Os 7 Demônios de Elizabeth.
1 Capítulo 1 - O derramamento de Sangue.
Notas iniciais
Era uma segunda-feira, um dia horrível para qualquer adolescente na sua idade. Como se não bastasse, era volta às aulas. Primeiro dia, nova cidade, nova escola, novos "amigos".
Elizabeth: Não quero ir à aula... Disse ela, sentada na mesa, num ar de tristeza.
William: Como não? É o primeiro dia! Você vai conhecer novos amigos, uma escola nova, professores novos... Disse seu pai.
Elizabeth olha para seu pai e pensa: "Olha ele ai, o cara que pensa que minha vida é ótima. Nunca compareceu à uma reunião de pais, nunca quis conversar comigo, nunca quis saber como eu estava... Se houvesse uma competição de pai menos presente, ele ganhava."
Ela se levanta, já arrumada, vai ao banheiro escovar os dentes e pentear o cabelo. Ela se olha no espelho, estava magra que nem um palito e branca igual a parede. Passa uma maquiagem e já estava com as bochechas bronzeadas. Estava linda. Ela olha para seus pulsos e vê as "marcas". Subitamente passa os dedos e lembra das dores, do sangue que escorreu, apenas uma lágrima cai... Ela corre para o quarto e pega um casaco. Pega a suas chaves, sua bolsa e parte em direção à escola. Não demora muito para que seu pai saia para as bebedeiras do cotidiano, dessa vez mais empolgado, afinal era uma cidade nova.
Chegando na escola, Elizabeth procura um banquinho para se sentar. Ela encontra um banco entre as árvores do pátio da escola, feliz da vida, ela se senta, abre um livro e lá espera tocar o sinal. Ela para de ler, observa os alunos. Meninas bonitas, a que mais havia chamado sua atenção era uma menina ruiva, dos olhos verdes, o cabelo ondulado. Essa menina estava rodeada de meninas e meninos, que claro, muitos à paqueravam. Elizabeth, propositalmente solta os cabelos, lisos, até a cintura. Alguns meninos olham pra ela e se impressionam.
"Uma menina linda, dos olhos azuis e cabelos morenos." Grita um menino indo em sua direção.
Um "garotão", ela pensou. O garoto com um corpo musculoso, cabelos pretos e olhos pretos. Rapidamente o caminho dele até ela foi interrompido por uma menina loira dos olhos negros. Ela não se abalou, o menino era visivelmente bem mais velho que ela. Não demora muito para que os professores cheguem até ela, e a perguntam:
Professora: Olá! Meu nome Christine, mas pode me chamar de Chris, como você se chama?
Elizabeth: Elizabeth. ela fala com um olhar de surpresa.
Aquela era a professora mais nova que já havia visto, era também muito linda.
Christine: Olá Elizabeth, sou a professora de matemática e de ciências. Aqui ao meu lado, está Ricardo, professor de Educação Física e Ambiental. Vejo que seremos grande amigas, você também se interessa por livros! e de Drama!
Elizabeth: Nossa! Você também gosta? Diz ela ainda mais surpresa.
Christine: Claro, O Encanto das Rosas é meu preferido! E você está lendo ele agora!
Papo vai, papo vem. A professora decide mostrar a escola para Elizabeth. Elizabeth se encanta: Uma escola grande, se não enorme. Havia dois andares, no primeiro tinha um pátio enorme, divido em:
Pátio ambiental (onde ficam as árvores, um pouco de verde), pátio recreativo (onde se passava o recreio),
o banheiro masculino e feminino, o vestiário masculino e feminino (após o recreio e as aulas de educação física, era necessário tomar banho ou pelo menos trocar de roupa — um dos princípios da escola), a cantina e as salas de música e de leitura. No segundo andar tinham as salas do primeiro ao terceiro ano do ensino médio (eram nove salas, 3 turmas de cada ano), tinha também um laboratório (tanto de ciências quanto de informática), tinha um salão de festas, e mais duas salas fechadas (ela se interessou mais por essas duas). A professora contou da academia ao lado, usada para fazer exercícios e da área da piscina. Contou também das "áreas". Os alunos escolhem três tipos de actividade pára didáctica para fazer e já ter uma formação ou ideia na qual pode se interessar. Não demorou para notar que era um colégio, praticamente interno. Ela ficaria ali das 7h30 (horário de entrada) até as 16h30 (horário de saída)
Poucas horas depois, Elizabeth conhece uma menina que, dali em diante, seria sua melhor amiga. O nome dela era Stella. Stella era muito bonita, do nariz empinado, cabelos loiros e olhos cor de mel, seus lábios eram finos na ponta e carnudos no meio. Stella não tinha nem pai e nem mãe, morava com a tia e com seu primo. Não precisava de muito papo para saber que Stella dormia com seu primo, bastava apenas perguntar como ele era, e as palavras apaixonadas de Stella corriam soltas. Elizabeth não tinha muitos amigos, era muito tímida. Ela tinha apenas 3 amigos: Stella, Raquel e Davi. Davi era magro, loiro e olhos castanhos. Não era bonito, tinha o rosto cheio de espinhas e usava um óculos redondo que não combinava com seus cabelos curtos e encaracolados. Raquel não era atraente, mas era divertida. Alguns dias depois, Elizabeth estava caminhando no corredor da escola quando o "garotão" se aproximou dela:
Thomas: Olá gata, como vai?
Elizabeth: Vou bem e você? Fala ainda surpresa, pois estava nervosa.
Thomas: Estou de boa. Sabe de uma coisa? Ainda não sei seu nome!
Elizabeth: Me chamo Elizabeth e você? Agora já estava mais confiante.
Thomas: É Thomas...
Se aproveitando do momento, ele à beija nas bochechas, pega nas suas pernas e levemente passa as mãos pela coxa de Elizabeth. Ela fica nervosa, treme, mas isso não a impede de tirar a mão de Thomas do meio da sua perna. Ela empurra Thomas, olha pra ele com um olhar sério e morde os lábios. nesse meio tempo, a garota ruiva aparece. Thomas já havia virado as costas quando Elizabeth é ameaçada:
Carol: Toca no meu Tom de novo que arrebento sua cara!
Elizabeth, se assusta, mas após isso, não demonstra nenhuma emoção. Dá as costas e vai embora. Ela entra no banheiro, senta na tampa do vaso. Começa a chorar, apenas lágrimas caem de seus olhos. Ela podia parecer forte, mas por dentro era muito fraca e boba. Pouco tempo depois ela lava o rosto e corre em direção à sala. 2 horas se passam, é hora do intervalo. Ela vai ate ao pátio, prende os cabelos e senta no banco. Raquel e Davi se sentaram ao lado dela.
Raquel: Fiquei sabendo de você e do Thomas. Carol vai te matar.
Elizabeth: O quê? Mas eu não fiz nada! Ele me agarrou!
Davi: Não foi o que Deborah disse...
Elizabeth: Eu juro, não fiz nada.
Raquel: E não teria problema se tivesse feito, o Tom é um gato!
Davi: Mas essa Carol acha que é dona dele! Eu não me meteria nisso.
Raquel: Mas mesmo assim. Eu ainda acredito que pode rolar algo entre vocês! Raquel fala rindo.
Elizabeth: Não, apesar de ser um homem lindo, é mais velho e não faz meu tipo.
Raquel: Quem liga pra idade? Ele só tem 17!
Davi: E ela 15!
Stella chega.
Raquel e Elizabeth: Oi Stella!
Davi apenas sorri.
Stella: Elizabeth você vai ter problemas.
Elizabeth: Han? Porque?
Stella: A Carol esta querendo te seguir quando você for para casa. Ela quer te dar uma surra.
Elizabeth: Mas eu não fiquei com o Thomas! Ela grita.
Stella: Sei que não está mentindo, mas sabe como Carol é!
Davi: Você devia falar com o professor. Isso pode ser perigoso.
Elizabeth: E eu tenho cara de x9? Nem pensar, você me leva para casa!
Davi sem pensar muito, aceita.
Chegando o horário de saída, Elizabeth junto a Davi parte para casa. Ela não viu Carol depois de cruzar a esquina. Feliz ela chega em casa. A casa estava num silêncio total. Quando ela vai ao quarto do pai o encontra com duas mulheres na cama. Os três estavam nus porém, dormiam. "Deve ter sido uma foda e tanto" ela pensou. Chegando no seu quarto no segundo andar. Pega umas roupas e vai tomar banho. Saindo ela vai para o seu quarto. Apenas enrolada na toalha. Ela tira sua toalha e se olha no espelho. Não havia mais nenhuma marca. Ela passa a mão no pescoço, estava tensa. Desce suavemente a mão acariciando os seios. "Estão maiores e um pouco mais durinhos." pensou. Botou suas roupas e foi comprar um bolo de morango que queria comer desde cedo. Na volta encontra seu pai, ele carregava uma cesta com cerveja e vinho. Não ligou, apenas seguiu o caminho com ele. Na entrada ele pede que Elizabeth espere na porta. Pouco mais de uma hora depois, as mulheres vão embora, e seu pai a chama para entrar.
Elizabeth: Você deixa sua filha 1h30m na porta de casa trancada pra fora, por que quer transar? Grita ela com raiva.
William: Não queria que você se sentisse mal.
Elizabeth: E preferiu me deixar para fora?
Ela deixa seu pai sozinho, e sobe ao quarto. Se tranca, procura a velha faca afiada para corta seus pulsos, fez 13 cortes do tamanho de uma agulha, mas não eram tão profundos. Ela senta sobre a cama e chora. Cansada ela dorme ali mesmo, apoiando a cabeça na quina da cama.
Acordando, era a mesma coisa de sempre. Tomava banho, pentiava os cabelos na frente do espelho ainda nua. Botava as roupas e ia comer, escovava os dentes e ia para a escola. Tinha os dois primeiros tempos de aula e decidiu ir ao vestuário trocar de blusa. Ela , manchou a que estava usando. No caminho da sala ao vestuário aparece Carol com um grupo de meninas. Carol deu um soco na face de Elizabeth, que caíra no chão. As meninas imediatamente começaram a chutar e dar socos em Elizabeth. A professora Christine aparece. Não é necessário saber o que aconteceria com as meninas e com Carol. Elizabeth estava no hospital da escola. Internada, ela tinha quebrado algumas costelas. Foi levada ao Hospital Particular e ficou 2 semanas internada. Voltando às aulas descobrira que Christine, sua professora salvadora, havia morrido. Abalada procurava saber o motivo mas ninguém sabia. Ela muito triste falta por mais uma semana... Alguns meses depois, a escola recebe uma ligação do hospital. O pai de William morreu. Estava bêbado, dirigia sua Mercedes em alta velocidade e bateu em outro carro. No outro carro havia uma mãe e duas filhas. A mãe e a filha mais nova morreram na hora e a filha mais velha estava sem poder andar... Elizabeth perdia agora seu pai. Não havia mais ninguém por ela... A tristeza bateu no seu coração e nunca mais saiu. Tinha permissão de sair da escola às 14h. Ficava das 14h30m até as 18h45m sozinha. Passava esse tempo na janela. Olhando as pessoas e suas vidas medíocres. Às 19h sua tia chegava para passar 2 horas com ela. Uma ótima moça. Tinha quase 40 anos, sofria. Era pobre e trabalhava como faxineira durante 4 dias por semana. Chegava em casa às 17h para cuidar de seus 3 filhos de 8, 12 e 14 anos. 3 pragas que serviam para deixa-la mais atarefada. Ela dava 100R$ por dia para Elizabeth, e no começo do mês 500R$. A fortuna de William era preservada. Era depositado mensalmente na poupança de Elizabeth pouco mais de 15mil reais. Já que William tinha 15 lojas de artigos para casa, cama, mesa e banho. Elizabeth dava 2mil reais à mais para sua tia. Ajudava de mais a pobre mulher.
Elizabeth já não tinha mais amigos. Eles se afastaram pois tinham medo de Carol fazer com eles o que fazia à Elizabeth. O dia-a-dia de Elizabeth na escola era sempre assim:
Tinha os tempos de aula, quando saía para tomar água ou ar, e ir ao banheiro... Ela apanhava.
No intervalo, apanhava de Carol e seu grupo. Era humilhada, abaixavam suas calças, tiravam sua blusa, cortavam seu cabelo... Cada maldade que não se podia acreditar. O pior? Ninguém tentava impedir, apenas riam e filmavam. Um certo infeliz dia, Carol botava seu plano em execução:
Thomas e seus amigos, Erick e Félix iriam "brincar" com Elizabeth, forçada e silenciosamente.
Thomas chegava por trás dela. Botava as mãos na sua boca. A mão direita amarrava um pano. Botou as mãos dela pra trás e amarrou com uma corda. Acariciava os seios de Elizabeth, que chorava incessantemente. Levantou a saia de Elizabeth e abaixou as calças. Elizabeth já podia sentir a penetração.
Thomas abaixa a calcinha de Elizabeth e a joga no chão. Ela tentava fugir, tentava gritar, mas nada acontecia. O chão já estava cheio de lágrimas quando Erick e Félix se aproximaram. Erick beijava os seios dela, Félix esfregava as mãos nos seios dela. Algumas horas de agonia se passaram, ela não tinha força alguma para aguentar, só se mantia acordada pois sua mente não deixava que ela dormisse. Foram 2 horas de horror, até que os três já não tinham o que fazer com ela. Carol se aproximou, riu de Elizabeth e deu chute no rosto de Elizabeth, que desmaiou. Só acordou em casa, olhou no relógio e eram 4h da manhã. Ela começou a chorar desesperadamente. Sentia nojo, vomitava. Se cortava, o sangue se misturava as lágrimas e ao suor. As lembranças eram claras. Ela sentia tudo o que tinha acontecido com ela. Davi, abriu a porta do quarto dela e não foi necessário muito. Elizabeth entendeu tudo. "Davi encontrou ela e a levou para casa." Pensou ela. Os dois se abraçaram. ele partiu para casa pouco tempo depois. Ela decidiu nunca mais voltar para a escola. Davi ao chegar na escola se senta ao lado de Thomas e começa a comentar como foi "gostoso meter naquela apertadinha." Stella não acreditava no que via. Davi participou do ocorrido a Elizabeth. Stella saiu correndo em direção a Davi e encheu-o de socos e chutes. Ele caiu no chão sem dizer nada, se levantou e empurrou Stella. Os dois foram suspensos.
Notas finais
Não fique triste! O capítulo 2, não vai demorar muito para chegar!
O próximo capítulo é: "Capítulo 2 - O primeiro demônio: O sofrimento."
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