Orgulho e negação

2 Como tudo começou


Notas iniciais
Solace, minha primeira leitora ♥ Bom, esse capítulo também tá mal editado mas, prometo que o próximo já vai ser do note

#1 ano atrás
~Dani~
– Que dia é hoje em?
Quando notei que estava sendo completamente ignorada por Camila, segui seu olhar e reparei que mais uma vez ela estava de olho naquele menino que sentava na outra ponta da sala, revirei os olhos e sussurrei em seu ouvido.
– O nome dele é Pierre e ele é francês, só está aqui porque precisou fugir da máfia rússia que matou toda a sua família.
– O quê? E como é que você sabe dessas coisas?
– Você precisa parar de ser tão ingênua Cami. E, também, precisa me dizer que dia é hoje.
– Bocó, 3 de agosto de 2015, 9 horas em ponto. Uau. Sabe o que isso significa?
– Que temos tempo o sufuciente para terminarmos o trabalho JUNTAS até a hora da intervalo?
– Quem tá sendo ingênua agora? Você sabe que odeio história e sabe que eu te amo, certo? Enfim, 9 horas em ponto, eu li em algum lugar que quando conseguimos ver a hora exata significa que alguém tá pensando na gente. Ah, Dani! Eu preciso falar com ele hoje, só temos mais um semestre até o fim do ano, eu preciso conhecer meu futuro namorado.
Ri incrédula enquanto terminava o resumo sobre as causas da Primeira Guerra Mundial, o monólogo da Cami me deu tempo suficiente para isso. Agora eu só precisava falar sobre o desenvolvimento, mordi a caneta enquanto pensava em como continuar.
– Dani, me escuta. Ele olhou para cá e riu. Não acredito. Eu sabia. Está decidido, na hora do intervalo nós vamos falar com ele.E tire isso da boca, essa caneta é minha.
Apenas revirei os olhos e bufei em sinal de derrota, não ia adiantar de nada discutir.

~Pedro~
Haviam apenas cinco pessoas na minha frente na fila da cantina, era um dia tranquilo. A maioria das pessoas conversavam umas com as outras e se abraçavam para matar a saudade das férias. Enquanto tirava a carteira do bolso e pegava o dinheiro senti alguém esbarrar em minhas costas.
– Desculpa.
Quando me virei vi grandes olhos castanhos encarando com um pequeno sorriso, que rapidamente se tornou uma careta.
– Ah, é você!
Ergui as sobrancelhas em uma pergunta silenciosa.
– O carinha por quem minha amiga é obcecada. Opa, acho que não devia ter dito isso. Enfim, é o castigo que ela merece por ter me deixado fazer todo o trabalho de história sozinha.
Sorri enquanto ela tagarelava sem parar, sempre imaginei que ela fosse assim. Comprei a comida e olhei para ela antes de voltar para a sala.
– Você é estranha.
Sai rindo da cara furiosa e confusa que ela fez.

~Dani~
Quem aquele idiota pensava que era? Certo que eu posso ter ficado nervosa e falado muito mas, isso não dá a ele o direito de me chamar de estranha. Caminhei bufando em direção a sala com minha barra de chocolate e antes de abrir a porta lembrei que ele estaria lá. Sentei em um dos banquinhos de frente para a porta e esperei que o sinal tocasse logo, maldito dia que resolveram juntar os terceiros anos, se eu entrasse lá a Cami me faria falar com ele e era a última coisa que eu queria no momento.
– Ei, pipoca. Não falou comigo hoje.
Sorri para o garoto que sentou ao meu lado e ofereci a barra de chocolate para ele morder.
– Cheguei atrasada, só corri para o meu lugar.
– Grande novidade, no dia que você chegar no horário eu te pago um lanche.
– Fechado, hora de colocar minhas duas maiores motivações para duelarem, a fome e o sono.
Rimos até que a porta foi aberta e uma Camila furiosa saiu de lá.
– Em nome de todo amor que você tem por mim Carlos, você tem cinco segundos para me matar.
Ele alternou os olhares entre nós e antes que pudesse falar algo, Camila puxou meu braço e sussurrou quase em ameaça.
– Pronto, você já comprou o seu lanche altamente nutritivo. Agora, vamos lá falar com ele. Agora.
Soltei um olhar suplicante para Carlos que apenas riu e levantou os braços em sinal de impotência.

~Pedro~
Sentei ao lado do Matheus que estava concentrado no outro lado da sala.
– Ei, Pedro. Tá vendo aquela garota?
Olhei para o outro lado e vi a menina que encarava nós dois de modo nada discreto.
– O que tem ela?
– Ela passou a aula toda olhando para cá. Acho que ela tá afim de mim.
– Pensei que você fosse gay, Mat.
– E desde quando isso fez as garotas não se apaixonarem por mim? Todos se apaixonam por mim.
Rimos enquanto a garota saia da sala, aproveitei o momento para contar do ocorrido na cantina.
– Sabe aquela garota baixinha? A que você acha que estudou com ela alguns anos atrás? A gente conversou na fila.
– Olha só o meu garoto, tá afim de chamar ela para sair é? Vejo que tá aprendendo alguma coisa da vida. Mas, lamento informar que ela é uma das piores escolhas possíveis, um fora garantido.
Assim que eu ia perguntar o porquê a porta se abriu e vi ela e sua amiga caminharem na nossa direção, a primeira com uma cara enojada e a segunda com um sorriso assustador.

~Dani~
Paramos diante das cadeiras deles e eu senti uma cotovelada na minha barriga de forma nada discreta.
– Ai...é...o...oi. Acho que a gente já estudou junto, não foi?
Perguntei para o garoto mais baixo e de sorriso convencido tentando evitar o olhar do outro.
– Claro. Eu me lembro de você. E aí, como vai?
Quando abri a boca para responder fui bruscamente interrompida pela Cami.
– Que legal, todo mundo se conhece então. E você, qual o seu nome?
Olhei para ela me perguntando o que aconteceu com a parte de ser discreta, se eu fosse o garoto na sua frente já teria corrido ou simulado um ataque cardíaco.
– Esse aqui é o Pedro. Eu sou o Matheus, como já devem saber mas, me chamem de Mat.
– Oi Pedro. Como você tá?
Lancei um olhar para Mat me desculpando enquanto notava Pedro pensar no que responder com uma expressão assustada.
– Assustado. Quem é você?
Não consegui conter a risada e senti outra cotovelada, dessa vez nas minhas costelas.
– Camila, muito prazer. Mas, pode me chamar de Cami.
– Claro, Camila. Não precisa me apresentar, já estou de saída mesmo.
– Daniela, espera.
Me virei incrédula ao som da voz e notei que os outros também encaravam Pedro.
– Como você sabe meu nome?
Ele pareceu pensar um pouco sem deixar de me encarar nem por um segundo.
– Você é a líder da sala, todos sabem o seu nome.
– Verdade. Mas, acho que precisamos de uma apresentação formal crianças.
Enquanto Mat falava, ouvi o sinal tocar e vi a mão do outro se estender na minha direção.
– Pedro.
– Dani.

Notas finais
Sim, vai ficar alternando entre passado e presente para dar para entender melhor essa "relação". Beijocas