Os 7 Cristais: Em busca das 7 safiras
10 Capítulo 10: O noivo de Ayaka
Agora em uma cafeteria, o grupo tomava um café junto do sacerdote e do noivo da guardiã do vento, que ainda um tanto constrangida, era abraçada pelo noivo, que agora se apresentava soltando um leva sorriso:
— Meu nome é Iori, sou o noivo de Ayaka
— Ayaka, você não contou nada para a gente –Comentou Sayo surpresa –Como pode fazer isso?!
— Não queria fazer disso uma grande coisa –Respondeu indiferente, ainda mexendo no cabelo constrangida –Além disso, foi tudo muito rápido e ainda mais com tudo o que anda acontecendo –Explicou corada
— Está vermelha! –Apontou Tsuchii rindo
— Cala a boca! –Mandou Midori acertando-o com um soco na cabeça
— Sua idiota! –Gritou o mesmo massageando o galo
— Já chega vocês dois! –Mandou Tsuki perdendo a paciência, fazendo com que ambos se calassem imediatamente
Agora o sacerdote tomava um pequeno gole de café e questionava a guardiã do vento:
— E para quando pretendem marcar o casório?
— Bem… -Disse Iori
— Não sabemos –Respondeu –E isso não é prioridade num momento sacerdote. Como bem sabe, eu tenho uma missão importante junto dos demais e as minhas obrigações de guardiã vem em primeiro lugar
— Ah, mas não acho que deva ser uma problema, Ayaka –Disse Sayo sorrindo –Não acredito que demoremos tanto para reunir as safiras como foi com os cristais –Comentou com um sorriso
Logo Ayaka encarou Sayo com um olhar mortal, como se estivesse prestes a matá-la, fazendo com que a guardiã do fogo sentisse um arrepio na espinha, assim como os demais que ali estavam.
— Não vamos marcar essa data agora e ponto final, me entenderam? O Iori tem outras prioridades no hospital e eu como guardiã. Não é o momento apropriado para juntarmos as nossas vidas –Respondeu se levantando e deixando a sua parte do pagamento na mesa – Com licença
— Ayaka… -Chamou Iori
Logo o sacerdote suspirou enquanto tomava mais um gole de café, afinal, ele a conhecia e sabia que apesar de bastante calma e pacifica; Ayaka não era o tipo de mulher que se prendia a uma pessoa pelo resto da vida.
Ela lembrava muito o seu tio-avô Hariken, seu espirito era livre como o vento, ela queria ter a liberdade de ir e vir sem dar satisfações; mas como faria isso assumindo o compromisso com Iori? Para o relacionamento de ambos dar certo ela era obrigada a seguir algumas normas impostas pela sociedade do vento.
Depois de casada, a mesma não teria a mesma liberdade para lutar, viajar, até mesmo proteger a safira como fazia até então e isso trazia insegurança ao seu coração e voltar ao assunto de casamento trazia um certo pavor para a mesma.
— O que a Ayaka tem? –Perguntou Hikari estranhando o comportamento da guardiã do vento –Ela parece a apreensiva
— A menina Ayaka tem o espírito livre como o vento –Explicou o sacerdote –Iori, você deve saber, não é? Se ela se casar com você, isso vai significar largar mão do seu cargo de guardiã, segundo as leis do país –Suspirou
— Essas leis idiotas –Suspirou Iori – Esse imperador ainda acredita estar na era Diamante, é um absurdo –Suspirou
— Leis? Que leis são essas? –Perguntou Akio – Até onde eu sei, existe um conselho que coordena os templos e guardiões de cada país, certo? O conselho de guardiões?
— Exatamente –Respondeu o sacerdote – Porém, dependendo, o guardião é habitante do país e precisa seguir essas leis. Desta forma, o conselho e império entram em acordo e estipulam normas para este guardião estipular a sua função e continuar exercendo a sua função como cidadão -Explicou
— Entendo –Disse Akio seriamente
— Infelizmente, o país do vento não permite que guerreiras continuem lutando depois de casadas –Explicou –A menina Ayaka tem uma responsabilidade muito grande com o seu cargo, vocês podem não saber, mas o tio dela foi morto por um dragão
Quando o sacerdote contou aquilo, imediatamente os guardiões arregalaram os olhos, pensando apenas em uma pessoa que tinha a capacidade de se transformar em dragão. Afinal, naquele mundo não haviam criaturas como aquelas, Kano era a única. Será que desde aquela época, ele já estava causando problemas? Eles precisavam confirmar com o sacerdote.
— Sacerdote –Chamou o guardião das águas seriamente –Pode nos contar mais a respeito deste dragão? Por favor
— Eu não sei muito –Respondeu alisando a barba tentando se recordar – Faz mais de vinte anos, acho, muitos de vocês sequer tinham nascido na época, a menina Ayaka ainda era um bebê –Riu
— Faça um esforço –Pediu Sayo –É importante
— Esse dragão tinha a forma de um homem, cabelos longos, azulados para um tom escurecido –Respondeu –Ele sentia prazer em matar; matou a marechala das águas, Mizu Asuya. Ele também foi responsável pelo incêndio no país do fogo, que fez com que a imperatriz se sacrificasse, além ter denunciado os…
— Já nos deu informações o bastante –Disse Tsuki se levantando
— Deixe com que ele termine de falar –Pediu Akio seriamente –Termine de falar, sacerdote
— Não é nada de importante –Respondeu rindo –Era apenas uma informação trivial
— Marechala Mizu Asuya…-Comentou Akio –Essa mulher era a minha avó. Escutei histórias a seu respeito quando eu era menino, parecia ser uma grande mulher
— Ela foi um marco –Respondeu –A senhorita Asuya, morreu tentando proteger o seu primogênito e o povo. Morreu como uma heroína para o povo das águas. Assim como a imperatriz do fogo morreu, usando a fênix para proteger a sua família e povo do fogo
— É –disse Sayo segurando o colar que havia herdado de sua mãe, ainda que emocionada por recordar de seu sacrifício e ao mesmo sentir-se feliz por ter um exemplo como ela a se seguir
— Vocês conhecem esse dragão? –Perguntou seriamente –Sabem de tem se trata?
— Sim –Respondeu Akio –Mas não se preocupe, nós cuidaremos desse sujeito pessoalmente. Em nome dos nossos pais e entes querido. Iori, eu imagino que ame muito a Ayaka, do contrário não teria pedido ela em casamento; mas assim como para nós, essa missão é muito importante para ela e a obrigação de proteger a safira do vento também. Dê um tempo para que ela reflita sobre esse noivado e use esse tempo para refletir também –Pediu
— Eu entendo e eu só quero o melhor para a Ayaka –Respondeu –Eu só não entendo a razão dela estar fugindo de mim desse jeito. Eu já disse para ela que poderíamos marcar a data quando quiser; mas ela insiste em me evitar desde que aceitou o pedido. Não sei se ela quer isso realmente… -Desviou o olhar um tanto inseguro
— Você precisa relaxar –Disse Midori tomando um gole de milk-shake –Dá um tempo, é muita coisa para ela assimilar, é a liberdade dela que está em risco, não a sua –Respondeu
— O que? Estou recebendo conselhos de uma adolescente? –Riu mexendo no café
— Mas é claro, ou você não se toca? –Respondeu sendo direta –Não acha que está muito em cima dela? Ela tomará a decisão sozinha. Quanto mais coloca-la na parede, mais ela vai fugir. Você é idiota ou quer que eu desenhe? –Perguntou
— Nossa…mas já vestiu as ferraduras para dar o coice? –Perguntou Tsuchii comendo um pedaço de bolo
— E você não entende nada! Engole esse bolo! –Mandou enfurecida
Após tomar café, o grupo decidiu se hospedar na casa da guardiã do vento, já que estava no final do dia. Assim poderiam descansar e recuperar a sua energia gasta durante a batalha contra o ninjas enviados por Kano.
— Fiquem a vontade –Disse Ayaka ainda com um olhar preocupado –Qualquer coisa que precisarem podem me chamar –Disse caminhando até o lado de fora
— Tá –Responderam
Todos já haviam notado que a guardiã do vento estava muito preocupada com aquela história de casamento. Era visível que a mesma estava insegura, afinal, ter que abrir mão de tudo para ficar com o homem que se ama não seria uma tarefa fácil.
— Deve estar sendo muito difícil para a Ayaka –Comentou Hikari pensativa –Ela deve estar extremamente dividida entre o seu coração e a sua razão
— Tomar uma decisão dessas não é nada fácil, ainda mais em um país com normas tão retrogradas quanto essas –Suspirou Sayo –Por outro lado, nós precisamos da Ayaka, se ela resolver se casar, terá que largar o posto de guardiã, muito provavelmente terá que arranjar uma sucessora e nós não temos tempo para explicar tudo para um novo guardião
— Ela tem razão –Concordou Tsuki –Se a Ayaka resolver ficar e arranjar uma substituta, nós vamos perder muito tempo. Precisamos nos lembrar que antes de assumir o posto, o sucessor normalmente precisa passar por um rigoroso treinamento. É claro que existem as suas exceções; mas ainda assim, ocorre só em um caso de extrema urgência –Explicou
— Que situação delicada –Comentou Akio suspirando –Eu sei que a Ayaka precisa seguir viagem conosco; mas acho que pressiona-la a tomar uma decisão tão importante em tão pouco tempo, é meio insensível de nossa parte. Eu não sei o que eu faria no lugar dela –Respondeu seriamente
— Podemos tirar um proveito desse tempo –Comentou Tsuchii –Eu preciso pesquisar mais a respeito da origem das joias. Dizem que a biblioteca do país do vento tem uns livros históricos da era de diamante; são os poucos que foram preservados. Midori, você consegue ler o idioma dessa época certo? Pode me ajudar com a tradução de algumas coisas? –Perguntou
— Tá –Concordou
— E quanto tempo acha que vai precisar para essa pesquisa? –Perguntou Taiyoo –Não se esqueça que Kano está atrás das safiras, não podemos nos atrasar
— Três dias –Disse o rapaz – Acho que será o suficiente. Olha, o Kano pode reunir as demais safiras; mas se ele não souber como utiliza-la é inútil. Além disso, só é possível invocar Safira com as vinte e uma joias celestiais, então precisamos estudar um jeito de viajar para Alpha e Rubricos de qualquer jeito –Explicou
— Olha…ele tem razão –Comentou Akio
A equipe agora pensava a respeito do que o guardião da terra havia comentado e por um lado ele tinha toda a razão. Aparentemente, Kano não tinha conhecimento da existência dos demais mundos celestiais, então para ele as Safiras seriam inúteis.
— Ele sabe –Respondeu Tsuki –Kano é serviçal de Demon há muitos anos e muito leal. Não se esqueçam que ele matou os guardiões da minha geração e da geração antecessora a minha; ou seja; ele é bem mais forte e inteligente do que todos nós –Respondeu seriamente
— De qualquer forma, de nada adianta ter as sete safiras e nenhuma pista de como chegar aos outros mundo –Respondeu Tsuchii confiante –Me dê esses três dias, será o tempo de pesquisarmos e de Ayaka tomar a decisão dela
— Faça como bem entender –Disse Tsuki indiferente –Depois não diga que eu não avisei –Respondeu
— Certo, ficaremos aqui por mais três dias –Disse Sayo
Do lado de fora, Ayaka sentia o vento soprar em seu rosto, enquanto a mesma segurava os seus cabelos que esvoaçavam ao vento. Logo o noivo parou do seu lado, ainda em silêncio, sentindo a brisa daquela noite; assim como a guardiã.
— Iori…
— Ayaka, eu não quero te pressionar a fazer isso –Disse seriamente –Quando te pedi em casamento, é porque eu estava certo dos meus sentimento por você e que você é a mulher com quem eu queria dividir o restante da minha vida. Eu sei que não vivemos um país justo e que você teria que abrir mão de muitas coisas para unir a sua vida a minha…eu não sei o que eu poderia fazer para te ajudar
— E se não nos casássemos? –Perguntou
— O que?
— Eu não faço questão de cerimônia, aliais, não estou com tempo de ver esse tipo de coisa –Respondeu –Você também anda ocupado, acho que seria melhor para nós dois se começássemos a morar juntos
— Ayaka…
— O que acha, Iori? –Perguntou se virando para o mesmo
— Eu gosto da ideia –Disse puxando-a pela cintura –Pelo menos, até que a sua missão acabe –Sussurrou em seu ouvido
Corada a mesma o encarava, enquanto o mesmo acariciava os seus cabelos castanhos. Logo o médico depositou um doce beijo nos lábios da guardião, enquanto a mesma correspondia. Ao se separarem; Iori acariciou o seu rosto e disse:
— Ayaka, leve o tempo necessário para cumprir a sua missão –Pediu –Eu estarei esperando por você. A única coisa que te peço é que para que tome cuidado, não quero te perder
— Não há com o que se preocupar –Disse ainda confiante –Além do mais, eu não estou sozinha, estas pessoas que estão viajando comigo não são apenas guardiões, elas se importam comigo, assim como eu me importo com elas
— Parecem boas pessoas –Comentou –Fico tranquilo, sabendo disso
Ayaka agora estava em paz, afinal, enfim conseguirá resolver a questão de seu casamento com Iori. Ambos não se casariam, apenas passariam a viver juntos quando a mesma concluísse a sua missão de viajar em busca das joias celestiais.
No dia seguinte, ainda cedo, Tsuchii e Midori se levantaram, se arrumaram e em seguida se dirigiram até a biblioteca do país do vento. Agora no local, entre as prateleiras na sessão de história, os detetives procuravam por livros que falavam a respeito das joias celestiais, os diamantes, cristais, os mundos, qualquer coisa que desse alguma pista de como acessar os outros mundos celestiais.
Logo Tsuchii pegou alguns livros, assim como a amiga. Sem perder tempo ambos se dirigiram até uma mesa e começaram a ler os livros.
O guardião da terra agora suspirava, notando que o livro que havia pego estava em um idioma muito antigo, que o mesmo não sabia decifrar.
— Midori, pode me ajudar com essa coisa esquisita? Você sabe ler isso, não sabe? –Perguntou encostando no encosto da cadeira com as mãos por de trás da cadeira –Eu não consigo entender nada disso
— Deixa eu dar uma olhada –Disse aproximando do livro para tentar ler o que estava escrito
Ao se aproximar do livro, Midori automaticamente se aproximou do guardião da terra, que agora a observava lendo o livro, o que o deixava bastante constrangido e nervoso. Mas logo o mesmo notou que a mesma estava muito concentrada naquilo que estava lendo, tentando traduzir aquela língua estranha, o que o surpreendia. Neste aspecto o detetive tinha que admitir, mas a sua parceira de missão era muito inteligente.
— Isso é interessante… -Comentou se aproximando ainda mais
— E-ei…! –Disse abaixando os braços corado, vendo a mesma se aproximando mais do que antes
Tsuchii agora podia sentir o perfume doce, o que fazia o seu coração disparar rapidamente como se fosse saltar de seu peito. Era como na vez que ambos dividiram a mesma cama no hotel do país do fogo, mas afinal, o que estava acontecendo? O detetive não sentia absolutamente nada pela Midori, não que ele soubesse ou será que está começando a sentir? O mesmo estava muito confuso em relação a aquelas sensações.
— Midori…—Pensou, ainda que sem querer, reparando que a blusa da jovem estava marcando o arco de seu sutiã, ainda que levemente – …O que está acontecendo comigo afinal? Por que eu estou reparando nisso de repente?! –Se questionou ainda encarando-o
— Você está prestando atenção?! –Questionou encarando-o emburrada
— Hein? –Perguntou mudando a direção do seu olhar rapidamente –O que?
— Qual é o seu problema?! –Perguntou aborrecida –Droga Tsuchii!
— Por quê está brava?!
— Porque eu trouxe uma parede comigo! –Respondeu nervosa –Não escutou nada do que eu disse, não é?! Onde está com a cabeça?!
— Tá! Foi mal! Repete –Pediu –Vou prestar atenção –Disse emburrado
— Olha aqui! Diz que existe dois colares que servem para invocar dois oráculos, do tempo e conselheiro –Explicou apontando para o livro –Eles abrem portais tanto para Alpha quanto para Rubricos; mas tem um porém
— O quê? –Questionou encarando-a
— O portal só pode ser aberto pelos oráculos ou por alguém que tenha a alguma linhagem de sangue com algum ser destes mundos… -Comentou enquanto traduzia
— O que? Então precisa ser habitante se Alpha e Rubricos?! –Perguntou surpreso
— Ou ter parentesco com alguém de lá –Comentou seriamente – Uma gota de Alpha abre o caminho para o mundo de Esmeralda e uma gota de lava de Rubricos abre o caminho para o mundo de Rubi –Traduziu o que estava escrito
— Magia…-Disse ainda pensativo – Akio tem descendência direta com de Alpha, afinal, a mãe dele não era um ser deste mundo, certo? Se encontrarmos esse colar, pode ser que sejamos capazes de viajar até Alpha e conseguir as sete esmeraldas
— Não é tão simples –Respondeu se levantando ainda pensativa, começando a andar de um lado para o outro –Não podemos simplesmente invadir o outro mundo e destruir as vidas que existem lá para salvar as nossas, é desumano. Precisamos pensar com calma, além disso, já ouvi boato sobre esse tal de Kano…
— O quê? Escuta, seja lá o que tenha escutado, ele é bem pior do que te contaram –Respondeu se levantando –Midori, ele tentou coisas horríveis contra a Miyu e contra a geração antecessora a nossa
— Não estou falando disso –Disse seriamente –Já leu sobre Rubricos?
— Rubricos? Já ouvi falar uma coisa ou outra; mas quase não temos informações a respeito –Explicou pensativo –O que sei é que seria o mundo da deusa Rubi, uma primogênita de Safira. Mas o que existe neste mundo, não existe nenhuma informação sobre –Comentou
Logo Midori notou um estranho movimento na biblioteca, ao redor da mesa onde estava. Logo a mesma começou a juntar os livros e a pega-los sobre a mesa. Em seguida, a mesma comentou:
— De qualquer forma, acho que a Ayaka já resolveu a situação dela com noivo, desta forma, podemos seguir com a nossa viagem certo?
— É –Disse notando o estranho movimento
— Acho que vou levar esses livros –Comentou caminhando até o guichê da biblioteca
Tsuchii agora a seguia, ainda notando que ambos estavam sendo seguidos. Enquanto a amiga conversava com bibliotecária, o mesmo já se preparava para qualquer contra-ataque.
Enquanto passava os livros, Midori entregava a sua identidade de pertencente do centro de pesquisa da agencia de detetives Rokutsuchii, afinal a mesma tinha uma espécie de passe, que a permitia a mesma ficar com o livro por tempo indeterminado.
A bibliotecária agora abaixava a cabeça e dizia com um meio sorriso:
— Sinto muito; mas você não podem levar estes livros
— O que? –Perguntou a detetive estranhando –Como não? Eu tenho o passe! Essa agencia tem parceria com essa biblioteca, sabia? –Perguntou ainda estranhando o fato de os livros barrados
— Sinto; mas não estou autorizada a liberar estes livros –Respondeu ainda paciente –Pode escolher outro se quiser
— Não, eu preciso destes e vou leva-los! –Disse tentando pegá-los
— Ei Midori! –Chamou Tsuchii vendo que todos começavam a olhar o escândalo
— Por favor, não insista –Pediu pegando um canivete da mesa e ameaçando a detetive
— O que?!—Se perguntou surpresa com a atitude da bibliotecária
Agora a ficha da dupla caía, desde o momento que saíram da casa de Ayaka, ambos estavam sendo observados. Com certeza eram servos de Kano.
— Midori, acho que nos metemos em encrenca –Comentou Tsuchii soltando um meio sorriso debochado, agora assumindo posição de batalha –Preste atenção, pegue os livros e volte para a casa da Ayaka. Avise os outros
— O quê? –Perguntou em posição de defesa –Não posso te deixar aqui sozinho, a biblioteca está cercada
— Vai logo –Mandou seriamente –Eu me viro
— Tá –Disse tentando pegar os livros; mas foi impedida pela bibliotecária que provocou um corte em sua mão com a navalha, fazendo-a soltar um grito
— Não vou deixa com que leve os livros!
— Mas eu vou levar, você querendo ou não! –Gritou fechando o punho da outra mão e acertando a bibliotecária com um forte soco no rosto, derrubando-a sobre a mesa
Não demorou para que Midori visse uma espécie de verme saindo do ouvido da bibliotecária. Em seguida, ainda que rapidamente a mesma pegou um pote de vidro que havia sobre a mesa e coletou o verme e em seguida tampou o recipiente.
— Tsuchii, eles estão sendo controlado por um verme! Olha isso! –Mostrou no vidro o mesmo se contorcendo
— O que?! Ei! –Se desviou do ataque de um homem –Droga! E pelo jeito a maioria dessas pessoa pegaram essa coisa! –Comentou desviando do golpe de cada uma das pessoas e contra-atacando
— Eu vou avisar os demais –Disse a mesma colocando os livros na mochila –Tente segura-los um pouco
— Farei o possível –Disse se defendendo dos golpe – Eita! –Gritou se abaixando ao ver uma mesa voando em sua direção
Midori agora corria em direção a casa de Ayaka; mas viu que todos na cidade começavam a segui-la. Logo a mesma parou imediatamente, ainda pensando estar sem escapatória; mas logo viu uma pessoa ser atingida por um tiro que vinha do alto de um telhado.
Deste, saltou uma mulher de capa preta e gola alta que agora caminhava rapidamente até os habitantes da cidade, ainda engatilhando a espingarda e mirando. A mesma atirava em cada um, um por um, sua pontaria era perfeita.
Quando uma mulher foi tentar ataca-la, a mesma a agarrou pelo braço e a lançou para o outro lado, em seguida, acertou um homem com chute no meio estômago. Em alguns minutos, a mulher acabou com todos aqueles que estavam seguindo Midori, deixando a detetive surpresa:
— Uau…
— Uau coisa nenhuma –Socou a sua cabeça fazendo a mesma soltar um alto grito de dor –Onde está o Tsuchii?! Vocês são dois irresponsáveis!
— Sinto muito, capitã… -Se desculpou soltando algumas lágrimas
— Vamos resolver esse problema primeiro –Disse dando as costas –Vá até os guardiões, notifique-os sobre o que está acontecendo. A mochila fica comigo
— O que?
— É um ordem –Disse autoritária
— Sim, senhora –Disse entregando
— Ótimo –Disse pegando –Eu vou puxar a orelha do Tsuchii agora, aquele irresponsável… -Disse dando as costas, apoiando a espingarda no ombro
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