Orgulhosos demais
3 ''O amor em primeiro lugar''.
Notas iniciais
Depois daquele dia, Nami ficou confusa. Por um lado, ela acreditava estar apaixonada por Roronoa Zoro; por outro, negava esse sentimento, dominada pelo medo. Medo dos atos e palavras do espadachim; especialmente o medo de que, se algum dia tivesse que se confessar, pudesse ser rejeitada.
Os companheiros, como sempre, ignoravam os dias passados e se concentravam no presente e no futuro. Havia conversas sobre como os dois, apesar do orgulho, ainda não haviam tomado uma atitude sobre os sentimentos que nutriram um pelo outro.
Sanji, obviamente, era contra, mas após perceber quem Nami realmente amava, decidiu "respeitar isso". No entanto, sabia que teria que dar algumas broncas no Marimo, como “Tome conta dela direito, Marimo idiota” ou “Se ferir o coração de Nami-san por qualquer motivo, eu te mato”. Sanji até soltou uma leve risada, pois sabia que, se Nami fosse amada e estivesse segura, ele não se importava com mais nada.
Nami estava sentada na sala do grande aquário, perdida em seus pensamentos enquanto observava os peixes, sem perceber que Sanji se aproximava.
“Nami-san.” Chamou Sanji, com uma bandeja na mão direita. Sem resposta, ele chamou novamente. “Nami-san!”
“Ah, S-Sanji-kun, me desculpe, não tinha visto você chegando...” Nami se assustou, interrompendo seus pensamentos.
“Vim trazer um suco de laranja. Aproveite.” Sanji entregou o copo com um pequeno sorriso no rosto.
“Arigato, Sanji-kun, estava mesmo precisando...” Nami respondeu com uma expressão um pouco triste.
“Eu queria falar uma coisa com você...” Sanji se sentou ao seu lado, e o tom sério de sua voz deixou Nami nervosa.
“Eu sei de quem você gosta.” Após isso, Nami ficou atônita, pensando 'ESTÁ TÃO NA CARA?!'
“S-S-Sabe?!”
“É o Marimo.” Sanji disse, com um sorriso travesso.
“I-I-I-I-ISSO NÃO É VERDADE, QUEM GOSTARIA DAQUELE CHATO DORMINHOCO?!” Nami rebateu, com as bochechas coradas.
“Você pode dizer isso, mas ama ele, certo?” Sanji a observou diretamente. Nami permaneceu em silêncio. “Está aí a prova.”
“V-Você está e-errado, Sanji-kun...”
“Então por que está gaguejando e vermelha como um morango?”
“...”
“Na verdade, eu não gosto nem um pouco da ideia de você com o Marimo, só de pensar me dói.” Sanji fez uma pausa. “Mas, se isso está bem para você, eu não devo me meter. Só não quero vê-la sofrer.”
“Sanji-kun...”
“Você já ouviu a expressão ‘Amor em primeiro lugar’?” Sanji deu um meio sorriso elegante.
“Mas é que...”
“Vai dizer ‘Eu não posso me apaixonar por ele’, certo?” O loiro interrompeu, desfazendo o sorriso e surpreendendo Nami. “Eu entendo você. Mas não pode deixar que o medo vença sempre. Isso pode parecer rude, desculpe, mas não é só o medo; é também o fato de você ser teimosa e orgulhosa como ele.”
“... É... Isso eu admito. Talvez eu seja um pouco teimosa.”
“Pois o Marimo também tem medo.”
“O Zoro??”
“Sim, medo de ser rejeitado por você... Eu o observo. Estou apenas falando isso porque quero que você seja feliz, Nami-san.” Sanji disse novamente.
O silêncio tomou conta da sala por alguns minutos até que Sanji o quebrou:
“Bem, acho que já disse tudo, então voltarei para a cozinha.” Ele se levantou. “Pense um pouco sobre isso, Nami-san; afinal, você já deve saber que o Marimo sente algo também.” Terminou a frase com outro sorriso.
“Sanji-kun.”
“Hum?”
“Obrigada.” Nami sorriu amplamente, o que deixou Sanji feliz e aliviado.
“De nada.”
Embora a conversa tivesse sido esclarecedora, Nami ainda não pretendia agir ou falar sobre seus sentimentos, pelo menos, não por enquanto.
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