Notas iniciais
Espero que gostem, é apenas um epílogo, continuo dependendo da opinião de vocês, até.

Estação 9 ³/4 — 10:15

-Vamos logo Charlottie, não quero ser vista com você, não até você entrar para a Grifinória, espero que orgulhe sua família, já não basta sua irmã, uma desonra, entrar para a Corvinal, ao menos não foi para Sonserina. -minha "querida" mãe fala olhando de rabo de olho para minha irmã, que já estava em seu terceiro ano e havia andado na frente para encontrar com as amigas.

-Claro mãe -digo sem realmente dar ouvidos ao que ela fala e olho ao redor; mães chorando e abraçando seus filhos, famílias se despedindo, porque a minha não podia ser assim? Eu revirei os olhos espantando as lágrimas, não podia chorar, não com tanta gente envolta.

Se controle Charlottie.

-Adeus criança, nos orgulhe -diz meu pai e pisca, sorrindo de canto, queria tanto que ele não tivesse medo da minha mãe e tivesse coragem de me apoiar e dizer as coisas que pensa.

Fui andando e entrei no trem, um garoto que usava um uniforme amarelo me ajudou a puxar o malão para dentro do trem, mas antes que eu agradecesse sumiu pelas várias pessoas que enchiam o corredor. Acabei pegando uma das últimas cabines, vazia, ainda bem.

Bem, me desculpe, eu sou Charlottie Melissandre Moore, sou de uma linhagem pura, e toda a minha família foi da Grifinória, que eu saiba, nenhuma exceção, claro, além da minha irmã, Clarke Kassandra Moore, que foi para a Corvinal, nós nunca fomos muito próximas, principalmente pelo fato de minha mãe, a senhora Clorette Renoir Moore, sempre ter tido uma preferência óbvia por ela, mesmo depois dela ter se tornado uma "desonra", privilégios de uma gravidez planejada, já eu, nunca fui desejada, aposto que minha mãe só não abortou por insistência do meu pai, Mattew Moore, mas em compensação de não ter o feito, sequer me olhava direito.

Eu me vesti logo encurtando um pouco a saia, não tanto, e trocando os sapatos sociais por sapatilhas, que uniforme mais antiquado. Me deitei e comecei a ler o livro de poções, que era a matéria que mais me interessava, esperava gostar do professor.

Eu me deitei no banco esperando que a viagem terminasse logo, acho que nunca me senti tão ansiosa.

Alguém abriu a porta da cabine e antes mesmo que eu olhasse perguntou

-Doces? -era uma senhora gordinha que sorria e carregava um carrinho lotado de doces.

-Claro, vou querer uma tortinha de abóbora, três sapos de chocolate e alguns caramelos por favor.

-Aqui está, são 3 sicles.

Entrego o dinheiro a ela que continua andando e gritando “Doces”. Fecho a porta da cabine me sentando novamente, agora comendo e chegando a metade de meu livro de poções. Olho pela janela, vendo que ainda estamos em um tipo de plataforma, onde os trilhos pareciam flutuar, já que eu não podia olhar por baixo.

Fecho as cortinas e me deito novamente, pensando nas coisas que me esperavam.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.