Originals
11 Epílogo
Notas iniciais
Elijah
Klaus estava furioso. Mais uma busca infrutífera por Rebekka. Eu bem dissera a ele. Dissera que jamais a encontraria. Mas ele apenas me batera e mandara me calar mais uma vez. Agora ele via a verdade em minhas palavras e isso o irritava. Parecia ter um gosto amargo. Ele chutou um dos móveis do quarto da pequena pousada transformada no meu cativeiro, quebrando a cômoda em pedaços.
-É tudo sua culpa! – Rosnou, quase espumando pela boca – É TUDO SUA CULPA! LEVOU ANGELA E AGORA REBEKKA! ELAS SE FORAM E VOCÊ CONTINUA! PORQUE?! O QUE FOI QUE EU FIZ PARA VOCÊ?!
Baixei os olhos para as minhas mãos e funguei.
-Elijah ama papai.
Respondi baixinho. Klaus riu sarcasticamente e chutou as lascas de madeira do que já fora um móvel.
-E o que eu faço com o SEU amor?! É inútil!
Lágrimas de criança correram pelo meu rosto rechonchudo.
-Elijah quer ser útil.
-Se querer fosse poder, Angela estaria viva e você não!
Levantei os olhos ao ouvir o nome da minha mãe.
-E onde ela está?
-MORTA GAROTO! – Gritou Klaus, aproximando seu rosto de mim onde eu estava encolhido contra a parede. – Você a matou!
-Morta? – Perguntei, como sempre fazia ao ouvir essa palavra – Não.
Disse, fazendo que não com a cabeça. Klaus se enfureceu e rosnou, agarrando-me pela mão. Sua mão apertava meu pulso mais forte do que uma algema de ferro, ferindo minha pele macia. Ele arrastou-me até o quarto de vestir do quarto. Uma banheira de água já gelada e suja estava lá, como um caixão cheio d’água. Klaus levantou-me pelo cabelo e colocou-me na água que arrepiou meu corpo todo. Nevava lá fora e todos os braseiros do cômodo já haviam se apagado. O vampiro Original pousou a mãozorra sobre minha cabeça, empurrando-me e segurando-me embaixo d’água.
Debati-me, sem ar, tentando alcançar sua mão e de algum modo fazê-la me soltar, mas ela nem vacilava. Gritar não fazia efeito. Só me levava para mais perto da morte. Fechei os olhos que ardiam com a sujeira e esperei.
-Klaus – Ouvi uma voz distante. Desejei com todas as forças que me restavam que fosse Rebekka e que aplacasse a fúria de Klaus. Ele me soltou e eu subi à superfície, tossindo e vomitando a água suja que engolira respirando. – Pegue o menino. O barco para a Itália sai em alguns minutos.
Klaus olhou-me de cima, sorrindo diabolicamente.
-Espero que saiba nadar.
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