Oráculo

8 Capítulo 8: Entre-aberta


Notas iniciais
Oioi, para os amantes ou não de teen wolf, decidi roubar uma charadinha da série haha Espero que gostem, nossa Anna está cada vez mais misteriosa. Boa leitura!!

Enquanto Jennifer falava e falava, a única coisa que conseguia pensar era na noite passada, como ele pôde fazer isso comigo, me enganar de tamanha forma, pela segunda vez. Eu estava exalando raiva, não só dele como de mim mesma, eu não conseguiria me perdoar por ter deixado tudo isso acontecer. Mas uma coisa era certa, eu não deixaria acontecer novamente.

— Ora meu amor, eu e ele estamos trabalhando juntos nisso há muito tempo, não é amorzinho? — Sua mão percorreu o corpo do Isaac que rapidamente a segurou.

— Para Jennifer, você fala como se tivéssemos alguma coisa e você sabe que nossa relação é apenas negócios – Ele disse, como assim “relação?”.

— Eu quero os dois fora daqui, agora! Eu não que porra estão fazendo aqui, ou se estão juntos, não quero saber. A única pessoa que vai encontrar respostas aqui sou eu, e não será com vocês. – Disse e ela riu

— Você acha mesmo que vamos sair daqui? – Olhei para ela e puxei minha arma.

— Sim, vocês vão – Ela recuou e Isaac veio em minha direção.

— Ana... por favor... – Pediu, por mais que tivesse arrependimento em seus olhos, minha raiva superava qualquer sentimento. Eu ia fazê-lo pagar, mais cedo ou mais tarde.

— Sai daqui Isaac – Caminhei em direção deles com a arma na mão. Assim que saíram, caí no choro, eu estava tão cansada, nada nunca foi estável em minha vida, mas tudo que tinha acontecido, eu precisava de uma rocha, precisava ser a minha rocha. Isaac me ensinou uma coisa, que realmente não posso confiar em ninguém, e se tem alguém que pode achar o oráculo, sou eu.

Eu sabia que meu sonho significava alguma coisa, mas não tinha ideia de como chegar lá, ou ao menos onde era. Peguei as chaves do carro e vesti uma blusa jeans escuro, se tia Mary era realmente tudo que Jennifer disse, eu precisava transferir o dinheiro do cartão, até então ela sabia onde eu estava. Fui até o banco onde uma amiga trabalhava, nos conhecemos no colégio e a contatei quando cheguei em L.A, ela me ajudou com a transferência e voltei para o carro.

Uma intuição me levava a acreditar que eu sabia exatamente para onde estava indo, enquanto eu dirigia a brisa do mar entrava pela janela me fazendo lembrar a minha infância. Sempre adorei praia, esperava ansiosamente para os fins de semana onde toda a família se encontrava lá, fazíamos um piquenique à beira mar, éramos felizes, mas como sempre, me sentia deslocada. Eu estava certa, por algum motivo parecia que não era eu quem dirigia, eu não fazia ideia de onde estava, mas quando virei à curva avistei a cabana de madeira. Era exatamente como no sonho, tinha cortina nas janelas, flores na varanda, era simples e o cheiro era de rosas, fui até o quarto onde havia visto o oráculo, mas não tinha nada lá, a camada estava perfeitamente arrumada, procurei qualquer coisa que me desse alguma pista, algum norte. Havia uma carta em baixo da cama, peguei e sentei-me na cama:

“Quando uma porta não é uma porta? — Louis”.

Eu já sabia o que significava, existia uma boate em L.A, Isaac e eu passamos por ela quando estávamos indo para o hotel, se chamada “Entre-aberta”, lembro que o nome me chamou a atenção, era incomum, mas só poderia ser isso, era a única pista que tinha. A caminho do carro escutei alguém atrás de mim.

— Puta que pariu, de novo? – Era Isaac e Jennifer – Que porra, vocês não dão um descanso – Disse e ela veio em minha direção.

— Cadê ela? – Perguntou e se colocou entre mim e o carro.

— Se eu soubesse estaria tomando chá aqui com ela, e perguntando por que ela fudeu com a minha vida, você não acha? E como vocês chegaram aqui? – Perguntei e ela olhou para o Isaac.

— Meu deus, você não contou pra ela... – Ele rapidamente a puxou pelo braço.

— Chega Jennifer – Disse e ela o olhou com raiva.

— Você ainda gosta dela né benzinho? – Nossos olhos se encontraram e ele negou com a cabeça, cretino.

— Vamos embora – Ela concordou e olhou para mim.

— Ele nunca foi seu Anna, e nunca vai ser.

— Eu nunca fiz questão que fosse meu, aproveite bastante – Disse e entrei no carro. Eu não entendi o que ela disse com o “você não contou para ela”, na verdade eu não entendia nada que estava acontecendo comigo. Enquanto dirigia comecei a pensar, quem mais estava mentindo? O que mais estava escondido? As respostas pareciam nunca chegar, e quando chegavam, eram acompanhadas de mais perguntas, minha vida tinha se tornado uma verdadeira incógnita.

Quando cheguei já era noite, o bar já estava aberto, havia muita gente, o barulho era muito alto, me sentei no bar e tentei avistar algum rosto conhecido, a verdade era que eu não tinha ideia de quem estava procurando. Um barman se aproximou me analisando de cima a baixo, não sabia o que ele queria, mas talvez pudesse ajudar.

— Identidade – Disse e eu arqueei a sobrancelha.

— Jura? – Eu precisava aparentar mais velha, mesmo com dezoito anos. – Não vim para beber, estou procurando uma pessoa.

— Quem está procurando? – Ele perguntou

— Eu não sei... – Respondi e voltei a tentar encontrar alguém na multidão, até que um nome me veio na cabeça – Louis – Era o nome escrito na carta junto com a charada.

— Infelizmente não posso leva-la ate ele, ele não gosta de visitas – Disse e voltou a servir bebidas.

— Essa visita ele vai querer ter, acredite em mim – Ele olhou pra mim e saiu, continuei a procurar pelo bar, na verdade estava mais para uma boate, tinha até mulheres dançando em cima das mesas e um Dj no placo. Um segurança me puxou pelo braço.

— Anna Waker, o senhor Houston te aguarda – Como ele sabia meu nome? Bem, isso não importava agora, o segui até uma sala no andar de cima. Ao entrar me deparei com homem sentado à mesa, era bem diferente do que imaginava, seu ombro era largo, sua pele morena resplandecia, seus olhos castanhos cativadores, ele aparentava ter uns vinte e quatro anos no máximo, mas como poderia herdar isso tudo? E o que ele teria a ver comigo?

— Caramba, você esta acabada — Ele sorriu e veio em minha direção, eu senti que já o conhecia, um sentimento forte demais tomava conta do meu corpo.

— Cadê o oráculo – Disse e ele se afastou

— Meu deus, você realmente não lembra... – Seus olhos percorriam os meus, ele parecia confuso, e também atrás de respostas. – Realmente funcionou, não acredito...

— O que funcionou? Não lembro de que? – Perguntei, ele colocou sua mão em meu rosto e nossos lábios se tocaram, rapidamente o empurrei para trás e e ele abaixou a cabeça.

— Não lembra de mim...

Notas finais
Oioi cadê os comentários que eu adoroo responder? @Carlotakuy essa é para você, prometemos seguir segurando esse forninho, mas agora? precisamos mais do que nuncaa haha Até o próximo capítulo...