Origins of the Force: Jedi and Sith
10 Inferno no Carissimy
Notas iniciais

—Eu amo você Liam e não se preocupe, vai sair daqui mais rápido do que imagina.
Fora uma mentira descarada, meu pai nunca soube mentir ou eu sou tão especialista nesse assunto que conseguia facilmente reconhecer uma?
Me sentei na minha nova cama, em comparação a minha antiga era uma pedra de tão dura...E os lençóis desgastados cheiravam a loucura de todos os outros pacientes que haviam dormido aqui antes.
Deitei e tentei fechar os olhos respirando devagar para me acalmar. Alura havia vencido, não havia mais o que fazer.
Tudo está perdido e esse pesadelo já chegou
E eu não posso levantar, já sinto como se o chão estivesse se desfazendo debaixo de mim.
Fechei meus olhos com mais força começando a ver estrelas atrás deles, tentando fazer tudo ir.
Levou apenas um movimento da Alura para o meu mundo ruir
E assim minha vida está destruída.... Eu mal consigo respirar, então por que ir em frente?
Por que minha própria irmã me mandou para cá?
Como eu suplico por essa resposta, dela
Mas se eu conseguir a resposta e ainda estar aqui, qual é o uso de qualquer maneira? Mesmo assim entre mim e a reposta, quero saber o que se passa na cabeça dela, porque eu não consigo imaginar a razão.
Está tão quieto aqui e é tão frio, nenhum pouco acolhedor. Com certeza não um lugar
Meu corpo frio e sem esperanças sob uma cama que me faz preferir o chão.
Por que eu estou sozinho e congelando? Eu fui simplesmente deixado aqui para chorar
Chorar nunca foi tão bom quanto agora, sentir as lágrimas quentes descendo e aquecendo meu rosto gelado.
O Silêncio é enlouquecedor, e eu não poderia estar mais ciente de que ninguém pode me ouvir chorar ou ver todos os meus sonhos morrerem.
E todas as coisas que eu nunca disse, pensamentos tumultuosos torturando minha mente.
Quero gritar bem com todas as minhas forças.
Mas ninguém ouviria minha voz desta vez.
Estou no fundo do poço
Paralisado! Como se estivesse congelado de frio
Ainda de olhos fechados e preparado para quando os pesadelos começarem, mas nenhum pior do que a realidade aonde tudo desmoronou
***
—Darkbloom
Tirei meu olhar da leitura e voltei para o sentinela que estava acompanhado de uma garotinha da minha idade de cabelos preto ébano e olhos castanhos.
—Sua nova colega de quarto, e sem discussões- O Sentinela saiu e fechou a porta com força a trancando com o código e depois sumiu no corredor.
—Você gosta de ler hein- Ela disse rindo ao ver a bagunça que ocupava todo o quarto.
—Não me avisaram antes de trazer uma colega de quarto, vou arrumar o seu lado.
—Tudo bem, qual o seu nome menino?
—Liam Darkbloom- Falei levantando da cama para arrumar a outra cama do outro lado para ela e tirar minha bagunça de cima- E o seu?
A menina mordeu o lábio inferior como se pensativa e um tanto hesitante de responder a minha pergunta.
—Mia, só Mia mesmo- Falou e sorriu.
—Então prazer só Mia, quer me ajudar? Por que se não é pra hoje.
—Claro Liam
***
—Liam, seus olhos, eles são tão lindos assim.
—A maioria fica com medo, nas vezes em que eu fiz isso me deram tratamento de choque
Liam e Mia estavam sentados no corrimão observando a imensidão do espaço.... Eram poucas as vezes em que conseguiam fugir do inferno para conseguir um pouco de paz.
—Queria achar um jeito de sair daqui- Disse com a voz melancólica.
—Sair é fácil Liam, ficar fora é que é difícil.... Não tenho ideia do que fazer se fugir daqui
—Minha mãe sempre me dizia que nada soa mais verdadeiro do que uma boa mentira- Disse Liam fazendo esforço para acessar uma das poucas e escassas memórias de sua mãe.
—Como assim Liam?
—Só precisamos inventar uma boa história, uma coisa fabulosa e avassaladora ao mesmo tempo, só que essa última na medida certa.
—Nos perdemos na floresta e fomos criados por Wookies em Kashyyyk
—Amadora- Eu ri pela primeira vez em semanas- Fomos criados em realezas, temos cara de quem sobreviveria em um planeta florestal?
—Não, mas então no que você está pensando?
—Nossos pais eram apostadores ricos de Canto Bigth, um dia a sorte deles acabou e acabaram nos perdendo numa aposta- A Expressão de dor que eu coloquei no rosto era tão perfeita que não parecia encenada- Por favor não me faz falar mais sobre isso, é muito doloroso.
—Uau! — Mia ficou bastante impressionada- Quanto talento.
Nossos rostos se aproximaram devagar e eu fechei os olhos e fiz antes que me sentisse criança demais para isso. Beijei-a devagar mesmo um pouco hesitante por ser minha primeira vez e pelo jeito que ela parecia nervosa parecia a dela também.
De repente ouvimos passos de alguém chegando.
—É um dos sentinelas. Liam! Seus olhos estão amarelos.
Tentei respirar fundo para fazer meus olhos voltarem a cor azul normal, mas estava nervoso demais para relaxar.
—Não estou conseguindo, não pode me ver assim.
—Se esconde- Mia o puxou para um canto afastado e escuro e depois correu para posição em que estava antes.
—O que a mocinha está fazendo aqui sozinha? Aonde está seu colega de quarto?
—E eu vou saber? — Mia resmungou revirando os olhos- Me deixa em paz.
Eu senti aquele poder delicioso incendiando minhas veias indo em direção aos meus olhos que estavam encarando fixamente o vidro sem piscar.
—Não, você vai voltar para dentro agora Mia- O Sentinela começou a puxar a garotinha pelo braço sem medir a força.
Meus olhos estavam ficando cada vez mais intensos...E de repente o vidro quebrou completamente e Mia empurrou o sentinela para o vácuo do espaço para morrer sem oxigênio e se segurou no corrimão para não ser sugada.
Assim que percebi o que havia acontecido me segurei em algo firme e tentei alcançar a alavanca para fechar a escotilha, mas estava longe demais, não dava para alcançar sem me soltar e isso não era opção.
Até que com a minha mão ainda erguida na direção da alavanca...A Alavanca de repente desceu sozinha como se eu tivesse feito com a mente ou usando algum tipo de Força misteriosa.
A Porta Blindada de metal se fechou tapando o buraco e o que tinha restado do vidro inteiro...E Mia e eu finalmente soltamos aonde havíamos agarrado sem medo de sermos sugados para o vácuo do espaço e fazer companhia para o sentinela.
***
N Narrador
Depois daquilo as coisas complicaram para o lado de Liam Darkbloom.
Mia o culpou pela morte daquele sentinela, afirmou que ele havia o empurrado...Ele era bom em contar mentiras, mas ironicamente não em contar a verdade e sem querer havia ensinado Mia como contar o básico para se contar uma mentira perfeita, e ela usara contra ele,
Ninguém acreditou no menino cujo os olhos ficavam dourados com bordas vermelhas, como os de um monstro que pais contam histórias para assustar os filhos.
O Pai de Liam mexeu os seus pauzinhos para fazer a morte ser passada como um suicídio, não acreditava na versão do próprio filho e depois do ocorrido as chances de tira-lo daquele lugar chegaram a nulas. E mesmo sem nunca ter se dado ao trabalho de visita-lo naquele lugar, aceitou sem protestos o novo diagnóstico que descreveria que o garoto havia piorado e era um perigo para si e para os outros.
Descreveram o garoto como alguém que nos momentos de raiva não consegue controlar seu próprio temperamento e acaba perdendo o controle e depois percebe que exagerou nas suas atitudes e sente vergonha, culpa e arrependimento.
Liam até riu quando recebeu seu novo diagnóstico, a ironia era tão cruel...Era um diagnóstico muito preciso...Para Mia, que viera chorando e pedindo desculpas depois de tê-lo acusado de algo que ela havia feito, mas mesmo assim não estava disposta a confessar a verdade.
Durante cinco anos Liam ficou sob forte tratamento de calmantes, até quase se afogar na sua própria saliva literalmente.
***
N Liam
—Liam você tem visita, é o seu pai e sua irmã- Mia falou parecendo animada e eu revirei os olhos.
—Então eles tomaram vergonha na cara? Devem ter se sentido mal depois de quase terem me matado aqui.
Haviam se passado cinco longos anos, nos quais eu tinha muitas poucas lembranças consistentes e a minha mente estava sempre nublada e eu não falava coisa com coisa, o que teve um ponto positivo porque se eu estivesse normal enquanto dividia quarto com a Mia, teria que me segurar muito para não esgana-la.
E agora que eu estou completamente sóbrio novamente, essa vontade me atingiu com força total.... Eu posso não ter tentando enforcar a Alura como ela havia me acusado, mas eu gostaria muito de fazer isso na Mia.
E por que eu não fiz até agora?
Tentei mexer minhas mãos para sair da cama, mas levei um choque que doeu até na minha espinha. Estou algemado a cama desde que suspenderam os calmantes, e essas algemas tem impulsos elétricos para me fazer ficar quieto, então passava os dias deitado olhando para o teto com a Mia enchendo o saco.
Essa era literalmente a minha definição de Inferno.
Um novo sentinela entrou e me desalgemou, me puxando pelo braço até a sala de visitas aonde eu nunca tinha ido antes em todos esses anos.
Assim que entrei vi meu pai e Alura sentados me esperando e eu até achei graça no olhar de choque deles ao verem meu estado.
—Sentiram minha falta?
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