Orias e Suas Estrelas
19 Capítulo 19 — A Estrela da Sorte
Notas iniciais
Seus pés o levaram para longe, atrás de paz para a mente, o verdadeiro inalcançável. Encarava o chão, sem dar-se conta de seu propósito, e, de repente, parou. A sua frente localizou um besante sujo, mas dourado como só ele. Agachou-se para tomá-lo em suas mãos. Nas favelas, encontrar um besante — seja qual for seu valor -, era motivo de sorte.
Teria ele esta dádiva?
Com um sorriso cheio de ternura, Orias levantou os olhos. O que achou a sua frente, porém, não conseguia distinguir se era sorte ou azar. Ali sentado, olhando o céu, como se conhecesse cada estrela e conversasse com elas, estava um homem; usava o uniforme daqueles que administravam as provas, sargentos. Seu cabelo era curto e o corpo era definitivamente mais trabalhado. Possuía varias cicatrizes também.
Mas, havia algo inconfundível nele: a tão especial cor azul de seus olhos.
Aquele era Salem.
A noite ia tomando o lugar do dia em uma competição silenciosa e lenta. Uma brisa amistosa brisa gélida trouxe àquele lugar conforto e levou consigo caídas folhas verdes. Salem pareceu atender seu chamado e virou-se para o lado certo, na hora certa.
Havia descrença no olhar azul de Salem e receio no castanho de Orias.
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