Os Últimos

3 De repente cruel


Notas iniciais
Mil perdões pela demora, estava atolada de coisa na faculdade mas agora que estou de ferias, postarei mais! Espero que gostem do que lerem a seguir :D

Após algumas horas de cavalgada sem parar, percebi que o cavalo de Joe, Arion, como ele o chamava, estava ofegante. Joe também percebeu e num solavanco, parou o cavalo numa clareira. Nunca tinha visto uma floresta tão linda como aquela. O tronco das árvores eram brancos como neve e as folhas eram rosa e violetas. Os arbustos que nos rodeavam era dos mesmos tons das árvores. O local tinha um cheiro adocicado e encantador.

Com certeza, era um dos melhores aromas que já havia sentido na minha vida.

O comandante Sailune desmontou da sela e me ofereceu a mão. A peguei e desci. Ele olhava ao redor, o cenho franzido de preocupação.

– Isso não é nada bom, querida Violet. — O mesmo disse ainda observando o lugar.

– Querida? Eu não acredito que você atiçou a merda de uma lycan. — Retruquei. Uma pequena chama de raiva começava a crescer dentro de mim.

– Eu? Haha, você deve ter atraído o Seth com essa fome toda! — Percebi que a mão que há segundos atrás me ajudou a descer, estava deslizando para a bainha da espata dele.

– Eu? Quem quis ser comandante da merda da tropa, e que abriu a boca que tinha uma vampira nos arredores! — Aumentei a voz, apontando o dedo contra o rosto dele.

– Eu sou comandante de Andora inteira, como é idiota de apontar o seu dedo imundo para mim?! — A expressão de Joe se tornou dura ao ver meu gesto. Seus olhos eram raivosos e calculistas.

– Você é um idiota, um comandante de merda e não tenho medo de você, sua hierarquia não é nada perante a mim. — Respondi entre dentes, a voz baixa e cruel. Minha vontade era mata-lo ali mesmo.

– E você? Uma vampira tola que se não fosse por mim estaria morta de fome! Hahaha! — A risada do cavaleiro era fria, assim como sua voz.

– Seu imbecil! — Investi contra o mesmo.

Nós dois caímos no chão. Não lhe dei tempo para embainhar a espata, já lhe aplicando um soco em seu rosto. Sentia minha forca multiplicada pela raiva que sentia. A sensação era estranha, porém, como se eu estivesse presa há um transe. Sorri quando meus olhos arderam, tomando uma cor avermelhada e minha arcada dentaria doeu, os caninos ficando grandes e pontudos.

Percebi que Joe não atacou. Ele havia ficado atordoado com o golpe. Estava demasiadamente fraco e eu podia ver no seu rosto pálido. Mas mesmo assim continuei. Estava sendo guiada por uma força que nunca havia sentido. Dei-lhe outro soco e o levantei junto comigo pela couraça da armadura do mesmo. Assim que o pus de pé, joguei suas costas contra o chão com tamanha brutalidade. Assim que ele bateu no chão, pareceu que perderia a consciência, porem em um movimento inútil dele, puxou a espata, a apontando contra meu peito.

Afastei-me e lhe dei um rugido animalesco.

– Violet, tsc... Tem algo errado, essa floresta... — Sua voz saiu falhada e arrastada.

– Tem algo errado sim. — Abri um sorriso frio e cruel. — Você ainda não esta morto.

– Não... — Joe recuou ainda com a espata em riste e se arrastando, encostou-se em uma árvore. Cuspiu um pouco de sangue.

– Vai desistir tão fácil querido? — Disse a ultima palavra com uma cruel ironia. Chegou perto dele aos poucos.

Ate o fato dele não esta lutando me incomodava.

– Violet, esta é a floresta de Eltrust, ela está nos manipulando! — Retrucou o cavaleiro, um pouco assustado.

– Pare de ser estúpido Comandante Joe. — Disse cuspindo as palavras. — Levante-se e lute.

Em um movimento rápido, aproveitando o tempo de conversa e assim recuperação, o comandante usou os pés para fazer uma alavanca com seu peso e investiu contra mim. Tornamos a cair, mas dessa vez ele em cima de mim. Suas mãos foram rápidas o bastante para segurarem ambos meus braços contra o chão. Seu rosto ficou próximo ao meu, ofegante com o esforço. Odiava ser pega de surpresa. Tentei levantar porem foi inútil, soltei outro rugido, minha raiva transbordando.

– Pare, acorde! — Ele gritou próximo ao meu rosto, eu podia sentir o halito quente e doce dele em meu rosto.

– Me larga! — Disse ainda me esperneando para me soltar. Eu sabia que mais um pouco de força, conseguiria tirar ele de cima de mim.

– Ah Violet, merda, eu não deveria fazer isso. — Ele disse soltando um suspiro de repente.

Apertando seus dedos com mais forca em volta dos meus pulsos, ele inclinou-se mais sob mim e me beijou.

Agora sim, eu o mataria.

Continuei a lutar e desviar o rosto, mas ele pressionou seus lábios contra os meus e sua língua pediu passagem.

Minha mente foi se aquietando aos poucos. O choque daquém beijo fez toda raiva se esvaecer e aquela força que me jogava para matar Joe, foi embora. Acabei retribuindo o beijo aos poucos, dando passagem a ele. Senti o gosto do halito dele, que era simplesmente delicioso, como de todo vampiro deveria ser.

O beijo seguiu recíproco por alguns minutos. O comandante foi o primeiro a parar, meu rosto queimava em vergonha e eu nem tinha percebido quando meus olhos e meus caninos haviam voltado ao normal. Joe se afastou aos poucos, seu rosto a centímetros do meu. Encarava-me serio.

– Não olha, de forma alguma, para as arvores.

Apenas assenti, ainda meio tonta por todas aquelas sensações de ódio e raiva, que estavam se dissipando.

– Arion! — O guerreiro chamou o cavalo, que prontamente, já estava ao nosso lado.

O mesmo me puxou, e colocando de pé junto a ele. Montou no cavalo e me puxou novamente, com um sorriso sarcástico no rosto.

– Para uma vampira de quase dois séculos... Você esta bastante em forma! — Ele riu divertindo-se com a situação.

Escondi o rosto em seu ombro, para esconder meu rosto corado. O apertei pelo abdômen, o deixando sem ar momentaneamente.

– Calado.

Joe ainda rindo, deu uma leve palmada em Arion, que seguiu num galope rápido para fora da floresta amaldiçoada. Suspirei fundo e relaxei ali. Começava a me sentir aconchegante deitada ali no ombro do Comandante.

Notas finais
Espero que tenham gostado, por favor, me ajudem com criticas e comentarios! O que acharam?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.