Origin
2 Capitulo 1
Notas iniciais
Estava acabando de fazer uma música para Peter. Sei que não é um presente tão grande quanto ele merece, eu até tentei convencer meu pai á dar um daqueles carros chiques que ele gosta, afinal, só fazemos 19 anos uma vez, mas papai estava ocupado demais com o presidente da área norte. Terminando a ultima estrofe, ouvi Lucy roendo as unhas, vindo para o meu quarto.
–-Hey moça, não vai pra aula de biologia com seu querido professor particular?--Disse Lucy, a mais velha e confiável funcionária (mas acima de tudo amiga) aqui de casa.
–-Haha, estou empolgadíssima!!--Eu disse descendo as escadas. Eu amo a matéria, mas tenho um certo preconceito com pessoas que usam óculos redondos e sorriem raramente.
A cada degrau que descia, ficava mais quente. ''O ar condicionado pifou de novo!'' eu pensei começando á suar. Em direção á biblioteca, vi o desanimo e infelicidade em pessoa. Sentei sem nem receber bom dia e deixei as palavras que vinham da boa do professor boiarem na minha mente. Só observava as rugas e linhas de expressão do cara. Vi vários motivos para ele não ser casado, enquanto minhas nádegas suavam na cadeira de couro.
Sem mais nem menos, aproveitei que o professor foi beber água, e, com roupa mesmo, não aguentando o calor, me joguei na piscina. Quando ele voltou para biblioteca e viu pela janela um ser chamado ''Yellowe'' na piscina, ficou tão nervozinho que deixou o copinho de cristal com água cair, mas tenho certeza que ficou é com inveja. Depois de perceber o estrago que fez com o valioso copo, falou com Lucy e se mandou.
Sabe, eu gosto de Lucy, é uma senhorinha bem maneira... Sempre resolvendo meus problemas, além disso, faz parte da minha gigante lista de amigos:
Meus amigos:
1- Peter
2- Lucy
3- Ainda não conheci
Não sei porque ela é tão grande. Talvez porque as pessoas me achem metidinha por ter muito dinheiro. Meu pai é presidente da Área Sul, vive viajando, me deixando sozinha com Lucy e mais um milhão de empregados. Nos meus 18 anos de vida, não conheci todos os cômodos aqui de casa. Ah, 18 anos de vida sem conhecer minha mãe. Na verdade, só sei dois fatos sobre ela: 1-Era bióloga 2-Morreu.
No dia seguinte, tive mais coisa para me preocupar do que como anda minha lista de amigos ou o professor. Liguei para o meu pai e o convenci para comprar o tal carro da vida de Peter, gravei a música que compus, e coloquei no banco, junto com um cartãozinho:
Para meu único e melhor amigo de todo o mundo:
Nem me lembro como nos conhecemos, como nos aproximamos...Mas isso não importa quando você tem o melhor amigo que se pode ter. Sempre ao meu lado, me fazendo rir, chorar, pular... Te amo, parabéns! Você merece tudo de bom!
Yellowe
Era tanta correria que até esqueci de certificar se a banda favorita de Peter: ''The Extremme'' viria. A festa surpresa seria no salão de festas aqui de casa. Enchia os balões, arruma as mesas... Mas estava na hora de arrumar a armadilha para ele vir. Contratei atores para encenar um sequestro e trazerem ele aqui para a festa.
Todos os convidados (amigos dele) já esperavam agoniados para a chegada do aniversariante, quando, com as luzes já apagadas, ouvimos um chorinho, e logo reconhecemos que era de Peter. Quando os atores jogaram ele do saco e acenderam as luzes, foi incrível sua reação. Atrás da cara inchada e roxa de nervosismo, ele quase não acreditou.
–-SURPRESA!!--Gritou TODO mundo. Alguns correram para a mesa de salgadinhos (que, como combinado só poderiam comer depois que ele chegasse) e outros para pegar um autógrafo dos músicos do ''The Extremme''. Já eu, (ORGULHOSAMENTE sua única verdadeira amiga) foi dar um abraço nele.
–-Cara, obrigado Yellow !Estou sem palavras! Vo-vo-cê controu a Extremme?! Nossa!
–-Não foi nada! Feliz aniversário Peter. Tenho um presente para você!--Eu disse puxando ele para a garagem. Puxei o lenço vermelho que cobria o carro e o entreguei as chaves:
–-É todo seu!
Dessa vez ele não me respondeu, só chorou com um sorriso de um lado ao outro do rosto. Vi a vontade de sair da sua própria festa para dar uma voltinha no carro novo, mas não, ele me deu um Graaande abraço.
Puxei ele novamente para festa e dançamos a noite inteira. Nos entupimos de ponche e outras delícias. Quando a tal banda nos viu dançando juntos, começaram tocar música romântica. Todo mundo ficou olhando para eles, tipo ''São uma banda de Rock!?! O que estão fazendo?!'' Fiquei sem graça e dei uns passos para trás, quando percebi que uma loira oxigenada estranha começou a dançar com ele. E o burrinho não fez nada, com maior alegria continuou dançando com ela, com um ar apaixonado.
Fui correndo derramando rios de lágrimas para meu quarto. Nunca tivemos nada, mas claro, gostava dele!
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