguntou se aproximando lentamente.

Renesmee não respondeu, mas não se afastou.

Ele olhou o menino manhoso, Billy lhe deu um sorriso fácil, apesar de ter olhos sonolentos.

––– Ele é lindo. Como se chama? ––– Edward questionou e logo beijou a testa do menino.

––– Willian.

–––Willian?

––– O pai do Jake. ––– Renesmee explicou.

Edward pestanejou umas duas vezes e se afastou.

––– Está certo. Vou embora. ––– anunciou e teve apenas um balançar de cabeça de Renesmee.

O homem afastou-se e seguiu em direção a Bella.

––– Te vejo em casa? ––– seu tom era manso.

A esposa assentiu com um breve sorriso, e sob os olhares apreensivos, Edward se foi.

******

––– Vem, tia. Vamos à praia. ––– Billy insistia para Claire acompanhar a ele, seus pais e tios a praia de La Push.

O clima estava confortavelmente ensolarado naquele domingo. Era aniversário de Josh e ele optou por uma recepção em família.

Claire que estava sentada no sofá de Rachel com o pequeno filho de quase um mês nos braço retrucou para o menino ansioso:

––– Não posso amor, preciso cuidar de Luke. ––– Ela falou e o menino murchou a expressão facial mesmo que seus olhos brilhassem ao contemplar o bolinho de manta no colo de Claire.

––– Tia ele vai demorar muito para crescer? ––– Billy perguntou fincando seus olhinhos infantis sobre o pequeno Luke.

––– Um pouco.

O garoto soltou um muxoxo e ficou sentado ao lado da tia até Alíca aparecer vestida com um biquíni verde sob seu macacão branco de flores verdes, estava (como sempre) ladeada por Josh e Sean. Ela estava pronta para sair e acompanhar seus pais, todavia era de sua incumbência levar Billy que ainda tentava convencer Claire a ir à praia.

––– Billy; vamos? A tia Claire está de resguardo.

––– Vai amor, toma conta do tio Quil pra mim. ––– Claire reforçou e piscou para o menino que sorriu e assentiu vigorosamente.

Depois de deixar um beijo carinhoso no pequeno menino nos braços da tia, Billy deu a mão para a irmã finalmente.

Quil, Paul, Sam e Emily já estavam lá. Renesmee ––– por insistência de Jacob ––– esperava as crianças na esquina da casa verde de portão de madeira para enfim seguir até a praia.

Renesmee bem que gostaria de ajudar no almoço junto a Rachel, mas a própria cunhada a incentivou a acompanhar Jake.

Há exatos dois dias haviam completado mais um ano de casamento e nada conseguiram além de uma noite de folga graças a Bella que ficara com as crianças. Portanto aquele fim de semana Jacob pediu aos amigos e até a própria Renesmee para que houvesse cooperação para que pudessem desfrutar da tão significativa praia de La Push.

Assim seguiram.

Caminhando pela orla o casal podia sentir a brisa gélida pinicar a pele, refrescando. Enquanto todos se sentavam e as crianças corriam pela areia, Jacob enlaçou Renesmee em seus braços e lhe deu um casto beijo nos lábios.

––– Vem comigo. ––– disse a puxando pela mão.

––– O quê? ––– a mulher indagou confusa vendo Jacob se afastar dos demais e guiá-la para uma área menos rochosa e mais arbórea.

Avançaram alguns metros até Renesmee reconhecer aquele caminho, o havia feito muitas vezes em outro tempo, a tão conhecida passagem de árvores que desembocava em outra praia, mais revoltosa e vistosa, onde havia uma enorme pedra. Onde conhecera Jacob.

––– A vista daqui é linda. ––– Comentou Renesmee maravilhada pela vista sentindo o alto som das quebras das ondas sobre as pedras.

––– Uhum. ––– Jacob beijou seu ombro.

––– É meu lugar favorito sabia? ––– Renesmee falou manhosa.

––– É? Achei que fossem os meus braços.

––– Não seja palhaço. ––– ela o repreendeu em risos e virou-se para ele ––– Chegar aqui mudou minha vida. ––– confessou abraçando a cintura do moreno.

––– A minha também. ––– Jacob a rodeou com seus braços, transmitindo todo o seu calor.

Renesmee sentindo-se muito confortável e abrigada aconchegou-se mais ao corpo do marido permitindo sua cabeça repousar no largo peitoral.

––– Vem, vamos subir. ––– Jacob a convidou já se encaminhando para a grande pedra.

Em seguida ajudou Renesmee a subir, essa assim que chegou sentou-se entre suas pernas ficando de frente para a linda paisagem formada pela natureza do lugar.

Por cinco minutos inteiros o casal permaneceu apreciando o formar e quebrar das ondas, suas revoltas, seu ruído tranquilizador, a brisa confortante que viajava até eles e o cheiro da maresia, trazendo as lembranças.

Estavam de mãos entrelaçadas, Renesmee com suas costas no peito do moreno podia sentir claramente seus batimentos e Jacob deliciava-se no perfume dos cabelos dela que subia com a leve brisa.

––– Foi amor a primeira vista sabia? ––– O moreno comentou de repente, um pouco risonho e a fitou com um sorriso fácil.

––– Não, não foi. ––– discordou na brincadeira o fitando com carinho.

––– Foi sim, eu quis te beijar desde que subiu aqui.

––– Hum. ––– ela fingiu pensar ––– Eu teria deixado. ––– confessou jogando os ombros e fitando de forma provocante.

––– Não, não teria.

––– Eu deixei quando me beijou. ––– argumentou sobressaltada.

––– Eu já tinha preparado o terreno. ––– Jacob rebateu. ––– Foi tudo calculado. ––– falou sério, porém mentia.

––– Ah como está ficando convencido esse meu marido. ––– Renesmee constatou antes de beijá-lo docemente.

Jacob envolveu suas mãos na nuca da esposa, trazendo nas mãos uma porção dos cabelos macios e volumosos, enquanto a outra porção dançava no vento o fazendo sorver mais do aroma doce de Nessie enquanto sentia seu gosto e deleitava-se tendo o sabor dos lábios dele em sua boca, provocando-lhe leves arrepios, mesmo que o ritmo fosse tão calmo como as batidas de seu coração.

–––Te trouxe aqui para dizer uma coisa. ––– Jacob informou assim que parou o beijo.

Renesmee assentiu e ajeitou-se a seu lado. O moreno então pegou com uma das mãos uma mão de Renesmee e com a outra acariciou sua face.

––– Obrigada por tudo. Obrigada por me amar. ––– Jacob falou com tanto ardor e carinho, com a voz carregada de emoções verdadeiras que foi impossível Renesmee não abrir os lábios pela surpresa da força da frase e ter o coração em ritmo disparado.

––– Jacob... ––– ela começou, mas o homem a interrompeu.

––– Shiu. Deixa-me falar. ––– pediu docemente. ––– Você foi a melhor coisa que já me aconteceu, quero dizer ––– Jacob lançou um sorriso de lado. ––– Você e as crianças, mas se tenho filhos maravilhosos devo a você e desde que te encontrei novamente, tenho vivido os melhores dias da minha vida, mesmo que às vezes passamos por problemas, discordamos de algumas coisas às vezes ––– ele fez uma careta e Renesmee riu. ––– Você implique com minhas viagens e amor eu sei, eu também morro pra voltar para você, continuo sendo cara mais feliz do mundo por que eu sei que vou te encontrar em casa quando chegar, vou te abraçar, ouvir sua voz, olhar você. Nessie você é o que me mantém em pé. Obrigado por ficar comigo, eu sou tudo o que você não deveria querer, no entanto, você me ama, faz da minha vida algo maravilhoso, me dar forças, me impulsiona, e eu só tenho a agradecer e pedir que tenhamos muitos anos, para que possamos vivê-los juntos. ––– Jacob terminou e a cada palavra não tirava os olhos dos olhos dela, não titubeava em nenhuma palavra, mesmo sem ensaios, conforme as palavras lhe brotaram ele expos.

––– Jake... ––– Renesmee sentia o coração trotar, suas mãos tornaram-se trêmulas e nos olhos as lágrimas presas proporcionavam um brilho intenso, o qual Jacob adorou contemplar e a beijou ali, sobre as pálpebras que brevemente ela fechou e quando as abriu uma lágrima rolou de cada olhar e morreu no largo sorriso.

––– Amor, você é o homem perfeito pra mim, você me mostrou muitas coisas, me dar forças pra muitas coisas, me faz sentir amada, e eu sei o que sou. Jacob eu sou a mulher mais sortuda desse mundo por ter você, por ter o seu amor, obrigada você por entrar na minha vida, por existir, por não desistir de mim. ––– ela acariciava as bochechas do moreno e não desgrudava seus olhos dos dele enquanto dizia docemente.

––– Bem que eu tentei. ––– Jacob comentou rindo e Renesmee lhe deu uma leve tapa nos bíceps.

––– Meu coração sempre soube que você voltaria. ––– ele confessou sereno. ––– E hoje eu sei que valeu a pena tudo aquilo, nos fez mais forte e nos ensinou a valorizar cada momento.

––– Os piores dias foram aqueles que eu passei sem você, você me arrebatou de forma irreversível Jacob, mas é com você que me sinto viva, só com você. ––– seu tom ainda era terno e seu olhar caloroso e amoroso.

––– Eu não sei o que fiz para te merecer Nessie, mas eu quero fazer isso para o resto da minha vida, por que eu preciso de você. ––– Jacob declarou com ambas as mãos nas laterais do rosto dela e com os lábios próximos ao dela.

––– Apenas exista querido. ––– Renesmee retrucou e logo selou os lábios ferozmente.

Jacob perdeu uma batida para em seguira elas voltarem a toda, fazendo o peito disparar com o ritmo acelerado do coração, o sangue correndo em uma alta pulsação fazia Jacob se esquentar e aquecer a esposa em seus braços.

Os lábios se encaixavam com veemência, as mãos ao redor dos corpos eram vigorosas assim como as línguas que se tocavam e exploravam as bocas com velocidade e força.

Puxando o lábio superior de Renesmee com os dentes, Jacob deu uma leve chupada e um molhado selinho findando o carinho e tendo o peito subindo e descendo ––– assim como o dela ––– enquanto o pulmão se esforçava para regular a respiração custosa pelo beijo fogoso.

––– Eu te amo. ––– ele sussurrou nos lábios dela.

––– Eu também amo você ––– ela respondeu da mesma forma.

Notas finais
E então??? Gostaram? O que me dizem? Fiquei muito feliz por poder finalizar esse projeto, e não conseguiria sem o apoio de vocês! Booom, sabem onde me encontrarem... haha Nas fics por aí. beijoooocas
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!