Os 3
2 Desaparecidos e Incomprendidos
Os três caminhavam ao anoitecer. O Parque das Redenções estava cada vez mais vazio. Aquela tarde vazia e tortuosa fizera com que ambos trocassem vários sorrisos.
O mais novo dos 3 já estava temulento. Seus olhos estavam úmidos, sua visão era confusa e embaçada. O vento frio daquele crepúsculo de inverno o fazia sentir irrefragável.
Tragando um cigarro com sabor de menta, Jane aproveitava aquele momento com seus aprazíveis namorados. Seu cabelo ruivo natural estava jogado sobre o colo de Oliver, onde estava deitada. Aquela cor viva destacava com o verde da grama.
Absorto em suas ilusões, Julian possuía em mãos uma garrafa de alguma bebida qualquer. Ele encarava sues amantes de uma forma libente. Ele estava ameno com aquela situação.
Os três haviam permanecido a tarde inteira no mesmo canto embaixo de uma velha árvore próxima ao Lago dos Pedalinhos.
Eles viviam juntos, se viam todos os dias e todas as noites iam pra cama juntos, porém, não dispensavam aqueles momentos. Era algo que os permitiam se renovar como amigos, namorados, como amantes.
Os três já estavam se preparando pra voltar para seu celebre apartamento próximo a Rua Gonçalo de Carvalho, a mais bonita do mundo e curtirem o resto do sábado juntos.
Julian e Jane se esforçavam pra fazer Oliver se levantar, ele não conseguia se manter em pé por tamanha quantidade de bebida ingerida. Quando conseguiram o fazer ficar em pé por mais de cinco segundos, Oliver desequilibrou em cima de Jane. Juntos ao chão suas pernas se intercalavam, um conseguia sentir a respiração do outro e seus olhos estavam pertos o suficiente pra conseguirem verem seus reflexos.
Oliver estava ofegante, não sabia o que fazer naquela situação e todo aquele álcool não o permitia pedir desculpas. Ele usara a força que o restara pra tentar se levantar mais assim que o seu corpo se afastou de sua namorada, ela o puxou. As mãos da garota estavam envolvidas nas costas do rapaz, ela o arranhava com delicadeza enquanto ele mordia seus lábios, Jane se contorcia ao suspirar enquanto sentia uma das pernas do garoto esbarrar nas suas.
Julian que encarava aquela cena com naturalidade fora surpreendido por um casal que passara por ali.
— Vela! — O casal soltou uma gargalhada, a moça parecia estar se divertindo tanto que seu sorriso era imenso — É tão bom segurar vela! — Rindo cada vez mais eles continuaram a andar.
Oliver mostrara seu dedo médio para os dois e rolou pro lado de Jane.
— Vejo vocês no inferno, otários. — Julian sem dar a mínima praquela atitude sussurrou dando de ombros. Seus olhos se mantiveram fixos por um tempo sobre o casal como se ele fosse os matar. Isso acontecia com o garoto várias vezes por dia, mas ele sempre franzia o cenho e esta vontade evaporava.
O mais velho dos três ajudara seu primo a se levantar e o apoiara no seu ombro enquanto estendera a mão para a garota se erguer.
Os três tomaram o caminho de casa por uma caminhada não muito longa. Jane e Julian citaram Sentimental de uma forma poética enquanto Oliver se arrastava tropeçando de vez enquanto em seus passos.
Assim que chegaram, Oliver fora deitado na cama pelo primo.
Jane estava apressada. Apressada pra tomar uma enorme xícara de café. Quando voltara pro quarto com a xícara cinza com alguns cachorros estampados encontrara Julian sentado na cama, no mesmo lugar de sempre. Ela caminhara até a cama e assim que sentara ao lado de Julian ele mexera em seus cabelos parando sua mão em sua nuca.
A menina fechara os olhos enquanto percebia sua respiração alterar.
O cheiro de seu café misturará com o do whiskey que Julian tomara. O cheiro do tabaco presente no garoto constantemente a excitava. Toda vez que Jane sentia aquele homem oito anos mais velho tocar sua pele seu corpo paralisava e seu corpo paralisava.
Julian conseguia enxergar em Jane várias qualidades humanas. Ela nunca levava as coisas ao pé da letra e ele sempre observa todas as entrelinhas. Ela não ligava pra que as coisas estivessem corretas e ele dizia que ela perdia seu tempo tentando não deixar suas paranóias o afetar, para Julian, Jane era a perfeição escarrada e cuspida. Ele estava certo. Já ao ponto de ver de Jane, o rapaz era imperfeitamente perfeito. Ele tinha diversas qualidades, assim como tinha deveras defeitos que a repugnava. Principalmente a forma com que ele complicava tudo com frases mal colocadas. Mas ela não conseguia deixar de gostar dele, de se interessar naquele homem excepcionalmente charmoso, sexy e misterioso com os cabelos em um forte tom de carvão literalmente bagunçados.
Julian estava deixando Jane cada vez mais excitada. Nenhum outro cara além de Oliver, não que ela tenha saído com muitos, havia lhe provocado aquele tamanho formigamento.
Era uma noite de inverno, estava realmente frio. Oliver cochilava no canto da cama enquanto na outra ponta o casal estava aos amassos.
Jane estava naturalmente bonita, seus cabelos não estavam penteados, o cheiro do seu perfume amargo já haviam passado e sua boca estava ressecada pelo frio. Mesmo assim sua cara seduzia o garoto que a beijava cada vez com mais intensidade.
As malicias já haviam possuído os dois.
As roupas dos dois já estavam no chão.
Jane estava com lingeries de uma cor meio rosada e Julian com uma cueca Box preta um pouco frouxa. A ereção do garoto era perceptível logo a cima da mão da garota que deslizava sobre a coxa do rapaz.
Os lábios de ambos estavam úmidos enquanto se beijavam.
Uma das mãos de Julian apalpa com intensidade um dos seios da garota. Sua excitação era visível por seus mamilos rosados sob o sutiã de renda.
As coxas não muito grossas da garota queimavam de uma forma que lhe dava prazer, seu órgão formigava enquanto o garoto passava os dedos em suas costas por baixo do sutiã.
Enquanto sua mente vagueava lhe dando muito prazer Julian a deitara na cama de uma forma que não incomodasse Oliver. Quando Jane se deu conta, no meio de suas pernas entreabertas havia o rosto de seu namorado com a barba por fazer cheirando tabaco e com gosto de whiskey na língua que se movimentava em um vai-e-vem dentro de sua vagina.
O sexo do rapaz estava a cada instante mais duro, sua respiração quente entre as penas da menina o enlouquecia. Ambos sentiam bastante prazer, seus corpos transbordavam em excitação.
— Julian! Oh Julian! — A garota gemia enquanto a velocidade do toque da língua dentro de sua vagina aumentava. A imaginação da garota a estava a fazer delirar.
— Sim princesa? — A voz arrastada e debochada que Jane sempre amava ouvir a fazia abrir os olhos com palpitação com tamanha excitação. Enquanto tinha a língua no sexo de Jane, seus dedos passeavam por seus clitóris.
— Você me comp... — A garota fora interrompida ao sentir os movimentos em meio de sua perna cessaram.
— O que acha de conversarmos depois? — Julian ofegou dando pequenos beijos pelo corpo da garota até alcançar seus lábios. O sexo do garoto estava entre as pernas de Jane e ela as movimentava o dando cada vez mais prazer.
Os beijos e a excitação estavam em sintonia. Ambos estavam cientes do que estavam fazendo e sentiam algo mais intenso do que prazer. Eles se sentiam amados.
A transa estava tomando um rumo mais intenso quando Oliver acordou. Ele havia escutado os gemidos de seus namorados e logo percebera o que estava acontecendo.
Com um sorriso malicioso e uma pré-ereção ele encarava seus namorados. Jane fora a primeira a perceber sua excitação. Ela estendera a mão e ele percebera que aquilo era um convite.
Assim que os lábios de Oliver e Jane se encostaram, Julian puxou a mão de seu amante até sua ereção.
Jane se contorcia levemente na cama ao ser beijada por um dos namorados e sentir a fazer um sexo oral na cama desfeita. Julian sentia o membro pulsar pela excitação a chupar a namorada e ser masturbado pelo namorado. Oliver, que havia entrado a pouco tempo naquela transa estava completamente excitado. Ele abaixou por completo a cueca do primo e Jane tirara toda roupa de Oliver que ninguém havia se preocupado em tirar.
Assim que a garota tirou seu sutiã, fora deitada por Oliver e ele começou a lamber um de seus mamilos e fora imitado Julian. A garota que estava a fervura deslizava os dedos no cabelo dos meninos enquanto sentia a mão gelada de Oliver tocar junto a mão quente de Julian tocar seu clitóris.
Depois de alguns minutos naquela situação Julian puxara Oliver e ambos se beijaram. Um acariciava o outro enquanto Jane os masturbava. Oliver mordeu o lábio inferior de Julian, e depois seguiu até seu ouvido o fazendo sentir sua respiração quente e acelerada que o fez arrepiar.
— Faça. — Se afastando do amante, Oliver deu um beijo em Jane que tinha uma expressão deliciosamente safada.
Sem demora Julian se posicionou na cama com um travesseiro nas costas e fez a garota se posicionar sobre o membro já protegido e lubrificado. Assim que começara a penetrar a garota apertava as bordas do colchão, beijava Oliver que tocava um de seus seios e se contorcia, querendo ao mesmo tempo parar com aquele imenso prazer e ao mesmo tempo prosseguir com o mesmo.
As penetrações estavam cada vez mais rápidas. Jane sentia prazer ao estar sentada em cima do membro do rapaz. Ela gemia cada vez mais de prazer. Ela quicava sobre o sexo do rapaz enquanto fazia a Oliver um sexo ora.
Aquilo era gostoso, incrivelmente intenso e prazeroso para os 3.
— Ah! — A garota berrou jogando a cabeça pra trás.
Jane se sentia poderosa, gostosa, a garota mais bonita de todas. Todos seus problemas haviam sumidos. Os garotos sempre lhe fizeram bem, as transas dos 3 sempre lhe agradara, mas aquela fora a mais prazerosa de todas.
Depois de alguns minutos, os 3 haviam atingindo o orgasmo, Jane puxou os garotos para deitarem ao seu lado. Oliver fazia um movimento circular sobre sua barriga recuperando o fôlego e Julian enrolava os cabelos da garota.
De vez em quando Oliver beijava a curva do pescoço de sua namorada e assoprava em seu ouvido. A ponta de sua língua tocava seu pescoço e ela adorava aquilo. As mãos da garota passeavam pelo corpo de Juliane ele suspirava tocando seus peitos.
Mais um tempo e Oliver foi se banhar e deixou os dois a sós, quando saiu, mandou os dois agilizarem no chuveiro e ambos obedeceram. Quando saíram, encontraram a mesa com um prato de massa com molho branco recém feito.
No final daquele dia, os 3 só conseguiam trocar risadas. Era uma forma estranha dos 3 viverem, mas era a forma vazia, fatal e inexplicável maneira dos 3 se sentirem infinitos e deixarem de se sentirem invisíveis.
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