Orpheus
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Aquela pele de alabastro, translúcida e pálida. Boa ao toque, fácil de marcar. Ele estava totalmente errado em achar que Masato seria lindo, Masato era maravilhoso. A perfeição estava a sua frente nesse momento.
Ninguém o fez ficar tão excitado apenas ficando nu.
O rosto pálido mostrava o quanto estava envergonhado. O corpo lindo e ainda tremulo. O pescoço lhe chamando para beijar e marcar, o peito liso, sem nenhuma marca, apenas aqueles botões dos mamilos de Masato eram rosados. Sentia uma grande vontade de acaricia-los. A cintura fina, que cabia perfeitamente as suas mãos para segurar.
A virilha, a parte intima delicada e virgem, as pernas... Ele poderia apostar que aquelas pernas eram macias para tocar. A pele pastosa.
– Você é muito mais do que eu poderia achar. – a sua voz saia baixa, mas cheia de desejo. – É um pecado esconder tudo isso. – se aproximou lentamente e levantou uma mão, tocando com as pontas dos dedos o ombro pálido. – Só que ao mesmo tempo, fico feliz que ninguém mais poderá te ver assim! – acariciou a pele e a beijou. Não conseguia mais manter as mãos no lugar e as levou até a cintura, sentindo a maciez da carne e sua bermuda apertar cada vez mais.
Masato tremeu ainda mais ao sentir a mão de Jinguji sobre si. “Fico feliz que ninguém mais poderá te ver”? Será que ele não entendeu a parte que ele teria que se casar?!
– Jinguji, pare de me olhar assim. Está me deixando constrangido! Irei colocar minha roupa novamente. – disse se abaixando para pegar o Kimono, retirando as mãos de Ren sobre si.
– Não! – Ren desesperou-se e segurou as suas mãos, o fazendo retornar a postura de antes, mas dessa vez Ren segurava as suas mãos com calma e sorrindo. – Por favor, não. Não me tire isso... – levou a mão de Masato até os lábios e a beijou. Com o olhar sobre Masato, e com movimentos graciosos, ele virou a mão de Masato e beijou a sua palma e subiu o beijou até o pulso. E a outra mão retornando para a cintura de Hijirikawa. – Agora quero te roubar para que ninguém mais te veja. – rosnou e sorriu, puxando Masato para os seus braços e o abraçou.
Pele com pele. O que o arrepiou. Seus peitos colados, seus braços em volta de Masato, o corpo nu colado ao dele. Eles foram feitos para estarem assim, colados e próximos. O aroma de Hijirikawa, os cabelos sedosos roçando em seu rosto. Suas mãos acariciando as costas, descendo a linha da coluna e parando até sentir o aumento de carne. Ele não aguentou, estava totalmente rígido ao esfregar na virilha de Masato e suas mãos desceram até a carne macia do bumbum de Hijirikawa, redonda, pequena e firme em suas mãos.
Ele estava enlouquecendo.
Jinguji estava muito adiantado, então Masato deu um passo para traz saindo do abraço. Estava assustado.
Hijirikawa estava se sentindo estranho, não que não estava gostando do que Ren estivesse fazendo, mas por estar sentindo calafrios, arrepios em todo corpo. Sentiu algo rígido em sua virilha e congelou, Jinguji estava.
– Ren, acho melhor parar por aqui. Estou me sentindo... — sua voz era baixa e com grandes espaços ao serem pronunciadas talvez por ofegar. Jinguji era muito para frente em toca-lo daquele jeito. Então se afastou mais um pouco de Ren e foi deslizando até a porta.
– Está tudo bem, Masato. – Ren voltou a segurá-lo para que não escapasse. Ele estava olhando novamente o Hijirikawa de cima a baixo, um olhar faminto e feliz. As mãos na cintura fina subindo lentamente. – É normal se sentir assim, irei te fazer sentir melhor... — as mãos grandes foram parar nas costelas e ele voltou a puxar Masato para si, abaixando a cabeça para o pescoço beijando e chupando a pele e descendo cada vez mais até chegar até o mamilo direito, o lambendo de leve.
– Ahh! Hei. Não... Ah... Faça isso – Masato pediu pondo as mãos nos ombros de Jinguji, o loiro queria muito mais que beijo. O pior e que não podia evitar emitir sons, tampou a boca com uma mão e a outra pôs no peito de Ren. — Pare com isso, você disse que só me beijaria! — disse sentindo o corpo ficar mole.
– Eu posso te beijar em diferentes lugares e diferentes formas! – Ren também estava ofegando e não parava de sorrir e olhar Masato naquela maneira. Como se ele fosse algo magnífico. Ele lambeu o polegar, olhando dessa vez com mais desejo para o herdeiro dos Hijirikawa e arrancou a bermuda com desespero. Ficando nu e mostrando o seu membro rígidol. – Eu juro que não farei sexo, mas te beijarei por inteiro. Puxou com desespero Masato para si e o beijou com mais volúpia que não poderia conter. Com as mãos firmes, novamente foi até a parte de trás de Masato e aplicou uma forma que o fez retirar os pés do chão e circular na cintura de Ren. – O banho fica pra depois! – Ren sorriu travesso e o carregou até a porta. – Abra! – pediu, mantendo as mãos firmes nas nádegas de Masato para segurá-lo, e o membro rígido de Ren, esfregando naquela parte.
Hijirikawa estava muito mais assustado agora, ele disse que não faria sexo, mas estava excitado e se esfregando nele. Tinha que pará-lo, mas estava tão sem ação. Jinguji estava tocando nele de uma forma tão sexual que dava medo.
– Jinguji, entenda, eu não estou preparado para este tipo de contato. — disse sentindo as mãos grandes de Jinguji lhe apertaram as nádegas. Sua respiração estava acelerada naquele momento. Será que Ren não percebia que ele era inexperiente? — Era para ser somente um banho, me ponha no chão!
– Eu quero te beijar inteiro! – Ren conseguia fazer uma carinha pidona quando queria, beijava os lábios várias vezes e descia pelo pescoço. – Deixa eu te beijar inteiro, você é tão viciante. – sussurrava, parando com os lábios no meio do peito de Masato e depois levantou os olhos, o encarando. – Não vou ultrapassar os limites, mas quero te marcar como meu. Quero tudo de você... Seu cheiro, seus toques, o seu sabor... Calor... – chupou a pele do meio do peito pálido. – Preciso de você!
– Jinguji, não fale estas coisas. — pediu Masato, abaixando a cabeça contendo o choro. Era tão bom quando ouvia que alguém queria ele, pois se sentia muito sem uso emocional, era como se fosse um robô com atividades. Por isso gostava tanto da irmã, ela sempre o olhou como alguém que possuía sentimentos e não só obrigações.
Hijirikawa estava pensando na possibilidade de deixar que aquilo o levasse pelo menos uma vez. “Marcar como dele’’. Masato pôs uma mão na cabeça de Jinguji a levantando e o fitou por alguns segundos, até que aproximou o rosto e lhe deu um selinho leve, ao mesmo tempo que abriu a porta.
O loiro deu alguns passos para fora e parou. O calor subindo até ele e o sorriso sendo o maior que poderia dar. Uma sensação, aquela sensação, crescendo no peito. Algo que ele somente tinha sentido quando criança, quando estava perto de Masato, mas que tinha sumido e agora voltava com uma intensidade maior. Algo que chegava a ser tão doloroso. Seu peito doía muito, mas estava eufórico por ter Hijirikawa em seus braços. Aquela sensação tão boa. Olhou para a cama de Masato e para a sua depois.
Queria o cheiro e o calor de Masato na sua cama. Andou o mais rápido o possível até ela, sentindo-se mais duro se possível e deitou Masato delicadamente sobre a cama. Nunca quis machucá-lo e corromper a perfeição que Masato era. Por isso estava se controlando muito para não seguir mais a fundo nele, porque não queria assustá-lo. Queria que seguissem aquilo juntos.
O mesmo de quando eram crianças e conseguiu que Masato pegasse em sua mão.
Seu coração bateu mais forte e mais doloroso.
Que sentimento era aquele que ele não conseguia decifrar há anos?
Porém parou pasmo e de olhos bem abertos ao olhar aquele ser em sua cama. Masato estava realmente lá. O olhando, os cabelos lindos espalhados sobre o lençol branco, a boca carnuda e vermelha aberta puxando o ar. A pele linda, cremosa e marcada com seus beijos e chupões, as penas tremulas. E seu órgão semi-rígido clamando por um carinho mais intimo.
– Você é tão lindo. – sussurrou novamente, se deitando sobre Masato, deixando os membros deles juntos, e esfregando. Aquilo arrepiou o seu corpo. Ambos os corpos, um dourado e o outro pálido, colados com perfeição quando abraçou o de baixo. – Nunca mais irei te perder. – avisou selando os lábios.
– Jinguji, não faça isso. — pediu o de cabelos azul sentindo-se quente. Ele deveria estar ficando excitado, mas não tinha como não ficar com Ren daquele jeito sobre si, dizendo que ele era lindo e que não iria perdê-lo. Não queria acordar se fosse um sonho.
Sua respiração estava ficando cada vez mais descompassada, era muito novo tudo aquilo e apesar de estar assustado como as novas sensações que o outro e seu próprio corpo estavam lhe proporcionando, estava bem incomodado com o seu órgão a ser tocado daquele jeito.
– Re-n p-pare. – pediu pondo as duas mãos nos ombros largos de Jinguji o afastando. – Muito rápido se acalme!
– Muito difícil. – Ren sorriu, suando e respirando fundo. Ele não parecia aguentar por muito tempo, era um vulcão entrando em erupção. Simulava o coito ao mover os quadris para frente e para trás, olhando admirado como o membro de Masato pulsava junto ao seu. A barriga plana, movendo ao puxar o ar, Ren passou a mão naquela barriga. – Eu não consigo parar de te olhar. Desceu a mão até os membros deles e segurou ambos, apertando-os juntos. – Eu farei você se sentir bem! – abaixou a cabeça, indo em direção aos mamilos e chupou um.
– Ahh! Não, Reenn... Ahh! — Hijirikawa não conseguia mais se segurar, então teria que parar ele de algum jeito. — Não sabia que você beijava assim! – disse arfante voltou a por as mãos nos ombros de Jinguji e o empurrou com a pouca força que tinha e mesmo com as pernas fracas se arrastou na cama e se protegeu com o lençol.
Hijirikawa sentia-se pior, estava suando frio. Tremulo. Ele sempre soube sobre relações sexuais, porém nada na pratica. Sentia os olhos cheios de água, o que deixava seus olhos brilhantes.
– Jinguji, eu não quero isso. – voltou a pedir com a voz fraquinha. — Me deixe sozinho!
– Masato... – o sussurro do loiro era cheio de desejo. Masato fazia aquilo por maldade, só podia ser isso. O lençol tampando o corpo lindo, mas que mostrava os ombros e a perna linda. Os lábios inchados e abertos, os olhos tão brilhantes. Ele se esgueirou até lá e o abraçou com calma, acariciando os cabelos. – Se acalme, jamais faria algo que te machucasse.
Masato foi retomando a calma aos poucos. Era só respirar fundo, que daria certo, daria um voto de confiança ao outro.
– Certo! Mas vá com calma. – pediu devolvendo o abraço um pouco tremulo.
– Irei tentar... – trouxe o Hijirikawa para si e o beijou. Estava totalmente paciente, apesar da necessidade. Ele sabia lidar com pessoas inexperientes.
Tinha que ir com calma, muito mais calma agora que era Masato. Contudo tinha algo o consumindo, devorando toda a sua sanidade toda vez que olhava para Masato. Aquele desejo crescendo. Por isso que precisava ser rompido.
Deitou o Hijirikawa e abriu as pernas dele, acariciando aquela maciez lentamente. Puxou o lençol e o jogou no chão. Lambeu os lábios com muito desejo, tocando o membro de Masato, o masturbando lentamente, e voltando a chupar um dos mamilos e o outro passar de leve os seus dedos.
– Você está ficando molhado! – avisou sorrindo e arfando, mordendo o botão rosado e nunca tirando os olhos sobre as feições de Hijirikawa.
Hijirikawa nem conseguia responder o outro, estava soltando baixos gemidos, em reação ao toque do outro, estava começando a ficar mais duro, não era algo horrível como ele havia imaginado. Era uma sensação ótima, mas que estava o deixando fora de si. Sua respiração voltava a ser pesada.
– Jin... Ahh. Ren... — foram as poucas palavra que saiam de sua boca que faziam sentido. – Ren, eu não aguento mais.
– Masato... – Ren gemeu só com o olhar. Era difícil demais se manter no controle quando o outro gemia daquele jeito o seu nome. Intensificou os movimentos da sua mão sobre a pele quente, apertando e movendo freneticamente, os chupões ficando mais intensos. – Pode vir! – gemeu com a vista.
Não demorou para que Jinguji pudesse sentir o liquido quente. Assim como o gemido que Masato soltou ao se aliviar.
– R-Ren...- disse Hijirikawa com um fio de voz, sentiu o corpo ceder, sua mãos cobriram seu rosto. Havia acabado de fazer aquilo com Ren. Errado, Ren fez aquilo por ele.
De repente ele sentiu dedos quentes sobre as suas mãos, então os memos dedos quentes retirando as suas mãos sobre o seu rosto. Ren o olhava com carinho sem igual, uma admiração no olhar, algo que ele não dava para mais ninguém. Ele então sorriu de um jeito safado e lambeu os próprios dedos, lambendo a essência que Masato tinha soltado em sua mão. Quando ele limpou tudo em seus dedos, ele beijou a testa de Masato e sussurrou.
– Você tem um gosto bom. – Ren então beijou o lado do rosto. – Primeira vez que isso te ocorre? – perguntou referente a ejaculação.
Hijirikawa não sabia o que dizer, se ele contasse a Ren que nunca tinha feito isso seria alvo de brincadeiras então permaneceu calado. Então Ren gostou do liquido. Ainda assim era tão vergonhoso.
– Não fale coisas assim. Vamos logo tomar banho. — pediu tentando se sentar ao mesmo tempo em que recuperava sua respiração. Provavelmente estava muito vermelho.
– Você é tão lindo, nunca fez isso. – Ren acariciou o seu rosto, o sorriso mais doce que poderia dar. – Estou tão feliz. – ele amava essa pureza de Masato. – Me deixa provar mais, estou viciado em você! – voltou a deitar Masato, porém dessa vez o seu rosto foi para a virilha. Segurou as pernas languidas, beijando a parte da coxa interna, sorrindo depois de morder aquele pedaço de pele após marcá-la.
– Ahh não! Eu, não... – Masato não conseguia dizer nada estava realmente se sentindo bem com aquele ato de Jinguji, tanto que não estava pensando nas consequências. Abaixou o olhar para olhar os olhos de Ren, estavam diferentes, a pupila dilatada. Isso dizia que ele estava com desejo, tinha medo de perguntar. Esticou a mão tremula até tocar a cabeça de Jinguji, sentindo os fios loiros. — Você que é lindo. – dizer sim ou não? Ele não podia dizer não, pois Ren o faria do mesmo jeito. – Sim, mas faça isso rápido!
O olhar do loiro se intensificou. Ele sorriu, não conseguindo conter uma satisfação e os batimentos que não paravam de aumentar a cada segundo. Ele estava mais feliz por Masato o chamar de lindo, do que aquilo que o outro deixou que ele fizesse.
Não era a primeira vez que estava sendo chamado de lindo, e sabia que não seria a ultima. Mulheres o procurava. Modelos e as mulheres mais belas do país. Mas nenhuma fez seu corpo vibrar tanto como agora e sentir essa satisfação.
A atração era mutua.
Ele não escondia a atração que tinha pelo Masato, disse com todas as letras que o queria. Não escondia o desejo e não segurava as palavras. Mas aquela palavrinha de Masato era linda.
Mas ao mesmo tempo em que aquela satisfação em seu peito aumentava, aquela dor também crescia.
Dor que ele queria que fosse consumida.
Por isso continuou quando algo em sua mente gritava que fosse devagar, que era para se conter, pois ele acabaria viciado e louco se continuasse.
Segurou novamente o falo com uma mão, os olhos safados olhando para os outros azuis ao beijar a ponta do membro e esticar a língua para lamber da ponta até a base, chegando até a pele sensível e voltando a subir.
– Jinguuji! Ahh, não de novo. — disse Hijirikawa tentando manter em si. Não conseguiu manter os olhos abertos por muito tempo, então semicerrou. Estava mais vermelho, com os lábios entre abertos para facilitar a respiração. Aquilo doía demais era como se quisesse ser tocado com frequência. — Renn... -gemeu sem conseguir se conter.
O sorriso do loiro se intensificou. Definitivamente ele amava escutar a voz de Masato chamar o seu nome.
A voz, o toque das mãos em seus cabelos, a pele debaixo de seus dedos, o sabor. Tudo perfeito.
Abriu mais as pernas, segurando-as e marcando com seus dedos. As colocou sobre os seus ombros, sentindo os pés delicados apoiarem em suas costas. Suas mãos ficaram firmes nas cochas. Sabia que marcaria, era tudo que queria. Registrar Masato como seu. Lambeu mais uma vez a glande, até inserir lentamente todo o membro em sua boca.
O pré-semem o envolvendo. Sentia o calor do Masato em sua boca, o gosto dele, a pulsação. Continuou descendo a cabeça e os olhos fixos naquele rosto. Engoliu inteiro e com satisfação. Sentiu o membro rígido inteiro na boca e sugou, apertando as mãos nas cochas.
Subiu a cabeça lentamente para torturar. Não queria ser rápido, contra o pedido do outro. Queria ver mais das reações, do rosto, do corpo clamando por ar e alivio. Ao chegar a glande novamente sugou, sorrindo e voltou a engolir, dessa vez subindo e descendo a cabeça um pouco mais rápido, sua língua e boca acariciando o falo.
Hijirikawa não estava conseguindo realmente conter todo aquilo, era tão diferente de como havia imaginado quando havia estudado sobre isso. Jinguji era carinhoso e um pouco possessivo talvez, ele não se importava. Amava Ren. Masato arregalou os olhos, dando um pequeno impulso para trás.
Ainda amava Jinguji! Por isso permitia aquilo, que aquelas mãos grandes e protetoras o tocassem.
E o tocavam em todas as partes. Enquanto a felação continuava, as mãos mapeavam as pernas, a virilha, o estomago, os mamilos. As mãos grandes, quentes o acariciava. Ren praticava aqueles movimentos gemendo com o falo na boca.
Sentindo o calor e o gosto. Sendo mais rápido a cada gemido e sugando com mais força. Os olhos sempre atentos, apreciando. A boca adorando o que fazia, o seu próprio membro rígido e carente por atenção.
A dor fulminando em seu peito.
Até o momento que escutou o seu nome ser dito novamente naquela boca que tanto adorava, os seus cabelos serem puxados com força. Ele sentiu a vibração do membro aumentar em sua boca, e parou sugando ao escutar o grito, segurando firme enquanto Masato jogava praticamente o corpo para trás e arrancava os fios de seus cabelos, gritando o seu nome quando se liberou dentro de sua boca.
O sabor doce invadindo.
O gosto de Masato.
A voz melodiosa sussurando seu nome. “Ren”.
Ele estava totalmente dominado por aquilo. Quando bebeu tudo e se sentou na cama. Olhando como Masato recuperava o ar com os lábios inchados, o rosto vermelho, a pele roxa e com os olhos brilhantes. Pedindo para ser violado.
Ele não faria isso.
Não poderia.
Mas a vontade crescia. Assim como a vontade de beijar. Contudo não beijou. Ele queria muito. Muito mesmo que chegava a segurar-se, contudo ele queria respeitar Hijirikawa. Dar-lhe um tempo para recuperar. Não assusta-lo ao ponto de provar o próprio gosto.
Ele queria algo além de beijar. Algo que tirasse aquela dor em seu peito. Achou que com o beijo passaria, que com aquele ato tão intimo também passaria, mas continuava a doer. Olhar Masato tão perto, senti-lo. Era tão poderoso. Queria mais. Bem mais que tudo aquilo. Queria que passasse aquele sentimento incomum.
Ele estava enlouquecendo, e Masato era o responsável.
Queria um alivio, e ele percebeu que mesmo que se tocasse agora, ou que violasse Masato, aquela dor não passaria. Ou talvez passasse? Estava tão confuso. Ninguém o deixou assim. E Masato com aquele olhar o deixava fora dos eixos, fora de seu mundo e de seu conforto.
Estava em completa insanidade por Masato.
E antes que cometesse algum tipo de loucura, acariciou o rosto de Hijirikawa e beijou sua testa.
– Vá se banhar, pediu. – sorrindo para ocultar tudo que estava sentindo e piscou o olho. – Depois eu vou.
Hijirikawa se sentou com alguma dificuldade, agora sua respiração estava melhor, mas ainda sentia as pernas fracas, mesmo assim foi deslizando pela cama até sair da mesma e assim seguir para o banheiro. Ren estava estranho, parecia querer algo, entrou no banheiro e se dera conta do que havia feito, tinha caído nas teias de Jinguji. Mas era só um dia, não teria mais isso.
– UTA -
Em outro dormitório, mais precisamente no de Ichinose as coisas corriam tranquilamente. Tokiya havia acordado, nunca imaginou que iria acordar tão tarde, talvez fosse o sub-esforço que teve. Havia dito que iria parar com a historia de ser Hayato e de cantar, ele havia concordado em simplesmente aparecer em programas, mas em seguida teve que voltar aos palcos assim como foi o desejado por seu produtor.
Ele sempre tinha que aceitar os pedidos, muito trabalho. Havia decidido que neste final de semana iria descontrair, normalmente ele iria a alguma biblioteca, mas como havia discutido com Otoya e não queria perder mais alguém, decidiu passar com ele e lhe pedir desculpas por ter gritado com ele.
Após tomar banho se arrumou com uma roupa casual de tons frios e foi arrumar uma coisa, porém algo lhe chamou a atenção na janela um reflexo, seguiu para a varando e viu que Otoya estava jogando bola sozinho, por um momento se lembrou dele quando ficava só. Balançou a cabeça afastando os pensamentos nostálgicos e seguiu para fora, talvez comprasse algo refrescante para seu novo amigo.
Não demorou muito para que ele chegasse ao campo.
– Otoya, eu trouxe suco. — disse Tokiya olhando para o ruivo. — Vem aqui, vamos conversar! — pediu vendo a carinha confusa do amigo.
Otoya estava de bermuda, camiseta branca, com outra de capuz sem manga por cima. Seu rosto estava mais aparente, pois tinha prendido o cabelo para cima com uma presilha. Ele sorriu, meio preocupado. Pois na semana passada parecia que Tokiya iria lhe bater. Ele andou, deixando a bola para trás e olhou para a caixinha de suco.
Suco de laranja.
Ele voltou a levantar o olhar e parou em frente ao Tokiya pegando a caixinha lentamente olhando para o colega. Ele abriu um pouco mais o sorriso, porque ganhar suco de Tokiya era descomunal. Era como se o colega se importasse muito com ele.
E ele nem o valorizou ao ficar bisbilhotando as suas coisas.
– Desculpa por aquilo, Tokiya! – ele apertou a caixinha nas mãos. – Fui muito burro de olhar o que não deveria.
Sentiu uma mão não cabeça, não era agressiva pelo contrario era quente.
– Eu não deveria ter gritado, me desculpe! — disse Ichinose achando um pouco de graça ao ver o outro, parecia uma criança assustada. — Eu quero ter sua amizade, você permite Otoya? – perguntou esboçando um sorriso leve no canto dos lábios.
Ele realmente não sabia o que estava acontecendo com ele, a primeira vez que havia chamado o colega de quarto pelo nome, ele não havia percebido, mas a segunda foi para quebrar a formalidade. Otoya o fazia tão bem a ponto de querer sorrir.
O ruivo ficou calado e surpreso por um longo momento. A mão sobre a sua cabeça era muito acolhedora. Diferente daquela noite, quando Tokiya o segurou e as mãos eram frias e firmes, dessa vez era quente que fechou os olhos sorrindo.
Tokiya estava tão calmo e sorrindo.
Era ficava bem melhor sorrindo, mesmo que fosse aquele sorriso pequeno. Acolhedor e diferente. Tokiya deveria sorrir bem mais vezes. Entre eles dois, Otoya se considerava mais sorridente. Eram opostos por completo, estava na cara que problemas poderiam acontecer por causa dessas personalidades opostas.
Mas agora a culpa era sua.
Tudo o que ele quis foi se desculpar arrumando as coisas de Tokiya, não esperava encontrar aquilo tudo. O melhor seria esquecer. Ele queria muito ser amigo de Tokiya e como este fez o pedido jamais poderia negar.
– Sempre o considerei amigo. – sorriu, voltando a abrir os olhos, e acabou rindo. – Agora seremos bons amigos e evitarei fazer burradas.
Tokiya abriu os olhos, admirado com a imagem. Era muito estranho, pois nunca, nunca mesmo, havia conseguido uma imagem como aquela. O sorriso de Otoya estava ainda mais radiante. Retirou a mão da cabeça do ruivo e voltou a postura habitual.
– Não quer ir comigo a um passeio? Na verdade tenho que comprar umas coisas. — disse pondo as mãos no bolso.
– Neah... Nós vamos passear? – Otoya sorriu ainda mais e com os olhos brilhantes. Ele olhou para trás e correu, pegando a bola e a prendendo debaixo do braço e tirando o grampo de seu cabelo, ele voltou a correr para Tokiya, sacudindo a caixinha de suco. – Eu vou! E depois agente joga, por favor, Tokiya-kun! – ele sorriu furando a caixinha e bebendo a seu conteúdo. – Onde vamos?
– Em algumas lojas. — disse seguindo para dentro tendo Otoya ao seu lado. Talvez só talvez conseguisse ter pelo menos um pouco da energia de Otoya. “Jogar?” Ittoki era uma perfeita criança.
– UTA –
Era muito estranho para Natsuki estar na enfermaria. Olhara para todos os lados, notando como era a enfermaria da academia. Não era diferente de qualquer outra. Branca, com algumas camas em seu lado e com as cortinas que a rodeavam. Ao canto tinha uma mesa e cadeiras, provavelmente onde o medico ficava ao consultar.
Sobre a mesa um bule e várias xícaras.
Ele adoraria tomar um chá bem docinho.
Olhou por mais algum tempo, sorrindo sem algum motivo e se sentou na cama e no fim acabou se deitando. O lençol era fofo e aconchegante. E quando fechava os olhos, ele sentia uma vontade enorme que Syo estivesse em seus braços. Quente, macio, com um cheiro que somente ele tinha.
E ao lembrar-se dos lábios acabou sorrindo.
Era como aqueles doramas que assistia ao lado de sua cadelinha Elizabeth, tomando sorvete. Estar totalmente apaixonado e viver o dia inteiro pensando naquela pessoa. A única coisa que o incomodava nos doramas era o sofrimento que o casal tinha de ficar junto.
Seria diferente entre Syo e ele.
Eles se conheciam há anos. Jamais se separaram, tocavam violino juntos, estudavam na mesma escola, dividiam o quarto, agora a caminha quentinha e os beijos. E só se lembrar dos beijos sentia um arrepio sem igual.
Queria mais beijos, mas Syo parecia incomodado quando era tirado do chão, abraçado e beijado por horas sem parar.
Não tinha culpa de não conseguia parar. Seu corpo levava a isso, por esse motivo que estava na enfermaria.
– Quem é que fica doente logo em um sábado?
Ele abriu os olhos e levantou em um pulo ao escutar a voz. Reiji estava parado lá, em pé na entrada, com um sorriso no rosto que lembrava o sorriso sonhador de Otoya. A roupa casual e o inseparável chapel.
Reiji, o estagiário da enfermaria.
– Kotobuki-senpai. – sorriu se aproximando e apertando a mão do menor. – O doutor não veio hoje?
– Veio! – Reiji deu de ombros e entrou na enfermaria, fazendo o gesto com a mão para que Natsuki o seguisse. – Mas ele está por aí passeando. Quase ninguém vem aqui, ainda mais no sábado. Sente-se. – apontou para a maca. – O que está acontecendo?
Natsuki se sentou na maca, balançando as pernas e olhando atentamente para o jeito de Reiji. Sempre sorrindo, alegre e brincando ao colocar as luvas com uma cara psicopata, Mas Natsuki jamais sentiria medo. Por estranho que pareça, não são muitas coisas que lhe dão medo.
Seu maior pavor era perder Syo.
– Sinto-me quente...
Após ter dito essa frase, houve um grande processo de descobrir a sua febre. Reiji não encontrou nada, temperatura normal. Mesmo com termômetro. O senpai procurou algo errado nele, verificou seus olhos, sua garganta, respiração, batimentos.
O loiro alto teve que ver a cara de confusão de Reiji ao olhá-lo depois de um bom tempo o examinando.
– Você não tem nada, é saudável como um touro. – Reiji sorriu tirando as luvas e se sentando ao lado de Natsuki na maca.
– Mas ainda me sinto quente, Kotobuki-senpai! – Natsuki estava confuso e piscando várias vezes, mas acabou sorrindo quando Reiji o entregou um pirulito.
– Em quais momentos se sente quente? Deve ser algo psicológico. – o senpai mantinha a mão no rosto pensativo.
– Fico quente o tempo todo. – Natsuki colocou o pirulito na boca, olhando para os próprios pés. Tinha que ter algum motivo por estará daquele jeito. – Desde que eu acordo até a hora que vou dormir. Ah... Eu acordo estranho também.
– Como assim estranho? – Reiji se preocupou. Se ouvisse algo errado verdadeiramente com Natsuki, eles teriam que leva-lo para o hospital. Não era saudável uma pessoa ficar o dia inteiro quente.
– Eu acordo e estou estranhamente quente, alivia um pouco quando fico com Syo-chan, mas depois de alguns minutos e calor piora, estar com Syo-chan não passa, porém estar sem ele é pior. Quando beijo Syo-chan, o calor toma todo o meu corpo e fico totalmente quente e...
– Vocês se beijam? – Reiji estava surpreso com essa revelação.
– O tempo todo, Senpai! – Natsuki o olhou, tirando o pirulito da boca e o sorriso somente aumentando ao falar. – Somos namorados, estamos namorando há pouco tempo, mas nos amamos. Syo-chan é tão fofo, o aperto o tempo todo. É tão quentinho. Não consigo parar de beijar Syo-chan, é tão doce e macio.
– Natsuki, certo? – Reiji colocou a mão sobre o ombro do maior e sorriu docemente. Admirava todo aquele sentimento e confusão que viu. – Ninguém pode saber que vocês estão namorando. É proibido relacionamentos no internato, os alunos que foram pegos, foram expulsos.
– Mas ninguém irá nos separar! – o maior pulou da maca e parecia desesperado. – Ninguém pode tirar Syo-chan de mim. – ele colocou a mão sobre o peito e a alegria que tinha foi tomada pelo medo. – Eu não conseguiria ficar sem ele.
– Haha! – Reiji riu sentado ainda na maca e chamou a atenção de Natsuki. – Você tem a pior das doenças, está amando. – Natsuki afirmou com a cabeça, retornando a alegria. – Não se preocupe, não irei contar a ninguém, mas vocês tem que se cuidar. – o sorriso do maior chegava agora a iluminar a sala. – E agora eu sei o que está te deixando quente.
– E o que é?
O Sorriso do senpai era maior e agora malicioso quando desceu da maca e puxou Natsuki para se sentar.
– Venha! – sorriu doce dessa vez. – Papai vai te explicar sobre os segredos da vida!
Tudo que Natsuki fez foi tombar a cabeça quando viu Reiji começar a desenhar na lousa que tinha na sala. Um desenho que o fez ficar vermelho, mas bem curioso.
– UTA –
No corredor em direção ao dormitório masculino, três pessoas seguiam, dentre elas uma pequena dama de cabelos azuis, esta por sinal parecia ansiosa. Carregava uma cesta, balançando, a outra mão estava sendo segurada. Mais alguns minutos e pararam a frente de um dormitório.
– É aqui o quarto do Masa-nii, Jii?- perguntou a pequena animada, nem esperou a resposta e bateu na porta. — Masa-nii! — chamou.
Masato tinha acabado de se trocar, Ren estava no banheiro. Se mai estava lá então, provavelmente. Foi até o banheiro e abriu a porta, mas não olhou, fez para apenas para que Ren o escutasse.
– Jinguji, não saia daqui por um momento. Jii está aqui fora. — pediu Masato sentindo o vapor tocar em seu rosto.
– Novamente me esconder? – Ren se virou no chuveiro, escorrendo a água de seu cabelo. Ele tinha escutado a explicação de Masato, sobre a proibição do pai dele. Francamente, proibir o filho de o ver por questões de empresa eram antiquado. – Então pode deixar minha roupa aqui? – ele tinha que seguir isso. Não queria que nada atrapalhasse o seu dia com Masato.
– Certo, aguarde um momento. — pediu Masato voltando ao quarto, ouvindo as batidas de Mai. — Já irei abrir, Mai. — disse indo até o guarda roupa de Jinguji pegando um roupa menos indecentes e levando para o banheiro colocando em cima do pequeno armário. — Me desculpe! — pediu antes de sair.
Hijirikawa se aproximou da porta e abriu, sendo agraciado com o lindo sorriso da irmã.
– Masa-nii, vim ficar com você. Jii veio me trazer, papai está ocupado. — disse fazendo uma feição emburrada, fazendo Masato abrir um sorriso.
– Masato-sama, terei que resolver um assunto com o diretor, então deixarei vocês mais a vontade. Vejo que seu companheiro já apareceu, depois quero conhecê-lo, com licença. – disse saindo do quarto e seguindo o homem que veio lhe acompanhar.
Masato se abaixou para abraçar a irmã.
– Mai, que bom que veio me ver. Estou tão feliz. — disse com um tom suave. — Promete guardar um segredo?
– Sim!- disse a pequena pondo a cesta na mesa do irmão. – Te trouxe comida, farei um chá! — disse a pequena animada, retirando as coisas da cesta. – Mas o que tem de segredo? — perguntou olhando para Masato tombando a cabecinha.
– Você já vai saber. — disse sorrindo ainda mais com a irmã, pondo a água para ferver e seguindo ao banheiro. — Ren... Não demore, tem uma pessoa que você deve conhecer! — pediu e seguiu para porta a trancando sendo seguido pelo olhar curioso da irmã.
Precisou de alguns minutos para que um som viesse da porta do banheiro. Era como uma cena em câmera lenta. O rangido da porta, o ar quente do chuveiro saindo. Primeiro os pés ainda descalços que pisavam um pouco na calça. A camisa colocada no lugar, porém um pouco aberta, não mostrava muito o peito como Ren gostaria.
O loiro estava com a cabeça abaixada e com uma toalha sobre a cabeça a secando. Quando ele levantou a cabeça sorrindo ele parou pasmo.
Ren nunca esperou que no quarto encontraria duas pessoas tão idênticas. Seu olhar vagou de Masato para uma menina. Uma menina idêntica a Masato quando criança. O rosto um pouco redondinho, devido a idade, os olhos tão zuis e brilhantes e grandes. Aquela ingenuidade que tanto amava quando olhava para Masato.
– Quem... – ele se sentiu um pouco fora do chão e pasmo, como se o passado retornasse e o Masato de anos atrás estivesse a sua frente agora, só que agora em uma versão feminina. – Quem é você?
Mai o olhou e pareceu arregalar mais os olhos olhou para Masato como se confirmasse algo e quando Masato acenou positivamente ela voltou a olhar o loiro um pouco envergonhada se pondo de pé.
– Hijirikawa Mai!- disse sorridente o que fez seus olhos fecharem. — A irmã mais nova do Masa-nii! — disse fazendo uma reverencia a Jinguji. — E você é o namo... — a pequena foi impedida de falar por Masato que a puxou para si.
– Mai, este é o Jinguji! — disse se recompondo recebendo o olhar confuso da irmã. — Meu amigo de infância! — disse voltando a olhar para Ren.
– Que você me mostrou nas fotos. — disse voltando a olhar Jinguji. — Ele é muito bonito! – disse a pequena voltando a sorrir.
– Mai... – Ren sorriu não somente pelo elogio recebido, pois já tinha escutado muito, mas pelo comentário dela sobre Masato mostrar fotos. Isso era interessante, já que Masato dizia que não tinha sentido falta. Obviamente tudo mentira. – Tão linda, parece seu irmão. –se aproximou com o sorriso aumentando e ele se ajoelhou em frente a menina e pegou na pequena mão. Era macia e delicada, mas preferia as mãos de Masato. Beijou a mãozinha e sorriu. – Seja bem vinda, my little lady.
– Obrigada, Jinguji-sama. — disse a pequena esticando a mãozinha livre para tocar nos fios de Ren, era tão diferente para ela. — Tem cabelos bonitos.
– Hey! Mai, não elogia muito, ele já tem ego o suficiente. – Masato falou puxando a irmã para um abraço. — Ela é meu tesouro! — disse acariciando a cabeça da menor.
Assim que a água ferveu, Masato a desligou e Mai tomou conta do resto fazendo um chá, tendo a ajuda do irmão para servir.
– Ah... Tenho um pedido a fazer! — falou a pequena pondo a colherzinha de chá no ar, recebendo a atenção dos dois. – Como irmã mais nova, eu aprovo este namoro. — disse com uma expressão séria, mas estava mais para fofa do que séria.
Masato arregalou os olhos, não devia ter dito algumas coisas a Mai.
Ren riu um pouco baixo, tentando ocultar com a mão, porém não conseguiu. Sorriu mais uma vez, apoiando os cotovelos sobre a mesa, afinal estava sentado em frente a ela esperando ser servido. As mãos preguiçosamente sendo suporte do rosto. Ele abaixou o olhar um pouco para ela.
– Prometo cuidar dele. – colocou uma mão sobre o peito e levantou a outra. –Só tenho as melhores intenções com ele. – ele olhou languidamente para Masato e piscou um olho. – E me conte... O que seu irmão anda falando sobre mim?
– Não, pare Mai! Jinguji, pare de pressionar minha irmã. — pediu impedindo que ela continuasse. — Vamos logo tomar este chá. — pediu pegando um dos doces que Mai havia trago.
– Masa-nii, eu queria que ficasse comigo, porém eu sei que não pode. — falou se sentando igual ao irmão e pondo as mãozinhas nas pernas. – Contudo, eu estou mais tranquila, Jinguji-sama irá cuidar de você! — olhou o irmão.
– Mai...
– Me promete que não sairá do lado de Jinguji-sama de novo. — pediu a pequena determinada assustando o irmão, e depois de muita hesitação ele a olhou firme.
– Eu prometo não sair do lado dele. — prometeu acariciando o rosto da irmã.
– Promete mesmo, Masato? — Ren, apesar do sorriso brincalhão, soava com rancor. Ele jamais esqueceu o distanciamento de Masato. A falta de informação dele, e as fugas. provavelmente Masato evitava encontrá-lo nos eventos. — Não poderá mentir para o seu namorado e para a little lady!
Masato olhou para o loiro, mostrando uma expressão triste. Ele havia prometido e jamais quebrava uma promessa. Segurou a mão de Jinguji e a apertou , sair de perto dele nunca foi uma escolha sua.
– Prometo, Ren. — disse suavizando o olhar. — Mas não sou seu namorado!
– My Little lady... – Ren não respondeu o que Masato disse e olhou para a menina, contudo, não soltava a mão de Masato, mantinha-se firme e resistente. O sorriso tinha abaixado, nem mesmo ele compreendeu o que ocorreu. Somente uma vez na vida ele, Ren, tinha namorado. Foi um namoro fútil e carnal. Por isso que não namorava, quando a necessidade surgia ele arrumava uma bela dama e deliciava-se. Contudo agora, mesmo que fosse uma mentira, o seu coração disparou com a citação de namoro. Algo que ele não compreendia. – Serei um ótimo namorado para o seu maninho.
Mai sorrindo radiante o que fez Masato a olhar, ela realmente estava feliz. Então ela entendia os sentimentos, até ele estava confuso. Estava achando que seus sentimentos estavam voltando, ele sentiu um calafrio e puxou a mão de Ren. Sentiu seu corpo se mover e foi até Ren o abraçando. Sentindo-se cansando.
– Ren... — Masato sussurrou fechando os olhos.
– Masa-nii, você tem que tomar seus ursinhos. — disse a pequena com os olhinhos brilhando, seu irmão parecia estar feliz.
– Ainda não tomou os seus remédios? – Ren sorriu, não ocultando o divertimento que estava sentindo. Ainda mais com Masato tão perto. Passou a mão na cintura, o trazendo para mais perto e lhe tocou o queixo, o fazendo olhar. – Não pode, tem que se cuidar! – controlou a vontade de beijá-lo, não faria aquilo na frente da jovem dama. – Vá tomar o remédio e descanse, prometo que cuido da little lady!
– Mas... Não posso deixá-la. Fiquei tanto tempo sem vê-la. — disse Masato, vendo a irmã se aproximar.
– Está tudo bem, eu te coloco para dormir. — a pequena avisou passando a mão no rosto do irmão. – Jinguji-sama, onde estão os ursinhos do Masa-nii? — perguntou olhando para o loiro.
– Na terceira gaveta, Mai. — disse Masato se afastando um pouco do loiro, para arrumar o futon. Em seguida a pequena trouxe e entregou ao irmão que separou e tomou três de cada vez seguido pelo gosto horrível do leite. A pequena achou engraçado a careta do irmão.
Os dois Hijirikawa estavam deitados, Mai estava acariciando os fios do irmão. Sendo observados por Jinguji. Demorou um pouco para que Masato dormisse.
– Ele parece um anjo. — comentou a pequena cobrindo o irmão.
Jinguji sorriu. Para uma menina de mais ou menos cinco anos, ela era bem mais madura que muita garota que conheceu. Ele sorriu, olhando para ela e depois para Masato.
Sentia falta daquela ingenuidade. Quando eles dormiam juntos, ou pegavam na mão sem maldade ou serem mal vistos. Ou quando deitava a cabeça no colo do Masato e este acariciava a sua cabeça com as mãos tremulas.
– Venha, my little lady. – ele a pegou no colo. – Não vamos atrapalhá-lo. – informou sussurrando e a carregando até de volta a mesa e a sentou, fazendo o mesmo no outro lado. – Vamos conversar. – sorriu malicioso. – Conte-me, o que seu irmão anda falando de mim?
Mai o olhou e depois para Masato, será que ele ficaria bravo? Talvez não Ren não iria contar.
– Eto... Não conta pro Masa-nii. — disse a pequena mexendo no vestido sem jeito. — Masa-nii me mostrou umas fotos de vocês, e falou que você era o... – a pequena estava ficando mais sem jeito. – Ele disse que... Você era o príncipe dele! — falou a pequena olhando para o loiro.
– Então eu sou o príncipe... – o sorriso malicioso somente aumentava. Masato era um péssimo mentiroso mesmo, achando que o enganaria com sua indiferença. Depois que escutou da boca de Masato que queria que eles ficassem juntos e depois disso que o viu chorar, nunca mais Ren acreditaria que Masato não o queria da mesma forma que o estava querendo. – Ele diz isso sempre?
– Ele me disse isso quando estava contando uma historinha de conto de fadas. — a pequena olhava para o irmão. — Mas ele...
A Hijirikawa não pode concluir, pois haviam batido na porta e chamavam por Mai.
– Jinguji-sama, é o jii! — disse a pequena se levantando.
– Droga! — Ren queria conversar mais e saber o que Masato falava sobre ele. Se levantou e sorriu um pouco nervoso. – Foi um prazer lhe conhecer, little lady Mai. – beijou a mãozinha dela e seguiu para o banheiro, acenando um tchau e fechando a porta sem emitir um som sequer.
Mai foi até Masato e lhe beijou a testa, despedindo-se e seguiu para porta saindo do quarto.
– UTA -
Kurusu estava no quarto esperando por natsuki, que por sinal estava demorando demais, já estava até decido ir atrás.
Mikaze estava andando pelos corredores com Ranmaru, a pedido de Camus, para checarem se estava tudo bem, estava bem a contra gosto. Em pleno sábado poderia ter feito algo. Ranmaru falava sobre algumas coisas que não lhe interessava. Sentiu alguém lhe tocar, o que fez ficar ligeiramente emburrado, pois não gostava de toques, porém como sempre não passava isso em suas feições.
– Mikaze-sama, sou Yamaka. – disse uma loira de aparência frágil, que passou a tremer com o olhar seco de Ai.
– Desculpe, mais isso realmente me importa? Se quer alguma coisa, Camus está no conselho. — disse já cortando o olhar e o assunto seguindo seu percurso.
– Ahn... Uhhhh... Ai, é tão frio com as garotas. Será por que se interessa por... – Kurosaki falava, mas recebeu um olhar tão seco de Mikaze que se tremeu todo. Então preferiu calar a boca.
Entraram na enfermaria e pararam olhando para a situação. Reiji estava desenhado em uma pequena lousa coisas indecentes.
O rapaz de cabelos castanhos estava de costas, desenhando o que parecia um bumbum e um órgão masculino e falava coisas sobre nervos e próstatas. E Natsuki estava sentado, anotando, mas levantou o olhar sorrindo para os senpais. Reiji parou e olhou para trás, sorrindo ao colocar as mãos para trás e escondendo a caneta que estava usando.
– Olá para todos! – olhou para o desenho que estava fazendo. – Querem participar da aula? Estou explicando para Nah-chan como funciona o corpo humano.
– Não preciso, eu já sei disso tudo. — disse Ranmaru. – Quer que eu te mostre na pratica Natsuki? — falava se aproximando de Reiji com um sorriso sacana.
– Olá Reiji, pelo visto está tudo bem. Irei checar outra sala. — disse Mikaze olhando uma ultima vez. — Teremos uma reunião mais tarde no meu dormitório! — avisou e saiu.
– Tchau! – Reiji sorriu e acenou e olhou para Ranmaru, o sentando ao lado de Natsuki. – Fique quietinho, o tio Reiji vai continuar a aula. – ele voltou para a lousa e tossiu chamando a atenção. – As relações entre dois homens é muito difícil. Deve descobrir as áreas erógenas de seu parceiro, são diferentes em cada pessoa. Por exemplo, tem alguns homens que não sentem nenhum tipo de sensação nos mamilos, outros já sentem e se excitam com isso.
– Muito bem, que tal na pratica tio Reiji? – Ranmaru falou puxando Reiji para si, lhe tocando a nuca e lhe beijando o pescoço. — Que tal assim? Hein Reiji?! — sussurrou na orelha do de cabelos castanhos. — Você me atrai! – disse juntando os lábios.
Natsuki abriu a boca surpreso e parou de escrever para olhar os dois. O beijo era bem mais diferente do que ele dava em Syo. Ele viu a língua de Ranmaru lutar freneticamente dentro da boca de Reiji. Ele tinha certeza que quando beijava Syo, eles não chegavam a salivar daquele jeito.
O estranho era que Reiji estava vermelho e tentava empurrar Ranmaru até conseguir e respirar profundamente se afastando.
– Ran-Ran, Isso não tem graça! – Reiji sorriu sem graça e olhou para Natsuki. – Nah-chan... Não leve isso a sério!
– Não vai me levar a sério?- Ranmaru falava com um tom meio triste, e o pior era que não entendia como as palavras de Reiji o afetaram tanto. – Por que? — perguntou puxando Reiji, o prendendo com um abraço aprisionador para que o outro não escapasse. — Reiji... Deixa! – falou voltando a beijar o menor. Estava gostando de provar aquela sensação.
– Hammm... – Natsuki estava se sentindo muito incomodado, não em vê-los se beijando, mas por considerar que Syo e ele não eram daquele jeito tão... Quente.
Ele observou que Reiji estava tremulo e cada vez mais vermelho. Ele sentiu muita vontade em deixar que Syo daquele jeito. Seus olhos desceram e viram as pernas bambas de Reiji. Engraçado em ver seu senpai, que tinha tanta força de vontade, com tamanha vergonha que suas pernas se contorciam.
Quando seus olhos levantaram, as mãos de Reiji ainda estavam tremulas e agora seus olhos estavam fechados. Natsuki estava agora impressionado que Reiji estava retribuindo. As linguas se enroscando.
Isso era interessante. O ardor entre os dois. Ele queria esse ardor com Syo.
Mas o estranho era que apesar de Reiji retribuía o beijo, as mãos não tocavam Ranmaru, permaneciam tremulas e levantadas.
Seu senpai Reiji estava com medo?
Como ele poderia ter medo com seu amigo Ranmaru? Eles estavam se beijando. Será que ele estava com medo de ser machucado? Ele jamais deixaria que Syo tivesse medo de ser machucado.
Ele anotou tudo que estava vendo, os lados positivos e negativos. Somente queria entender se aquela aula que Ranmaru estava dizendo que era prática era o que Reiji disse anteriormente.
Fazer amor.
Ele queria muito fazer amor com Syo.
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