Os 12 Problemas

3 Meu treinamento


Notas iniciais
E aqui vai o terceiro capítulo, espero que gostem dele, qualquer duvida falem comigo, sou legal eu juro.

No sonho, estava sentada em uma rocha numa praia linda, água azul clarinha (com certeza dava para ver seus pés nela); areia meio branca com conchas por todos os lados; um sol brilhante fazendo sombras de peixinhos na água; um vento leve que trazia cheiro de mar; ao fundo uma casa rústica, era um sobrado, parecia ser um bom lugar para descansar; mais ao fundo ainda dava para ver uma cidade no estilo do filme Mamma Mia. Realmente aquilo era o paraíso, o lugar dos meus sonhos (literalmente).

Resolvi entrar naquela casa, por dentro era pintada de branco; com piso de madeira bem clara; cortinas brancas com detalhes azuis; moveis de madeira; no andar debaixo tinha vários cômodos, mas 3 me chamaram mais atenção: a sala (coisa de gente folgada), a cozinha (coisa de gente gorda) e o banheiro (eu não sei o tipo de gente); na sala tinha um sofá bem confortável com os braços e pernas de madeira; uma estante cheia de livros, me senti tentada a pegar um e ler, mas tinha todo o resto da casa para ver; a cozinha era bem rústica mesmo, o que saia fora desse tema era o lustre e uma geladeira bem nova, o lustre era lindo, cheio de pedras em forma de gota, eu posso dizer com a maior certeza do mundo que era cristal de verdade; o banheiro que era o mais bonito que eu já vi, a pia era de louça mas com suporte de madeira com uns entalhos em forma se ondas, tinha um espelho com borda trabalhada a ouro, a privada te convidada a sentar nela, só não tinha lugar onde tomar banho.

No andar de cima tinha 3 quartos (um me chamou mais atenção, um normal, e um de casal com uma suíte) , 2 banheiro e uma salinha cheia de tralhas; o quarto que me chamou mais atenção era pintado de branco, tinha o teto triangular, com um tipo de salinha em cima eu só tinha uma estante cheia de livros e um mesinha com folhas de projetos e desenhos, algumas caixinhas cheias de coisas, uma luminária e um nootebook (isso era bem interessante), e uma cama (estranho, porque geralmente nesse tipo de quarto ela fica na parte de baixo) com uma colcha azul e branca posicionada de modo que quem deitasse nela desse de cara com uma janela, na parte de baixo tinha uma armário bem grande, uma mesinha e uma estante com livros e pequenos objetos (seja lá quem morava nessa casa amava ler, e eu gostei disso).

Quando sai da casa, aquele dia lindo virou um dia de tempestade, estava escuro, ventando muito forte, a ondas aumentaram de tamanho, as águas do mar estavam agitadas, e de frente para o mar tinha uma figura preta parada de costas para mim, tanto podia ser algum monstro ou ser uma pessoa vestida com uma capa preta, a coisa tinha um tridente na mão o que me fez pensar se não seria algum parente meu; então aquilo se virou, eu não conseguia ver muito bem por causa do vento, mas os olhos chamavam atenção, pois eles estavam brilhando em verde e azul, então ela (ou ele) ergueu o que poderia ser uma mão e uma luz meio verde saiu dela me atingindo o que me fez acordar.

Acordei num susto, o que fez todos no chalé olharem para mim, eu poderia muito bem ter falado o sonho e discutido sobre se ele significava algo, mas não, eu disse que não era nada, lógico que eles não acreditaram, mas depois se esqueceram disso.

Coloquei a camiseta do acampamento um shorts jeans, fiz uma trança no meu cabelo, e coloquei um All Star preto velho.Quando ia sair Percy me chamou:

-Depois do café da manha vamos à praia, vamos começar seu treinamento lá, e espero que não se importe de a Annabeth estar junto.

-Não, vai ser até melhor ter alguém inteligente por perto.

-Engraçadinha. –Ele disse com uma cara de “mereço?”.

O café da manha inteiro fiquei pensando se contava para Percy e Annabeth do meu sonho, resolvi contar, pois se aquilo tivesse um significado importante não era bom ficar escondendo, ainda mais agora com o fato do cão infernal.

Percy tinha já terminado de comer e ido à praia quando eu terminei, não porque sou lerda, mas o espírito de gorda fala mais alto. Como combinado fui à praia e encontrei Percy com os braços envolta de Annabeth, e ambos olhando para o mar como se estivessem lembrando-se de algo. Bom eu tinha que falar algo:

-Er....Oi?-Muito inteligente de minha parte.

-Ah, Oi!-Disse Percy retirando os braços de Annabeth.

-Olá!-Annabeth disse num tom amigável, isso era bom.

-Bom desculpa por ter que roubar seu namorado um pouco, mas sabe como é né?-Eu e meu “sabe como é”.

-Que isso, — ela disse enquanto sentava numa toalha na areia- vai ser um prazer ver o cabeça de alga como professor. -Ela disse isso tipo “vou ver meu namorado tentando ser professor, e ainda é de graça”, dando um sorrisinho debochado para ele, quem não conhece ela direito acharia isso estranho.

-Bom vamos começar. -Percy disse isso num ar de intelectual, que junto com o comentário da Annabeth saiu bem engraçado.

No começo foi bem chato, porque na cabeça de Percy eu não sabia nada de controlar água, o que me deixou irritada, ainda mais quando estávamos controlando o ritmo das ondas e ele dizia bem lentamente “ela vai e volta, vai e volta, vai e volta, vai e volta...”. Foi ai que perdi a paciência e joguei água na cara dele e disse:

-Meus deuses Percy, eu já sei de tudo isso! Mostre-me coisas novas! E não esse vai e volta vai e volta, argh!

-Ta bom! Calma, respira.-Ele disse fazendo aquele típico gesto de quando você ta acalmando uma pessoas, ou um animal.

Revirei os olhos e olhei para a Annabeth, ela estava mordendo os lábios para não rir da cena, Percy me olhou de cima a baixo com cara de “porque eu?”.

-Ta, que tal isso?-Ele ergueu os braços na direção do mar e depois uma parte do mar pegou forma dos seus braços e tudo q ele fazia aquela parte fazia também.

-Ahhhh, agora sim!

Então começou as coisas boas, como redemoinhos na água, fazer formas com a água como tentáculos, nessa parte só de demonstração ele pegou o pé de Annabeth e a puxou para a água, ela levantou olhou para ele brava como se fosse bater nele, mas daí eu fiz o mesmo com ele e ela deu risada.

Depois de mais ou menos 2 horas treinando, nos paramos para descansar e decidi que era uma ótima hora para falar de meu sonho:

-Er... eu tenho que falar uma coisa para vocês.

-Que foi?-Annabeth mudou sua expressão para super seria.

-Eu tive um sonho ontem a noite, e acho que é melhor falar para alguém sobre ele.-Então comecei a contar tudo o que aconteceu no sonho.

Quando terminei de contar Percy estava com um olhar confuso, e Annabeth com um olhar preocupado.

-Hmmm, pode descrever mais como era aquela criatura?-Annabeth tinha olhos vidrados em mim.

-Bom, eu não consegui ver direito, o que eu vi eu já disse, olhos verdes e azuis intensos, provavelmente um poder verde nas mãos, usava roupa preta e tinha um tridente nas mãos.

-Mas os olhos eram inteiros verdes e azuis, ou um azul e outro verde, como exatamente?

-Os dois eram uma mistura de verde a azul, e eram inteiros, como os de Rachel quando vai falar uma profecia, só muda a cor, mas por que isso? Existe alguém assim?-Eu estava com medo da resposta.

-Não, pelo menos que eu me lembre não, mas vou pesquisar melhor sobre isso. Isso parece ser importante sim, e um conselho: conte para o resto do acampamento hoje na fogueira, talvez alguém saiba de algo.

-O cenário de Mamma Mia não se passava em uma ilha na Grécia? –Percy interrompeu.

-Bem lembrado Percy, mas... Você já assistiu Mamma Mia?-Eu estava pronta para cantar Dancing Queen a ele.

-Sim, mas isso não vem ao caso, o que importa é que se isso for mesmo na Grécia.- Ele parou um pouco para pensar- Bom, mal acabamos de sair de lá, e já tem novos problemas!

-De qualquer forma, os outros precisam saber disso, conte hoje mesmo, quanto mais rápido melhor. –Annabeth estava realmente seria.

-Ok, agora é melhor nos fazermos às atividades normais, no final do dia, na fogueira eu conto, e, por favor, não comentem nada a ninguém, eu quero ter a iniciativa, afinal o sonho foi meu. –Sim eu estava preocupada com isso, acho que porque eu estava tomando coragem para isso.

-Pode confiar em nos, os outros só vão saber na hora que você contar. -Annabeth estava mais amigável agora, talvez ela tenha entendido a minha preocupação, ou não, não sei o que se passa na cabeça dela, afinal quem sabe?

E com isso fui para a minha rotina chata, mas a diferença é que eu estava nervosa e treinando minhas falas, como um ator no dia da grande peça de sua vida.

Notas finais
Bom é isso, queria ter postado mais cedo mas não deu, me desculpem.
Sugestões são bem vindas.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.