Ornitorrincos VS Unicórnios
2 E é Assim que Toda História Começa...
Notas iniciais
POVs Andy McKinnon-
Estava eu, entrando na plataforma mais polêmica do mundo bruxo, a plataforma nove e meia. Era divertido, e até empolgante pensar de que sairia um pouco daquela casa com clima pesado em que eu morava.
Minha mãe, Marlene, acha que o emprego é mais importante do que a família, então fica o tempo todo nele... o estranho é que a vejo chorando constantemente em seu quarto, então acho que não está feliz. Meu padrasto, Helías Malfoy, é o cara mais repugnantemente hipócrita que eu já havia visto! Eu sei que no fundo, minha mãe só se casou com ele por que, ele se aproveitou dela na época de escola. Minha mãe havia terminado recentemente seu namoro com meu pai verdadeiro (que ela não diz nada à respeito, então vá se saber quem era o infeliz) e ele, como precisava de uma sangue-puro qualquer para "orgulhar" a família, começou a pressiona-la... e agora estamos aqui.
Eu não me importaria com nada disso, se ela estivesse feliz, mas como você já sabe, nops.
Quando foi o casamento deles, ela se recusou de mudar o nome dela e me batizar como "Malfoy". O Helías ficou revoltadinho, mas nada faz minha mãe mudar de ideia no quesito “já decidi e pronto".
Na plataforma vejo várias figuras engraçadas, eu nunca pude sair de casa muitas vezes, já que minha mãe não gosta da ideia, então nunca vi muitos bruxos e bruxas. Eles são divertidíssimos e fico com inveja daquelas pessoas que podem sair o tempo todo, soltar feitiços entre amigos e jogar quadribol.
Me sento na minha cabine, depois de empurrar umas cinco mil vezes aquela mala, e ela cair quatro mil novecentas e noventa e nove vezes na minha cabeça, eu consegui enfia-la no bagageiro. Me vejo no reflexo da janela, olhos azuis vivos e um cabelo castanho chocolate ondulante cai sobre meus ombros. Mas eu não gosto disso.
Faço sardas aparecerem no meu rosto, apenas pensando "sardas ficariam legais", e mexas azuis claras se mesclam nas pontas de meu cabelos que ficaram mais curtos e bagunçados, e uma franja caí sobre um dos meus olhos... percebo também que agora eles ficaram mais destacados, e rapidamente faço o meio deles ficarem mais escuros, mais contidos, pois me lembravam alguém...acho que meu pai, e digo:
–Hey! Assim não ficou nada mal...-Tudo combinava com minhas roupas, calça jeans vinho rasgada, botas curtas e pesadas com um casaco grande com correntes, e luvas xadrez com vermelho.
–Uma metamorfomága ?-Perguntou uma voz arrastada, na porta de minha cabine.
Me viro rapidamente, e vejo um de meus "parentes". Draco Malfoy, e seus “amiguinhos”, estava no seu segundo ano e se achava o rei do mundo.
–Não?! Como você adivinhou?!-Eu disse, revirando os olhos.
–Se eu fosse você, não brincava com seu superior, McKinnon.
–Superior o caramba, se eu quisesse espancava só com uma varinha a cara dos seus "guarda-costas" aí"!-Eu disse, irritada, e meus cabelos ficaram vermelhos.
Ele olha meu cabelo mudando de cor, e ri.
–Oh... mas parece que nem sabe controlar suas transformações...
–Vaza da minha cabine, Malfoy. -Eu disse, com raiva.
–E o que vai fazer para me impedir?-Disse ele, chegando mais perto, mas mandando seus amigos (lê-se lacaios) virem atrás.
Eu andei mais perto, não tinha medo nenhum deles, e meu cabelo ficou completamente ruivo. Retirei minha varinha do bolço, e Crabbe tirou seu sorriso.
–Você não vai tentar...Você nem sabe usar feitiços!-Disse Malfoy, nervoso, encarando a varinha.
–Querido, anos trancada em casa, eu tinha que aprender alguma coisa... Bombarda Mínimus!-Disse, apontando para o trinco da cabine, queria apenas assustar.
BUM!
Os três saíram correndo, me deixando sozinha, dizendo "maluca"... acho que minha popularidade não vai ter boa porcentagem.
Minha varinha era ótima com feitiços de destruição... ela não era do Olivaras, era de um metal negro (27 cm, núcleo de essência de garra de hipogrifo) com uma única pedra vermelha com o formato de uma flecha, era estranho, mas fazer o que, não é? "A varinha que escolhe o bruxo..."
–Olá?-Disse um garoto, de repente.-Tem um lugar vago?
Ele tinha cabelos castanho claros, e olhos amêndoas... o que é quase a mesma coisa.
Eu mostrei os bancos vazios, e ele pareceu entender o recado.
–Ah!-Disse.
Ele se sentou, e seu instinto foi pegar um livro para ler. Eu revirei os olhos.
–Isso é matéria do quinto ano!
–Me desculpe, mas isso não é problema seu...-Disse ele, escondendo o livro.
Eu bufei, mas meus cabelos ficaram mais claros, ele não pareceu perceber, estava lendo o livro. Ufa.
Pude ler a capa de seu livro “Animagos”. Eu ri em silêncio, e pensei:
“Essas pessoas ainda pensam que vão aprender a se transformar em Hogwarts? Isso não passa de um mito...”
POVs Rose Anne Granger-
Andei por aquele corredor apinhado de gente. Longe de minha irmã.
Ela tinha ido procurar seus amigos. Não sei porque ela me deixou aqui sozinha! Eu também quero conhecer Harry Potter!
Mas, não entendo a Hermione,não entendo mesmo.
Entro em uma cabine vazia e observo a paisagem passar à medida que o Expresso começa a andar. Observo meu reflexo translúcido da janela. Olhos azuis, cabelos castanhos claros -mais claros que os de Hermione- e lisos... Eu era tão diferente de Hermione, mas ao mesmo tempo, tão igual à ela...
Peguei minha varinha que quase caía do bagageiro e a observei. Não tive tempo de fazer isso. Hermione me obrigou a ler todos os livros básicos do primeiro ano.
Ela era de carvalho claro, inflexível, trinta e dois (32) centímetros e núcleo de fibra de coração de dragão. Nada de especial na sua aparência física.
Assim como eu.
Eu só sei que fiquei sozinha na cabine, até algumas horas depois Hermione aparecer na porta, me chamado para ir ficar com ela, Rony e Harry.
Tenho certeza de que meus olhos brilharam mais que glitter na luz, neste exato momento. Eu só conhecia boatos. Eu só conhecia a lenda que ele era. Eu só conhecia Harry Potter de nome.
Quando entrei na cabine e vi aquele garoto me encarando, quase surtei. Mas eu era irmã de Hermione Granger, ela tinha me dado conselhos de como "não parecer alguém interessado em sua fama" e coisas do tipo.
– Então... — Ele disse. — Para qual casa quer ir?
– Grifinória ou Lufa-lufa.
Respondo automaticamente.
– O que tem contra a Corvinal? Acho que nem preciso perguntar da Sonserina...
– Bom... — Comecei. — A Corvinal... Bem, parece que vive com a "cara nos livros", em uma frase literal. Eu não sou assim, embora, sempre tenha um livro em mãos.
– Adivinha o porquê... — Sussurrou o ruivo. Claro. Só podia ser Rony Weasley.
– Mas... A Sonserina... Não tenho nada contra ela, além do fato de que o maior bruxo das trevas estudou em Hogwarts e na Sonserina, ou o fato que eles "só precisam de um pouco de mal no fundo de uma mente bem estruturada", em outra frase literal e... Ah esquece.-Olhei para duas caras confusas à minha frente. — Vou voltar para minha cabine. — Completei. Já saindo da cabine de Harry.
POVs Jase Lupin-
Estava tentando encontrar uma cabine vaga, era tão difícil, parecia que todas as pessoas da face da terra estavam dentro do trem.
Encontro então, uma cabine vaga, com uma garota ruiva, de olhos claros azuis... às vezes parecem amarelos... estranho. Mas ela aceita em me deixar sentar em sua cabine.
Ela é o próprio exemplo de que meu pai, Rouiz Lupin, me mandou ignorar.
Roupas pretas, estilo punk... Mas quem é meu pai, para generalizar alguém? Meu pai vive me dizendo “Não faça isso”, “Não confie”, “Não diga isso”, “Não haja assim”... E se eu generalizasse todos os pais, dizendo que todos são chatos e tediosos como tal?
Meu tio Remus, no entanto, diz apenas para não ter medo de fazer amizades e que elas são muito preciosas. Ele sempre foi mais poético, e tenho que dizer que ele é muito mais uma inpiração pra mim.
Não sei se serei amigo desta garota, mas acho que para agradar os dois, ficarei amigo, só que não de uma punk.
–Isso é matéria do quinto ano!-Ela diz abismada, quando começo a ler o meu livro.
Respondo um pouco grosso, mas esse é o único jeito que temos para afastar as pessoas de você. Não se pode simplesmente dizer “Por favor, não quero falar com você...”, caso você responda isso, elas vão perguntar pelo motivo e etc, etc.
Eu olho de relance para a garota de novo, e percebo seus cabelos estavam castanho com pontas azuis!
–V-você é Metamorfomága?!-Eu digo.
–Sim.-Ela olha com despreso pra mim, mas não posso deixar de me sentir surpreso com isso, hoje eles são muito raros, e meu livro fala exatamente sobre isso!
–Então... Você pode se trasformar em animais se quiser?!
–Posso.
–Mas...
Ela de repente se levanta e abre a porta.
–Onde você vai?-Deixo escapar.
–Sabe o que mais me incomoda?-Ela pergunta, os cabelos de volta pro vermelho-É que nem percebe que está fazendo isso! As pessoas geralmente olham pra mim com despreso, e depois quando veem esse “talento”, ficam empolgados...! Mas eu não sou um bixo de zoológico... e a propósito, não é da sua conta.
E com isso, fecha a porta.
–Touché...-Digo, ficando deprimido, e voltando a ler meu livro.
POVs Matthew Parkinson -
Afastei meus cabelos dos olhos e tentei me desvencilhar dos braços de Pansy, minha irmã, que me prendia ao banco da cabine.
– Aonde vai? — perguntou Draco, com um sorriso divertido no rosto. Droga. Agora que conseguia respirar?
– Idiota. — Sussurro.
– Se queria sair, Matt era só falar. — Disse Pansy. Ela deu de ombros e se sentou ao lado de Draco, já apoiando a cabeça em seu ombro. Revirei os olhos e abri a porta da cabine.
Não quero ser da Sonserina. Qualquer coisa, até Lufa-lufa, mas Sonserina não! Andei por cabines cheias e sem perceber, passei por uma vazia. Ao me dar conta, voltei sem me virar.
Então vi uma garota, cabeça apoiada na janela, livro equilibrado nos joelhos e os cabelos quase loiros escondendo seus olhos.
Ela colocou o cabelo para trás da orelha e pode ver seus olhos momentaneamente. Então notei uma outra garota vindo pelo corredor e decidi seguir meu caminho solitário.
Se bem que... O que custa ir lá?
Bati na porta da garota, que levantou os olhos para mim, e disse, abrindo ela:
– Posso?
– Claro, mas... Muito tarde para estar pegando cabines vazias para a viagem, não?
Ela riu. Uma risada doce e delicada.
– Sim, mas... Quem disse que estou procurando uma cabine vazia?
– Sente-se...
A garota fechou o livro e prendeu o cabelo em um coque perfeito, apenas com a varinha.
– Eu sou Matthew Parkinson.
A garota ficou meio confusa.
– Irmão de Pansy, não é?
Assenti com a cabeça.
– E você? — Perguntei.
– Rose Anne Granger.
– Irmã da Granger, obviamente.
Ela sorriu.
– Isso mesmo.
E então o silêncio recaiu sobre a cabine, enquanto só barulho da chuva recente prevalecia.
– Bom... Tenho que ir.
Saí da cabine da garota às pressas. Se Pansy ou Draco soubessem que falei com ela... Seria o fim do resto de sanidade que resta em minha família.
–Narrativa-
Quando o Expresso parou, e os alunos desceram, animados com a expectativa de um ótimo ano, Rose desceu do trem com suas malas e um gato persa branco em uma pequena "gaiola" para gatos. Pôs-se a procurar Matthew, mas logo desistiu. Caminhou tranquilamente até Hermione cutucar seu braço.
– As vestes estão longas, Rose, sussurrou.
– Então me ajude! — A outra disse, revirando os olhos.
Hermione encurtou as vestes da irmã em alguns centímetros e sorriu.
– Vai dar tudo certo.
Hermione abraçou a irmã e saiu para ser juntar à Rony e Harry.
[...]
A professora Minerva deu sua famosa explicação sobre as quatro casas, e que seriam mais do que tudo, sua família.
Vários alunos estavam nervosos, mais quatro em particular não conseguiam se conter de excitação. Ambos tinham uma vontade extrema de se provar, de mostrar ao mundo — e pessoas específicas- de que não haveria mais ninguém que traçaria o seu destino, além deles mesmos.
–Lupin, Jase.-Disse alto, a professora.
Jase tremia mais do que qualquer coisa, e talvez mais do que o professor Quirrel -um professor medroso de que ouvira falar, e que causou alguns problemas ano passado- não queria desapontar o seu pai em entrar em uma casa de "rebeldes", como Grifinória e Sonserina, temia ele, enquanto rumava ao banquinho.
"Vejo muita coragem... mas por que não a revela?-ele se indignou "que coragem?"- Bondade está no seu coração jovem, mas ainda não é o suficiente para uma certa casa... Definitivamente você não combinaria com Sonserina, e vejo que também não é isso que seu coração deseja. Mas... Oh! A inteligência é o fardo que temos que aprender a lidar, portanto..."
–Corvinal!
E o garoto se dirigiu para a sua mesa, com um sorriso de surpresa, e contente pelo chapéu tê-lo escutado.
– Granger, Rose.-Chamou Minerva, com sua voz tranquila.
A menina de cabelos castanhos claros caminhou um pouco nervosa até o banco, onde se sentou e logo estava com o
Chapéu na cabeça.
"Ora, Granger, não? Um caminho igual ao da irmã não seria tão legal, certo?" -a garota assentiu com a cabeça, uma mecha de cabelos claros caindo-lhe sobre o olho-.
De longe, avistou o garoto com quem falara antes. Ele desviou o olhar e o Chapéu continuou.
"Sua mente é um pouco confusa, mas posso ver que coragem não é muito 'seu forte'. Há inteligência, e quase nada de ambição. O que predomina é a lealdade com que lida as amizades..."
– Lufa-lufa! — Disse animado.
A garota caminhou sorrindo até a mesa e se sentou, olhando para ver quem seria o próximo.
Ficou observando até que prestou atenção em alguém em potencial, aquele garoto Matthew por fim, não saíra de sua cabeça, mas ele fora varrido pela visão de uma garota um pouco... peculiar.
–McKinnon, Andy.
Andy, infeliz, arrastou-se para o banquinho com o chapéu maquiavélico -pelo menos, era o que ela imaginava-.
Ela se perguntava o por quê da divisão de alunos, pessoas não tem apenas uma personalidade, então por quê casas para escolher só uma e achar que só tem uma escolha em específico?
"Vejo muita coragem... Uma habilidade de respostas rápidas muito grande, e ainda uma lealdade sem igual! Mas... também vejo uma vontade de dizer o contrário do que eu disse. Se este é o desejo de seu coração... A astúcia é um dos talentos que muitos não tem, mas que permite enxergar melhor no além, que é os sentimentos..."
–Sonserina!
Andy estava em choque ainda, seus cabelos azuis passaram para um roxo feroz e intenso como um fogo gelado — se é que existe-, podia não ser a melhor casa do mundo, mas... não era Lufa-Lufa, né?
E por um segundo, a espinha de Rose passou por um arrepio, ainda bem que não estava em sua casa aquela garota, e Jase não podia crer como esse mundo poderia ser tão certo, seus pelos se arrepiaram só de pensar que conversara com uma sonserina.
– Parkinson, Matthew.-Chamou a professora.
O garoto caminhou determinado.
"Vejo... coragem, muita coragem, muita bondade... uma forma de se provar para sua família? A coragem é um dom que nos permite fazer as decisões mais difíceis, o que é fácil, e o que é certo..."
– Grifinória!
O garoto sorriu e caminhou à mesa cheia de palmas e gritos de alegria. Então, Dumbledore fez um breve discurso e a comida foi servida.
Ao lado das pontuações das Casas, contas brilhantes com as respectivas cores apareceram, marcando o início da Competição das Casas.
Todos estavam felizes. Rose ria na mesa cheia de lufanos, com as narrações de jogos de Quadribol e como era a Sala Comunal, Matthew tentava não ser antissocial, mas não respondia as pessoas olhando-as nos olhos, Jase estava animado para conversar sobre muita coisa, mas neste momento, só queria fugir para o andar de cima e começar a ler o último capítulo de seu livro, Andy por fim, deitava-se na sua cama, e cantava uma canção... Isso não seria estranho se um professor não estivesse ouvindo tudo à porta.
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