Os 7 Cristais: Em busca das 7 safiras
24 Capítulo 24: A guerra entre os guardiões celestiais e oráculos
No dia seguinte, agora todos almoçando no hotel em que estavam hospedados, conversavam sobre a sua partida para o país da lua. Afinal, já haviam conseguido a safira do sol, desta forma, não havia motivos para continuarem no país.
Porém, Taiyoo já havia dito ao irmão caçula que passaria em sua casa, para ver os seus pais, afinal, havia algumas perguntas que a mesma queria fazer ao seu pai, Tetsuo. Desde que descobriram sobre os guardiões de safira, não saia da cabeça da guardiã, que o seu pai podia ter alguma relação com aquilo, afinal, ele protegia uma espada celestial.
Logo Ayaka notou que a guardiã do sol se encontrava um tanto pensativa, ainda sem saber ao certo o que a amiga estava pensando. Era difícil Taiyoo esboçar alguma preocupação, afinal, a mesma era bastante descontraída e serena, não fazia o gênero dela ocupar a sua cabeça com preocupações desnecessárias.
Já Hikari, notava que a detetive estava um tanto emburrada, enquanto comia o seu almoço, ainda em silêncio. A guardiã da luz notou, já que no dia anterior, muito embora a mesma tivesse se aborrecido com o fato do guardião da terra conversar com outra pessoa, quando retornaram do esgoto, Midori parecia mais calma.
Sayo notou o mesmo que Hikari, afinal, o clima estava um tanto pesado naquela mesa. Por alguma razão, o guardião encarava Midori com medo, ele sequer havia pegado o celular para responder a sua amiga.
Todos comiam em silêncio, enquanto que o guardião da terra encarava a ex-namorada com desconfiança, e medo, como se a mesma fosse avançar em seu pescoço a qualquer momento. Não era para menos, afinal, no dia anterior, ela havia gritado com o rapaz, enfurecida pelo mesmo estar conversando com aquela agente da Rokutsuchii.
Tsuki sabia que tinha algo de errado entre os adolescente, afinal, Tsuchii estava bastante desconfiado, parecia meio assustado. Já Midori parecida nervosa, estava muito quieta se comparar aos outros dias.
— Ei, Tsuchii –Chamou com um sussurrou –O que você fez? Ela parece nervosa –Comentou Tsuki
— N-Não fiz nada demais –Disse o mesmo ainda corado, tentando disfarçar o nervoso –Ela se irrita fácil demais
— Se eu fosse você eu calava a boca e continuava comendo –Avisou o guardião das águas –Se ela ouvir isso, não sei se você sobrevive até chegarmos ao país da lua
— Nossa, ele fez algo tão estúpido à esse ponto? –Perguntou Sayo com um tom de deboche –Tsuchii você não cansa de me surpreender. Como pode ser tão inexperiente?
— Eu não fiz nada! –Sussurrou –A culpa não é minha que a Sakurai fica me ligando e mandando mensagens! E eu gosto de conversar com ela, não entendo o mal que há nisso
— Você é idiota? –Perguntou Sayo –Ela está caidinha por você –Sussurrou
— A Sayo tem razão –Comentou Ayaka –Uma amiga não ligaria tantas vezes e nem mandaria mensagens como ela manda. Ainda mais sabendo que você está em missão
— Você estão exagerando outra vez –Suspirou cortando a carne –Tsuki, diga que eles estão errados
— Eles estão certos –Respondeu sem hesitar –Você por acaso é cego ou se faz?
— É o que?! De que lado você está?! –Sussurrou irritado
— Você fez a melhor escolha terminando com a esquentadinha aqui, o problema é que está se envolvendo com outra, na frente da sua ex. Espera que ela comemore? –Perguntou debochado
Ao ouvir ambos conversarem sobre a sua relação com o guardião da terra, Midori, ainda autoritária pediu:
— Será que podemos mudar de assunto? O que ele faz ou deixa de fazer não é dá nossa conta, certo? Vamos conversar a respeito de outro assunto
Todos ali notaram que aquela conversa trazia um certo incomodo à detetive, tanto, ao ponto de irrita-la profundamente. E como não a irritaria? O ex-namorado estava conversando com outra garota da agência onde trabalhavam, alguns dias após o termino, e de certa forma a acusava de ciumenta.
O guardiões entendiam as razões de Midori estar chateada com o guardião da terra, afinal, o rompimento de ambos foi para que o mesmo a poupasse de correr um perigo maior, não tinha nenhuma relação com o que sentiam um pelo outro. Ele ainda gostava dela, e isso estava claro na forma que o rapaz a encarava.
— Sentimos muito Midori –Se desculpou Sayo
— Não tínhamos a intenção –Disse Hikari
— Não precisam se desculpa –Respondeu a jovem indiferente
— Aproposito, antes de partirmos, eu gostaria de passar na casa dos meus pais –Comentou a guardiã do sol –Tem algum problema?
— Claro que não –Respondeu Akio sorrindo –Aliais, eu preciso falar com Kenso. Parece que o Ken escondeu um colar dele no palácio
— Colar? –Perguntou Taiyoo estranhando –Mas o Kenso não usa colar—Ficou pensativa
Assim que terminaram de almoçar, os guardiões pagaram o almoço e se retiraram do hotel. Não demorou para o grupo seguir em direção a casa dos pais da guardiã do sol. Chegando no local, a mesma tocou a campainha.
Não demorou muito para que o irmão caçula atendesse a porta, ainda soltando um largo sorriso, chamando pela mesma:
— Mana! Kenso! A mana chegou! –Chamou o irmão mais velho –Entrem –Convidou abrindo passagem
Agora todos entravam na casa dos pais da guardiã, ainda pedindo licença por estar entrando sem avisar os donos da casa. Sem muita demora, o grupo viu descer pela escada um rapaz alto, de cabelos pretos, vestindo um avental de cozinha.
— Ken, já terminou de almoçar? Não pense que vai escapar de fazer o dever –Disse o irmão mais velho –E pare de largar as suas coisas pela… -Parou de falar ao ver os guardiões ali presentes
Agora Tsuki o encarava seriamente, enquanto o mesmo o encarava da mesma forma. Ainda tentando disfarçar, o mesmo cumprimentou a irmã do meio, que já fazia dias que havia partido para a sua viagem em busca das safiras.
— Taiyoo, resolveu aparecer? Devia ter ido embora, o nosso pai tá uma fera –Riu
— Nossa, que bom saber –Suspirou desanimada –Eu vim justamente para falar com ele
— Entendo –Respondeu –Se quiser esperar aqui, ou ir até aquele local. A nossa mãe foi receber a nossa tia Naoki na entrada da cidade. Ela veio com a namorada do Ken –Olha para o irmão ainda provocativo
— Eca! Eu já falei que a única com quem eu vou me casar é Harumi –Deu as costas ao irmão mais velho, ainda cruzando os braços –Não quero saber de outra
— Você não vai casar com a minha filha –Respondeu Akio, tentando se controlar para não puxar a orelha do menino –É melhor partir para outra
— Como é ciumento –Comentou Ayaka
— Pois é –Concordou a guardiã do fogo
— Ele não gosta que eu me aproxime daquela região, afinal, a energia daquele lugar é muito pesada, devido ao grande número de pessoas mortas naquele lugar—Pensou Taiyoo –Mas eu preciso conversar com ele…
Ao ver os guardiões ali de pé na sala de estar, Kenso não demorou a convidar o grupo a se sentar, afinal, imaginou que estariam cansados da viagem:
— Sentem-se! Podem esperar aqui se desejarem
— Obrigado(a) –Agradeceram se sentando
Não demorou para Tsuchii observar Ken fazendo a lição de casa. O mesmo notava que o menino estava tendo dificuldades para dividir. Como não teria? Vivia matando aula no colégio.
— O que está fazendo –Se sentou ao lado do garoto
— Lição de casa
— Hein? Divisão? Parece divertido –Pegou o livro soltando um sorriso debochado –Adorava quando tinha a sua idade
— Eu odeio! Detesto!
— Fala sério –Riu –Consegue estruturar uma armadilha daquelas, mas não consegue dividir? Como calculou para que a aquela armadilha desse certo?
— Eu só testei, até dar certo –Comentou inocente
Logo o guardião da terra suspirou, notando que o menino estava desperdiçando o seu potencial matando aulas. O mesmo precisava mostrar para o mesmo como matemática podia ser divertida. Não demorou para que Tsuchii começar a ensinar o menino à dividir.
Do outro lado da sala, Midori observava o ex-namorado ensinando o garoto, ainda surpresa com a sua atitude, afinal, nunca imaginou que Tsuchii tivesse tanto jeito com crianças. Será que ela realmente conhecia parceiro? Ela não sabia.
Sem notar, a mesma soltou um leve sorriso, descobrindo àquele lado doce do parceiro de missões, que em grande parte das vezes, se comportava como um idiota.
Enquanto isso, no território das nuvens, sentado no terreno que pertencia à um templo, onde agora só havia destroços do mesmo, Tetsuo se encontrava sentado de perna de índio, próximo a espada celestial.
Lembranças dolorosas de seu passado vinham à sua mente, trazendo com elas a revolta, e de ódio, por seus amigos serem condenados de forma tão severa injustamente. Agora o mesmo encarava as próprias mãos, se perguntando o que estava fazendo naquele mundo inferior ao seu mundo de origem. O mesmo havia constituído uma família naquele lugar, algo que não estava em seus planos.
— Pessoal…eu não sei o que eu estou fazendo neste mundo—Ergueu a cabeça para o céu –Eu não sou digno da misericórdia de Safira, eu devia ter sido condenado…mas…
Agora Tetsuo se recordava do dia da revolução dos oráculos contra o mundo celestial. Tudo havia começado com a acusação de um dos guardiões celestiais, Shizen, responsável pela energia da terra:
— Eu o vi, majestade! Ele entrou na sala do oráculo supremo e abriu o livro de magias proibidas! Eu sempre soube que ele não era confiável!
— Acalme-se, Shizen –Pediu Umi tentando controla-lo
— Veja majestade –Disse o oráculo conselheiro, ainda com um tom debochado –O que a inveja de uma guardião por um oráculo pode fazer. Me acusando sem provas, sugiro que se acalme guardião
— Como ousa mentir para o senhor Safira! –Gritou prestes a partir para cima do oráculo que tinha a forma de uma bela mulher –Você nunca me inspirou confiança!
— Acalme-se, Shizen! –Pediu Tetsuo, guardião celestial do sol, ainda segurando-o –Vamos resolver isso com diplomacia!
— Diplomacia? Vossa divindade está sendo manipulado por este traidor, que quer usurpar vosso trono! Eu o vi procurando por magias proibidas! Vai saber se ele não queria arranjar um jeito de libertar…
Não demorou para que Safira levantasse o dedo indicador, pedindo por silêncio, fazendo com que todos que estavam ali se calassem. Ainda indiferente àquele escândalo, o mesmo suspirou, e disse:
— Mesmo que estivesse consultando o livro de magias proibidas, não teria como libertar aquele oráculo. Todos aqui sabemos que Kojiro, o oráculo das dimensões, é a nossa arma secreta para impedir que uma tragédia maior aconteça futuramente
— Mas a profecia do velho oráculo também mencionava uma deusa das trevas, certo? E apenas dois humanos seriam capazes de derrota-la, manejando a espada celestial
— Isso é loucura, alteza –Riu o oráculo conselheiro –Eu jamais seria capaz de liberar o oráculo das dimensões
— De qualquer forma, isso não justifica você ter desobedecido à uma ordem de nosso deus –Disse Ame, a responsável pela energia do vento, enquanto brincava com os seus cachos –O que você pensa a respeito, Kinin?
Kinin, era o guardião responsável pela energia do fogo. Ainda que seriamente, o mesmo analisava a situação entregue pelo guardião, que de fato, fazia com que ele duvidasse do oráculo conselheiro.
— Acho que ele devia ser julgado pelos deuses –Respondeu pensativo –Acho que é um caso de conselho
— Não haverá conselho –Disse Safira seriamente –Oráculo, não quero que entre naquela sala novamente, estamos entendidos? Você é o meu conselheiro, a sua obrigação é ficar ao meu lado
— Sim majestade –Concordou
Tetsuo agora se recordava do dia do ataque dos oráculos, contra os guardiões, logo após a acusação feita por Shizen.
Naquela tarde alaranjada, o mesmo sentiu o vento o tanto inquieto, pode notar que havia algo de estranho com o clima do mundo celestial.
Agora saindo do templo do sol, caminhado sobre o caminho de pedras, o mesmo via um oráculo, vestido de odalisca, passar por este. Ainda que discreta, a mesma avisava:
— Estão organizando um revolução, ainda há como impedir
— O quê?!—Se questionou virando-se para trás
Agora o mesmo notava que o oráculo havia desaparecido, causando estranheza no guardião, que agora não entendia onde a mesma estava querendo chegar com àquelas palavras.
Ainda desconfiado, o mesmo caminhava rapidamente até o palácio, onde se localizava tennyos e tennis, que auxiliavam os deuses. Não demorou para que o mesmo começasse a sentir uma estranha energia vindo do palácio.
Logo o guardião ouviu uma grande explosão que vinha do quarto das deusas. Não demorou, este viu tennyos fugindo do palácio, ainda levitando, enquanto que tennins saiam correndo, pedindo por socorro.
— O que está acontecendo?!—Perguntou invocando à sua espada, pronto para ajudar no combate –Essa energia…um ser do submundo?—Se questionou
Não demorou para que o mesmo visse sair do palácio, ainda cercado por tennyos, mirando no mesmo, um oráculo. Este era o oráculo da obediência, que agora parava ao ver o guardião do sol, encarando-o sem entender o que estava acontecendo.
— Ah Tetsuo –Balançou a cabeça negativamente, ainda lamentando –Devia ter comparecido a confraternização dos guardiões de Safira. Afinal, ele preparou àquela festa com tanto apreço, imagine você, nosso deus supremo até os presenteariam com novos dons
— Oráculo da obediência… o que significa isso? –Perguntou tentando dialogar, antes de ataca-lo –Dependendo do que disser, posso ser justo, e implorar para que o senhor Safira tenha misericórdia de sua alma
Ainda com a cabeça baixa, soltando um sorriso debochado, uma leve risada irônica, agora o oráculo levantava a cabeça lentamente, ainda com os seus olhos vermelhos, como se estivesse corrompido por algo.
— O quê? –Se perguntou Tetsuo
Não demorou para que este avançasse para cima do guardião do sol, que agora tentava bloquear o ataque surpresa com a sua espada. O oráculo da obediência tinha pleno controle sobre a sua força, a sua mente, permitindo-lhe aumentar o impacto de seu golpe.
Ainda com dificuldades de segurar o ataque, Tetsuo gritava liberando a sua energia de guardião, ainda jogando o adversário para trás, surpreendendo as tennyos e tennins.
— Oráculo da obediência, então era você quem estava planejando tudo isso?! –Perguntou autoritário –Quem mais está envolvido?! O oráculo conselheiro?!
— Não seja tolo –Riu –Eu organizei isso, junto dos demais oráculos, incluindo o oráculo do amor, da coragem e da misericórdia
— O quê?! Será que enlouqueceram?! Confrontar assim o nosso senhor!
— Não meu amigo, não estamos confrontando os deuses –Se tele transportou para atrás do guardião, ainda soltando um leve risada –Estamos declarando guerra, aos guardiões de safira –Soltou uma risada maléfica
— Vocês…!!! –Começou a manifestar uma forte energia
— Senhor, devemos atirar? –Perguntou Lin em comando das tennyos
— Eu resolvo isso, Lin –Respondeu seriamente –Avise os deuses e os guardiões da traição destes oráculos, rápido! As demais tennyos e tennis, concentrem-se em salvar o máximo de seres celestiais que estão dentro do palácio –ordenou
— Sim senhor! –Obedeceram imediatamente
— Como é idiota! –Gritou o oráculo da obediência lutando contra o guardião –Você não tem chance contra nós! Nós emergimos das emoções de Safira, mas você sabe muito bem, o nosso deus não era puro –Blasfemou debochado
— Ora seu…! –O atacou com sua espada, mas logo foi derrubado com um forte soco do oráculo –E pensar que vocês guardiões surgiram da força e energia de nosso deus –Riu
Tetsuo se recordava da difícil batalha que travou contra àquele oráculo naquele dia. Retornava as suas lembranças, a destruição de toda àquela revolução dos oráculos. Chamas no mundo celestial, como se fosse o próprio inferno; seres celestiais sendo mortos com os poderes dos guardiões de safira e oráculos, vítimas daquele interminável confronto.
Ao ver tanta destruição em seu mundo perfeito, Safira se enfureceu, invocando o seu cetro e batendo-o no chão, trazendo a todos um enorme espanto. Logo o mesmo se levantou de seu trono e disse a todos:
— Já basta! Se não quiserem ser eliminados, oráculos e guardiões, compareçam até a sala divina
Imediatamente os seres celestiais pararam de guerrear entre si. Não levou muito tempo para que fossem escoltados até a sala divina de Safira, onde seriam julgados por sua audácia de depredar o mundo celestial.
Agora curvados diante de Safira, os seis oráculos, junto dos guardiões do deus supremo, se curvavam diante no mesmo, ainda esperando o seu julgamento, ainda amedrontado.
Ainda ao lado do deus, estavam os demais deuses, ainda vestindo as suas armaduras de combate, esperando o julgamento de seu pai. Dá mesma forma estava o oráculo conselheiro e do tempo, o velho oráculo.
— Quem começou essa guerra? –Perguntou autoritário
— Majestade, se me permite –Se manifestou Tetsuo levantando a cabeça seriamente, encarando no olhos do deus – Eu estava seguindo para a festa de confraternização dos guardiões, até que escutei explosões vindas do palácio
— Explosões? –Perguntou seriamente
— Alteza, vi tennyos voando desesperadamente, enquanto tennins corriam para se salvar do fogo causado pela explosão. Quando a fumaça se dissipou, pude ver o oráculo da obediência sair ileso de dentro da área
— Majestade, eu não sei onde o guardião Tetsuo quer chegar –Se defendeu –Mas posso assegurar que foi um mal entendido
Todos estavam acreditando nas palavras do oráculo, já que àquela história parecia muito absurda para ser verdade. No entanto, havia alguém que poderia confirmar as palavras do guardião do sol, já que este salvou uma tennyo quando foi atingida por outros oráculos traidores.
— Se atreve à mentir para o seu deus supremo, oráculo da obediência? –Perguntou Diamante com um ar superior –Meu pai, eu estava lá no momento da explosão. Eu salvei uma tennyo de ser morta pelas mãos do oráculo da sabedoria
— Isso é absurdo, majestade! Jamais atacaria uma de suas servas –Se colocou como inocente
— É verdade o que o deus dos jewels, seres humanos, disse –Confirmou o conselheiro –Afinal, vossa alteza estava nos aposentos desta tennyo, certo?
Naquele momento, Diamante sentiu-se ameaçado por aquele oráculo, afinal, nada passava despercebido por ele. Se Safira descobrisse que ele estava suprindo os desejo de homem com uma das tennyos, seria castigado imediatamente.
— O que fazia nos aposentos de uma tennyo, meu irmão? –Perguntou Esmeralda curiosa
— Senhor Safira, independente do que o senhor Diamante estava fazendo nos aposentos daquela tennyo, ele é testemunha de quem liderou este ataque –Respondeu Shizen –Tetsuo viu o oráculo e o senhor Diamante estava no local da explosão. Todos os guardiões, tirando Tetsuo estavam na confraternização
— Ora majestade, isso não quer dizer nada –Respondeu o oráculo da humildade –Soube que o oráculo do amor, da misericórdia e da coragem estavam arquitetando uma guerra. Guardiões, pode tudo ter sido um plano destes
— O que?! –Perguntou o oráculo do amor
— Seu mentiroso! –Gritou Kinin, ainda autoritário –Como se atreve?!
— Elas jamais seriam capazes de tal atrocidade –Respondeu Ame seriamente –Senhor…
Logo o oráculo conselheiro se aproximou do deus supremo, ainda indiferente àquela situação, enquanto o velho oráculo o observava desconfiado.
— Velho oráculo… -Chamou o oráculo do amor, ainda aflita
O mesmo, ainda que discretamente abaixava a mão, pedindo com que a mesma se acalmasse. Tetsuo notou aquilo, o que levou o guardião a ficar mais desconfiado. Será que foi o oráculo do amor quem tramou tudo aquilo? Afinal, ela o avisou da guerra, será que era para que oráculo da obediência o matasse ali, como matou outros seres celestiais? Tetsuo se encontrava extremamente confuso.
— Não tem como saber qual lado é o inocente –Disse Safira decepcionado com ambas as partes – Tendo em vista a testemunha de meu filho e Tetsuo, oráculos, vocês serão castigados
— O quê?! –Perguntaram todos
— Oráculo da obediência, humildade, sabedoria, eu arranco de vocês o título de oráculos, e por sua traição, eu os condeno a viver o resto de seus dias como monstros celestiais, aprisionados em um profundo sono em Jewels! –Bateu seu cetro no chão, transformando-os em monstros celestiais.
Neste momento, ainda apavorados, todos viam os oráculos gritarem, enquanto se transformavam em terríveis bestas, que rugiam enfurecidas.
— Oráculo da obediência, agora se torna Jigoku no Kemono; oráculo da sabedoria, se torna Kaigun no Kemono; oráculo da humildade; se torna Kaizan no Kemono! Despenquem até Jewels e fiquem aprisionados em seu sono, até que o libertem! Selar!
Agora um grande buraco de abria, fazendo os monstros celestiais caírem do mundo divino como meteoros, até atingirem o solo de Jewels.
Assim que o buraco se fechou, ainda apavorados, imaginando que algo semelhante aconteceria à eles, os guardiões encaravam Safira, ainda amedrontados.
— Guardiões, sua missão em meu mundo, era protege-lo. No entanto, por conta de sua imprudência, seres celestiais foram mortos. Tetsuo, você no entanto, escolheu proteger os seres celestiais, ao invés de se preocupar com uma festa –Respondeu orgulhoso do guardião – Tetsuo, você está apto para proteger a espada celestial
— Majestade –O encarou sentindo-se honrado
— Te darei as coordenadas certas mais tarde, em particular –Respondeu seriamente –Já o demais ainda tem muito o que aprender. Renasceram como entidades em outra dimensão e cresceram com a obrigação de proteger os três oráculos, até o dia do despertar do oráculo das dimensões
— S-Sim… -Aceitaram a sua punição
— Oráculos do amor, coragem, misericórdia; como castigo serão banidas para outra dimensão, vivendo aprisionadas dentro de um templo, até que que o oráculo das dimensões desperte
— Sim… -Disseram ainda achando aquela decisão injusta
Agora o deus supremo batia o cetro no chão, abrindo um portal que sugava os oráculos e guardiões.
Agora no presente, sentado no meio da grama, Tetsuo ainda com o olhar entristecido, suspirava, como se sentisse impune. Não demorou para que o mesmo construísse uma barreira ao redor da espada celestial, e caminhasse até a sua casa.
Enquanto isso, na casa do mesmo, Taiyoo e os guardiões aguardavam Tetsuo retornar. Ainda esperando pelo guardião da espada celestial, o grupo conversava com Kenso a respeito do colar que Ken havia levado ao país das águas.
— Kenso, eu queria tirar uma dúvida com você a respeito do colar que Ken levou para o palácio –Comentou Akio seriamente –Você sabe do que eu estou falando?
— Colar? –Perguntou olhando para o irmão caçula –Ken, quantas vezes eu preciso pedir para não mexer nas minhas coisas?!
— Estava largado por ai –Respondeu amedrontado –Esquecido no fundo falso
— Eu devia te acertar com uns cascudos –Ameaçou impaciente – É verdade, o colar que sumiu é meu, e faz um tempo que estou procurando por ele! –Mandou uma indireta, ainda encarando o irmão caçula
— Kenso, quando a Harumi foi tomada pelo oráculo, acreditamos que ele tenha se manifestado da safira das águas, porém, atualmente fizemos estudos a respeito da origem do universo, e além disso, adquirimos informações a respeito dos guardiões celestiais
Agora o velho oráculo, que agora se passava por Kenso, mudava o seu olhar, esboçando preocupação. Afinal, como aqueles guardiões obtiveram esse tipo de informação? Não era qualquer um que sabia a respeito dos guardiões, tão pouco sobre os oráculos. Além disso, como conseguiram fazer estudos a respeito? Tudo era muito intrigante.
— O ponto é que sabemos que oráculos se hospedam em algo, mas não sabemos ao certo o que é. O Ken escondeu o seu colar, mas não sabemos se ele escondeu no mesmo lugar onde a pequena Harumi escondeu a safira das águas –Explicou Midori –Se for o caso, acreditamos que oráculo que a possuiu não se manifestou da safira, mas sim do colar
— Entendo –Respondeu o irmão da guardiã do sol –Ken! –Chamou
— Sim? –Perguntou
— Aonde você escondeu o meu colar –Perguntou –Sem gracinhas
— Onde eu escondi? –Perguntou pensativo –E no que resolveria o problema de vocês?
— Como no que resolveria o problema? Precisamos da localização –Respondeu Tsuchii impaciente
— A nossa brincadeira não é tão simples –Respondeu debochado
— C-Como assim “não é tão simples?” –Perguntou Akio com medo do que as crianças tivessem feito com o colar
— No nosso caça ao tesouro, não basta o pirata esconder o tesouro, e os outros encontrarem
— Ken, eu já estou me cansando! –Disse Taiyoo impaciente
— Bem, eu escondi atrás do vaso de plantas no hall do palácio, mas se alguém o encontrou, escondeu em outro lugar –Avisou
— O quê?!?! –Perguntaram ao mesmo tempo
— Podem perguntar para a Harumi –Sugeriu –Vai que ela achou antes do Meguri, se bem que ela é tão boba, pensaria no lugar mais óbvio –Riu
— O que vamos fazer? –Perguntou Sayo colocando a mão na testa –Vai ser como achar uma agulha no palheiro
— Nem tanto –Respondeu Tsuchii –O Akio já falou com a Harumi, ela disse que muito provavelmente o Ken saberia, isso quer dizer que ela não achou. De duas, uma. Ou continua atrás do vaso de plantas, ou o Meguri encontrou e escondeu em outro lugar
— Analisando brincadeira de três crianças –Comentou Tsuki suspirando –Que época para se ser guardião
Agora todos pensavam a respeito do que Ken havia dito, afinal, dependendo de quantas vezes as crianças tenham encontrado o colar, podia estar em qualquer cômodo do palácio. Mas se o oráculo possuiu a Harumi no jardim, então provavelmente estava enterrado no mesmo lugar que a safira.
— Mas o oráculo possuiu a Harumi no jardim, não é? Se for mesmo o colar que estamos procurando, então estava enterrado junto com a safira
— Capaz da Harumi ter mentido –Riu colocando as mãos para trás da cabeça –O tesouro dela enterrado junto com o meu, e do Meguri, que inovador –Ironizou
— Ela não mentiria! –Disse Akio começando a se enfurecer
— Para ganhar esse jogo, eu duvido muito –Comentou rindo
— Ken, tenha respeito! –Mandou Taiyoo autoritária –De qualquer forma, Akio já entrou em contato com a Miyu, não é? Nesse caso, só nos resta esperar
— Você tem razão –Concordou Akio suspirando –Vamos seguir viagem
Não demorou para Ken notar que Tsuchii encarava Midori, com uma cara meio abobada, enquanto a mesma conversava com Ayaka a respeito da próxima safira que procurariam. Não demorou para o garoto perguntar:
— Por quê tá olhando para ela que nem idiota?
— Hein? O quê? –Perguntou saindo de seus pensamentos e encarando o garoto
— Tá com cara de idiota –Comentou – Tá quase babando
— Isso não é da sua conta –Respondeu tentando se controlar
— Gosta dela? –Perguntou debochado –Tá apaixonado?
— Não diga besteiras! Toma conta da sua vida! –Se levantou da cadeira enfurecido –Ei, o que vamos fazer? –Perguntou ao grupo
Logo todos viram a porta ser aberta pelo pai da guardiã do sol, que ainda seriamente, encarava os guardiões que ali estavam, se perguntando o que estariam fazendo em sua casa. Ao ver a filha do meio, o mesmo perguntou:
— O que faz aqui? Já não escolheu o seu caminho?
— Pois é, mas antes de partir, eu gostaria que me respondesse algumas perguntas –Respondeu a guardiã do sol, ainda que seriamente, encarando-o
— Eu não tenho que te responder nada –Passou pela mesma –Siga com a sua viagem –Mandou subindo as escadas ainda indiferente
Os guardiões, e até mesmo Midori não sabiam responder a razão, mas Tetsuo impunha respeito, e medo em suas falas. Era como se ele estivesse muito acima de todos que ali estavam, era como se fosse um ser muito superior, era amedrontador.
— Papai! Vai me deixar ver a espada hoje? –Perguntou seguindo ainda com um sorriso
— Você não suportaria sequer encara-la –Respondeu indiferente –Vá brincar
— Que droga! –Murmurou emburrado
Ainda que o pai a ignorasse, Taiyoo não pensava em desistir de questiona-lo à respeito daqueles guardiões celestiais. Desta forma, ainda de costas para o mesmo a guardiã do sol perguntou:
— Quer que eu pergunte aqui? Na frente de todos?
— De qualquer forma, eu não vou responder –Agiu com indiferença prestes a subir a escada
— Você conheceu os guardiões celestiais, não é? A espada que você protege, tem algo a ver com o mundo celestial? Se tem, então você é como a Lin, não é? Seria um tennin?
O silêncio tomava conta da sala, enquanto os guardiões, e Midori os encaravam, ainda com medo no que aquilo pudesse resultar. Nenhum deles sabiam o que esperar do pai da guardiã, será que Taiyoo sempre foi ousada deste jeito? Ao ponto de peitar alguém que fosse possuidor de tamanha energia e imponência? Se era, nunca haviam notado até então.
Logo Tetsuo soltou um sorriso debochado, achando engraçado, o fato de sua filha chegar àquela conclusão por si só. Ele nunca havia notado no quão inteligente sua filha era, afinal, durante a adolescência foi tão rebelde, nunca quis cumprir com as suas obrigações de guardiã.
O fato da jovem chegar aquela conclusão, apenas com algumas informações, o deixava de certa forma orgulhoso.
— Você sabe da minha história –Respondeu com um meio sorriso –Eu sou um nativo do país das nuvens e sobrevivi a destruição do país. A espada celestial era um artefato sagrado do templo das nuvens, e eu fui encarregado de protege-la
— Mas quem o encarregou? –Perguntou a jovem –No país das nuvens não haviam diamantes e tão pouco guardiões, certo? Você não é um nativo deste mundo
— Pense o que quiser
— Muito embora, eu seja guardiã do sol, nunca senti a energia do sol emanar do cristal, e isso me deixou intrigada –Comentou –Não seria porque o portador desta energia não foi banido junto com os outros guardiões? Será que não temos entre nós um…
— Taiyoo, acho que já perguntou o suficiente –Interrompeu Kenso soltando um leve sorriso –Eu estou salvando a sua vida –Sussurrou
— Um dia vamos descobrir o seu segredo! Pode apostar!
Agora todos viam Tetsuo subindo para o seu quarto, ainda ignorando a filha.
Após aquela conversa, o grupo se despediu de Ken e Kenso, e partiram em direção ao país da lua. A caminho da saída da cidade, Tsuki notava Taiyoo ainda um tanto pensativa. O mesmo não sabia o motivo, mas não achava tão estranho a mesma desconfiar de Tetsuo daquela forma, afinal, ele tinha uma energia fora do comum, assim como Kenso.
— Não acho que sua teoria esteja totalmente errada –Disse o guardião da lua pensativo –O seu irmão, tem uma energia peculiar para um humano, assim como o seu pai. Tem algo ali que não bate
— Mesmo que exista algo, eles jamais vão assumir –Suspirou –Se depender do meu pai, ele passaria meses sentado naquele templo, vigiando aquela maldita espada
— O meu mestre, monge Seiji, comentou algo a respeito desta espada celestial. Ela faz parte de uma profecia dos oráculos. Não faço ideia de que profecia seja está, mas para colocarem alguém com a energia de Tetsuo para protege-la, deve ser importante
— Há muitas peças faltando nesse quebra-cabeça –Suspirou olhando para cima –O que fazemos?
— Nosso objetivo são os colares e as joias –Respondeu seriamente –Precisamos nos focar unicamente nisso, antes que Kano consiga acessar os mundos de Alpha e Rubricos antes de nós
— Tem razão –Concordou seriamente
Agora ambos seguiam o grupo até a saída da cidade e do país do sol, prontos para seguir até o país da lua.
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