Orquídas

1 Orquídas


Notas iniciais
Oi, gente!
Que emoção, minha primeira fic postada.
Deixo claro que essa fic pertence à minha amorê, Thay.
Thay, eu te adoro! Mesmo que às vezes você dê uma de louca, me xingue, me bata e diga que me odeia. Até porque, cinco segundos depois nós fazemos as pazes.
É melhor eu parar por aqui, senão a fama vai subir à cabeça dessa criatura...
Boa leitura.

O pequeno Takashima já estava cansado de esperar por Yuu. O moreninho havia combinado de se encontrar com ele no parquinho em que se conheceram, há duas semanas.

Kouyou encontrava-se sentado no balanço, vestindo uma camisa lilás e um shortinho roxo, observando os casais de namorados que por lá se encontravam. Pensava consigo mesmo o motivo pelo qual Shiroyama estava tão nervoso ao pedir para se encontrarem, afinal de contas, tinham se dado tão bem, sempre brincando e rindo.

Enquanto o loirinho se perdia em seu mundo de dúvidas e pensamentos, Yuu arquitetava uma forma de pôr seu plano em prática.

Desde a primeira vez que pousara seus olhos em Kouyou, o moreno se descobriu apaixonado e, a partir daquele dia, começou a reunir forças para se declarar.

Não estava muito longe do parquinho quando avistou o caçula dos Takashima no balanço, de costas para ele. Ajeitou a mochilinha nas costas, escondeu as flores que havia pego no jardim da vizinha, respirou fundo e pôs-se a andar ao seu destino.

Ao sentir a presença do amigo, Kou levantou-se do brinquedo e virou-se em sua direção.

— Shiro, onde você espava? – perguntou cruzando os bracinhos e deixando um bico monumental nascer em seus lábios.

Assim que viu seu loirinho fazendo birra encarando-o, Yuu esqueceu como se respira, suas pernas ficaram bambas e suas mãos suavam mais que tudo nesse mundo.

— Yuu, você tá bem? – Kouyou descruzou os braços se aproximando mais do outro.

O moreno estava mais branco que o normal e isso estava preocupando o loiro.

— Yuu?

— Koi, você quer ser meu Kou?! – disse um Shiroyama atrapalhado, esticando o braço com as pequenas flores que trazia consigo.

— Hã?! – se Yuu encontrava-se confuso, Kouyou estava à beira da demência.

— Quer dizer... Kou, você quer ser meu koi? – falou hesitante oferecendo as flores novamente.

Após um tempo processando o pedido, Kouyou parecia pronto para responder. Enquanto isso, um Yuu estático e ofegante aguardava ansioso.

— Yuu, eu... Atchin! Atchin!

— Kou? – Shiroyama esperava tudo como resposta, menos uma crise de espirros.

— Shiro... Atchin! Que fror é... É... Atchin! É essa?!

— São orquídeas roxas. Por quê? – indagou preocupado.

— Eu sou... Atchin! Alérrico a... A... Atchin! Orquídas. Atchin!

O moreninho tinha errado feio. Como ele esperava namorar e proteger Kou se era ele mesmo quem fazia mal ao pequeno?!

Tratou logo de se livrar das flores, entregando a primeira pessoa que viu no caminho. Se o seu Kouyou não poderia ficar com elas, que pelo menos alguém desfrutasse da beleza das mesmas.

Voltou sua atenção para o loirinho que ainda espirrava um pouco.

— Kouyou... – disse incerto. Estava com medo de ser rejeitado – Me perdoa, Kou. Eu não sabia que você era alérgico. Eu sinto muito...

— Tudo bem, Yuu. Eu sei que foi sem queler. – falou com um sorriso infantil nos lábios enquanto coçava o narizinho com as costas da mão.

Um silêncio perturbador instalou-se entre eles. Kouyou voltou a se sentar no balanço, observando um rapaz brincar com seu cachorro mais a frente. Yuu passou a admirar seus tênis, ato esse que, naquele momento, lhe parecia menos constrangedor que encarar o loirinho.

— Sabe, Shiro... Apesar da minha alerria eu adoro orquídas. – Kou disse, ainda com o olhar distante.

Yuu finalmente o encarou. Um sorriso estampado no belo rosto de Kouyou. Sorriso esse que contagiou os lábios de Shiroyama o enchendo de esperanças e coragem.

— Sabe, Shima... Apesar da sua alergia eu te adoro.

Kouyou sentiu suas bochechas esquentarem, levemente. Não era todo dia que um garotinho de cinco anos se via amando. Muito menos quando via que esse amor era correspondido.

O mais velho sentou-se no balanço ao lado de Kou, sorrindo para o mesmo e, por um instante, parecia que todo o medo da rejeição tinha se dissipado.

— Então Kou... Você quer namorar comigo?

Takashima, que até agora fitava os próprios joelhos raladinhos, fruto de suas traquinagens, ergueu seus olhos até encontrar com os do moreno.

— Mas Yuu, eu só tenho cinco aminhos – disse mostrando a mãozinha aberta – e você já tem seis... – as últimas palavras quase inaudíveis.

— E qual é o problema disso, Kou? – segurou o queixo do pequeno carinhosamente, fazendo com que ele o encarasse.

— O ploblema é que eu inda sou uma cliança boba, enquanto você... Você é praticalmente um dulto. – não se conteve, deixando uma lágrima solitária escorrer por sua bochecha.

Prontamente Yuu secou a traiçoeira lágrima que teimava em descer pelo rosto perfeito do seu menino.

— Não fica assim, meu anjo! Se você quiser, eu volto a chupar dedo, eu diminuo o meu crescimento. Faço tudo por você. Só me deixe ficar do seu lado.

As palavras do moreno fizeram com que os olhos do loirinho se enchessem de lágrimas. A diferença era que essas lágrimas eram de felicidade. Felicidade essa que podia muito bem ser vista adornando os lábios do menor.

— Hai, Yuu! Eu quero namolar você!

Kouyou levantou do seu balanço o mais rápido possível e se jogou em cima de Yuu, fazendo com que os dois caíssem no chão.

Para Shiroyama aquela tarde estava sendo melhor do que qualquer um dos milhares de sonhos que ele havia tido com o loiro. Ela estava sendo real.

Seus pensamentos foram expulsos da galáxia ao sentir os lábios de Kouyou sob os seus.

Foi um contato rápido e inocente, mas não deixou de ser um beijo. Mesmo tendo sido breve, Yuu pôde sentir o quão macios eram os lábios do pequeno. Além de ficar feliz por esse gesto ter sido tomado por Kou, comprovando que o loirinho sentia o mesmo que ele.

Após ter tomado a iniciativa pro primeiro beijo e vendo que Yuu permanecia imóvel, Kouyou se permitiu corar, achando que tinha feito algo errado.

— Nee, Shiro. Eu já vi muitos casais fazerem isso na tevelisão, então achei que... Como a gente agora é namolado... Não ia ter ploblema se...

Takashima nunca terminou essa frase. Antes que pudesse completá-la sua boca foi calada com a de Yuu.

Outro beijo. Seguido de muitos. Sempre rápidos e tímidos, mas repletos de carinho e amor.

— Não tem problema nenhum, koi. Pode me beijar sempre que quiser.

Depois de mais um beijo, eles se levantaram e rumaram para um banco do parquinho. Sempre de mãos dadas.

— Yuu, o que é isso no seu omblo? – Kou perguntou, apontando com o dedinho pra uns pontinhos brancos na camisa do moreno.

— Isso? Deve ser um pouco de pólen de orquídea. – respondeu passando a mão no ombro na tentativa de limpar a camisa.

— Nee, koi. O que é póle... Atchin! Atchin!

— Não, de novo não! – lamentou Shiroyama ao notar que seus planos de passar o resto da tarde com o seu loirinho tinham ido por água abaixo.

Mas uma coisa ainda o fazia sorrir: saber que agora Kouyou era seu menino. Seu koi.

Notas finais
Fic betada pelo meu world, então qualquer erro, culpem à ele. xD
Reviews...
O que um bom sábado sem ter o que fazer não faz com uma pessoa...
Reviews...
Como dito posteriormente, essa fic foi feita para Thay. Amorê, aí tá tua fic. Não vem me cobrar mais não, tá legal!
Reviews...
Alguém notou a minha mensagem subliminar?
Gaste um minuto da sua vida me deixando um review. Pode ser pra elogiar, xingar, criticar, qualquer coisa.
Dependendo do meu humor (e da quantidade de reviews) eu posso fazer uma continuação pra essa história.
Se cuidem

Natinha
15/09/2010
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!