Orgulhosos demais
10 Neve Vermelha
Notas iniciais
Chopper sentiu a neve caindo em seu rosto, o fazendo despertar. Meio zonzo, a primeira coisa que fez foi tentar se lembrar onde estava e o que havia acontecido.
Chopper*
“Onde estão eles? E os outros?!”
Cambaleando, me levantei e fui à procura deles. Logo encontrei-os, seus corpos estavam no chão.
“Ei!” – Eles ainda respiravam.
“Ufa!!!”
Parece que a tal coruja havia dado-lhes um baita baque, mas não para ferir, apenas para desmaiar, talvez. Eu ainda me perguntava o que estava acontecendo...
“Eu não acredito, até mesmo Zoro ela pegou.” – Disse ao ver o espadachim nocauteado no chão também. “Aaaahhh, o que eu faço, o que eu faço!? Precisamos de um médico! ... Ah, mas eu sou o médico aqui. Hehe, desculpem leitores-san.”
Num lugar seguro, deixei Robin, Brook, Franky e Sanji sentados um ao lado do outro, assim como fiz com Luffy e Zoro. Agora faltava Nami, mas apenas vi seu Clima Tact jogado no chão, no meio da neve...
“Só que espera, mas cadê a Nami??”
**Chopper POV Off**
A ruiva tinha leves ferimentos pelo corpo, como arranhões. Todavia, a dor em sua cabeça a fazia pensar que levara um tombo e tanto. O medo a envolvia como uma névoa densa... E se morresse?
“Bobagem, Nami! Ora essa, com medo da morte?” Ela pensou, franzindo as sobrancelhas. Mas só de imaginar que não veria mais seus nakamas, que não veria mais Zoro, ela quase chorou. A ideia de deixar para trás aqueles que amava a fazia sentir-se estranha por dentro, como se um buraco se abrisse em seu peito.
Recompondo-se, Nami levantou-se, a determinação se sobrepondo ao medo. Sua preocupação pelos amigos crescia a cada segundo, e ao perceber que estava na entrada de uma caverna, sentiu uma mistura de alívio e desespero. “A coruja... Ela me trouxe até aqui. Mas o que aconteceu com os outros?”
Dando um jeito de pular pedra por pedra para tentar sair da caverna, Nami esforçou-se. A altura não era tanta assim, afinal. De longe, avistou a coruja voando, mas com dificuldade, como se estivesse ferida. A imagem da ave em sofrimento cortou seu coração.
Distraiu-se com isso, e, ao apertar a pedra em busca de apoio, ela quebrou sob sua pressão. Com um grito, Nami se sentiu despencar. “Eu vou morrer!?” A sensação de queda foi acompanhada pelo desespero de deixar seus amigos para trás.
“NAMI!”
Chopper, em seu tamanho grande, correu até a ruiva e conseguiu pegá-la no ar. O toque acolhedor da rena a trouxe de volta à realidade.
“Chopper!!” – Ela abraçou-se no pelo dele, sentindo a respiração se estabilizar. “O-Obrigada. Se não fosse por você...” A gratidão transbordava, mas a preocupação ainda a consumia.
Ouviram um grande barulho vindo da direção da mansão abandonada, e a tensão no ar aumentou.
“Como eles estão, Chopper?” – Nami perguntou, o coração batendo acelerado.
“Estão bem, só desmaiaram. O que faremos agora?” – respondeu ele, com a mesma preocupação que a dominava.
“Vamos até aquele lugar ver o que aconteceu por aqui...”
No jardim congelado, pararam na parte de trás da mansão cheia de neve. A coruja estava lá, com as asas esparramadas e sangrando debaixo de uma delas.
“Ei!” – Chopper, gentil como sempre, tentou confortá-la, apesar do que a coruja tinha feito com seus companheiros. Ela parecia sofrer. “Está tudo bem com você?”
Depois de um tempo, Chopper exclamou:
“Ah... Agora sei o que aconteceu.”
“O quê, Chopper?” – Nami indagou, o coração pesado.
“Mais cedo, Usopp estava checando o canhão... De repente, o canhão disparou e veio em direção a esta ilha. Por isso a parte desta casa” – olhou para a mansão caindo aos pedaços – “está destruída. Acredito que tenha acertado a coruja também e isso a irritou...” – Concluiu, vendo a coruja sofrer.
“Então... Espere, tem algo debaixo dela?” – Nami apontou, aproximando-se com cautela. Havia sangue por todo o canto.
Chopper delicadamente afastou as enormes penas e viu o que tanto a coruja parecia proteger. Um homem de aparência jovem, terrivelmente ferido, estava lá.
“O que significa isso?! Ela estava... Tentando protegê-lo?” – A ruiva deixou a pergunta no ar, comovida. “Chopper, fomos nós qu--”
“Talvez estivesse tentando cuidar dele.” – A interrompeu, preocupado. “O sangue está seco, ele deve ter sido ferido há muitos dias. Ele... Ele ainda está vivo!”
“E-então vamos levá-lo logo deste lugar horrível..
—--
“Nami? ...” – Zoro dizia baixinho. Se levantou bruscamente e gritou: “NAMI??”
“Zoro!” – Ela respondeu, correndo até o rapaz, vendo Luffy acordar e os outros despertando também. “Que bom, que bom!” – Sorriu aliviada.
“O que aconteceu? E aquela maldita?” – Zoro indagou, meio desnorteado. “Você está ferida?”
“Uma pergunta de cada vez! Não, eu estou bem.” – Ele cerrou os olhos. “Eu juro!”
“Pessoal!” – Todos ouviram o grito de Chopper, que carregava nas enormes costas uma figura de cabelos escarlates.
Zoro, sem entender, direcionou o olhar a Chopper, sentindo Nami apertar fortemente seu braço.
Nami observou a figura de cabelos escarlates sendo carregada por Chopper, sua mente girando com perguntas. Zoro se aproximou, seu olhar fixo na figura inanimada e nos ferimentos evidentes. A tensão no ar era palpável.
“Quem é ele?” – Zoro perguntou, sua voz carregada de curiosidade e preocupação.
“Pelo que Chopper explicou, ele estava debaixo da coruja.” – Nami respondeu, tentando manter a calma. “Parece que a coruja estava tentando protegê-lo.”
“Ele ainda está vivo, certo?” – Luffy, que agora estava completamente acordado e se levantando, perguntou com um tom preocupado.
“Sim,” – Chopper confirmou, assentindo. “Ele está vivo, mas está muito ferido. Precisamos levá-lo para um lugar seguro e tratá-lo imediatamente.”
“Então vamos!” – Luffy exclamou, seu espírito de liderança e determinação claramente visível. “Vamos levar esse cara para o navio.”
O grupo se preparou para voltar para o navio, cada um ajudando de alguma forma. Luffy e Zoro ajudaram a carregar o homem ferido, enquanto Nami e Chopper se mantiveram atentos às condições do jovem. Robin, Brook e Franky, após se recuperarem, ajudaram a limpar o caminho e garantir que a travessia fosse segura.
Ao chegarem de volta ao navio, Chopper imediatamente se dirigiu para sua sala de médico, onde preparou uma área para cuidar do ferido. A tripulação se reuniu em volta, assistindo ansiosamente enquanto Chopper começava a examinar o jovem.
“Ele está muito fraco,” – Chopper comentou, seus olhos focados nos ferimentos do rapaz. “Mas com alguns cuidados, acredito que podemos ajudá-lo.”
“Não podemos deixar nada ao acaso,” – Nami disse, decidida. “Vamos fazer tudo o que for preciso para garantir que ele se recupere.”
A equipe começou a trabalhar, com Chopper dando instruções precisas e cada membro da tripulação contribuindo de acordo com suas habilidades. Franky e Brook ajudaram a organizar o espaço, enquanto Robin e Nami prepararam as ervas e remédios necessários.
Após um longo período de trabalho intenso, o jovem estava finalmente estabilizado. Chopper se afastou, exausto, mas aliviado.
“Agora é uma questão de esperar e ver se ele reage ao tratamento,” – Chopper explicou, limpando o suor da testa. “Vamos monitorá-lo de perto.”
A tripulação, cansada mas aliviada, se retirou para dar ao jovem ferido um pouco de paz e quietude. Nami, ainda preocupada, decidiu ficar um pouco mais perto para garantir que tudo estivesse em ordem.
Horas depois, a tensão começou a se dissipar. O homem ferido, embora ainda inconsciente, estava claramente em melhores condições. Nami, Zoro, e o resto da tripulação tentaram relaxar, mesmo com a mente ainda ocupada com os eventos recentes.
“Parece que estamos por um fio, mas conseguimos,” – Zoro comentou, dirigindo-se a Nami.
“Sim,” – Nami respondeu, olhando para o homem com um olhar de determinação. “Vamos ver como ele responde ao tratamento. Se tudo correr bem, poderemos descobrir mais sobre o que aconteceu e como podemos avançar.”
Luffy, com um sorriso de gratidão, se aproximou de Nami e Zoro. “Boa trabalho, pessoal"
O grupo se retirou, deixando o jovem para descansar e curar. As esperanças estavam elevadas, mas a tripulação sabia que ainda havia muito a enfrentar.
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