Organização: Caçadores de Monstros (interativa)
38 Língua de Serpente - parte 1
Notas iniciais
Alexandria — Louisiana
Uma jovem de cabelos negros e longos, totalmente lisos, pele pálida e olhos lindos da cor do céu observava os seus colegas de sala praticando esportes na aula de educação física, enquanto ela estava sentada.
—Harley, o que esta fazendo? — gritou a professora. — Vem já pra cá! Você não pode ficar aí sem fazer nada.
Harley levantou da arquibancada, demonstrando ser uma jovem baixa e com o corpo de uma criança, mesmo já estando no ensino médio, isso fazia Harley ser extremamente agredida verbalmente pelas outras garotas, que costumavam rir dela. Ela foi guiada pela professora até um grupo de jovens que estavam jogando vólei.
—Gente, deixem ela jogar. — a professora afirmou. Um sorriso surgiu no rosto das jovens ao verem que era a garota tímida da sala. Raquel, uma jovem loira e popular da escola, sussurra no ouvido de uma das suas amigas.
O jogo começa e a amiga de Raquel faz o saque, que acerta a cabeça da jovem Harley, fazendo-a cair no chão. As garotas começam a sorrir e continuam o jogo, fazendo a mesma brincadeira com a garota.
(...)
Após a aula, Raquel saiu com seu namorado, e os dois foram para um floresta.
—Por que esta parando aqui? — disse ela, quando percebeu que o garoto estacionou naquele local.
—Eu quero um momento entre nos dois. — após dizer isso, o garoto começou a beijar Raquel, que retribuiu o beijo. Os dois começaram a se beijar, então, tiraram as camisas. Porém, um barulho atrapalha o momento.
—Escutou isso? — perguntou a jovem loira, abrindo a janela do carro e tentando ver se vinha alguém.
—Calma, vou sair para ver. — o namorado da garota saiu. Raquel viu ele caminhando em direção ao barulho, mas o jovem some nas árvores. Logo em seguida, ele grita. Raquel se desespera e abre a porta do carro.
—Ricky? — gritou ela, olhando para os lados enquanto escutava o barulho dos gritos de Richard se distanciando. Ela pega uma garrafa de vidro vazia dentro do carro e quebra a sua base para usar como arma. Raquel entra no local aonde seu namorado tinha entrado. Lagrimas escorriam de seu rosto, devido ao medo. De repente, ela sente algo gelado e úmido se prender em sua canela como uma corda e, em uma fração de segundos, puxa ela com tanta força que quebra a sua perna. A jovem começa a ser arrastada pela suposta cordaa pelo chão da floresta.
Raquel grita e chora, ainda mais quando sente pedaços de sua carne saindo devido ao chão cheio de pedras, galhos secos e objetos que eram jogados no chão.
Após dois minutos sendo arrastada, ela finalmente é levada para um deposito abandonado na floresta. Seu corpo sangrava e ela não conseguia levantar. A "corda" se solta de sua perna e o seu medo aumenta.
—Raquel? — a voz de Richard soou, meio chorosa.
—Me ajuda, Ricky! — disse ela, chorando.
(...)
Richard caminha pela floresta, porem, escuta os gritos de uma garota. Ele decide voltar para o seu carro.
—Raquel, é melhor a gente sair...- disse ele, até perceber que a jovem não estava no carro.
(...)
Richard se aproxima de Raquel. Ela sorri ao ver ser namorado.
—Me ajude. — disse ela, chorando.
—Que tal um beijo, amor? — disse ele. Então, uma língua extremamente grande saiu de sua boca e entrou dentro da garganta de Raquel, engasgando a garota.
***
Alex dirige seu carro ao som de Smoke on the Water. da banda Deep Purple. Seus polegares batem no volante do carro no mesmo ritmo da bateria.
—Dá para escutar uma outra música? — gritou Alice, que estava sentada do seu lado.
—Qual é o problema com essa?
—Nenhum, exceto quando você escuta ela dezesseis vezes seguidas. — disse a garota.
—Vocês poderiam parar de discutir? — disse Rose, que estava lendo um jornal. — Estamos próximos de Louisiana?
—Sim, por quê? — perguntou Alex.
—Leia isso. — disse Rose, entregando o jornal que ela tinha pego no último posto que eles abasteceram.
—..."Raquel Miller, de 17 anos, é encontrada morta e com vários ferimentos no corpo. Seu namorado é suspeito..." — leu Alice.
—Então, o que tem de mais nisso?
—Esse Richard esta afirmando que não fez nada com a namorada. — afirma Rose.
—Vamos passar por lá e ver se é realmente algo.
(...)
Alice e Rose tomavam um café enquanto Alex foi alugar um apartamento para eles.
—Será que ele superou? — perguntou Rose.
—O que?
—A morte do John.
—Ele é bem forte. Pode ser um idiota muitas vezes, mas consegue ser uma pessoa legal.
—Sinto falta dele. O John era um grande amigo. — disse ela.
—Não se preocupe. A gente vai passar a faca no pescoço daquela vadia. — as duas param a conversa quando o Walker chega no local. Ele joga a chave na mão de Rose.
—Descobri aonde estudava Raquel e aonde estuda o babaca do namorado dela. Vamos lá ter uma conversa com ele. Vamo lá, Alice.
—E eu? — perguntou Rose.
—Ah, achei que você fosse ver o corpo da jovem. — disse ele, saindo.
Já dentro do carro, os dois vão até a escola de Raquel.
—Você quer tomar um café antes de irmos para lá? — perguntou Walker.
(...)
Chegando na escola, os dois procuram por Richard. Alexsander observa vários casais se beijando no meio do corredor.
—Não sabia que isso era normal. — afirmou ele, antes de chegarem na porta de uma sala.
—Eu chamo o garoto. — disse ela. Alice pediu licença para o professor e pediu para conversar com o ex namorado de Raquel, afirmando ser da policia.
O jovem sai da sala.
—Nossa, você é gostosa. — diz ele. Alice e Alexsander trocam olhares ao ouvirem isso. — O que vocês querem?
—Queremos falar sobre a morte de Raquel Miller. — diz Walker
—Eu já disse para a policia que não matei ela. — disse o jovem, alterando o tom de voz.
—Não estamos aqui para acusar você. Precisamos apenas que fale, com total sinceridade, o que houve na última vez que se viram.
O jovem olhou para baixo e seu semblante mudou, pois estava se lembrando da noite,
—Eu e ela fomos para uma floresta aqui perto. Começamos a nos beijar, mas em um certo momento, escutamos um barulho. Eu sai do carro para ver o que houve, mas escutei os gritos de Raquel. Então, voltei para o carro e...
—E o que? — disse Alex.
—...eu fui embora. — completou Richard. Walker deu um sorriso sarcástico.
—Então, a garota estava em perigo e o machão decidiu fugir? — disse ele. — Você é um babaca! — finalizou ele, se retirando.
—Pode voltar para a sala. — disse Alice, seguindo o Walker.
Alice alcançou Walker e os dois começaram a conversar.
—Acalme-se, ok? Vamos nos preocupar em descobrir o que houve.
—Estou calmo. Só que dá um ódio ver pessoas assim...- diz ele.-Vamos conversar com alguém da sala dela.
—Ok. — diz Alice.
(...)
Os dois chegam na quadra da escola. Alice olha para Harley, que estava na arquibancada, desenhando. Os dois chegam para a professora, que chama a melhor amiga de Raquel, Débora, para falar com eles.
—A Raquel nunca foi te ter inimigos. Todos amavam ela. — disse a jovem. -Exceto... — Débora olha para Harley.
—Aquela garotinha? — perguntou Alexsander. — Por que ela não iria gostar da Raquel?
—A Raquel costumava praticar muito bullying com Harley. Há uma semana, nos estávamos jogando vôlei. Quando Harley foi jogar com a gente, Raquel, as meninas e eu implicamos muito com ela. Ela saiu chorando silenciosamente após a aula. Tinha vários hematomas nos braços dela...
—Continue. -disse Alice.
—Quando Raquel foi encontrada morte. Todos nós ficamos com medo dela. Achamos que Harley a matou. — disse Débora, então, lagrimas começaram a sair de seu rosto. — Tenho medo de ser a próxima.
—Pode ir. — disse Alex. A jovem saiu e os dois se olharam.
—E então...?
—Você acha que foi a garotinha lá? — perguntou Alex.
—Eu duvido muito.
—Será que eles não desconfiaram com o fato de sermos policiais tão jovens? — disse ele, sendo um pouco sarcástico.
—Acho que acreditaram por causa das cicatrizes. — disse ela, sorrindo.
(...)
Rose entra em um local acompanhada de uma policial. O corpo de Raquel estava em uma maca.
—Esse foi o caso mais estranho. O cientista forense que mandaram antes de você disse que a garota não foi morta por causa dos ferimentos. Ela disse que, provavelmente, ela morreu engasgada. A garganta se dilatou cinco centímetros de raio.
—Mais alguma coisa?
—Bom, aconteceu algo estranho... — disse a policial. — De acordo com os pais dela, essa jovem estava gravida a dois meses, mas quando a pericia examinou, não tinha nenhum bebê sendo formado. Foi como se ele tivesse sido arrancado. — disse a policial.
—Ok, obrigado. — disse Rose, um pouco perplexa. Ela começou a examinar o corpo.
(...)
Após isso, a jovem foi para a hospedagem aonde estavam. Ela pegou seu celular e fez uma ligação.
"Aló"- atendeu Raquel.
—Ei, Raquel. Preciso que você e Natan me façam um favor.
"Fale."
***
Richard dirigia até a sua casa. Estava de noite e o jovem tinha ingerido muito álcool. De repente, um animal entra na estrada e o jovem atropela, o que faz com que Richard saia do carro e veja o que atropelou. Era apenas um coiote, mas quando Richard se aproximou, uma língua enorme saiu de sua boca e enforcou o pescoço do garoto, puxando até a boca do animal, que começou a mastigar e estraçalhar o pescoço do jovem.
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