Orpheus
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Quando Otoya entrou na sala ele percebeu que tinha chegado a tempo. Se fosse assim ele não precisava ter corrido e poderia ter tomado café. Agora sua barriga estava roncando de fome.
Ele deu dois passos e sentiu um peso nas costas, mas não era ninguém. Quando descobriu que o peso eram os olhares, ele ficou assustado. Os grupos estavam formados na sala, alguns o olhava cortando e outros simplesmente o olhava e desviavam o olhar para comentar algo no ouvido do colega.
Ficou por um momento perdido, não sabendo porque o encaravam tanto. Quando olhou para o restante da turma ele sorriu, Masato e Natsuki já estavam lá, Nanami também e já se encontrava acenando para ele.
— Bom dia! – se aproximou deles escutando mais alguns sussurros e parou na frente de Natsuki que o cumprimentou. – Estamos todos aqui.
— Bom dia, Oto-chan... – Natsuki parecia razoavelmente feliz do jeito dele. – Como foi seu encontro de ontem?
— Encontro? – o ruivo se surpreendeu e olhou para o lado, a única pessoa que tinha passado o dia era a Nanami, ficou vermelho, tanto que nem percebeu as outras pessoas olhando para ele.
— Seu encontro, com aquela pessoa! – Natsuki piscou curioso para ele e juntou a mão, agora sim estava atraindo mais comentários.
— Shinomiya-kun. – Nanami o interrompeu também vermelha ao perceber que foi ela que passou o dia com Otoya. – Não comente coisas desse tipo.
— Mas ele não estava tendo um encontro ontem? – ele a olhou confuso. – Reiji-senpai o estava procurando e não o encontrava. Ele procurou no seu quarto também, Masato-kun?
— Melhor não comentar mais nada a sala está cheia de pessoas que estão interessadas nisso — disse Hijirikawa ignorando os olhares alheios. As pessoas não tinham noção nenhuma sobre educação não gostava de pessoas assim. — Vamos nos sentar, o professor já deve estar chegando. – disse.
— Masato-kun está certo. – Otoya se sentou e olhou para o rosto do amigo, os olhos dele estavam fundos parecia ter dormido muito mal. Ele não quis comentar nada sobre isso para Masato, seu amigo parecia muito triste.
— Nós vamos fazer algo depois da aula hoje? – Natsuki perguntou a eles. E Otoya sorriu.
— Poderíamos jogar bola. – indicou. – Neah, Masato!
— Não, hoje teremos aula de música. — disse em tom meio pensativo. Estava triste, não queria ferir mais Ren, mas eles ficariam juntos na aula de música.
— Aula de música. – Otoya lembrou e sorriu. – Estaremos todos juntos lá, não é? – estava animado. Lembrou que tinha comentado com a Nanami sobre saírem com Tokiya, seria uma boa oportunidade para provar ao seu amigo que ela era uma garota legal, talvez assim recebesse umas dicas e apoio sobre ela.
— UTA -
Ren permaneceu no quarto a manhã inteira, fazendo nada construtivo ele poderia dizer. Apenas estava lá, sentado no futon de Masato, pensativo e sentindo a essência da presença, às vezes se levantando e atirando os dardos. Quando ele tinha resolvido sair, ele tinha encontrado alguns alunos fora da sala, aulas ambientais eram interessantes por causa disso.
Algumas garotas se aproximavam, o conhecia, outras contavam seu forte, tentando seduzi-lo com a mente ou com o próprio corpo e com todas ele sempre se mostrou aberto e receptível. Às vezes aparecia uma ganhadora entre elas e ele ficava mais próximo, tomava-lhe os lábios escondido das demais e depois continuava sua vida normalmente.
Era tão vazio, ficar com as garotas assim. Sentir os lábios delas, ver como elas tentavam o agradar algumas chegando tão baixo ao ponto de se desvalorizar. E por mais que ele buscasse olhar e procurar entre elas alguma que pudesse identificar algum vestígio semelhante à Masato, nenhuma chegava aos pés dele.
Matar aula para ficar desse jeito não o fez bem também. Não importava a quantidade de lábios que beijasse e mãos que o tocasse, estava destruído e sentindo nenhum prazer com isso. Somente sentia um vazio enorme crescendo dentro de si.
Depois que havia se distanciado dela, estava seguindo para o lago. Provavelmente ninguém notaria que ele matou aula, sendo que as mesmas tinham se encerrado e agora começariam algumas oficinas.
— Jinguji... – foi chamado e parou. Quando olhou para trás encontrou o olhar daquele professor. Sorriu de lado em vê-lo, parecia que o professor tinha pegado no seu pé no momento que entrou na sala. Ele não tinha culpa por ter uma presença dominante por onde seguia, muito menos de chamar a atenção de algumas alunas. Sabia de sua aparência e beleza, ninguém deixava esquecer isso, então a utilizava. Seu professor não precisaria se sentir tão bravo com isso. – Você não compareceu a aula hoje.
— Estava indisposto, Hyuga-sensei. – sorriu e olhou para o lado, para a paisagem. – Não estava me sentindo bem.
— Não sou idiota, Jinguji. – o professor estreitou os olhos. – Na próxima vez receberá uma advertência.
— Se continuar com o semblante assim... – Ren sorriu de lado e passou pelo professor. – Não chamará a atenção das garotas. – riu levemente e deixou o professor para trás.
— UTA -
Já na sala de música podia se escutar vários murmurinhos, alunos reunidos e animados em participar daquilo. Ranmaru acabou prometendo a Reiji que cuidaria dos kohais dele também, o primeiro a chegar foi Tokiya como sempre pontual, o segundo Otoya, mas não veio sozinho trouxe Natsuki, Syo, Nanami e Masato. No último Ranmaru mais prestou atenção na feição triste por mais que ninguém enxergasse.
— Vamos começar então. — disse vendo os meninos se aproximarem. — Já vou avisando que não estou com muita paciência em ser baba! — falava — Tokiya e Otoya, vocês serão supervisionados por mim. — disse vendo Masato se aproximar – Masato você começará... cadê o Ren? Alguém o viu? — perguntou impaciente.
— Senpai. – Natsuki levantou a mão. — Hyuga-sensei o estava procurando porque também não tinha comparecido a turma. – ele explicou, pois no caminho ele tinha visto o homem perguntando para determinados alunos. – Acho que ele não deve estar se sentindo bem. Vou levar um pouco da minha comida para que ele, assim ele melhora. Comida caseira faz bem para a saúde.
— Não! — Syo se preocupou, Natsuki acabaria piorando a situação dele. — Você havia combinado em fazer comida só depois das aulas. — o lembrou.
Mikaze entrou na sala juntamente com Ringo, a de cabelos róseos parecia animada.
— Boa tarde pessoal~~ — disse Ringo cantarolando. — Hoje vocês vão começar a compor. Vocês na aula passada decidiram seus parceiros agora quero que escrevam uma música. — disse piscando recebendo olhares dos alunos. — Seus senpais devem ajudar vocês nisso, por isso se esforcem, vale a nota de vocês do semestre. — disse vendo comentários animados .
A sala passou a ser mais barulhenta, mas estavam organizados cada grupo com um senpai.
— Ichinose, você tem interesse em compor ou cantar? — perguntou vendo Masato ir para o piano.
— Cantar, mas eu também escrevo. — parecia concentrado.
— Certo, então vocês dois vão escrever! — disse vendo Otoya animado, ele parecia Reiji. Percebeu que a menina ainda estava ao lado de Otoya — E você, cadê seu senpai responsável? — perguntou.
Ela ficou confusa e olhou para os lados antes de voltar à atenção para Ranmaru para responder a sua pergunta. Mas ela ficou vermelha com o olhar fixo dele, seria mais fácil de responder se fosse Ringo perguntando, o professor ou professora, os alunos ainda tinham dificuldades em chamá-la, era mais leve.
— Senpai! – Otoya colocou a mão sobre o ombro dela. – Ela não tem um responsável, não dividiram direito as meninas.
Ranmaru fez uns barulhos com a língua. Aquilo não era ele que tinha que resolver.
— E você ainda não avisou o professor porquê? — perguntou a olhando impaciente.
— Natsuki e Syo, venham comigo. — disse Mikaze indo para um canto para se focar em seus Kohais.
Otoya olhou para o senpai e depois para o sensei, eles estavam pegando pesado demais com ela. Olhando para os outros, Natsuki e Syo pareciam com sorte o responsável deles parecia bem delicado e dedicado. Reiji era um senpai feliz e animado, Ranmaru era assustador em comparação a ele.
Onde seu senpai estaria? Com certeza ele lidaria melhor com aquilo. Nanami não era a única sem responsável, Tomochika também estava sem responsável.
— Senpai... – tentou se envolver novamente. – Ela estava esperando que o sensei resolvesse a questão da divisão.
— A senhorita não sabe fala japonês? — perguntou Ranmaru olhando diretamente para ela. Mesmo com toda concentração de Ichinose ele não conseguiu segurar o sorriso mudo, acabou por virar a face.
— Hei! – Tomochika se aproximou e colocou uma não no ombro da amiga e olhou para Ranmaru. – Não precisa falar desse jeito com ela.
— Está tudo bem. – Nanami sorriu para ela e olhou para Otoya agradecendo com o olhar o apoio, no final olhou para Ranmaru. – Perdão senpai, mas tem mais alunos sem um responsável. Sensei disse que resolveria então eu não quis atrapalhar pressionando mais.
— O sensei está aqui para isso, então quando precisar deve se direcionar com ela o mais rápido possível, assim não perde tempo. — disse olhando a garota que se aproximou — Espere enquanto eu resolvo — disse se levantando e indo até Ringo.
Conversaram e logo o de cabelo prata saiu da Sala, seguindo pelos corredores até chegar na sala da presidência do conselho. Entrou sem bater encontrando Camus.
— A sensei Ringo quer que você auxilia umas garotas — disse sem rodeios — Ela disse que você poderá se ausentar durante as aulas de música especialmente para dar o auxílio, então vamos logo. — disse.
— Por que eu sou obrigado a isso? – Camus nem sequer levantou os olhos dos papeis, seus olhos estavam escondidos pelos óculos. – Se eu participar dessa turma vai me atrapalhar com o judô. Peça para Kotobuki ir no meu lugar!
— Ele já tem os próprios kohais dele para se preocupar. — disse passando as mãos nos fios dando as costas — Anda logo Camus, eu tenho trabalho a fazer, e ainda terei que ficar aqui por conta do meu trabalho na tesouraria, Ai também está ocupado com os dele. — disse se direcionando a porta.
Camus suspirou, largando os papeis. Certo, pensando negativamente mais trabalho acumulado, pensando positivamente ele iria ter outras coisas para fazer além de papeis e ainda por cima poderia ficar mais perto de Mikaze.
Levantou-se e seguiu atrás de Ranmaru o olhando atentamente. Seu colega estava com uma aura estranha.
— Você está com a mesma cara de idiota de sempre. – olhou atentamente. – Mas hoje, por alguma razão, você parece feliz. – deveria ser aquele sorriso de lado que Ranmaru carregava.
— E você também ou pensa que eu não vi o retrato do Ai na sua mesa. – alfinetou. — Ai também está diferente — comentou — Só espero que vocês escondam, para não dar mau exemplo. — disse se virando para lhe dar uma piscadela.
Camus se espantou, mas o reflexo em seus óculos escondeu a surpresa. Por mais que falasse algo para justificar que estava havendo nada entre ele e Mikaze, Ranmaru não mudaria de ideia. A foto e o sorriso, e ele falou sobre Ai agir diferente. Ranmaru era esperto às vezes.
— Espere. – ele segurou o braço de Ranmaru, o parando. – Você disse “E você também...”. Isso quer dizer que... – ele o soltou e fez uma careta diminuindo a voz. – Kotobuki e você...
— Não aconteceu nada. — mentiu — E mesmo que acontecesse, você poderia nos delatar, pois mesmo expulsos estaríamos juntos. — disse.
— Você é um idiota. – Camus fechou a cara, ajeitando o óculos na ponte do nariz e virando o rosto. – Eu posso ser duro às vezes, mas me preocupo... – ele se calou e olhou para Ranmaru. – Que se dane, até quando você irá deixar Kotobuki desse jeito? Ele gosta de você e está sofrendo com isso.
— ...Eu sei que sou um idiota. — disse com um sorriso de lado. É Camus era seu amigo afinal — Basta você saber que ele não está sofrendo mais! — disse continuando a andar. Camus não era idiota, ele ia entender.
Camus ficou surpreso e sorriu de lado para variar. Idiota, por isso que ele estava sorrindo daquele jeito e transmitia um ar mais positivo. Até que fim ele resolveu sair daquela linha de dúvida e ficar com Kotobuki. Então cada um guardava o segredo do outro.
Ele não iria delata-los, seria complicado afinal Ranmaru também faria isso com eles. Apesar de que julgava que Ranmaru não fizesse isso.
— Até que fim! – comentou irônico parando em frente a porta da sala. – Estava cogitando me envolver pessoalmente se você não se decidisse logo. – silvou.
— Hum... Eu digo o mesmo, já que você não tinha coragem de pedir Ai-Ai. — disse imitando a voz de Reiji antes de entrar na sala e ir para seus Kohais. — Muito bem meninas, este será seu senpai. — disse apontando para Camus que vinha logo em seguida. — Este é Camus, já que não devem se lembrar. — disse olhando para Haruka. — Ren ainda não veio? — perguntou vendo Masato escrever, ao mesmo tempo que criava umas notas.
— Não... – ela acenou negativamente com a cabeça. – Ele deve ainda estar passando mal. – justificou e olhou para o senpai e fez uma reverencia nervosa. – Será um prazer trabalhar com o senhor.
— Trabalhe duro e me surpreenda. – ele cruzou os braços e a olhou. Ela ficou mais encolhida com a presença a sua presença. – Antes de qualquer coisa, espero que me mostre resultados positivos que não me façam me arrepender de ajudá-las!
— Senpai! – Otoya voltou a levantar a mão tremula, talvez o trauma do refeitório tenha o afetado, mas ele ainda queria defendê-la. – Não seja tão duro com elas.
— Quem é você para me dizer o que fazer? – Camus o olhou e Otoya se encolheu. – Ah é, me lembrei de que estava correndo pelos corredores. Passe no conselho depois, senhor Ittoki, só porque é namoradinho de um artista não quer dizer que poderá escapar. – o olhou sério, fazendo Otoya se encolher mais. – Você não deveria estar com seu responsável?
— Reiji não está bem. — quem respondeu foi Ranmaru olhando com cara de blazer para Camus, sempre severo com os mais novos. Enfim, deu de ombros. Aquilo não competia a ele.
— Senhor presidente poderia falar mais baixo, esta desconcentrando os demais! — pediu uma voz gélida que Camus conhecia muito bem.
Ele olhou para o lado e encontrou Mikaze com os dois novatos em questão que era estava de olho. Eles agora estavam distantes um do outro, os olhos deles voltados curiosamente para aquele local e para ele. Só que o menor estava com o rosto franzido e o maior estava com uma feição alegre demais para o seu tamanho. Bem, pelo menos Ai estava por lá perto.
Compreendendo a situação, Ai estava responsável por aqueles dois, poderia dizer que aquela era a equipe “fofa”, levando em consideração os seus integrantes. Reiji estava com o menino Otoya e mais algum rapaz, mas enfim, somente por estar Reiji e Otoya juntos poderia considerar algo descomunal, a ingenuidade e as brincadeiras.
E ainda tinha o grupo de Ranmaru, ele não sabia qual era, mas considerando a pergunta ele deveria estar com aquele tal de Ren. Se sua memória não falhava, era um loiro que vivia andando por aí andando com uma legião de meninas. Ele ainda deveria caracterizar essa equipe.
Enfim, sua preocupação era de estar perto de Mikaze sem ser afetado, o que era impossível já que não conseguiu responder a altura. Se fosse antes teria falado algo como “Se está incomodado se retire”, mas agora considerava duro demais. Esperava que ninguém tivesse notado.
Olhando para as meninas ele se perguntou qual trabalho ele teria com elas, não seria difícil de lidar. Ele sabia lidar com as garotas, apesar de que ele era muito exigente com as tarefas que colocava. Mas era melhor duas garotas do que um príncipe mimado que lhe daria trabalho, começou a pensar nisso, mas essa hipótese era muito vaga.
E seria engraçado. Ele um homem culto que algumas pessoas achavam que ele era um conde sendo responsável por um príncipe. Seria a equipe real.
— Com licença. – chamou atenção de todos na sala quando o professor Hyuga estava parado na porta, sério e com as mãos no bolso da roupa social. – Encontrei um aluno perdido que deveria estar aqui.
— Sensei. – Ren estava logo atrás dele sorrindo e coçando a cabeça. – Eu já disse que estava dando atenção para as minhas ovelhinhas, não estava perdido.
Masato olhou para Ren, para ver se este estava bem, mas julgando que estava com meninas, abaixou a cabeça para esconder a feição triste.
— Oh Ren-kun, muito feio isso, entre e vá para seu senpai~ — disse Ringo com um sorriso no rosto e depois olhou para Hyuga acenando um tchau.
— Ren, fique próximo de Masato, vocês terão de escrever uma música! — disse Ranmaru olhando o loiro. — Enquanto isso, vocês dois. — disse apontando para o ruivo e Ichinose. — Comecem a trabalhar! — disse vendo Camus concentrado com as meninas. Enfim trabalhariam.
O loiro continuava sorrindo quando passou pelos rapazes, sorrindo para eles. Cada um dando oi a sua maneira. Seus olhos não se direcionavam para Masato mesmo que estivesse se aproximando.
— Que bom que melhorou. – Natsuki o olhou e sorriu. – Mas ainda irei lhe levar comida caseira.
— Melhorei? – o loiro o olhou interrogativamente e sorriu. – Ah... Sim, estava com indisposição hoje mais cedo, mas meu rebanho cuidou de mim. – piscou um olho e Natsuki pareceu não entender e Ren não fez questão de explicar, colocou as mãos no bolso e olhou sorrindo para Ranmaru. – Reiji-senpai não veio hoje?
— Não. — disse Ranmaru o achando mais estranho do que de costume, mas não iria comentar — Fique ao lado de Masato, vá e o ajude a compor! — disse apontando para o amigo de infância que mantinha a cabeça baixa.
— Pena... – Ren sorria misteriosamente. – Gostaria de saber se ele sonhou com meu convite. – insinuou e olhou para Masato. – Haveria a necessidade disso? É somente uma oficina de música, poderíamos somente cantar e pronto. – deu de ombros e olhou para o lado, para Haruka e sorriu para ela piscando um olho.
— Ren, por mim você poderia desistir da oficina. — disse Kurosaki impaciente. — Eu posso me dedicar somente a ele. — disse dando de ombros também e indo para o lado do de cabelo azul — O que montou até agora? — pergunto o vendo passar o papel com as mãos tremulas. — Vai ficar tudo bem. — sussurrou somente para Hijirikawa ouvir.
Otoya estava achando estranho tudo que via. Ele não conhecia Ren há muito tempo, mas achava as atitudes dele diferentes. O sorriso liberal demais, o olhar como nada do mundo fosse interessante. Seus olhos vagavam em todas as direções, menos em Masato. Ele não entendia a rebeldia de Ren, muito menos quando ele andou até a Nanami e beijou-lhe a mão, sem ligar para os pedidos de se sentar.
Quando ele deu por vencido, puxou uma cadeira e se sentou ao lado de Masato, mas sem o olhá-lo. Com o estranho sorriso no rosto. Otoya se preocupava quando as coisas não eram do comum e ele achava que não foi o único que notou isso. Natsuki olhava para ele atentamente e seus olhos não se direcionavam para outro lugar sem ser de Ren. Ele também estava tentando definir.
— Tokiya... – se aproximou do amigo, sussurrando. – Sinto algo errado.
— Eu também, mas por agora devemos nos concentrar. — disse olhando Jinguji por um instante e logo voltando para o papel.
— Bem, eu gostei, mas pode acrescentar mais coisas. — disse Kurosaki terminando de analisar os papeis, apesar de estar concentrado nisso, prestava atenção em como seu Kohai estava sendo estúpido em tratar as coisas daquela forma.
— Obrigado. — a voz de Masato saiu tão baixa que Ranmaru teve que se aproximar para ouvir. — Posso me retirar por hoje? — pediu. Kurosaki não queria aquilo, queria conversar com os dois, mas não era hora.
— Pode, eu acho que você já fez o suficiente. — disse olhando o menor se levantar discretamente fazer um aceno e se retirar da sala. Ele iria resolver algo, não estava nada bem. Ver Ren agir daquele jeito era pior, pelo visto ele havia rodado a escola inteira aos beijos com as meninas, aquilo lhe doía que apertava o peito, mas merecia aquilo por não poder fazê-lo feliz.
Kurosaki olhou para Jinguji meio irritado, se levantou também e foi trocar umas palavras com a sensei antes de voltar para o loiro.
— Você faz como quiser! — disse para ele escutar e em seguida também saiu da sala.
Ren o olhou e nada fez, ficou simplesmente calado e olhando para a saída. Mesmo que os olhares de alguns fossem até onde ele estava, ele não ficou abalado. Ele somente permanecia sentado o sorrindo e era o sorriso que deixaria qualquer um constrangido somente de olhar.
A menina Nanami olhava para ele preocupada. Seus olhos estavam atentos demais, analisando e tentando compreender a situação. E não foi de muito menos, quando as atividades foram encerradas e Ren se levantou para a saída, ela o parou e começou a conversar com ele.
Ninguém mais poderia escutar, ao saber o que conversavam e quem olhasse de longe somente a veria falando vermelha enquanto Ren continuava sorrindo e de vez enquanto falando. Otoya era um dos curiosos que os olhava de longe, curioso para saber e um pouco perturbado com isso. Ele queria muito conversar com ela, apresentá-la adequadamente para Tokiya e assim poderem conversar.
Como resultado ele desistiu, pois percebeu que aquela conversa demoraria se dependesse de Ren. Ele abaixou o olhar e seguiu atrás de Tokiya, pois se olhasse para o lado veria Natsuki apertando Syo nos braços e beijando a sua cabeça e recebendo como respostas gritos.
— Tokiya. – chamou novamente baixo. – O que acha da Nanami? – queria saber um pouquinho da opinião de um amigo, se perguntasse para Natsuki seu amigo entraria no assunto sobre ser namorado de Tokiya e não estava muito a fim de escutar isso na frente dos demais, sentia um sentimento estranho.
— Não tenho nada que achar dela. — disse com sua voz habitual, ainda podia perceber alguns olhares, mas ignorava-os e seguia seu caminho. Otoya não deveria ficar com aquela garota devia se focar nos estudos.
— Nada? – o outro insistiu. – Poderíamos conversar com ela, assim você poderia conhecê-la melhor. – sugeriu sorrindo. – Você poderia ver como ela é legal. – ficou vermelho.
— Senhores Shinomiya e Kurusu... – Natsuki parou e olhou para trás, até parou de segurar Syo quando viu que era Camus de braços cruzados chamando o seu nome. – E senhor Ittoki. – Otoya, que tinha parado antes, dessa vez ficaram surpresos. – No conselho agora.
Ichinose olhou Camus um pouco intrigado, ele não havia o chamado será que queria interrogar Otoya sobre aquela estória novamente. Otoya não aguentava pressão.
— Não se preocupem e apenas algumas perguntas. — disse Mikaze ficando ao lado de Camus.
— Senpai. – Otoya olhou para eles dois. – Seria necessário a minha presença? Eu não fiz nada... Nós fizemos nada.
— É preciso. – Camus ainda estava sério e olhando para ele. – Vamos... – sorria. – Mikaze disse para não se preocuparem. – Vocês três na nossa sala agora. – apontou com a cabeça e Otoya abaixou a cabeça desistindo, só traria mais problemas para si e talvez para os seus amigos. Ele seguiu rumo a sala com os outros dois em silencio logo atrás. Camus olhou para eles e depois para Tokiya. – E o senhor gostaria de algo, senhor Ichinose? – levantou uma sobrancelha.
— Nada em especifico. — disse com uma voz seca, fazendo um aceno e se retirando, não ia muito com o presidente, ele era só um que gostava de pressionar os mais fracos. Desejava para que Otoya ficasse bem, assim como os outros dois que os seguiam.
Camus sorriu para a direção de Tokiya o analisando. Então ele estava preocupado que o Ittoki. Era interessante como ele tentava disfarçar, ou talvez não tinha percebido? Pensar nisso era confuso, ele tinha mais certeza que era Tokiya o relacionamento de Otoya, apesar das brincadeiras com o ruivo sobre um relacionamento com um artista. Mas e se não fosse uma brincadeira?
Seguindo para a sala cogitou isso por um mínimo momento. Talvez não. Ele estava confuso demais sobre isso. Brevemente ele colocou a mão na testa. Se fosse antes ele saberia o que fazer e que lógica tomar, porém sua mente estava turbulenta. Ai estava tomando a maior parte dele agora. Mesmo quando entrou na sala, mesmo quando os fizeram se sentar, sua mente estava tomada por Ai, muito mais ainda por estar ao seu lado.
— Kotobuki foi adoecer logo agora que queria um chá! – comentou se sentando em sua cadeira.
— Eu poderia fazer para o senhor. – Natsuki se ofereceu e abaixou a mão quando Camus levantou o olhar o encarando.
— Não, obrigado. – ele cruzou as pernas e colocou uma mão no queixo olhando para os três. Perguntava-se com quem começaria. Talvez o ruivo, não, ele seria o pior, tinham tantas evidencias contra ele. – Melhor seja o baixinho começar a me explicar o que exatamente vocês têm para estarem praticamente... – ele gesticulou com uma mão para achar uma palavra. – Vocês estão pelos cantos, namorando como muito dizem?
Syo já estava irritado, por Natsuki não se controlar, mas tinha que se controlar, ele não podia deixar a escola em hipótese alguma.
— Não sei o que estão dizendo, mas Natsuki e eu somos amigos de infância. — disse em uma expressão firme — É normal que andemos mais próximos, não há ninguém que possa comprovar que estamos namorando. -disse por fim.
— Mikaze e eu somos amigos de infância e ele não senta em meu colo! – Camus quase sorriu ao falar isso. Lembrando como a noite deixou Mikaze em seu colo e soltou o seu cabelo, beijando o seu pescoço e rosto, beijando os seus lábios a cada momento. – Me falaram que você! – apontou para Syo. — Esteve várias vezes sentado no colo dele. – apontou para Natsuki, o vendo sorrir em silencio. Aquele rapaz não parecia abalado.
— Isso é porque ele é um idiota que acha que eu sou fofo, então ele me trata como algo pequeno e delicado! — disse Syo sentindo os nervos começarem a trabalhar.
— Talvez ele deva ter razão, já que não deve passar dos 1,50m. — disse Mikaze analisando o menor, ele o entendia um pouco já que também sofrera por ser delicado. — Mesmo assim, devem ter ciência que pessoas não são acostumadas a ver certos tipos de relacionamento de amigos. — disse sublinhando a última palavra.
Syo contou até dez mentalmente para não pular em Ai e mostrar quem era o baixinho.
— Pequeno e fofo, ham... – Camus sorriu de lado e juntou as mãos sobre o colo. – Mikaze, tem certeza que ele não passa dos 1,50cm? acho que ele não passa de um metro.
— Que?! — Syo não havia aguentado, ele não ia ficar sendo mais rebaixado e pensar assim só o diminuía mais. — Pelo menos não pareço uma garota! — disse olhando para Mikaze, este ficou sério mais do que costumava ser.
Aquilo fez Syo sorrir de lado, Mikaze havia se irritado.
— Não sou eu que faço papel ridículo, usando enfeites pelo cabelo! — disse passando a mão nos fios como se nada tivesse acontecido. — Que seja! Se não estão namorando ótimo, pois nem devem começar! — disse olhando para os loiros.
— Eles não estão Mikaze. – Otoya, que até o momento esteve calado e escutando tudo, ficou surpreso em ver Camus afirmando aquilo e sorrindo para Syo e Natsuki. – Shinomiya somente o acha fofo e pequeno e quer somente apertá-lo, não é?
— Sim. – o maior sorriu e se inclinou para frente. – Ele é tão fofo de apertar. Mikaze senpai também é fofo. – com isso Camus perdeu o sorriso.
— Fofo? – Camus soou irritado. – O considera fofo ao ponto de apertá-lo? – estreitou os olhos.
— Eu o considero fofo, mas eu aperto Syo-chan. – puxou o baixinho para si. – Eu aperto Syo-chan porque eu o... – ele teve a cadeira chutada e olhou para o lado, vendo que Otoya olhava para a parede.
— Shinomiya... – Camus estralou os dedos para acordá-lo. – Por que você o que?
— Por que... – ele olhou para Camus novamente. Ele percebeu que se tivesse falado algo errado, perderia Syo por muito tempo. Ele não queria o perder. – Porque eu o considero o meu melhor amigo, senpai! – sorriu.
—Tá, agora me solta Natsuki! — pediu se debatendo. — Eles já entenderam, se não se importam nós estamos meio ocupados com nossos afazeres. — disse, já queria sair de lá, Mikaze estava o olhando de uma forma que ele havia se arrependido de o ter comparado a uma menina.
— Vão! – Camus tinha perdido todo o sorriso que tinha e estava encarando Natsuki. – E parem de ficar desse jeito pelos cantos, só irão me dar trabalho. – indicou a porta e para a sua surpresa, Natsuki se levantou com Syo em seu colo. – Você por acaso não me escutou?
— Sim. – Natsuki o colocou no chão e olhou para Otoya, sentindo um pouco de culpa ao deixá-lo sozinho, pois sentiu que a raiva de Camus cresceu por algum motivo incomum. – Com licença. – e saiu da sala junto com Syo.
— Não gostei do de óculos. – Camus comentou com Mikaze logo após que eles saíram. – Me lembre de ficar de olho nele.
— Que seja. — Mikaze disse olhando agora para Otoya, este parecia nervoso demais — E então Otoya o que tem a nos dizer sobre os atuais boatos? — perguntou olhando atentamente.
— Nada a declarar. – o ruivo não olhava para eles.
— Nada a declarar? – Camus o olhou sem paciência. Todo humor foi sugado pelo comentário de Natsuki. Ele não conseguia separar trabalho com pessoal. – Nada mesmo? Não vai se defender, dizer que não está com Ichinose ou com Hayato? – silencio em resposta. – Se você não se declarar sabe que podemos usar das provas da mídia contra a sua pessoa e o Ichinose.
— Tokiya nada tem a ver com isso. – Otoya falou de repente. – Ele não tem a ver com isso, não o castigue.
— Se ele não tem nada a ver, você tem algo com Hayato? – abriu os braços e Otoya abaixou a cabeça. – Você o conheceu não foi?
— Sim... – o ruivo olhava para o chão.
— Quem te deu aquele urso que tanto falam? – Camus perguntou.
Otoya continuava com a cabeça baixa, se ele falasse que foi Tokiya poderia dar motivos piores para isso. Natsuki tinha perfil para ficar abraçando Syo, ele também teve coragem em chamar Mikaze de fofo, mas Tokiya não tinha perfil para isso. Não tinha perfil para abraçá-lo, lhe dar presentes e muito menos ursinho.
Contudo, foi tão natural sentir os braços de Tokiya em volta de si e o corpo próximo. Lembrava-se bem, ficou bem impregnado em sua memória até o cheiro que as vezes sentia quando ia dormir. E por algo estranho e inexplicável o seu rosto ficou vermelho em lembrar. Foi tão natural, mas Tokiya não tinha perfil.
Para alguém que não tinha perfil, isso seria mais um gesto para namorados. Ele se sentiu estranho em pensar que isso era algo de namorados. Então se ele falasse algo de Tokiya, seu amigo seria prejudicado por ter tentando um gesto de desculpas.
Afinal, Tokiya tinha feito tudo aquilo por se sentir culpado pela sua atitude.
— Alguém... – foi a única resposta.
— Dizem que foi alguém igual ao Ichinose... – Camus batia os dedos sobre a mesa. – Deve ser o Ichinose ou o Hayato-sama.
— E se fosse Hayato-sama?
— Como? – Camus ficou surpreso quando Otoya levantou a cabeça.
— Se fosse Hayato-sama? – olhou para Camus e Mikaze. – O que Tokiya teria haver com isso?
— Mikaze... – Camus abaixou a voz e chamou Ai para se aproximar para sussurrar em seu ouvido. – E se ele está fazendo isso para defender o Ichinose, o que devemos fazer?
Ai já ia abrir a boca quando a porta foi aberta sem bater.
— Hum, meus alunos dando duro tão cedo! Devo dizer que isso me anima muito. — disse Shinning em voz cantante — Devo imaginar que vocês estão interrogando o senhor Ittoki pelo o que está rolando. — disse pondo a mão no ombro do menor. — Pois bem, não será mais necessário já foi tudo esclarecido para mim, por isso eu levarei ele comigo. — avisou.
— Esclarecido? – Camus tombou a cabeça para o lado e estreitou os olhos. Por algum motivo sempre achou o diretor muito suspeito. Ele vivia por aí cantando e dançando, aparecendo pelos buracos. Sempre tão misterioso. – Então está sabendo que ele está com Hayato-sama?
— Sim, o senhor Ittoki será somente minha preocupação, juntamente com o senhor Ichinose. Cuide dos demais. — disse fazendo um gesto com a mão. — Venha senhor Ittoki! — disse seguindo a porta.
O ruivo se levantou meio perdido naquilo e fez uma reverencia aos senpais. Ele deveria estar agradecido, mesmo que fosse muito estranho o diretor aparecer ao seu socorro. E apesar de que já era tarde, praticamente tinha confirmado para seus senpais que estava com Hayato. Ou não, ele estava confuso.
Seus olhos foram para um papel que Camus estendeu. Ele ficou lívido que fosse algo muito preocupante, mas quando leu só foi uma advertência por correr pelos corredores. Isso ele poderia lidar, apesar de que Camus olhasse para o lado oposto com a mão no queixo.
Ele sorriu mais uma vez e seguiu atrás do diretor. Quando a porta foi fechada ele sentiu mais alivio. Um peso saindo das suas costas, só que uma preocupação aumentando. Se a escola falasse tanto sobre Hayato e ele, na próxima vez que saísse repórteres iriam atrás dele?
— Tokiya conversou com o senhor? – perguntou para o diretor curioso. Eles não tinham ido juntos na direção para conversarem sobre isso. Ele tinha combinado de acompanhá-lo, mas como o diretor tinha dito sobre esclarecimentos.
— Sim, fique tranquilo senhor Ittoki. — disse analisando o ruivo. Algo veio em sua mente, mas preferiu guardar para si, afinal já havia superado seu passado. — Tome cuidado com suas atitudes para não prejudicar ninguém. — era muito hipócrita de sua parte dizer isso, mas não queria que o menino passasse por maus bocados. — Até! — disse saindo de perto do menor.
Otoya acenou sem entender nada. Ele não entendia muito quando falavam por enigmas e entendeu muito menos o diretor. E se ele pudesse ver os olhos teria sido muito melhor para compreender do que escutar aquelas palavras, o olhar poderia falar muito mais.
Deu de ombros porque pelo menos estava feliz que tudo saiu bem, só queria entender quais eram suas atitudes que causariam problemas. Cogitando suas atitudes seguiu o seu caminho para reencontrar os seus amigos e viu ao longe que a Nanami estava sozinha. Correu para ela sorrindo. Ele teria muito que falar com ela, porém parou e pensou direito. Ele devia explicações para Tokiya, seu amigo deveria estar muito preocupado.
Por isso ele correu para o outro lado esquecendo-se da advertência sobre correr.
— UTA
No caso dos outros dois que se encontravam naquela sala, Natsuki estava bastante feliz por ter se livrado de um grande problema, perder Syo. Ele quase ia falando uma coisa que causaria problemas, se não fosse por Otoya lhe dando o lembrete. O problema que Reiji também o lembrou e ele tinha esquecido disso.
— Nós nos saímos bem, não é Syo-chan? – sorriu voltando a abraçar o menor.
— Sim, mas você sabe que você tem que se controlar! — disse pensativo. — Aquele senpai me chamou de baixinho! — disse se lembrando. — Ele parece uma menininha... Ele que é delicado. — dizia. — Você entendeu não é? — perguntou se virando para olhar o namorado.
— Camus-senpai é engraçado. – Natsuki ria ao levantar Syo para ele. – Ele olha para Mikaze-senpai com uma admiração. – encarou os olhos azuis de uma forma intensa. – Assim como eu admiro Syo-chan. – piscou e abaixou um pouco. – É tão difícil me conter perto de você, é tão quentinho.
— Natsuki não diga coisas embaraçosas! — disse Syo corando levemente, mas parando para pensar o que o maior dizia era verdade, o Presidente olhava para o vice de forma bem estranha será que era possível, eles? Não, eles não seriam tão hipócritas para fazerem isso.
— Mas Syo-chan é quentinho. – Natsuki continuava o olhando e contente ainda. Pediram para que eles parassem com isso, mas era difícil. Syo praticamente pedia com o olhar para ser abraçado, apertado e beijado. – Desculpa por não me cuidar, prometo que tentarei me conter como pediram. – ao contrário ele puxou Syo para si. – E vou compensar Otoya por me ajudar... Só estou um pouquinho preocupado com ele.
— Ele vai ficar bem. — disse. — Vamos temos que nos concentrar, nosso senpai nos passou a composição e ainda temos as tarefas da escola. — sentiu Natsuki o beijar próximo a sua boca. — N-não é hora para isso!
— Sabe... – Natsuki voltou a beija-lo próximo. – Será que estamos sendo negligentes com os nossos amigos? Otoya precisava da gente, Masa-chan parecia triste e Ren estava agindo diferente do normal. Deveríamos ajudá-los.
— Certo, mas precisamos de uma entrada, não podemos aborda-los. -falou analisando. — Masato não é muito aberto e o único que poderíamos conversar seria com Otoya. — falou. – Ren ira dissimular tudo e por isso eu não sei como chegaríamos a ele.
Natsuki sorriu, pois abordar os amigos parecia fácil para eles. A preocupação com Otoya seria a mais leve, achava mais complicado Masato e Ren, muito mais Ren. Ele poderia ser considerado ingênuo, mas não era cego sobre os sentimentos dos demais.
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