Os 7 cristais: the end
2 The end: Parte 2
—---------------------------Enquanto isso----------------------------------------------
No país da neve, em meio a nevasca estava um homem de capa e uma katana. Logo o mesmo ainda de olhos fechados sentia o vento soprar em seu rosto e dizia:
— Está chegando…
— Fico orgulhoso do homem que se tornou. –disse alguém atrás da árvore.
— O que quer velho oráculo? –Perguntou se virando para o mesmo seriamente.
Agora o mesmo ria e dizia:
— Vejo que treinar com a Kaguya te fez muito bem, Keiichi.
— Não respondeu o que eu perguntei.
— Você sentiu não é? A presença delas?
— Sim. –disse o mesmo seriamente.
— Pretende avisa-los?
— Tenho que ter certeza. –disse o mesmo passando pelo velho oráculo.
Agora velho oráculo sorria enquanto dizia ao amigo:
— Você é um privilegiado.
— Acho que não… -disse o mesmo se distanciando.
Agora o velho oráculo continuava caminhando até a casa de Kaguya e enquanto isso pensava:
— Estou surpreso com o progresso do Keiichi, a perda de Tomoka realmente deve ter incentivando-o a se fortalecer, tanto mentalmente quanto fisicamente. Fez um bom trabalho com aquele garoto Kaguya.
Chegando na casa da mesma, o mesmo bateu na porta da espadashin. Logo o mesmo ouviu:
— Pode entrar.
Agora o velho oráculo abria a porta e entrava. Logo o mesmo a encontrou tomando um pouco de chá na sala e disse:
— Devia estar se preparando para a batalha que está por vir.
— Tem horas que nossa mente precisa de um descanso. –disse a mesma calmamente. – Afinal, dependemos dela para lutar.
— Está certa. –disse o mesmo se sentando – De nada adianta a força se a mente não estiver trabalhando bem.
Agora a mesma servia um pouco de chá para o velho oráculo e dizia:
— Ficou desaparecido durante um bom tempo. O que houve?
— Me sinto responsável pelo o que aconteceu a todas vítimas dessa guerra… foram muitas vítimas não é? Começando pelo Seiji, depois Tomoe e restante daquele guardiões, passando o sofrimento de geração para geração.
— Você é a segunda autoridade do mundo celestial não é? –Perguntou a espadashin seriamente. — Se Safira se negou a escuta-lo, precisava tomar uma atitude.
— Mas isso custou muito caro. –disse o oráculo. – Tentei evitar uma guerra neste mundo, assim como aconteceu em Rubricos. Quando pedi a Tomoe para que procurasse Hiroi, foi para ajudá-la, para que aquela moça não corresse o risco de correr atrás dos demais guardiões sozinha.
— Até onde eu sei, os guardiões eram pessoas que protegiam os cristais, diamantes dentro dos templos, treinados por sacerdotes ou mestres que normalmente eram os seus guardiões da geração antecessora.
— Nem sempre era assim. Na era de diamante, qualquer um podia ser guardião. Tanto que o guardião do diamante do fogo era um dos bandido mais caçado do país do fogo, a guardiã das águas por sua vez era capitã do exército e o da lua, bem, eu o transformei em um monge. Depois da grande guerra contra o país luz, quando Diamante perdeu o seu posto e se iniciou a era de Cristal, o conselho dos templos começaram a estabelecer regras para os guardiões dos cristais, com o perfil semelhante de Tomoe, que eles tinham como guardiã perfeita.
— Entendo…
— Foi um erro ter enviado Tomoe atrás de Hiroi. –disse o mesmo. – Devia ter previsto o que aconteceria.
— Não entendo. –disse Kaguya seriamente.
— Tomoe era a guardião ideal, pura, porém forte. Eu sabia que Hiroi era um espadashin bastante habilidoso, porém muito irresponsável. Mas jamais imaginei que ambos se apaixonariam da forma que se apaixonaram.
— Oráculo… está dizendo que…
— Uma das coisas que eu não consegui prever, foi esse amor que nasceria e que desse amor surgiria um fruto, Hazuki.
— Está dizendo que…
— Não era para nem Hazuki, nem Hajime, nem Fujiro, nem Miyu, nem Harumi, nem Hiroshi, nem Emi e muito menos Tomoka existirem.
— O que está dizendo?! –Perguntou Kaguya. –Isso é absurdo!
— Eles não tivessem se apaixonado, a irá de Diamante não teria despertado, ele não se juntaria Kento e tudo o que aconteceu teria sido evitado. Ametista não existiria.
— Certas coisas são imprevisíveis oráculo, até mesmo para vocês oráculos. Se alguém errou, foi Safira que não soube administrar o mundo celestial. Se lamentar não vai nos levar a lugar nenhum, já estamos entrando na era de Ametista e ainda não encontramos os tais guerreiros lendários.
— Eu sei onde estão. –disse o mesmo encarando-a. – Justamente por isso eu estou aqui, para pedir que você leve um recado aos demais, que na certa, Keiichi já sabe.
Agora Kaguya o encarava seriamente e perguntava:
— E do que se trata?
— Há muito tempo a trás Kaguya, eu tive uma visão, no início da era de Cristal. Vi Hazuki com Diamante, logo depois, a vi dando a luz à Tomoka. Logo depois ela se uniu a Harumi e se tornou Ametista. –disse o oráculo dando uma pausa. – Mas depois, vi duas pessoas, um homem e uma mulher derrotando-a, justos, segurando a espada celestial.
— Sei, o guardiões celestiais não é?
— Exatamente, ele possuem marcas idênticas no pescoço, assim como…
— …Misaki e Hiroshi.
— Conhece a lenda dessa marca?
— Se conhecesse já teria contado ao demais não acha?
— Bom, vou explicar. Como bem sabe, Safira tinha um livro de magias proibidas que ficavam trancadas a sete chaves no mundo celestial.
— Sim, através desse livro o Demon aprendeu a magia da marca da maldição e a magia que invoca os monstros celestiais.
— Exatamente. –disse o velho oráculo. – Eu vi Cristal invadindo o mundo celestial e pegando esse livro, então ela apreendeu uma magia.
— Quando isso?
— Dezoito anos atrás.
— E que magia é essa?
— Se chama marca dos deuses. –disse o velho oráculo. – Quando essa marca é colocada em um humano, autoriza ele a tocar na espada celestial, que purifica o coração de um deus sombrio.
— No caso de Ametista.
— Exatamente.
— Mas no caso a marca está no pescoço dos dois. –disse a mesma.
— Eu não entendo o que estava se passando na cabeça de Cristal quando os escolheu. –disse o oráculo suspirando. – Quando ela colocou a marca nos dois, ambos eram apenas bebês.
— Cristal só pode ter enlouquecido. –disse Kaguya. – Afinal, ambos tem a marca da maldição também.
— É ai que está o perigo maior.
— O que?
— Se ambos despertarem a marca da maldição e tocarem na espada celestial, ela pode ser corrompida e se eles atacarem os deuses com ela, podem corromper todos e transformar o mundo celestial em um mundo de trevas.
— E se a marca dos deuses despertar primeiro?
— Será uma luz tão tremenda, que ambos se tornaram deuses. E imediatamente purificaram o coração de Ametista.
— O que? Mas e a Harumi e a Tomoka?
— Naturalmente, Ametista libertaria Harumi.
— E a Tomoka?
— Se tornará uma deusa, definitivamente. –disse o oráculo.
— E onde está essa espada celestial? –Perguntou Kaguya.
— Está em um país completamente destruído por Diamante…
— País da luz? –Perguntou Kaguya.
— Não. –disse o oraculo. – Um país que ficava acima das nuvens, de um povo praticamente extinto.
— Do que está falando? –Perguntou a mesma.
— País das nuvens.
— País das nuvens? Nunca ouvi falar.
— Durante a era de Diamante, foi destruído por Diamante, pois cometeram o mesmo erro que o país da luz. Eles se julgavam perfeitos e mais próximos de Diamante, pelo fato de ficarem acima das nuvens.
— Entendo… isso subiu suas cabeças.
— Ele deram início a uma guerra, mas Diamante foi invocado e os destruiu, deixando apenas ruínas.
— E onde está a espada?
— Nas ruinas do templo da luz, porém, a espada é protegida por um guardião. –disse o mesmo seriamente.
— Um monstro celestial?
— Não, o único sobrevivente do país das nuvens. Ele está bem velho, mas suas habilidades são tremendas. Não devem subestima-lo.
— Entendo. –disse Kaguya se levantando. – Darei o seu recado.
— Diga a eles, que assim que obterem a espada celestial, me procurarem. –disse o velho oráculo se levantando. – Diga estarei nas ruínas do templo da luz.
— Está bem. –disse a mesma seriamente.
Agora a mesma observava o mesmo saindo pela porta e pensava:
— Será que ainda temos uma chance de vencer aquele monstro?
—------------------Uma semana depois------------------------------------
No país das águas, Ken, Misaki e Ren acabavam de chegar no palácio. A filha e Ren brigavam feito o cão e gato, deixando Ken sem paciência:
— Vocês dois não podem parar um minuto?! Brigaram a viagem inteira, parecem até cão e gato!
— Gata ela é com certeza. –disse Ren debochando. – Só ataca as pessoas, sem motivo e além disso só pensa nela.
— E para você sobra o cachorro! Sem vergonha, folgado e irritante!
— Já chega você dois! –Gritou o mesmo.
Agora alguém parava do lado dos dois e dizia:
— Vejo que nossos filhos estão se dando muito bem.
— Tsuchii! –chamou o amigo.
— Como está? –Perguntou rindo.
— Louco com esses dois. –disse o mesmo. – São como cão e gato.
Agora o mesmo via Midori se aproximar, junto de uma menina que aparentemente tinha nove anos:
— Como vai Ken? –Perguntou Midori sorrindo.
— Estou bem, apesar de estar com mais trabalho do que de costume. –disse o mesmo rindo.
— Não é fácil liderar uma agência não é? –Perguntou a mesma rindo.
— Não sei como você dava conta de liderar a unidade central. –disse o mesmo notando que Rika estava ao lado da mãe. – Não pode ser! Rika?!
— Como vai tio Ken? –Perguntou a mesma sorrindo.
— Olhe para você, está enorme. –disse o mesmo.
— Ela não é fofa? –Perguntou Tsuchii sorrindo. – Me derreto com toda essa fofura. –disse o mesmo fazendo carinho na cabeça da filha.
— Já chega papai. –disse a menina.
Agora a menina corria ao irmão e estava prestes a acerta-lo com um chute e logo o mesmo a segurou pela perna e a lançou para longe.
— Boa tentativa baixinha. –disse o mesmo rindo.
— Nossa que amor fraternal. –disse Ken.
— Não é? Imagina ter que separa-los todos os dias. –disse Tsuchii caminhando até o filho. – Ren já falei para não acertar sua irmã desse jeito!
— Mal chegamos e já começaram. –disse Midori suspirando.
Agora Misaki via a menina caminhando furiosa na direção do irmão mais velho. Logo a mesma disse emburrada:
— Me machucou…
— Que pena, da próxima vez não fique tão confiante. –disse dando as costas para a irmã.
Agora a mesma saltava e o acertava com um chute na cabeça derrubando-o no chão. Agora a mesma dizia:
— Eu digo o mesmo.
Agora o mesmo levantava e dizia:
— Você me paga…
Quando o mesmo ia partir para cima da irmã foi segurado por Misaki:
— Calma! É uma criança!
— Me solta sua pintora de rodapé! Vou acabar com essa anãzinha!
— Papai! –Gritou a menina se escondendo atrás de Tsuchii.
Agora Ren se soltava de Misaki e começava a correr atrás da irmã:
— Ei! Pode parar! –disse Tsuchii parando o filho. – Quer que eu de um jeito em você?
— Dá um jeito nessa pirralha!
— Olha o tamanho dela e olha o seu! Rika, entre com a sua mãe no palácio.
— Sim. –disse a filha sorrindo vitoriosa.
— Você também Ren.
— Misaki, pode ir com eles.
— E por favor não briguem! –Disseram os dois.
Agora Ken ria e dizia ao amigo:
— Olha só, você realmente se tornou pai de família.
— Midori tinha razão nove anos atrás, quando disse que era melhor esperar ela ir na farmácia. –disse o mesmo. – Criar menina não é fácil.
— Não era você que falava que era moleza? Que com o Ren foi tudo muito simples?
— Ken, você viu como a Rika é? Ela parece uma boneca! Ainda é tão inocente, tão menina, não, não! –disse o mesmo. –Eu não quero que ela passe dos dez. –disse o mesmo ficando apavorado.
— Ah mas ela vai passar. –disse Ken. – E logo virão os namorados e você terá que dar um jeito de se livrar deles sem levantar suspeitas.
— O que? –Perguntou o detetive. – Escuta, os namorados da Misaki… o que disse para eles?
— Nada demais. –disse o mesmo. – Talvez eu tenha exagerado ao dizer que ela castrou o último que se deitou com ela.
— Que tipo de demônio é você?! –Perguntou Tsuchii caminhando até o palácio. – Vou anotar essa.
Agora ambos entravam no palácio e se deparavam com Miyu cumprimentando a neta:
— Como vai Misaki?
— Eu estou bem vovó. –disse a jovem sorrindo. – Onde está o vovô?
— Já deve estar voltando do treinamento com o Hiroshi. –disse a mesma.
— Miyu como vai? –Perguntou Tsuchii.
— Já faz tempo não é Tsuchii? –Perguntou a espadashin sorrindo. –Como vai?
— Bem. –disse o mesmo.
— Como vai Miyu? –Perguntou Ken.
— Bem, obrigada. –disse a mesma sorrindo.
Agora todos ouviam Akio chegando, como se costume chamando a atenção de Hiroshi:
— Já disse! Pare de querer se aparecer para as garotas da cidade, me entendeu? É um treinamento Hiroshi, leve mais a sério.
— Não seja chato. –disse Hiroshi emburrado. – Até parece que nunca fez isso.
Ao ver que os demais já haviam chegado, Akio disse:
— Já chegaram! Sejam bem vindos!
— Eae Hiroshi. –Cumprimentou Ren.
— Está se divertindo como chefe da baixinha?
— Ela está em minhas mãos.
— Eu vi na semana passada. –disse Hiroshi rindo. – Parecia mais que ela mandava em você.
Agora a espadashin dizia:
— Bom agora que já estamos todos aqui, já podemos discutir sobre o caso. Vamos para a sala de estar.
Agora alguém abria as portas do palácio e dizia a mesma:
— Ainda não.
Ao ouvir a voz, todos imediatamente se viraram para trás e quando virão de quem se tratava não acreditaram.
— Keiichi… -disse Ken surpreso.
— Que gato!—Pensou Misaki corada. – Mas me lembra alguém…
Agora o mesmo se aproximava dos outros e dizia seriamente:
— Eu estava a caminho daqui e então Kaguya pediu para eu entregar um recado a vocês.
— Recado? –Perguntou Tsuchii seriamente.
— Seria para ela entregar esse recado pessoalmente, mas ela não tem mais idade para viajar como antes, prefere ficar quieta no país da neve.
— Entendo. –disse a espadashin. – E do que se trata Keiichi?
— É um recado do velho oráculo. –disse o mesmo seriamente.
Agora todos o encarava surpresos, menos Hiroshi, Misaki, Ren e Rika.
— Que velho é esse? –Perguntou Misaki ao tio.
— Eu sei lá. –Respondeu o mesmo.
Agora Ken perguntava seriamente:
— Você o viu? Encontrou com ele?
— Sim. –Respondeu o amigo seriamente. –Mas ele está igual.
— Entendo. –disse Ken seriamente.
Misaki e Hiroshi notaram que os mais velhos ficaram bastante preocupados com a visita de Keiichi, mas por que tanta preocupação? Quem era aquele velho oráculo? Com certeza era alguém muito importante.
Todos agora caminhavam até a sala de estar, se sentavam no sofá e então Tsuchii perguntou a Keiichi:
— E então? Que recado é esse?
— Antes de começar, tenho que alerta-lo sobre algo.
— Então diga. –disse Miyu seriamente.
— Eu sentia o ki da Ametista. –disse o mesmo seriamente. – Sei onde ela está.
— Sabe?! –Perguntaram todos surpresos.
— Onde ela está? –Perguntou Ken seriamente.
— No mundo celestial. –disse o mesmo.
— Como pode ter tanta certeza? –Perguntou Akio encarando-o.
— Há dezoito anos atrás, depois de lutar contra Tomoka, consegui chegar no coração daquele monstro, onde a Tomoka que conhecemos ainda estava viva. De início eu achei que ela apenas havia dito suas últimas palavras, achei que fosse uma despedida mas não foi…
— Do que está falando? –Perguntou Miyu.
— Ela me deu poder de prever o futuro, assim como os oráculos. –disse colocando a mão no olho ferido – Seu lado sombrio tentou me arrancar esse dom me deixando cego, por isso me atingiu nos olhos.
— Como?! -Perguntaram todos.
— Assim como Misaki e Hiroshi, eu tenho visões.
— Keiichi você tem certeza que era o mundo celestial? –Perguntou Ken. – Não confundiu com o nosso mundo, Alpha ou Rubricos?
— De forma alguma. –disse o mesmo encarando-o. – Estive nos dois outros mundo se lembra? Os conheço, não preciso nem falar que conheço o mundo em que nasci.
— Tem razão. –disse Ken. – Ela estava acordada?
— Não, por sorte, ainda está adormecida, mas está sendo vigiada pelo oráculo.
Agora Misaki se levantava e perguntava:
— Esperem! Eu não estou entendendo nada!
— Eu também não! –disse Hiroshi se levantando. – O que nós dois temos haver com isso e que oráculo é esse? E quem é Ametista?
Agora todos permaneciam em silêncio e logo Keiichi disse:
— Não contaram a eles não é? Acho que já está na hora.
— Papai do que ele está falando?! –Perguntou Misaki encarando-o aborrecida. – Isso por acaso tem alguma coisa haver com o fato de eu e o Hiroshi passarmos mal ao mesmo tempo?!
— Estão escondendo alguma coisa da gente não é? –Perguntou Hiroshi impaciente encarando os pais.
Agora Tsuchii suspirava e dizia:
— Sente-se os dois. Ken, Akio, Miyu, acho que a bomba estourou, chegou a hora deles saberem da verdade sobre a Harumi e a Tomoka.
— Harumi? –Perguntou a jovem com os olhos arregalados. – Harumi era o nome da mamãe não é? –Perguntou a jovem encarando o pai.
Ken não respondeu, apenas não sabia o que fazer, que atitude tomar, estava perdido, completamente sem palavras. Não estava preparado para contar a verdade a sua filha, sobre tudo o que havia acontecido a sua mãe, assim como Akio e Miyu não sabiam como contar a Hiroshi o que havia acontecido a irmã mais velha.
— O Tsuchii tem razão. –disse Miyu. – Não podemos mais esconder e além disso, vocês dois já são adultos, precisam saber da verdade.
— Miyu… -chamou Akio.
— A Harumi foi embora. –disse a espadashin. – Para que Diamante poupasse a vida de todos nós, inclusive a de vocês dois.
— Eu não entendo. –disse a jovem chocada.
— Imagino que vocês tenha estudado sobre a era diamante e a era cristal no colégio. –disse Ken se levantando. – Então imagino que conheçam a história do que aconteceu nos últimos anos.
— Sim. –disse Misaki. – Diamante era o deus que reinava sobre este mundo não? Para mim parece um conto de fadas.
— Pois não é. –disse Ken seriamente. – Todos nós lutamos contra ele, que possuiu o corpo do seu bisavô, Shiroi Hajime. Há dezoito anos atrás, alguns dias depois de você nascer, ele veio até esse palácio… e apareceu diante da sua mãe…e a ameaçou.
— Como?
— Disse que se ela não viesse, mataria a todos nós, inclusive você e deu sua palavra que se ela fosse com ele, ele não encostaria em um fio de cabelo das pessoas que ela amava. Eu a encontrei aqui nesta sala de estar, sozinha e depois subimos para o quarto… ela estava triste… chorando… perdida e então me fez prometer que se algo acontecesse a ela eu cuidaria de você. Eu não entendi bem o que estava acontecendo, mas no dia seguinte, quando eu acordei, ela não estava mais no quarto.
— Papai.
— Procuramos por toda a parte e quando eu cheguei no quarto onde você e o Hiroshi estavam, encontrei o colar dela no seu pescoço. –Disse Akio. – Nunca ficamos tão desesperados.
— E onde ela está? –Perguntou Hiroshi. – Está com esse cara?!
— Não. –disse a espadashin entristecida. – Corremos atrás dela, mas era tarde demais, além de despertar os olhos verdes, despertou a marca da maldição.
— Ficou fora de controle. –disse Hiroshi.
— Exatamente. –disse Ken. – Fizemos de tudo para trazer ela de volta, mas foi inútil.
— Tomoka, a prima de vocês, era uma semi deusa, precisa de uma pessoa muito poderosa para se unir e assim despertar Ametista. –Explicou Keiichi. –Então ela despertou a marca da maldição e os olhos verde em Harumi, que ficou mais poderosa que podemos imaginar. Elas se unirão e assim se transformaram em Ametista, a deusa da destruição.
— Hoje ela está adormecida, pelo que Keiichi está dizendo, no mundo celestial. –disse Tsuchii.
Ao ouvir aquilo, tanto Misaki quanto Hiroshi estavam completamente chocados, afinal, nunca ouviram algo tão absurdo, parecia um conto de fadas. Mas não podia ser, tristeza no olhar de cada um dizia que não era mentira.
— Eu sinto muito Misaki. –disse Ken. –Eu prometi que as protegeria, mas… eu falhe ao proteger a sua mãe.
— Não se culpe por isso. –disse Tsuchii. – O que aconteceu era inevitável.
— O Tsuchii está certo. –disse a espadashin.
— Ainda há como trazer a Harumi e a Tomoka de volta. –disse Keiichi seriamente.
— Como?! –Perguntaram todos.
—-----------------------------Enquanto isso------------------------------------
Uma jovem chegava ao palácio das águas com o noivo que dizia:
— Ainda não entendo o que estamos fazendo aqui.
— Eu vou fazer um show na cidade real essa noite, soube que Misaki está aqui, queria convida-la para o meu show.
— Tem certeza que é só isso?
— Sora. –disse a mesma seriamente.
— Está bem, você venceu. –disse o mesmo suspirando.
Agora a mesma entrava no palácio, que estava muito silêncioso. Logo a mesma viu a empregada passando com umas cobertas e perguntou:
— Ei! Com licença, você sabe se a Misaki já chegou no palácio?
— A senhorita Misaki está em uma reunião com os avós, o pai e uns amigos.
— Entendo. –disse a mesma. – Obrigada.
—--------------------Enquanto isso----------------------------------------------
Após Keiichi contar tudo o que velho oráculo havia contado a Kaguya, todos permaneceram calados, até que Hiroshi disse:
— Quer dizer que eu e a Misaki somos os escolhidos por Cristal.
— Exatamente. –disse Keiichi encarando-o. – Vocês devem ir até o país da nuvem e pegar a espada celestial. Depois encontrar o velho oráculo no país do sol.
— É arriscado. –disse Tsuchii. – Segundo você, essa espada está sendo protegida por um guardião, que seria o único sobrevivente do país da nuvem não é?
— Exato.
— Eu não sei quanto o Hiroshi, mas Misaki não vai. –disse Ken.
— É o que?! Papai é chance que temos de trazer a mamãe de volta!
Fale com o autor